MOVIMENTO DOS COMITÊS REVOLUCIONÁRIOS
 
                

Tibete: Respostas sobre a História, a religião, a classe religiosa, os problemas sociais, a repressão, o papel dos EUA

MCR [06.04.2008 13:01 PM]

Elisabeth Martens entrevistada por Bénito Perez para "o Correio" de Genebra, 27 de Março de 2008. eis a versão integral desta entrevista que responde sem ambages todas as às perguntas sobre a história, os acontecimentos, a repressão, o Dalaï Lama, os problemas sociais do Tibete

Podem apresentar-se resumidamente? Como veio de interessar-se ao Tibete e a China?

Sou parte durante três anos na China, após estudos de biologia na Bélgica, para mim especializar em medicina tradicional chinesa. Certamente aproveitei da minha estada ali para viajar do norte ao Sul e é em oeste. Um destas viagens conduziu-me primeira vez numa região tibetana (ou seja habitado, por tibetano) em 1990, à XiaHe ao Gansu, ao grande mosteiro do Budismo tibetano de Labulang. Fui surpreendida pela facilidade de contacto com o lantejoula que se passeavam em rua e iam fazer as suas corridas à mercearia do canto; é distante da imagem nossos moines cloîtrés de trás os seus muros. Surpresa também pela diferença entre os bouddhas chineses, todos os arredondamentos como théières que mijotent devagar sobre o fogão, sorrindo, alegres, e os bouddhas tibetanos, muito mais imponentes.

E ainda surpreendido de encontrar nos templos uma quantidade phénoménale de representações de Deus, de monstros, de boddhisattvas, etc. mais ferozes e effrayants os uns que os outros. Encontrei que, de certa maneira, está bastante próximo que encontra-se como galeria de horrores nas nossas igrejas: homens transpercés, crucifiés, ou lançados em marmitas de óleo bouillante, etc. nada de comparável na arte chinesa: no pensamento chinês, e por conseguinte nas artes da China, o sofrimento e o meio para emitir-se não é ao centro das preocupações.

_ que dever um se emitir a partir momento onde um saber que sofrimento ser oposto bem-estar?

 Encontrei nas regiões tibetanas, onde sou voltada várias vezes seguidamente (a última vez, em verão 2007), uma cultura muito diferente da cultura chinesa. Esta diferença pareceu-me interessante: como um país também gigantesco que a China (mais grande que toda a Europa) sai-se para conciliar 55 nacionalidades que falam cada uma a sua própria língua, sobretudo com a desproporção de Han (environ90%)

Em relação às outras nacionalidades? _ - que se passagem, de acordo com vosso informação (qual ser vosso fonte?),

actualmente nas regiões da China povoadas de Tibetano? As violências que tiveram lugar à Lhassa o 14 de Março de 2008 foram perpetradas por grupos de manifestantes tibetanos. Os testemunhos dos estrangeiros presentes sobre o lugar vão muito no mesmo sentido: as agressões visavam os Chineses (o Han) e hoje, maioritariamente dos Muçulmanos. Pessoas incendiées vivos, outras foram batidos à morte, déchiquetées à faca ou lapidados. As armas utilizadas eram cocktail Molotov, pedras, barras de aço, punhais e facas tapar. Teve 22 mortes e mais de 300 feridos, quase todos hoje e Han. Tratava-se de actos criminosos de carácter racista. Serge Lachapelle, um turista de Montreal, diz: "o bairro muçulmano foi destruído completamente, mais nenhuma loja não tinha de pé". A partir do 18 de Março, o Dalaï Lama declara numa conferência de imprensa que "os acontecimentos ao Tibete escapam ao seu controlo e que está pronto para demitir se as violências prosseguem-se". Acrescenta que "estes actos de violência são suicidas". Não obstante, mal alguns dias atrasado (o 21 de Março), por uma estranha coincidência do calendário, Nancy Pelosi, presidente do Congresso americano, chega à Dharamsala para uma visita oficial ao 14.o Dalaï Lama.

Fala dos acontecimentos ao Tibete como um "desafio para a consciência mundial" e exige da China de poder enviar ao Tibete uma comissão internacional independente a fim de verificar a acusação chinesa como qual "o ambiente do Dalaï Lama encontra-se de trás as violências", e a fim de controlar "como são tratados os prisioneiros tibetanos na China".

