Senhoras
e Senhores, membros da Assembléia Geral das Nações
Unidas:
Eu vos saúdo, em nome da União Africana, e rezo para que
esta convocação seja uma sessão histórica na trajetória
do mundo.
Em nome da Assembléia Geral das Nações Unidas, presidida
pela Líbia, em nome da União Africana, em nome dos mil
reinos africanos tradicionais e em nome de todos vocês,
estendo os meus parabéns ao nosso filho, o Presidente
"Obama”, sendo esta a primeira vez que ele participa da
reunião da Assembléia Geral, como presidente dos Estados
Unidos da América. O saudamos por ser o Estado
anfitrião.
A convocação desta sessão acontece no auge de uma série
de desafios que nós todos enfrentamos e diante dos quais
o mundo inteiro deveria se unir e engajar sérios
esforços a fim de derrotar esses desafios, os quais
constituem um inimigo comum. Os desafios da mudança do
clima, a crise financeira ou o colapso da economia
capitalista, a crise de alimentos e da água, a
desertificação, o terrorismo, a migração, a propagação
de doenças, as criadas e as não criadas pelo ser humano-
alguns vírus fabricados por órgãos bélicos como uma
arma, sobre os quais se perdeu o controle. Talvez a
“influenza suína” seja um dos vírus que fugiu ao
controle, tendo sido criado nos laboratórios como uma
arma de guerra. Assim como a horrenda proliferação
nuclear, junto a outro tipo de terrorismo tal como a
propagação da hipocrisia e do medo, a descrença, a
degradação da moralidade e a prevalência da matéria.
Isso tudo representa um inimigo comum a todos nós.
Senhoras e Senhores:
Como os senhores sabem, as Nações Unidas foram
basicamente formadas por três ou quatro países que se
uniram contra a Alemanha. Esses países representam as
Nações Unidas e não a Organização das Nações Unidas. A
Organização das Nações Unidas que somos hoje é outra
coisa. As Nações Unidas são as nações que se uniram
contra a Alemanha na II Guerra Mundial. Essas Nações
formaram um conselho chamado de Conselho de Segurança e
concederam a si mesmos assentos permanentes e poder de
veto. Nós não estávamos presentes. Sob a ótica daqueles
países as Nações Unidas foram delineadas e a nós,
solicitaram que adotássemos o modelo delineado por
aquelas três ou quatro nações que se uniram contra a
Alemanha. Essa é a verdade. Assim formou-se o alicerce
dessa organização internacional. Essa formação ocorreu
na ausência das 165 nações existentes agora. Significa
uma proporção de 1 para 8 , um presente para cada oito
ausentes. Eles elaboraram a Carta, como os senhores
sabem, mas ao ler o texto percebe-se que o prólogo é uma
coisa e seus artigos são outra coisa diferente.
Como foi que isso aconteceu?!.
Aqueles que compareceram à reunião de São Francisco em
1945 participaram da redação do prólogo, deixando os
outros artigos, inclusive os regimentos internos do
Chamado de Conselho de Segurança, para os peritos,
técnicos e políticos dos países interessados no assunto.
Foram os países que criaram o Conselho de Segurança e se
uniram contra a Alemanha. O prólogo é muito atraente e
não há nenhuma objeção a ele. Porém tudo o que se seguiu
a ele é completamente contraditório. É diante disso que
estamos agora. Protestamos contra ele, o rejeitamos e
não podemos prosseguir com ele, porque seu tempo expirou
na II Guerra Mundial.
O Prólogo diz que as nações são iguais, as grandes e as
pequenas. Será que somos iguais no que diz respeito aos
assentos permanentes? De maneira nenhuma. Nós não somos
iguais. A introdução diz que as Nações Unidas tem
direitos iguais, as grandes e as pequenas. Tudo bem. E
com relação ao direito de veto, somos iguais?. O Prólogo
diz que as nações, as grandes e as pequenas, são iguais
em seus direitos. Assim é a introdução e é com ela que
concordamos. Então, o veto é contra a Carta e os
assentos permanentes são contra a Carta, nós não
reconhecemos e não aceitamos isso.
A Carta diz em sua introdução: "Nós nos comprometemos a
não usar a força armada a não ser pelo interesse comum".
Este é o prólogo com o qual ficamos satisfeitos, aquele
que assinamos, e pelo qual nos juntamos às Nações
Unidas. O preâmbulo diz que "a força armada é usada
somente em prol do interesse comum de todas as nações”.
Mas 65 guerras ocorreram com milhões de vítimas, em
numero superior ao da Segunda Guerra Mundial, mesmo após
o estabelecimento das Nações Unidas e após a criação do
Conselho de Segurança com sua formação atual. Os
combates, as agressões e a força despendida em 65
guerras aconteceram em prol do interesse comum?! De
maneira nenhuma. Aconteceram ao serviço do interesse de
um determinado país, ou de dois ou três deles.
Abordaremos essas guerras para ver se aconteceram em
nome do interesse comum, ou em nome do interesse de um
determinado país. Esta é uma contradição alarmante ao
prólogo da Carta, com o qual concordamos e pelo qual nos
juntamos à organização. E se as coisas não acontecem
conforme o preâmbulo acordado por nós, então a nossa
presença na Organização não vigora mais a partir de
agora.
Nós não estamos sendo complacentes:
Nós não estamos sendo complacentes, não falamos em
linguagem diplomática. Não temos medo, não somos
gananciosos. Não podemos ser omissos acerca do destino
do mundo. Estamos agora falando do destino do mundo, do
destino do planeta, do destino da raça humana. Nesta
questão crucial para a humanidade não há nenhuma
cortesia nem hipocrisia, ou diplomacia, porque a
complacência, a hipocrisia e o medo têm levado à
ocorrência de 65 guerras após o estabelecimento das
Nações Unidas.
A introdução expressa que “se a força for usada, deve
ser força internacional, força conjunta“. As Nações
Unidas, com seu Estado Maior das Forças Armadas, são os
que deveriam usar a força e não um país ou dois ou três.
As Nações Unidas como um todo deveriam decidir sobre o
uso da força para preservar a paz mundial. E em caso de
ocorrência de agressão por parte de uma nação contra
outra depois de 1945, após o estabelecimento desta
Organização, seriam as Nações Unidas como um todo que
deveria deter esta agressão. Por exemplo, se a Líbia
agredisse a França, as Nações Unidas deveriam deter a
agressão Líbia, porque a França é uma nação
independente, soberana e membro da Assembléia Geral das
Nações Unidas.
Estamos comprometidos em defender a soberania das nações
coletivamente, desde o estabelecimento da Organização
ocorreram 65 guerras hostis e as Nações Unidas não as
detiveram, sendo que oito grandes guerras ferozes que
vitimaram milhões de vidas foram declaradas pelos países
que detêm assentos permanentes no Conselho de Segurança
e o direito de veto. Os países nos quais nos sentíamos
seguros e nos quais acreditávamos que iriam prover a
segurança e proteger a independência dos povos, foram os
mesmos que ameaçaram a independência dos povos e usaram
da força bruta. Nós acreditávamos que eles iriam deter a
agressão, proteger os povos e instalar a tranqüilidade
no mundo. Mas vemos que esses Estados usam da força
bruta e desfrutam de um assento permanente no Conselho
de Segurança, e detém o direito de veto que outorgaram a
si mesmos.
