|
O vice-presidente cubano Carlos Lage
asseverou na véspera que a Revolução tem hoje mais força que
antes para responder às perguntas e solucionar os problemas.
Na sessão plenária do 7º Congresso da União
dos Escritores e Artistas de Cuba, que termina hoje, 4 de
abril, Lage expressou suas impressões sobre este fórum,
cujos debates e documentos foram qualificados de
profundamente revolucionários e, por conseguinte, críticos.
Precisou que ele se afastava do pesimismo de poucos — dois
ou três, por sorte —, identificava-se com o otimismo de
muitos — a imensa maioria —, e compreendia a impaciência de
todos, porque é a sua.
Lage mostrou preocupação por aqueles que
pensam que baixos preços e renda alta são frutos de decisões
burocráticas e não daquilo que é possível.
“Nada pode ser criticado com a crueza
necessária se esquecemos nosso passado recente, donde viemos
e, nalguma medida, ainda estamos, de um período histórico de
quase duas décadas em que nos propusemos manter um ideal de
justiça que quase era impossível sustentar e conseguimos
isso para surpresa de todos e de nós mesmos e porque temos
Fidel”, sublinhou.
Explicou que dessa etapa tão difícil foram
herdadas a dupla moral, as proibições, uma infra-estrutura
deteriorada e uma imprensa que não reflete todos os
problemas.
“São feridas de uma guerra, mas de uma guerra
que ganhamos”, reiterou.
LAZO REITERA CONFIANÇA EM ESCRITORES E
ARTISTAS CUBANOS
Por sua parte, o vice-presidente Esteban Lazo
Hernández, expressou sua confiança em que sempre se poderá
contar com a colaboração dos escritores e artistas para
acometer as tarefas da Revolução.
Ao intervir na terceira jornada do 7º
Congresso da Uneac, que se estendeu até a madrugada,
felicitou os delegados pela força das exposições em favor de
uma sociedade melhor.
Assegurou que eles sempre poderão contar com
o apoio do Partido e do governo para a solução de todos os
problemas expostos pelas comissões.
Ressaltou a importância da crítica justa e
comprometida para avançar na construção da sociedade cubana,
“mas não da crítica pela crítica que nada resolve”, apontou.
Expressou que para realizar as tarefas,
precisa-se dos escritores e dos artistas, como sempre o
fizeram para continuar salvando a Revolução, o Socialismo e
mudar tudo o que tem que ser mudado. |