É uma das estratégias utilizadas pelos Estados Unidos: forçar a China a aceitar equipas de inspecção que levam o carimbo dos "Direitos do Homem", ou de poder dizer que a China recusou-o. Executar tal plano, ninguém melhor colocado que o Dalaï Lama: na sua alocução do 10 de Março, este último exortava já a China "maior transparência".

Estes termos não fazem curiosamente eco à "glassnost" que conduziu ao rompimento da URSS?

A Alemanha, vanguarda da Europa, alinha-se pelas exigências de transparência dos Estados Unidos: o seu ministro dos Negócios estrangeiros declarou que "o governo federal da Alemanha pede maior transparência por parte do governo chinês". Quanto às autoridades chinesas, falam de uma revolta préméditée e organizada bem. A ocasião escolhida para dar a luz verde aos émeutiers era a data aniversário de comemoração da revolta de 1959 à Lhassa, data que os Tibetano em exílio decretaram "Festa nacional": o 10 de Março. Este dia, um degrau, com base na Índia e dirigindo-se para o Tibete, começou certamente. Deveria durar seis meses: até aos inícios dos JO de Péking. Este degrau foi organizado pelo "Movimento para o levantamento do povo tibetano" (é difícil traduzir "uprising" diferentemente que por "levantamento"). Trata-se de uma associação na qual são representadas as fracções principais do governo tibetano em exílio: o NDP (New Democratic Party), o Congresso da Juventude tibetana (Tibetan Youth Congres), e o movimento das mulheres.

O 10 de Março era claramente o sinal de partida dos motins: foram incentivadas a distância por múltiplas manifestações que devem das embaixadas chinesas (e.a. à Bruxelas). Na China mesma, dos folhetos que chamam a manifestar para a independência do Tibete, foram distribuídos nas diferentes regiões tibetanas. _ o mesmo dia, três cem lantejoula mosteiro Drepung ter manifestar centro Lhassa, maneira non-violente embora "provocadora"; a polícia dispersou-o, sem discordâncias. Não foi mais o caso alguns dias atrasado, o 14 de Março: vários grupos de Tibetano, muito armados da mesma maneira e eficazes da mesma maneira, dispersaram-se na cidade de Lhassa, abrindo as hostilidades e semeando o pânico. A sequência é o drama que sabe-se, com as repressões chinesas que adivinha-se. É necessário recordar que o Direito internacional estipula que "cada país tem o direito de utilizar a força contra movimentos de independência que visa à divisão do dizer país"? Imaginem o feno que aquilo faria na França se o movimento séparatiste corso pusesse-se incendier transeuntes franceses em cheio Ajjacio!

- Analisou-se geralmente estes motins como uma "reacção à colonização do Tibete pelos Chineses"? Fala-se mesmo de genocídio? _ que ser ele?

Quando fala-se de "colonização" de um país por outro, é necessário, no mínimo, que haja dois países. Neste caso preciso, é necessário recordar que o Tibete nunca não foi reconhecido como "país independente"? Ao século XIII, o Tibete é anexado à China Mongols, e 18.o aos De Manchúria dividiu o seu império chinês em 18 províncias, das quais a província tibetana. Fim do 19.o, o império britânico invade o Tibete há os seus balcões de comércio. Aquilo passa-se sob o reino 13.o do DL, que vê na ocupação inglesa do Tibete uma oportunidade para afirmar a independência. Baseia-se para aquilo n que chamou o "Grande Tibete": um território que equivale à cinco vezes a França, quase o terço da China, e que corresponde mais ou menos (porque não havia mapas à época) que era o Tibete no fim da dinastia do Tubo, ao século IX. Ora a China do início do 20.o saía de um século de vendas enchères, com a sucessão das "concessões" feitas aos países ocidentais. Render o terço do seu território era assinar o seu acórdão de morte. Por conseguinte este pedido de independência estêve sem sequência. Quero dizer por lá: sem nenhuma sequência.

É dizer que nem os NU nem nenhum país nunca não reconheceu o Tibete como um país independente.

É uma primeira resposta à vossa pergunta. Um segundo, é que quando fala-se de "colonização", aquilo implica filigrane que o país invasor aproveita dos bens do país invadido.