Não há nada nesta Carta que autorize às Nações Unidas a
intervir em assuntos que são essencialmente da
jurisdição interna de uma nação. Significa que o sistema
de governo é um assunto interno de um país, no qual
ninguém tem o direito de intervir. Estabelecer em seu
governo um sistema ditatorial, democrático, socialista,
capitalista, reacionário ou progressista é
responsabilidade da própria sociedade, é um assunto
interno. Um dia, a Roma votou em “Julius César” para ser
ditador. O Senado deu-lhe mandato para ser ditador,
porque achava que a ditadura naquele tempo, era benéfica
para a Roma. É um assunto interno. Quem ia perguntar a
Roma por que fez de “Julius César” um ditador.
O prólogo é algo com o qual concordamos. Porém o advento
posterior do veto não é mencionado na Carta. Se tivessem
nos dito que o veto existiria, não nos teríamos juntado
à Organização das Nações Unidas. Nós aderimos porque
somos iguais em direitos. Mas a posterior ocorrência de
um país que detém um assento permanente e com direito a
se opor a todas nossas decisões é mera injustiça. Quem
concedeu a eles os assentos permanentes? Esses quatro
países deram a si mesmos os assentos permanentes. O
único país no qual votamos para que tivesse um assento
permanente foi a China. Demos os nossos votos à China
para ter um assento permanente no Conselho de Segurança.
Somente a presença desse país é democrática, enquanto a
ocupação dos outros quatro assentos não é democrática,
mas ditatorial, que nos foi imposta, e nós não os
reconhecemos e não se vigora a nós.
A Reforma das Nações Unidas:
A reforma das Nações Unidas, Senhoras e Senhores, não é
feita através do aumento do número de assentos. O
aumento do número de assentos só “fará com que a lama
fique mais molhada”. Eu não sei como o intérprete
traduziria este ditado “a lama mais molhada”. É difícil
traduzir este ditado para o inglês. Mas vou ajudá-los:
“adicionar insultos a injuria” significa “sobre o mal
pior ainda”, contribuindo para que haja duas medidas e
dois pesos. Como? Porque nações grandes serão
adicionadas às primeiras grandes potências que nos
fizeram sofrer e o saldo a favor dos grandes países será
maior e maior. Por tanto, a partir daqui, nos rejeitamos
o aumento de assentos desta forma. A solução não é
aumentar o numero de assentos. O equivoco mais grave a
seria aumentar o número de assentos para os grandes
países ao lado das primeiras potencias. “Isso destruiria
os povos do terceiro mundo, destruiria todos os países
em desenvolvimento que formam agora o chamado de Grupo
dos Cem – G100 - existem cem países reunidos em um fórum
chamado ‘Fórum dos Países Emergentes-FSS”, que serão
destruídos pelos assentos novos, porque novos países
grandes serão adicionados às primeiras potencias. Isso é
inaceitável. Há que se fechar essa porta e rejeitar tal
possibilidade firmemente. Aliás, abrir a porta para o
aumento de número de assentos do Conselho de Segurança
só aumentaria a desigualdade e a injustiça, elevaria o
grau da tensão global, e acirraria a concorrência pelos
assentos do Conselho de Segurança. E nos veremos diante
da competição entre um grupo de nações extremamente
importantes. Haverá competição entre Itália, Alemanha,
Indonésia, Índia, Paquistão, Filipinas, Japão, Brasil,
Argentina, Argélia, Líbia, Egito, Congo, África do Sul,
Tanzânia, Turquia, Irã, Grécia e a Ucrânia. Todos esses
países vão exigir um assento no Conselho de Segurança e
assim a corrida continuará até que o número de membros
do Conselho de Segurança se iguale ao dos membros desta
Assembléia. Isto seria impraticável.
Então, qual é a solução?
A solução submetida agora à Assembléia Geral sob a
presidência do "Ali Treki", será decidida através do
voto, uma decisão irrevogável tomada pela maioria na
Assembléia Geral, sem qualquer comprometimento com
outras partes, para que se feche a porta à adesão de
países e se feche a porta para o aumento de assentos no
Conselho de Segurança, substituindo-os pela adesão de
associações, promovendo a efetivação da democracia
através da implementação da igualdade entre os
países-membros e a transferência das competências do
Conselho de Segurança para a Assembléia Geral. As
associações seriam os membros e não os países, porque ao
se abrir a porta para os Estados serem membros do
Conselho de Segurança tal como está sendo proposto
agora, faria com que todos os países disputassem
assentos no Conselho de Segurança, seria direito deles,
porque conforme consta no prólogo, os países são iguais.
Como poderíamos parar com isto? Quem teria o direito de
fazer com que esses países parassem com a demanda por
assentos? Quem teria o direito de dizer à Itália que não
demandasse um assento também, caso um assento fosse dado
à Alemanha? A Itália tem prioridade e argumentaria que,
ao juntar-se aos aliados deixando os países do eixo,
derrotou a Alemanha, o país agressor à época, não a
Alemanha atual, mas sim a ex-Alemanha nazista. Caso
concedêssemos um assento à Índia, por exemplo, e o país
merece, o Paquistão iria protestar. Tanto um como o
outro tem a bomba atômica e estão em estado de guerra.
Isso é grave. Se déssemos um assento ao Japão, então por
que não dar um a Indonésia, o maior país muçulmano do
mundo?!. Então o que dizer à Turquia, ao Irã, à Ucrânia,
ao Brasil e à Argentina?. E a Líbia, que aboliu o
programa de armas nucleares também não mereceria um
assento no Conselho de Segurança por ter servido à
segurança mundial?!. Ou talvez venha o Egito, a Nigéria,
a Argélia, o Congo, a África do Sul, ou a Tanzânia, são
todos países importantes. Há que se fechar esta porta,
propor a ampliação do Conselho de Segurança é uma
futilidade e uma flagrante fraude.
Portanto como iremos reformular as Nações Unidas se
trouxermos mais países grandes ao lado das grandes
potencias que os antecederam e com as quais sofremos?
Portanto, a solução reside na implementação da
democracia ao nível de congresso mundial que é a
Assembléia Geral, na transferência das competências do
Conselho de Segurança para a Assembléia Geral, fazendo
assim com que o Conselho de Segurança torne-se apenas um
instrumento para executar as resoluções da Assembléia
Geral.
A Assembléia Geral é o parlamento do mundo, é o
congresso do mundo, é o legislador. Suas decisões são
compulsórias. Assim é a Democracia. Que o Conselho de
Segurança se submeta à Assembléia Geral e nunca fique
acima dela. A partir de agora nós iremos repudiá-lo se
ele ficar acima dela. Assim é o poder Legislativo. Eles
são os legisladores da Assembléia Geral. Está escrito
que "a Assembléia Geral faz isto e aquilo conforme a
recomendação do Conselho de Segurança". Isso é errado, o
certo seria o contrário, que o “Conselho de Segurança
fizesse isso e aquilo sob as ordens da Assembléia
Geral”. Eis aqui cento e noventa nações, estas são as
Nações Unidas reunidas, e não o Conselho de Segurança
que está na sala ao lado. Dez pessoas!. Que democracia é
essa?! Que segurança?! Como que podemos estar tranqüilos
a respeito da paz mundial se nosso destino está nas mãos
de dez, controlados por quatro ou cinco países,
subordinados por sua vez a um único país! Nós, cento e
noventa nações estamos aqui, como se fosse o "Hyde
Park". Uma decoração?! Vocês são a decoração. “Vocês do
"Hyde Park" não tem valor, têm apenas um fórum para
discursar, exatamente como se discursa no "Hyde Park".
Faz-se o discurso e vai-se embora É assim que vocês são.
O Conselho de Segurança deverá ser somente o poder
executivo das resoluções da Assembléia Geral das Nações
Unidas. Assim que o Conselho de Segurança se torne um
mero executor das resoluções da Assembléia Geral, não
haverá disputa pelos assentos do Conselho de Segurança.
O Conselho de Segurança proposto:
Que o Conselho de Segurança seja representante das
nações como um todo, não de países. O que está sendo
agora proposto à Assembléia Geral é um assento
permanente para cada bloco:
- Um assento permanente no Conselho de Segurança para a
União Européia, formada de vinte e sete países.
- Um assento permanente no Conselho de Segurança para a
União Africana, formada de cinqüenta e três países.
- Um assento permanente no Conselho de Segurança para a
Associação da América Latina.
- Um assento permanente no Conselho de Segurança para a
ASEAN.
- A Federação Russa, atualmente detém um assento
permanente no Conselho de Segurança.
- Os Estados Unidos da América, compostos por cinqüenta
estados, atualmente detém um assento permanente no
Conselho de Segurança.
- Um assento permanente no Conselho de Segurança para o
SARC, se for estabelecido, ou estiver a caminho de ser
estabelecido.
- Um assento permanente no Conselho de Segurança para a
Liga dos Estados Árabes, formada de vinte e dois países.
- Um assento permanente no Conselho de Segurança para a
Organização da Conferencia Islâmica, formada de quarenta
e cinco países.
- Um assento permanente para o Movimento de Países
Não-Alinhados, formado de cento e vinte países.
- Há que se pensar no Grupo dos Cem Paises G-100, todos
os países pequenos poderão também ter um assento
permanente.
- Se houvesse países fora desses blocos que já
mencionei, poderia destinar-lhes um assento permanente,
alternando-se a cada seis meses ou a cada ano. Talvez o
Japão, a Austrália ou a Nova Zelândia estivessem fora de
qualquer bloco ou um dos países que não tenha se juntado
à ASEAN ou que não tenha aderido à Federação Russa ou à
União Africana, à União Européia ou à União
Latino-americana, nem aos Estados Unidos da América.
Poderia se destinar um assento a esses países.
Eis a solução proposta, a solução submetida à Assembléia
Geral para votação . Esta é a questão fundamental,
prioritária e essencial apresentada à Assembleia Geral,
como governante mundial, parlamento do mundo, congresso
do mundo. Ninguém se opõe a ela e nós não reconhecemos a
quem quer que seja fora desta sala. Nós somos as Nações
Unidas. Os senhores "Ali Treki" e "Ban Ki- Moon"
prepararão as fórmulas administrativas e jurídicas e a
formação de comissões que submeterão ao voto a proposta
que o Conselho de Segurança a partir de agora seja
composto por Blocos . Esta é a justiça, a democracia e
iremos acabar com essa estória do Conselho de Segurança
ser ocupado por certos países. Um país que detém a bomba
atômica, outro que detém o poder econômico e outro que
detém a tecnologia . Isto é terrorismo. Nós não podemos
viver no âmbito de um Conselho de Segurança dominado por
aqueles que detém o poder esmagador. Isto é terrorismo.
Se quisermos um mundo convivendo unida e pacíficamente,
em segurança e paz, façamos isso. Mas se optarmos por
viver em terrorismo, que assim seja. Viveremos em
conflitos, continuaremos vivendo em conflito até o Dia
da Ressurreição.
Que todos estes assentos tenham direito ao veto, ou não
o tenha nenhum. Ou mantém-se o Conselho de Segurança com
a composição atual com todos os assentos com direito ao
veto ou se retira definitivamente este direito do
Conselho de Segurança em sua nova composição. Assim
seria o verdadeiro Conselho de Segurança. Em todas as
alternativas, o Conselho de Segurança em sua nova
composição submetida à votação da Assembléia Geral seria
um instrumento executivo da Assembléia Geral da ONU. A
soberania é das nações, é das cento e noventa nações
existentes, assim todas as nações estariam igualmente
presentes no Conselho de Segurança, assim como estão na
Assembléia Geral. Nossos votos aqui na Assembléia Geral
são iguais e deverão ser iguais também na sala do lado ,
que é o Conselho de Segurança. O fato de um país ter
poder de veto e outro não, um ter assento permanente no
Conselho de Segurança e outro não, será extinto a partir
de agora. Não nos submeteremos a isso, nós não o
reconheceremos mesmo que persista. Não nos submeteremos
a qualquer resolução tomada pelo Conselho de Segurança
em sua formação atual.
Queremos decidir o destino do mundo de forma
democrática.
Chegamos agora. Nós fomos colonizados. Estávamos sob
tutela, nos tornamos independentes e nos unimos.
Queremos decidir o destino do mundo de forma democrática
a fim de preservar a paz e a segurança para todos os
povos, com igualdade para todas nações, as grandes e as
pequenas.
O terrorismo não é apenas o terrorismo da Al-Qaeda .A
situação atual em si é um terrorismo. A decisão é
somente da maioria dos votos na Assembléia Geral e não
de outras partes. Se a Assembléia Geral votar a favor de
algo, tornar-se-á vigente e ninguém poderá se opor e
dizer que está acima da Assembléia Geral. Quem disser
que está acima da Assembléia Geral que saia das Nações
Unidas e que fique por sí só.
A democracia não é do mais forte, não é para o mais
rico, para o terrorista que nos assusta. A democracia é
a ultima palavra, não para aquele que seja mais rico ou
mais poderoso. A última palavra é de todas as nações,
todas as nações igualmente. O Conselho de Segurança é
hoje um orgão de segurança feudal, uma política feudal
exercida pelos detentores dos assentos permanentes, que
os protege mas que é usado contra nós, por conseguinte
não se chama Conselho de Segurança , mas Conselho do
Horror.
Irmãos, vocês vêem em nossa trajetória política, que
quando querem usar o Conselho de Segurança contra nós
eles recorrem a ele. E quando eles não tem necessidade
de utilizá-lo contra nós , o ignoram. Se eles têm
interesse em usar a Carta contra nós, eles a respeitam e
veneram e recorrem ao capítulo sétimo para aplicá-lo
contra esta ou aquela pobre nação. Mas quando querem
fazer algo que viole a Carta , eles a ignoram como se
não existisse.
Que o direito ao veto e ao assento permanente sejam para
aqueles que têm o poder, é algo ultrajante , é um terror
que não podemos mais tolerar nem viver à sua sombra.
As grandes potências têm interesses ramificados no
mundo, usam do veto, usam do Conselho de Segurança e
usam da força das Nações Unidas para proteger seus
próprios interesses. Isso vem aterrorizando o terceiro
mundo. O terceiro mundo está aterrorizado, vivendo sob o
terrorismo. O Conselho de Segurança, desde sua criação
em 1945 até agora, não nos proporcionou segurança mas
proporcionou-nos sanções e horror. Tem sido sempre usado
contra nós sòmente. Por isso não somos obrigados a
obedecer as resoluções do Conselho de Segurança a partir
deste quadragésimo discurso. Sessenta e cinco guerras
ocorreram após a criação do Conselho de Segurança, todas
elas contra o Terceiro Mundo, contra países pequenos
lutando entre si ou sofrendo agressões por parte de
grandes potências, sendo que o Conselho de Segurança não
deteve as agressões, dessa maneira violando a Carta.