Ora, se considera-se os cinquenta últimos anos do Tibete, constata-se um fenómeno oposto. A população tibetana triplicou graças aos cuidados de saúde e uma rápida melhoria do nível de vida. O que, à verdade dizer, não era muito complicado, tendo em conta as condições desastrosas em quais viviam mais de 90% de Tibetano sob o regime teocrático dos DL. No entanto, esta melhoria não foi também rápida que nas grandes cidades chinesas que, pelo seu lustro, fazem crer ao mundo inteiro que a China tornou-se capitalista. É louco que faz-se crer com lantejoulas, luzes e montras. Para responder à vossa segunda pergunta, a do genocídio, é necessário de novo fazer um pequeno regresso histórico. Em 49, com o advento da R.P. da China, o governo chinês opta por uma diminuição à zero dos contadores: todos os estrangeiros e influências estrangeiras são postos à porta e as fronteiras chinesas são reafirmadas, tão nas províncias remotas incluindo o Tibete.

A partir de 1956, uma rebelião armada é organizada nos vários mosteiros tibetanos (ea. Litang et Drepung): com RP a China, é os dignitários tibetanos que são visados, os do clero em especial. É de resto esta camada da população que começa a fujir para a Índia e que vai constituir a comunidade tibetana em exílio (da mesma maneira que o êxodo para TaiWan que era composta essencialmente das "gordas" famílias chinesas). Esta rebelião armada é a partir estes de inícios apoiada financeira e logisticamente pela CIA. Por qual razão? É suficiente para compreendê-lo de ler que dizia um relatório do Serviço dos Negócios Estrangeiros TER em Abril de 49: "O Tibete fica estrategica e de modo ideológico importante." Dado que a independência do Tibete pode servir a luta contra o comunismo, é do nosso interesse de reconhecê-lo como trabalhador independente (...) no entanto, não é o Tibete que interessa-nos, é a atitude que devemos adoptar no que diz respeito à China "." Não se pode não deixar de ser explícito! A rebelião armada, que começa do mosteiro de Litang, estende-se por vagas até a Lhassa, onde teve lugar mais importante, à que foi esmagada pelo Exército vermelho em 59. Após este acontecimento, ele era de grande importância para TER conduzir a opinião pública a crer que tratava-se de um genocídio, é por isso que o número de 1,2 milhão de mortes foram avançado pelas autoridades do Budismo tibetano em exílio.

Vários estudos demográficos demonstraram seguidamente que este número foi inventado de qualquer peça. Patrick French, exdirector de "Free Tibete", foi verificá-lo sobre o lugar, à Dharamsala. Após ter examinado longamente os documentos "oficiais" que serviram para avançar este número, foi desgostado completamente pela amplitude da falsificação que vem por parte de aqueles que admirava. Conta este episódio no seu livro. O que é importante de reter nesta falsificação, é que se fala-se de 1,2 milhão de mortes sobre uma população mal de dois milhões de habitantes, pode-se com efeito falar de um "genocídio". Mas se trat-se-ar que cerca de milhares de mortes de parte e outro, não se trata mais de um genocídio, mas uma guerra civil. Este número de 1,2 milhão de mortes por conseguinte permitiram manipular a opinião pública conduzindo-o para a desconfiança, ou mesmo a xenofobia, no que diz respeito aos Chineses. É o mesmo topo desde 50 anos. Por conseguinte, se analisa-se os factos de maneira histórica, não se pode falar nem de invasão, nem colonização, nem genocídio. Os motins que tiveram lugar este mês de Março de 2008 devem ser analisados num contexto económico em primeiro lugar, sem estar a esquecer que o Tibete é um dos terrenos de combate entre TER e a China, por muito tempo.

 - A violência das manifestações não enquadra com o pacifismo apresentado Dalai- Lama. Porque?

O DL e o seu ambiente levam as cores do pacifismo e devem manter a imagem de tolerância e de compaixão que sied ao Budismo tibetano, se não que crer-o-ia ainda em Ocidente?

O DL mesmo assim tomou o tempo de amotinar a opinião pública em redor da manifestação pacífica 300 moines de Drepung descidos ao centro de Lhassa o 10 de Março e imediatamente tem incriminado a repressão às forças da ordem chinesas (ou seja diz eventualmente, qualquer um cada um que viajou ao Tibete pôde observar que a polícia é composta essencialmente de Tibetano e contada muito poucos Chineses).