A Assembléia Geral votará estas soluções históricas, e
depois disso ou continuamos juntos nas Nações Unidas ou
nos dividimos em duas partes: um grupo de nações com
igualdade que terão sua própria Assembléia Geral e seu
proprio Conselho de Segurança, e os grandes que detêm os
assentos permanentes e o poder do veto continuando com
seu Conselho, quatro, cinco ou três deles, como
quiserem. Nós não estaremos com eles, assim eles terão
de aplicar o veto a eles mesmos, usar o veto contra si
mesmos. Isso não importa para nós. Que fiquem
permanentemente nesses assentos, não nos importa . Só
Deus é duradouro.
Mas nós a partir de agora não podemos continuar sob o
dominio dos membros permanentes, dos detentores do
direito ao veto, concedido a eles por sí próprios. Nos
não lhes concedemos esses direitos, seríamos simplórios
se concedessemos o poder de veto e assentos permanentes
a um grupo de países, desprezando as outras nações e
considerando-as desprezíveis e inferioriores, não
merecendo assento permanente nem direito ao veto.
Por que desprezar as nações?!. Nós não decidimos assim.
Essas nações são dignas, sagradas e respeitadas. Essas
são as nações da terra. São cento e noventa nações .
Vocês sabem que agora as resoluções do Conselho de
Segurança passaram a ser ignoradas, depois de se
concluir que o Conselho é injusto e usado apenas contra
nós, e não contra os grandes, já que Conselho de
Segurança não pode ser usado contra os detentores dos
assentos permanentes e do direito ao veto O Conselho não
pode de maneira nenhuma tomar uma decisão contra eles .
Por conseguinte o Conselho de Segurança foi feito contra
nós . Assim sendo, as decisões tomadas pelo Conselho
estão sendo recebidas com sarcasmo e sendo ignoradas.
Isso tornou-se uma paródia da Organização das Nações
Unidas e começa a ultrapassar as fronteiras das Nações
Unidas: agressões , guerras, invasão das fronteiras dos
países independentes para destruir sua soberania e
independência, a prática de crimes de guerra e
genocídios violando a Carta, enquanto o Conselho de
Segurança existe. Eles não estão preocupados com o
Conselho de Segurança.
Aliás, o mais importante agora é que cada grupo
internacional começou a criar o seu Conselho de
Segurança, ao qual submete seus problemas e questões. E
pouco a pouco, o Conselho de Segurança em sua estrutura
atual, que está nesta sala, vai se tornando isolado:
- A União Africana tem atualmente o "Mass", que é o
Conselho Africano para Segurança e Paz .
- A União Européia vai criar agora um Conselho de
Segurança.
- A ASEAN criará um Conselho de Segurança.
- A América Latina criará um Conselho de Segurança.
- Os Paises Não-Alinhados "Cento e vinte nações ", já
têm uma proposta para criar um Conselho de Segurança.
Isso indica que perdemos a confiança no Conselho de
Segurança . Ele não nos proporcionou segurança, portanto
recorremos a conselhos regionais. Nós não somos
obrigados a obedecer ao Conselho de Segurança com sua
estrutura atual, a qual não tivemos nenhuma participação
na formulação de suas bases . É uma estrutura não –
democrática, ditatorial e injusta. Ninguém pode nos
obrigar a permanecer neste Conselho de Segurança, ou a
obedecer às suas ordens.
Atualmente meus irmãos, não há respeito às Nações
Unidas. A Assembléia Geral que é a base das Nações
Unidas, não tem consideração nem valor. Não exerce
nenhuma influência na vida ou na segurança do mundo. Não
exerce uma decisão obrigatória. As decisões do Tribunal
Internacional de Justiça, uma instituição jurídica
internacional, são aplicadas às nações pequenas e aos
países do Terceiro Mundo enquanto os grandes países se
recusam a aplicá-las. Aqui, na minha frente, estão as
resoluções tomadas pelo Tribunal Internacional de
Justiça, indeferidas pelos outros países.
A Agência Internacional de Energia Atômica é uma
instituição importante nas Nações Unidas, à qual os
grandes países não se submetem. Nós descobrimos que ela
está apontada apenas para nós. Vocês não disseram que
ela é uma Agência Internacional!? Se fosse
internacional, então todos os países do mundo deveriam
se submeter a ela. Porem, se não for internacional ,
fecharemos as portas para ela e não a reconheceremos a
partir de agora, a partir deste quadragésimi discurso.
A Assembléia Geral deveria interrogar o Diretor da
Agencia de Energia Atomica, “o Baradei “, e seu
antecessor, e dizer-lhe: Você inspeciona o arsenal
atomico dos Países atomicos? Você monitora o aumento do
arsenal ? Você monitora a redução do arsenal?. Se ele
disser "Sim, eles se submetem a mim” , então nós também
nos submeteremos à Agencia. Mas, se ele disser “ Eu não
posso me aproximar das grandes potências que detêm
bombas atomicas e elas não se submetem a mim, eu não
tenho poder sobre elas”, então que não se aproxime de
nós. Nós não a reconheceremos, e fecharemos as portas
para ela.
Para seu conhecimento Senhores, eu liguei ao "Baradei",
o ex- diretor da agencia, durante a crise da bomba
atômica da Líbia e disse a ele : “Ouça Baradei, você
está fiscalizando os acordos para redução das armas de
destruição em massa , assinados entre os países
atomicos? Será que eles realmente reduziram as armas? E
se um país aumentou o número de bombas atômicas ou de
mísseis nucleares, voce está fiscalizando isso , tem
conhecimento disso?". Ele me disse: "De maneira nenhuma,
eu não posso perguntar a essas grandes potencias e não
posso me aproximar delas”. “Então você inspecionou a nós
somente. Saia já , esta não é uma agência internacional,
está apontada somente para nós” . O Conselho de
Segurança está apontado para nós , assim como a Agencia
Internacional de Energia Atomica e o Tribunal
Internacional de Justiça também está sobre nós. E eles
estão em segurança longe dessas instituições . Esta não
é a Organização das Nações Unidas. Isso não é justo.
Isso não é segurança, isso é inaceitável.
A África tem direito a um assento permanente no Conselho
de Segurança, em merecimento ao passado.
No que diz respeito à África, Sr.Ali Treki, mesmo que a
reformulação das Nações Unidas seja feita ou não,
inclusive antes da votação das propostas históricas
apresentadas por mim agora à Assembléia Geral para
votação, a África tem o direito a partir de agora, a um
assento permanente com todos os poderes no Conselho de
Segurança, como merecimento ao passado, mesmo que a
reforma das Nações Unidas não esteja em pauta.
A África é um continente isolado, colonizado e oprimido.
Viram o continente como um animal, depois como um
escravo e posteriormente como colônias sob tutela. Esse
continente, a União Africana, merece um assento
permanente como compensação ao passado, exatamente como
a China. Este direito não tem nada a ver com a reforma
das Nações Unidas. E proposto agora como prioridade.
Está sendo proposto imediatamente para decisão da
Assembléia Geral.
Que ninguém diga que a África, a União Africana, não é
merecedora de um assento permanente. Quem tiver um
argumento contra isso que me responda, que argumente
comigo. Quem tem uma prova de que a União Africana não
mereça um assento permanente, de que o continente
africano não o mereça? Ninguém pode responder. Está
submetida à Assembléia Geral para votação.