Quando os actos de violência atingiram um nível de crueldade sem nome, distancié rapidamente dos acontecimentos. Qual papel desempenha là-dedans?

 Sabê-lo, é necessário analisar à que aproveita estes motins: nem aos Chineses, nem os seis milhões de Tibetano da China. Servem essencialmente para amotinar a opinião pública em redor das violações dos Direitos do homem na China, a falta de liberdade de expressão, e as diversas repressões que incriminamos ao governo chinês. Por conseguinte, servem para dar da China uma imagem execrável, isto exactamente antes dos JO que vão reunir a imprensa internacional em Pequim. Penso que em parte, reflectem o enorme medo que temos da potência económica que representa a China actualmente. É verdadeiro que se por certos lados, faz ainda parte do Terceiro Mundo, por outros lados, corre o risco de recuperar-nos muito rapida e mesmo exceder-nos. Poucas pessoas aqui dão-se conta que a China conta um potencial intelectual gigantesco e que esta massa de intelectuais chineses começa a ter excesso a cabeça ser constantemente repelida e desacreditada pelo Ocidente.

Não vão mais calar-se por muito tempo. Para resumir, penso que estes motins servem para escurecer a imagem da China: provocar motins de carácter racial nas regiões tibetanas, é obrigar o governo chinês a sair a gorda entulho, e por conseguinte poderemos falar bem muito em qualquer honra de uma "repressão selvagem" exercida pelo governo chinês na hora "de incidentes étnicos". Conhece-se a canção: foi utilizada várias vezes desde 89 (conflitos na África, nos Balcãs, no Iraque, e os para desmontar a URSS).

 É necessário saber também que na comunidade tibetana em exílio, uma cisão é cada vez mais evidente: por um lado, houve, cujo DL, que prêche (não abertamente em todo caso) para a violência e não pede mesmo uma independência, mas fala "de autonomia acentuada", como sabe-se. Por outro lado, e pelo momento é uma fracção majoritária no governo em exílio, há os radicais que exigem uma independência total e estão prontos para aquilo tomar as armas. Imagina efectivamente que discurso similar seria um impossível de ter sem o apoio dos seus aliados de 50 anos:

TER que, de resto continuam a financiar e armar a comunidade tibetana em exílio. Realmente, TER dispõem actualmente de dois cavalos de batalha que utilizam simultaneamente: o DL e a sua sequência (europeu, sobretudo) por que passa o discurso pacifista que serve para reunir os intelectuais ocidentais em redor dos temas de "democracia", de "direito do homem", de "liberdade de imprensa", etc. que é necessário impôr à China (é um cúmulo "uma democracia" que é necessário impôr!... mas aquilo anda à 200%), e seguidamente a fracção "dura" do governo tibetano em exílio que conta cada vez mais membros graças a um discurso musculado de luta para uma independência, custa que custa. Aparentemente, são estes que põem o fogo às pós e desencadeiam as violências.

- Aquilo não exprime um real descontentamento?

Sim, certamente. _ que eu os senhores ter explicar até lá ser causa "externo" motim. Mas é evidente que se não existisse um "terreno", os causas não poderiam desencadear nada. Como dizia-voso, as razões internas são essencialmente económicas, por conseguinte também sociais. Primeiro, é necessário recordar-se que o ensino ao Tibete pôde começar apenas nos anos ' 60, tendo em conta o atraso geral do Tibete comparado com o resto do país.' O que quer dizer que os primeiros universitários ou técnicos superiores tibetanos começaram a trabalhar apenas nos anos 80, ou seja 10 anos atrasado que os Chineses Han (e 10 anos na China, é quase 100 anos nnós!). É um atraso que ainda não é recuperado agora. Este atraso nos níveis de formação, por conseguinte também no tipo de trabalho proposto aos uns e os outro, explica que os postos "importantes" são ocupados sobretudo por Chineses. Para além de este primeiro problema que é real, difícil resolver, e fonte de conflito "étnica", há também o atraso conhecido, por toda a parte na China, das campanhas em relação às grandes metrópoles. Se muitos Tibetano aproveitarem dos progressos económicos da China, muitos outro permaneceram no marasmo.

Este facto toca apenas o Tibete, mas o conjunto da China: as desigualdades fazem-se cada vez mais gritantes entre mais fácil (ou mesmo o razoavelmente fáceis) e mais necessitados. _ que lá ter sem dúvida mais específico Tibete, ser que pouco chinês residir Tibete ser sem trabalho - se eles chegar Tibete, ser que eles saber que eles lá ter um trabalho, se não eles ir noutro lugar -, enquanto que lá ter muito jovem tibetano sem trabalho. Em geral, vêm da campanha e seguiram exactamente a escola primária. Faltam de qualificação, enquanto que os Chineses que vêm trabalhar ao Tibete são técnicos qualificados, universitários ou quadros, e certamente comerciantes. Ainda que o ensino é facilitado aos Tibetano (como às outras minorias étnicas da China, de resto), que minerval é menos elevado e que os exames de entrada são menos severos que para o Han, os Tibetano não vêem sempre o interesse de prosseguir estudos superiores.

Conduzir os Tibetano a formar-se seria no entanto uma maneira interessante diminuir a desigualdade social, enquanto que a China "realiza-se" a injectar mil milhões de yuan para o único desenvolvimento económico do Tibete. _ mais, cidade tibetana, mercado livre favorecer chinês Han e muçulmano hoje que ter mais experiência comércio que tibetano. Por conseguinte, lá também, os Tibetano sentem-se sobre o quadrado em relação ao Han e hoje. Notar que o ódio racial no que diz respeito aos muçulmanos é ancorado há muito tempo no Budismo tibetano e veiculado por ele (ea. por o Kalashakra): é devido às invasões muçulmanas no norte da Índia aos 10.os e séculos XI que os mestres tantriques foram refugiar-se ao Tibete.

O Tantrisme indiano, tornado ao Tibete o budismo tibetano, guardou no que diz respeito ao Islão um ranc?ur longo devido às perseguições muçulmanas. - A China não anexou o Tibete? Pode-se negar a existência de uma reivindicação nacional ao Tibete, uma "nação tibetana" distinta da China? Como dizia-voso mais elevado, o Tibete foi anexado à China Mongols, ou seja à época onde Mongols estendiam o seu império e.a. China (13.o). Quando a China retomou o controlo sobre o seu império, com o Ming, do 14.o ao século XVI, sofrivelmente desinteressou-se desta remota região tibetana e o Tibete continuou a ser anexado à China "passivamente". Seguidamente, os De Manchúria apreenderam-se da China e fizeram do Tibete uma província chinesa. Episódio seguido por a dos Britânicos, seguidamente a TER. Enquanto que significa o termo "nação"? Se quer falar de uma nação historicamente distinta da China, é necessário subir à dinastia do Tubo que reinava sobre o Tibete do 7.o ao século IX.

É como se agora afirmava-se o império de Charlemagne! Se quer falar de uma cultura específica, aquilo parece evidente que o Tibete não tem a mesma cultura que a China, não estêve único pela sua língua e sua escrita, mas também pelos suas tradições, suas religiões, seus habitantes, etc.. O que de resto não impediu múltiplos cruzamentos, ao ponto que interrogo-me que aquilo poderia gerar como rupturas e dramas familiares se um dia o Tibete ficasse realmente independente e pusesse todos os Chineses Han à porta, bem como todos os muçulmanos (são as duas etnias visadas pelo governo em exílio): eles um teria consagrado problema para distinguir que é que, e que pertence qual etnia. Com efeito, os discursos étnicos estão lá apenas para explicar ao grande público guerras que fazem-se entre elas as grandes potências: aquilo viu-se nos Balcãs, no Iraque, na URSS, aquilo reproduz-se ao Tibete. O que confunde-me, é que a opinião pública ainda "não fez tilt". E o que preocupa-me, é que os desafios neste conflito excedem de longe todos os que viu-se nos outros conflitos: por um lado a China não se deixará fazer, por outro lado, é a economia mundial que corre o risco de balançar.

- Hoje, os Tibetano podem viver de acordo com a sua cultura/ religião?

Os Tibetano são a favor da maior parte muito que crê, aquilo vê-se no diário: os moinhos à oração giram alegremente, assiste-se à prosternations na frente dos templos da manhã à noite, sobre as estradas encontra-se peregrinos anda-se para Lhassa, as bandeiras de oração flutuam sobre os colos, os mosteiros bondés moines mesmo muito das jovens crianças (o que é proibido pela lei chinesa), os bilhetes de banco amoncellent ao pé dos bouddhas, de longe propõe-se -se résonner as trombetas e o mantras.