Por que indenizar os paises que foram colonizados? Para
que a colonização não se repita. Para que as riquezas
dos povos não sejam espoliadas novamente, e para que os
cidadãos dessas nações não imigrem atrás daqueles que
espoliaram suas riquezas.
Por que os africanos vão à Europa? E por que os
asiáticos vão à Europa, e os latino-americanos também? É
porque a Europa colonizou a África, a Ásia e a América
Latina e usurpou deles ouro, prata, cobre, diamante,
ferro, urânio e todos os metais preciosos. Usurpou o
petróleo, as frutas, as colheitas, os animais e as
pessoas.
Atualmente uma nova geração da África, da Ásia e da
América Latina corre atrás destas riquezas. E ela tem
tal direito, e nós não fomos capazes de impedi-la.
Quando paro mil africanos que estão indo a Europa nas
fronteiras da Líbia e digo a eles: “Aonde vão?”. Eles
dizem: “estamos atrás de nossa riqueza que foi
espoliada, devolva-nos nossas riquezas, se nos
devolvessem as nossas riquezas, nos ficaríamos”.
Quem devolveria a eles suas riquezas? Devolvam a eles
suas riquezas. Tomem uma decisão para devolver essas
riquezas e para que a imigração cesse, desde as
Filipinas até América Latina, Ilhas Mauricio e a Índia.
Devolvam-nos as riquezas espoliadas.
A África merece uma indenização no valor de (7,77)
trilhões dos paises que a colonizaram. A África exige
isto. Se vocês não nos devolverem os 7,77 trilhões, os
africanos irão até onde vocês investiram esses trilhões.
Eles têm o direito de ir atrás desses trilhões. Devolvam
esses trilhões para detê-los.
Não existe imigração da Líbia para a Itália, o pais mais
próximo da Líbia. Por que não há imigração Líbia para a
Itália? Porque a Itália concordou em indenizar o povo
líbio pela colonização, se desculpou. Firmou um tratado
com a Líbia, aprovado pelos povos líbio e italiano.
O passado foi encerrado e a Itália reconheceu que a
colonização fora um erro, um programa fracassado que não
se repetirá. A Itália não permitiria uma agressão por
terra, mar ou ar contra a Líbia, seja por parte dela
mesma, ou de qualquer outro país, como consta no tratado
aprovado pelo parlamento italiano e que prevê que a
Itália irá indenizar a Líbia durante vinte anos, período
que durou a colonização italiana na Líbia, através do
pagamento de um quarto de bilhão anualmente e da
construção de um hospital para implante de membros
superiores e inferiores aos líbios que perderam seus
membros por causa das minas instaladas pela Itália, ou
como conseqüência da presença italiana na Líbia durante
a primeira e a segunda guerra mundiais.
A Itália lamentou e se desculpou pela colonização e
reconheceu ser impraticável um pais ocupar os
territórios de outro e permanecer nele, admitindo que
esse fosse um erro cometido pela Itália monárquica, a
Itália fascista. Esta Itália, a atual, esta na glória.
Aquele foi um feito histórico e civilizado realizado na
época do Berlusconi e que deverá servir de exemplo.
Para que o colonialismo não se repita.
Por que o terceiro mundo reivindica o seu direito à
indenização?!. Para que o colonialismo não se repita,
para que todo pais do terceiro mundo ao se tornar forte
não deseje colonizar outro país do primeiro mundo quando
este tornar-se um pais do segundo ou terceiro mundo, já
que esses paises irão reivindicar uma indenização. Então
é para se dizer não. Eu não colonizarei este pais, para
que assim a colonização não se repita.
Há que punir e incriminar o colonialismo e indenizar
aqueles que tiveram prejuízos por causa dele. Aliás, há
outro ponto que espero que nos encaremos com paciência,
e antes de abordar este ponto há frases que eu direi
entre parênteses: Sem dúvida nós, em particular os
africanos autênticos, estamos felizes e orgulhosos pelo
fato de um filho da África governar os Estados Unidos da
América. Esse é um fato histórico. Um dia o negro não
entrava em uma cafeteria freqüentada por brancos, não
entrava em um restaurante freqüentado por brancos,
tampouco em um ônibus de brancos. “Agora, o povo
americano votou com um entusiasmo sem precedentes em
Obama, o jovem negro queniano, para ser o presidente dos
Estados Unidos da América. Isto é magnífico e
acreditamos que possa ser o inicio de mudança. Ele usou
o slogan da mudança. Mas, para mim, eu considero” Obama”
como uma luz para um período de quatro ou cinco anos de
escuridão. E depois temo que os velhos costumes voltem.
Quem garantiria os Estados Unidos depois de “Obama”?
Quem de vocês garante os Estados Unidos? Você
garantiria? . Ninguém dá garantias.
Se “Obama” estiver sempre no poder nos Estados Unidos,
estaremos satisfeitos.
Nós não divergimos do discurso proferido por nosso filho
“Obama”, anterior ao meu, o qual difere totalmente de
qualquer outro presidente americano com quem convivemos.
O que os ex-presidentes americanos diziam?. Eis o que
falavam: “Lançaremos chumbo fundido sobre vocês e a mãe
das bombas. Lançaremos a ira como chuvas de verão, a
tempestade do deserto e o trovão. Lançaremos rosas
tóxicas sobre as crianças da Líbia”. Em 1986 essa era a
lógica. Quando um presidente dos Estados Unidos chegava
a este fórum, se dirigia a nós nesses termos,
aterrorizando o terceiro mundo: “Lançaremos o trovão
sobre vocês assim como fizemos com o Vietnã”.
Apontaremos a vocês o trovão arrasador, como fizemos no
Vietnã. Lançaremos a tempestade do deserto como foi
feito no Iraque. Anunciaremos a Operação Cavaleiro,
assim como fizemos contra o Egito em 1956, apesar de,
naquele tempo, os Estados Unidos serem contra essa
operação. Enviaremos a vocês a rosa tóxica “El dorado”,
que Reagan lançou sobre as crianças da Líbia em 1986.
Imaginem o presidente de uma potencia que detém um
assento permanente no Conselho de Segurança, com a qual
nos sentíamos seguros e achávamos que iria proteger
nossa independência e nos defender da agressão, dizer
que “havia resolvido lançar rosas tóxicas sobre as
crianças da Líbia, e que aqueles que as cheirassem
morreriam”.
O que é uma rosa tóxica?. São mísseis dirigidas a laser
do porta bombardeiro F.111. Essa era a lógica que
prevalecia. Eles diziam: “Lideraremos o mundo e
puniremos aqueles que nos desobedecem, quer gostem ou
não”.
Agora o discurso proferido por nosso filho “Obama” é
totalmente diferente. Ele convoca seriamente a
eliminação de armas nucleares, e isso é algo que
aplaudimos. Ele disse que os Estados Unidos não podem
resolver os problemas do mundo sozinhos. O mundo deverá
resolver seus próprios problemas. Ele disse: “a situação
que enfrentamos atualmente não pode continuar assim”.
Nós nos encontramos, discutimos e depois vamos embora.
Nós concordamos com ele. Ele também disse: “as Nações
Unidas tem sempre sido um fórum de divergências, onde
nos encontramos para atacar-nos mutuamente”. É verdade.
Devemos acabar com isso e nos unir em torno de
instituições internacionais com igualdade e segurança.