A prática religiosa é longe a ser restringida. Seria necessário ser realmente sem sinceridade para pretender o contrário! Ou, é necessário nunca ter sido ao Tibete. No ensino, o bilinguismo é obrigatório e praticado todas as nas escolas que visitamos (primários, secundários e superiores); institutos de tibétologie foi abertos à intenção dos jovens tibetano (ou outro) que desejam aprofundar o estudo da cultura tibetana: são dados lá cursos de língua, de medicina, de teologia, de música e dançados, de práticas artesanais, etc. por conseguinte mim pensa que é realmente non-sens dizer que a cultura e a religião opprimées ou são destruídas. De novo, é a informação que é dada nnós: após ter posto em destaque o engano quanto ao genocídio étnico, voltou-se -se rapidamente para o "genocídio cultural". É evidente que, mim, como pequeno indivíduo, se digo a inversa, ninguém não me crerá, mas é suficiente ir ver sobre o lugar para convencê-los.

 Então de qual fala quando aponta-se do dedo a "repressão chinesa"?

É proibido e severamente punido é muito tentativa de "separatismo", ou de divisão da China. Aquilo pode ser actos que parecem anodins nnós, como levar a bandeira tibetana em rua (bandeira que foi inventadas em 59, aquando do exílio, e que tem por conseguinte uma cor política), ou distribuir folhetos em rua, ou distribuir a fotografia do DL (que é effigie político), ou organizar manifestações, etc. para este tipo de acções, há muito rapidamente (demasiado rapidamente sem dúvida?) detençáo, e às vezes aprisionamento.

A China é drástica a este respeito porque sabe que o apoio à este movimento para a independência do Tibete é enorme, que este apoio vem do Ocidente e visa a divisão da China. Como dizia-voso, o contencioso não se refere tanto aos seis milhões de Tibetano da China em frente da China, mas é um contencioso que opõe a China ao Ocidente e que se exprime pela indisposição económica que conhece actualmente o Tibete.

 - Qual é a natureza do budismo tibetano e a sua estrutura/clero? Os seus papéis sociais e políticos, passados e presentes?

Então lá, interroga-me reescrever meus bouquin! Em resumo, o Budismo tibetano é procedente o tantrisme, uma das três grandes escolas ou "veículos" do Budismo. De acordo com os bouddhologuos, é o veículo que se é mais afastada do dharma (ou ensino original do Buda, 6.o AC). Em primeiro lugar, porque trata-se do veículo mais recente (6.o PC), por conseguinte o Budismo teve o tempo de metamorfosear-se várias vezes, este à qual deveu emprestar-se devido dificuldade à intelectual do seu ensino. E seguidamente porque o Budismo tibetano tem a particularidade de exercer simultaneamente um poder espiritual e um poder temporal, que não existe nos dois outros veículos do Budismo.

Com efeito, o tantrisme tomou o seu desenvolvimento ao Tibete os dias 10.o e 11.o pelas circunstâncias históricas que vocês contei (invasões muçulmanas). Nessa época, o Tibete era desorganisado totalmente a nível político e social. Ora as comunidades tantriques vindas do norte da Índia, eram estruturadas muito e hierarquizadas. É por isso que, quando instalaram-se neste Tibete que pedia uma reorganização, retomaram a região em mão de maneira "espontânea", utilizando os seus próprios critérios. O tantrisme tornou-se o budismo tibetano a partir do momento em que adaptou-se aos m?urs, costumes e à religião autóctones (o Bön). Pode-se dizer que nessa época, a religião budista foi benéfica ao Tibete, dado que conduziu o Tibete para féodalité estruturado. O aborrecimento, é que este féodalité figée durante um milénio em redor de um poder religioso extremamente repressivo e conservador. O Tibete foi parado na sua evolução devido à este poder omniprésent e omnipotent. Não é necessário esquecer que os mosteiros possuiam mais de 70% das terras tibetanas, o resto que vai às famílias nobres. Nunca não existiu um poder teocrático também potente e também rico no mundo. Era incomparável com o que se passava nnós Moyen-âge onde os mosteiros deviam fazer-se um pequeno lugar à sombra dos castelos fortes. Com o advento RP a China em 49, foi mais difícil que elevado o clero tibetano renunciar à este poder.