Ele também disse: “não se pode impor a democracia de
fora”, enquanto o ex-presidente dizia:” há que se impor
a democracia ao Iraque, a..., a... e a... Obama disse:
“Esse é um assunto interno. Um país faz ou não faz sua
própria democracia. “Todo país tem a sua cultura e seu
patrimônio”. É verdade, faltava essa conversa. E,
portanto, devemos estar cientes antes de abordar o ponto
chave.
Parem um pouco diante desta frase: “Um mundo
multipolar”. Será necessário que o mundo seja
multipolar? Não poderia ser um mundo com igualdade para
todas as nações? Respondam. Alguém tem uma resposta.
Diz-se que o multipolar é melhor. Por que não pode ser
um mundo de nações com igualdade e sem polaridade. Será
que é necessário ter um patriarca? Será que necessário
ter Papas? Será que devemos ter deuses?.
Para que ter um mundo multipolar!. Vivemos sob a luta
dos pólos. Nós rejeitamos um mundo multipolar. Queremos
um mundo com igualdade para as nações, as grandes e as
pequenas, sem qualquer polaridade.
A Sede das Nações Unidas
O ponto delicado, senhores, é a sede das Nações Unidas.
Todos vocês vieram de ultramar e outros continentes.
Atravessaram o Oceano Atlântico, o Oceano Pacifico e os
continentes da Ásia, Europa e da África para chegar até
aqui. Por quê?. Esta seria a Terra sagrada? O Vaticano?
Ou Mecca?. Todos vocês estão cansados e com sono por
causa do fuso horário, e extenuados fisicamente.
Alguém acabou de chegar depois de vinte horas de vôo e
esperam que ele discurse aqui e fale sobre o destino do
mundo. Todos vocês estão com sono agora, todos estão
cansados. Para que esse cansaço? Seus países estão
dormindo agora, é meia noite agora e vocês estão
acordados enquanto deveriam estar dormindo. Hoje eu
acordei às quatro horas, antes do amanhecer pelo horário
de Nova Iorque, sendo agora onze horas da manhã na
Líbia. Considero este horário tarde para mim se acordar
às onze horas na Líbia. Estou acordado desde as quatro
horas. Pensem, digam , para que o cansaço? Se esta era a
situação em 1945, será preciso continuar até agora?
Vocês não consideram a possibilidade de uma localização
conveniente no centro. Este é o primeiro ponto.
Outro ponto notório é que os Estados Unidos, o país
anfitrião, assumiu o ônus de proporcionar segurança à
sede das Nações Unidas, às missões permanentes, às
dezenas de chefes de estado que vêm aqui todos os anos.
Segurança reforçada, despesas e custos. Nova Iorque e os
Estados Unidos vivem com os nervos a flor de pele. Eu
quero aliviar esta carga. Agradeçam os Estados Unidos e
os aliviem desta carga. Digam a eles que agradecemos.
Queremos ajudá-los. Queremos que Nova Iorque fique
tranqüila, segura. Que os Estados Unidos fiquem
tranqüilos, que não assumam a responsabilidade por
dezenas de presidentes que vêm aqui. Suponhamos que
alguém fosse explodir uma aeronave de um presidente, que
um terrorista fosse explodir este edifício. Este prédio,
para seu conhecimento, é um alvo para Al – Qaeda. Sim,
este prédio. Nós nos perguntamos como ele não foi
atacado em 11 de setembro. Não o atacaram, estava fora
do alcance deles. Talvez as aeronaves que foram
derrubadas estivessem se dirigindo a este local. O
próximo alvo será este local. Não estou falando do nada.
Temos dezenas de membros de Al-Qaeda detidos na prisão e
suas confissões são muito perturbadoras. Isto faz com
que os Estados Unidos fiquem com os nervos a flor de
pele, tensos com a probabilidade de que este edifício
das Nações Unidas seja atacado por uma aeronave
seqüestrada, ou por um míssil, resultando na possível
morte de dezenas de presidentes.
Queremos livrar os Estados Unidos desta preocupação.
Dizer obrigado a eles, queremos ajudá-los e queremos
transferir a sede para um lugar que não seja um alvo.
Depois de cinqüenta anos se cogita em transferir a sede
a outro lugar do planeta. Cinqüenta anos com a sede
nesta metade ocidental basta. Os outros cinqüenta anos
podem ser no centro ou no leste do planeta. E desta
maneira, alternar a cada cinqüenta anos entre o leste,
oeste e o centro.
Completamos agora sessenta e quatro anos, quatorze anos
a mais do prazo estipulado para a transferência da sede
para outro lugar. Isto não prejudicará os Estados
Unidos, ao contrario é um serviço prestado aos Estados
Unidos. Agradecemos aos Estados Unidos.
Essa era a situação em 1945 e não pode perdurar até
agora. Não aceitamos agora. É isso que está em pauta
agora para ser votado pela Assembléia Geral somente, por
que o artigo 23 do acordo de 26/7/1947 diz: “Não é
permitida a transferência da sede das nações Unidas a
não ser por decisão da simples maioria da Assembléia
Geral”.
Se 51% da Assembléia Geral concordar com a
transferência, então a sede será transferida.
Não somos obrigados a suportar toda esta exaustão, vir
da Índia, das Filipinas, da Austrália e de Comores até
aqui.
Surpreende-me que meu irmão, o presidente Ahmed, passou
quatorze horas no ar para chegar aqui vindo de Comores.
Solicitaram que ele viesse discursar nas Nações Unidas.
Como que ele iria discursar se seu fuso horário mudou?.
Existem algumas restrições que incomodaram as pessoas
que vieram. Os Estados Unidos tem o direito de impor
restrições rigorosas por serem um alvo da Al Qaeda, alvo
dos terroristas. Os Estados Unidos tem razão e nós não
discutimos isso de forma nenhuma. Mas não é necessário
que nós suportemos estes procedimentos. Para que? Para
vir à Nova Iorque? Não há necessidade de vir à Nova
Iorque, e não há necessidade de passarmos por estes
procedimentos.
Um presidente reclamou para mim, disse que o informaram
que seu co-piloto não poderia entrar nos Estados Unidos
por ser uma pessoa não desejável. O presidente retrucou:
como que vamos a atravessar o oceano sem co-piloto.
Disseram a eles “atravesse o oceano sem co-piloto”. Por
quê? Ele não é obrigado a isso, a final das contas pode
não vir.
Outro presidente reclamou comigo que informaram a ele
que o seu assistente não poderia vir aos Estados Unidos
por que o nome dele não estava correto e por isso não
foi aprovado. Então ele veio sem o seu assistente.
Outro presidente reclamou por que informaram a ele que
havia um problema com o visto de seu médico particular
e, portanto não poderia entrar nos Estados Unidos.
Vocês vêem que os procedimentos aqui são muito
rigorosos.
Se um país tiver algum problema com os Estados Unidos,
claro que eles determinarão a movimentação de seu
representante e de sua delegação: vocês podem se
movimentar 50 passos nessa direção, 500 metros para se
movimentar naquela direção, como se estivessem em
Guantanamo.
Isto está proposto à Assembléia Geral para votação,
votar sobre transferir a sede ou não.
Se 51% dizerem sim para a transferência da sede, iremos
à segunda votação, para votar se a sede será transferida
para o centro ou o leste do planeta.
Suponhamos que eles decidam a favor do centro do
planeta. Então, as cidades de Sirte e Viena serão
candidatas. Vota-se nelas. Querem a sede no centro do
planeta, na cidade de Sirte ou de Viena?.