- Vocês ditos que o budismo tibetano permitiu impôr um sistema feudal. Mas aquilo foi o caso da maior parte de religiões. Este tempo não é terminado?

Bem certo, aquilo foi o caso para não mal outras religiões, como qual as religiões têm sempre um pé na política, qual que diga-se. O budismo tibetano permitiu à uma sociedade tribal, como estava antes do século IX, evoluir para uma sociedade melhor estruturada, feudal. Féodalité não tem mais a quota nula parte, e a antiga elite tibetana, mantendo em exílio, não tem a intenção de retornar ao antigo sistema. Modernizam-se o também e são antes partidários do modelo "andado livre" com réinstauration da propriedade privada das terras, por conseguinte, sobretudo fora do sistema chinês, mas copiado sobre o modelo ocidental. - Como explicar o sentimento muito protibetano em Ocidente, nomeadamente nos meios de comunicação social? A opinião pública segue os meios de comunicação social e os meios de comunicação social obedecem aos interesses económicos.

Não se vive numa ditadura económica nós?

A censura é melhor também real aqui que noutro lugar, mas camuflada. Em Ocidente, não se é fechado em prisão para as suas opiniões, mas na sua cabeça, seguidamente na doença que resulta. Interrogo-me às vezes o que vale melhor. Por conseguinte a vossa pergunta real passa a ser: o sentimento "como explicar protibetano veiculado pelo nosso sistema económico"? Nem TER, nem a Europa apreciam os progressos fulgurantes da China sobre a cena internacional. Todos os golpes são bons para contrapôr-o: "É necessário foutre o bordel durante os JO em Pequim!" "grita Cohn-Bendit no seu discurso em sessão plenária a propósito do comportamento que a UE deve adoptar em frente da China."

Isto, não mesmo uma semana após os acontecimentos que inflamaram o coração de Lhassa!

É bastante monstrueux, mas aquilo demonstra por "a+b" que o "grande mundo da diplomacia e o trust financeiro" não tem cura do Tibete, o que importa-lhe é "foutre o bordel na China". Como fazer engulir este pilule ao grande público ocidental, não perdendo sobretudo a aprovação dos intelectuais? Para aquilo, recorre-se Seu Saintidade que pelo seu sorriso de neves eternas faria derreter um gato na frente de um rato. 

O Budismo tibetano não se vestiu os seus mais bonitos atours para seduzir um Ocidente "em vazio de valores espirituans"?

Entrado nnós surfando sobre a vaga do "regresso às fontes" dos anos 70, não lhe foi difícil fazer-se passar que o dharma, apresentado à nós como um "ateísmo espiritual", uma filosofia de vida, um modo de ser, uma terapêutica interna, etc., resumidamente, muito excepto uma religião. Ora, se se olha-se um ligeiramente mais perto, o Budismo do Buda é já uma religião dado que propõe transcendance: um para além dos sofrimentos que resultam dos nossos limites físicos e temporais.

É que além, ou transcendance, não implica uma fé?

 O Budismo tibetano é mais ainda uma religião, dado que tem reintroduz dogmas, cujo os famosos: o réincarnation, precisamente aquele contra o qual insurgiu-se o Buda em pessoa! O réincarnation foi entregue à honra pelo Budismo tibetano ao século XIV, para poder oficializar a sucessão da herança espirituala, temporal e, sobretudo, material de uns uns Rinpoché (ou responsável de mosteiro) para o seguinte, pelo sistema dos tulkous (que conta com a crença no réincarnation). Ser responsável por um mosteiro ao Tibete à época feudal, era ser grande proprietário fundiário: as terras, e os bens sobre estas terras, incluindo serfs, pertenciam ao mosteiro.

Aquilo explica porque houve tanto assassinatos nas filas do elevado clero tibetano e de guerras entre as diferentes escolas do Budismo tibetano. Resumidamente, o Budismo, graças ao seu carácter muito plástico adaptou-se aos diferentes ambientes onde elegeu domicílio, que seja ao Tibete, ou ao 20.o nnós... onde Seu Sainteté o DL plait nos servir-se algumas conchas de democracia, com cuillère à sopa de Direitos do homem, e tanta liberdade de expressão, misturá-lo conscienciosamente à uma boa pitada de tolerância e de compaixão budistas, e obtem-se uma massa bem lisa pronta para enfornar nos altos fornos mediáticos para fazer succulente tarte à nata! Único o Budismo adapta-se, é um sinal de boa saúde! O que é muito mais insalubre, é um DL que faz passar o Budismo tibetano para uma No.religião (uma filosofia) de tolerância e compaixão privada de implicações políticas. Lá, há realmente de qual se esclaffer (embora não seja uma boa graceja)!

- Não se pode também explicar-o pelo carácter totalitário e repressivo do Estado chinês?

Evidentemente, que põe-se adiante nós, é o contraste entre o "pacifismo" do DL e o "totalitarismo" da China.

Mas é ligeiramente ridiculamente preto-branco, não encontram?

É necessário bom justo persuadir das crianças em pingamento communion. Então como faz-se que todos nnós (mesmo os intellos de esquerda, progressistas, écolos, bios, e todo e todo) têm esta ideia muito contrastada em cabeça, de um Tibete tanto simpático e uma China abominavelmente repressiva? É a mesma pergunta que: como faz-se que todos bebem Coca-cola e levam Adidas? O pub, aquilo funciona e é perigoso, todos sabem-no e não se pode impedir-se fazer-se ter. Sobretudo que este pub lá, aquilo faz 50 anos que golpeia-nos!

_ que um dizer nós que China ser "repressivo", acordo até certo ponto, mas explicar -me como se facto enquanto que proporcionalmente ela conta cinco vez menos prisioneiro que TER?

 _ que um dizer nós que China ser "totalitário": _ acordo para declaração que ela resto comunista, mas ser automaticamente sinónimo "totalitário"?

De resto, o que obstrui-nos, não é enquanto for comunista, mas é que protege o seu "território económico": nem TER nem a UE haver que querem ao seu próprio modo, e aquilo não agrada de forma alguma às multinacionais. Os investimentos estrangeiros na China não excedem 3%: não é um bonito presente para as nossas multinacionais!

Há uma dimensão geoestratégica? Qual é o papel Dalai- Lama?

A dimensão geoestratégica está ao centro do problema, certamente e, desde o começo do século XX. Não é necessário esquecer que a Europa tinha muitas "concessões" na China no início do século XX e que o Tibete estava, para assim dizer, sob a tutela dos Ingleses. A tomada de poder pelos comunistas pôs termo à esta semicolonização. Creio que nnós, não se digeriu aquilo. Desde o fim da segunda guerra mundial, são TER que retomaram a tocha com a guerra fria em tela de fundo. O Tibete e o DL tornaram-se dois excelentes cavalos de batalha para TER na sua tentativa de dividir a China.

- Os EUA acabam de tirar a China da sua lista dos Estados mais repressivos?

A China não se tornou um Estado capitalista como os outros? Se os EUA fazem aquilo, não é num objectivo estratégico? Aquilo permite-lhes organizar mais motins em regiões tibetanos, o que deverá conduzir a China a estender os canhões da repressão, e TER poderão assim surgir o seu cartão vermelho: "estado repressivo". A China pratica actualmente uma economia que chama "mista", est-à-dire que certos aspectos do capitalismo são admitidos lá, mas que o socialismo gere ainda o reforço da economia chinesa. Simplificando, pode-se dizer que o capitalismo desenvolve-se sob o controlo do partido comunista. De acordo com os economistas internacionais, o sector público domina ainda a economia chinesa mais de 60%. é talvez difícil de compreender para nós que reflectem antes de maneira aristotélicienne onde "tem não pode nunca ser não -A". Mas para um Chinês, é de aproximadamente do yin-yang: um não exclui o outro, A pode ser non-A, aquilo depende das condições. É que chama-se uma maneira de pensamento dialéctica. Por exemplo: as autoridades constataram que deixaram ir demasiado adiante a poluição muito. Do golpe, no seu plano de cinco anos, corrigem o TIR e prevêem um investimento gigantesco no sector do ambiente e a ecologia, quite a recorrer à investimentos estrangeiros. Mas utilizando meios capitalistas, o seu fim não o é. Pode-se apenas esperar que aquilo funciona!

Elisabeth Martens