Votem em Sirte. Podem caminhar mil quilômetros em Sirte
que ninguém irá impedi-los. Venham com sua aeronave
cheia de acompanhantes, mesmo sem vistos, por que
enquanto estiverem acompanhando o presidente, estarão
autorizados. É um país seguro.
É razoável autorizá-los a andar 500 metros somente?
A Líbia não tem inimizade com ninguém e não é um alvo,
da mesma maneira que Viena. Não creio que haja
restrições como estas na Viena.
Se a votação for a favor da transferência da sede para o
leste do planeta, vota-se na cidade de Delhi, capital da
Índia, ou em Pequim, capital da China. Isto, meus
irmãos, é lógico, sem objeção nenhuma.
Logo vocês dirão “que Deus o abençoe, foi você quem nos
propôs isso”. Que Deus abençoe aqueles que votarem nela.
Teremos nos livrado deste peso de voar por quatorze,
vinte ou cinco horas para chegar até aqui. Que ninguém
diga que a contribuição dos Estados Unidos ficou menos
importante. Para que pensar mal dos Estados Unidos? Os
Estados Unidos São um país comprometido para com suas
obrigações perante esta Organização Internacional. Os
Estados Unidos não se sentirão ofendidos, e não dirão
nada. Por que ficar indignado. Ao contrário, eles nos
agradeceriam por termos aliviado de seu fardo. Foi bom
eles terem encontrado quem lhes dissesse que aliviariam
seu fardo, suprimindo essas restrições impostas às
delegações e à sede. Alem disso, este prédio é um alvo.
O julgamento da Organização
Examinaremos a seguir as questões que serão investigadas
sobre a Assembléia Geral, presidida pelo Dr. Ali Abdel
Salam Treki. Agora nós julgaremos, vamos julgar as
Nações Unidas. Que ela acabe ou comece como novas nações
unidas, do Conselho de Segurança à Assembléia Geral.
Esta não é uma sessão ordinária. É uma reunião
extraordinária. Inclusive meu filho “Obama” assim o
disse antes de mim. Ele disse que a reunião não era
ordinária, e sim um encontro histórico.
Em primeiro lugar, por que aconteceram as guerras
declaradas após a criação das Nações Unidas? Onde estava
o Conselho de Segurança e a Assembléia Geral? Como
ocorreram essas guerras? Onde estava a Carta? Há que se
investigar e tomar decisões a respeito disso e dos
massacres cometidos.
1 – As guerras.
- Comecemos com a Guerra da Coréia, ocorrida após a
criação das Nações Unidas. Como aconteceu uma guerra com
milhões de vitimas, onde a bomba atômica esteve prestes
a ser usada? A guerra da Coréia ainda é uma ameaça
iminente, é uma bomba relógio. Então é provável que
aconteça uma nova guerra na Coréia, é provável que se
faça uso de armas nucleares. É uma questão muito grave .
Temos de julgar aqueles que causaram essa guerra, e as
suas conseqüentes perdas.
Quem pagaria por isto? Quem fará o julgamento e quem
será julgado?
- Abordaremos depois a guerra do Canal do Suez em 1956.
Essa guerra tem de ser investigada. Há que se abrir este
arquivo para poder fechá-lo. Por que Países detentores
de assentos permanentes e com direito a veto atacaram o
Egito, outro país membro desta Assembléia Geral das
Nações Unidas? O Egito é um estado soberano. Para que
destruir suas cidades, seu Canal e seu exército e matar
milhares de egípcios? Por ele ter exercido o direito de
nacionalizar o Canal do Suez?!.
Como isso aconteceu na vigência das Nações Unidas e da
Carta? Como podemos estar seguros de que isso não
repetirá se uma punição não for aplicada? É uma questão
grave. Os arquivos das guerras da Coréia e do Canal do
Suez devem ser abertos, para que possamos encerrá-los.
- E a guerra do Vietnã que vitimou três milhões. Na
guerra do Vietnã, ao longo de doze dias foram lançadas
muito mais bombas do que as lançadas durante os quatro
anos da Segunda Guerra Mundial. Como podemos ficar
calados diante disso? Foi mais horrível do que a Segunda
Guerra Mundial.
Nós estabelecemos as Nações Unidas após a Segunda Guerra
Mundial e afirmamos que não haveria mais guerras. Mas
elas aconteceram. Deixemos passar, é isso?
Esse é o destino do mundo. Não podemos silenciar sobre o
destino do mundo.
Como nós, nossos filhos e nossos netos iremos nos sentir
seguros no dia de hoje e no dia de amanha?
Estamos aqui na cúpula do mundo. Este é o parlamento do
mundo.
- A Questão do Panamá. O Panamá foi invadido. Um país
soberano, membro das Nações Unidas, desta Assembléia
Geral. Foram mortos quatro mil panamenhos. Seu
presidente foi preso. Tratando-se de um prisioneiro de
guerra, foi julgado como um criminoso e detido em prisão
do outro país. Esse caso deve ser discutido pela
Assembléia Geral. Noriega deve ser libertado e esse
arquivo deve ser aberto. Como pode um país membro das
Nações Unidas dar-se o direito de agredir outro país
pequeno das Nações Unidas? Prender o presidente de um
país, matar quatro mil cidadãos e transferir o
presidente a uma prisão fora do país como se fosse um
criminoso. Quem aceitaria isso?
Isto pode acontecer novamente. Não podemos nos calar
diante disto. Devemos investigar este caso, sendo que
cada um de nós também está sujeito a isso. Todos os
países correm risco de passar por isso, especialmente
quando a agressão parte de uma nação com assento
permanente no Conselho de Segurança, entidade
supostamente encarregada de garantir-lhes segurança.
- A guerra de Granada. Esse país, membro das Nações
Unidas foi invadido por sete mil soldados, cinco mil
navios de guerra e dezenas de aviões de caça, mesmo
sendo o menor país no mundo.
Após o estabelecimento das Nações Unidas e a criação do
Conselho de Segurança com seus assentos permanentes e
direito a veto, esse país chamado Granada foi atacado. O
presidente Maurice Bishop foi morto. Como isso pode
passar impune? Como? Como pudemos ignorar esta tragédia?
.
Devemos decidir se as Nações Unidas existem ou não. Se o
Conselho de Segurança é útil ou não. Se estamos no
caminho certo ou errado. Se devemos nos preocupar com
nosso futuro ou não.
- É preciso investigar em seguida o bombardeio contra a
Somália. Um país independente foi atacado na época de
Farah Adid. Devemos investigar as conseqüências desse
bombardeio, seus motivos e por quem foi autorizado.
- A guerra na Iugoslávia é conhecida. Um país pacífico
como a Iugoslávia, que se reconstruiu tijolo por tijolo
depois de ser destruído por Hitler. Nós o destruímos
novamente como se fossemos o segundo Hitler. Que
lástima! A Federação Iugoslava, um país pacífico
construído tijolo a tijolo por “Tito”, o herói da paz.
Depois da morte de “Tito”, vocês vieram para dividir e
despedaçar a Iugoslávia por interesses imperialistas
pessoais . Como podemos nos sentir seguros, sabendo que
isso aconteceu com a pacifica Iugoslávia.
A Iugoslávia representa uma ameaça para alguém? De
maneira nenhuma. Isso deve ser investigado pela
Assembléia Geral, decidindo quem deverá ser mandado ao
Tribunal Penal Internacional.
- E a guerra contra o Iraque? “A Mãe das Maiores” será
investigada pelas Nações Unidas, pela Assembléia Geral
presidida pelo Dr. Ali Treki. Investigar a guerra contra
o Iraque. Aqui existem quatro questões muito graves:
A primeira questão é a invasão do Iraque.
A invasão do Iraque em si é uma violação à Carta, sem
justificativa, cometida por grandes potencias detentoras
de assentos permanentes no Conselho de Segurança.
O Iraque é um país independente, membro da Assembléia
Geral. Por que foi agredido? Por que não se aplicou o
capítulo da Carta onde se diz para “deter a agressão”?
Eu lí para vocês, no início, o que está escrito: “as
Nações Unidas detém agressões”. Eis um exemplo. Quando o
Iraque invadiu o Kuwait, eles imediatamente recorreram à
Carta e disseram que as Nações Unidas deveriam deter a
agressão. Todos nós concordamos. Outros países árabes
participaram da guerra, ao lado de países estrangeiros,
para deter a agressão do Iraque contra o Kuwait. Todos
nós fomos contra a invasão. Países árabes lutaram ao
lado de países estrangeiros em nome da Carta.
E quando houve a agressão contra ao Iraque, por que não
aplicamos a Carta? No primeiro caso, a Carta foi
considerada sagrada. No segundo exemplo, a Carta foi
jogada no lixo. Foi ignorada por que queriam agredir o
Iraque.
Por que as Nações Unidas não detiveram a agressão contra
o Iraque? Qual foi o motivo? A Assembléia Geral tem que
investigar isso e mostrar ao mundo o motivo da invasão
do Iraque.
Por quê? É um mistério ao qual todos nós poderemos ser
expostos. Por qual motivo o Iraque foi invadido? A
invasão em si é uma violação muito grave.
A segunda questão é o genocídio
Houve um genocídio após a invasão do Iraque. Investiguem
o genocídio cometido no Iraque. Mais de um milhão e meio
de pessoas foram mortas no genocídio.
Mostrem-nos o Tribunal Penal Internacional para onde
mandaremos aqueles que cometeram o genocídio contra o
povo iraquiano!.
É fácil dizer ao presidente Al-Bashir que vá ao
Tribunal. É fácil mandar Slobodan, Taylor, Habré e
Noriega ao Tribunal.
Tudo bem . E aqueles que cometeram o genocídio no Iraque
não serão levados ao Tribunal Penal Internacional?
Se o Tribunal está apontado para nós, então rejeitamos
esses tribunais, e não os reconhecemos. Ou todos nós nos
submetemos ao Tribunal ou não o reconheceremos. Todos
nós, grandes e pequenos, devemos nos submeter ao
Tribunal Penal Internacional. Se cometermos um erro,
seremos levados ao Tribunal. Nós não somos animais num
curral sermos mortos nas festas, como eles quiserem.
Somos nações com direito a viver, merecidamente na terra
e sob o sol. Nações prontas a lutar e morrer e a não
viver sob esta situação. Teste-nos.
A terceira questão é a execução.
Por que foram executados os prisioneiros de guerra no
Iraque ?
Como se pode executar prisioneiros de guerra? Quando o
presidente do Iraque e seu governo foram detidos, os
países que ocupavam o Iraque anunciaram que eles seriam
prisioneiros de guerra. Vamos julgá-los por terem agido
assim. Não se pode julgar e executar um prisioneiro de
guerra, ele deve ser libertado após o termino de guerra.
Quem executou o presidente do Iraque? Respondam. Nós
sabemos quem foi. Sabe-se o nome, o rosto e a identidade
do juiz.
Quem conduziu a execução no dia do Eid Al Adha , a festa
do sacrifício , quem responderá? . Pessoas disfarçadas,
mascaradas, executaram a pena da morte. Gente, será
possível isso ?
Como isso pode acontecer em um mundo civilizado, se eles
eram prisioneiros de países civilizados e sob a guarda
do direito internacional? Como o presidente de um país e
membros do seu governo foram executados por uma
quadrilha disfarçada e mascarada com roupas de
fantasia?.
Quem foram os executores da pena da morte ? Quem foram
eles? Eles tinham competência jurídica, tinham
autoridade legal para executar um prisioneiro de guerra
?!.
Sabem o que as pessoas comentam . As pessoas falam que
os mascarados eram o presidente norte-americano e o
presidente da Grã Bretanha. Que foram eles que
executaram a pena de morte do presidente iraquiano e de
seu governo. Esta acusação persistirá até ser refutada,
sim.
Por que eles não mostraram os rostos? Por que suas
patentes e suas identidades não foram divulgadas? Foi um
oficial, um suboficial ou um soldado? Um juiz ou um
médico? Como é possível executar o presidente de um dos
estados membro nas Nações Unidas desta forma ambígua?.
Até este momento não sabemos quem executou a pena da
morte no dia do El Eid.
Os responsáveis por isso são os países que ocuparam o
Iraque. Prenderam o presidente iraquiano e os membros de
seu governo, julgando-os e condenando-os à morte . Mas a
execução em si é um mistério até hoje em dia.
As Nações Unidas terão de responder.
Aqueles que irão executar a pena da morte de alguém que
tenha sido julgado por uma corte de justiça e tenha sido
condenado à morte , tem a mesma autoridade jurídica, as
mesmas competências dos agentes supervisores de justiça,
eles devem assumir a responsabilidade, seus nomes,
patentes e identidades deveriam ser divulgados e a
execução deveria ocorrer na presença de um médico e de
acordo com todas as condições necessárias para a
execução de uma pessoa, mesmo que fosse uma pessoa
comum. Então, imaginem tratando-se do presidente de um
país membro nas Nações Unidas.
- A quarta questão da guerra contra o Iraque.
Refere-se à prisão de Abou Gharib, uma afronta
vergonhosa para a humanidade. Sei que é provável que os
Estados Unidos, seu governo e suas autoridades
investiguem este escândalo. Mas as Nações Unidas não
deixarão este assunto passar. A Assembléia Geral
investigará esta questão, a de Abou Gharib, onde os
prisioneiros de guerra foram torturados e mutilados,
despedaçados vivos pelos cães. Homens eram estuprados,
mesmo sendo prisioneiros de guerra. Um ato sem
precedência por parte de qualquer pais que tenha ocupado
outro pais, sem precedência por parte de qualquer dos
dois mundos, inclusive de vocês, nenhum país colonizador
e agressor havia feito isso antes de vocês. Nem o diabo
faz isso.
Homens, prisioneiros de guerra estuprados na prisão de
Abou Gharib, em um país membro nas Nações Unidas, por um
estado com assento permanente no Conselho de Segurança.
Que Conselho de Segurança é este?! Esta é uma questão
humanitária e não se pode calar sobre isto de forma
alguma. Há que ser investigada. Há que se chegar a uma
solução para este caso. O mundo deve saber disso.
Ate hoje em dia, irmãos, ainda existem um quarto de
milhão de prisioneiros iraquianos na prisão de Abou
Gharib, entre homens e mulheres. Vocês viram como eles
são tratados. Não podemos nos esquecer ou deixar isto de
lado, nunca. Há que se investigar.
- A guerra no Afeganistão também deve ser investigada.
Por que hostilizar o Talibã e hostilizar o Afeganistão?.
Quem é o Talibã ?
Se o Talibã quiser fazer do Afeganistão um país
teocrático, que seja. O que nós temos com isso? É tal
como o Vaticano. O Vaticano representa uma ameaça para
nós? De maneira nenhuma. É um Estado religioso muito
pacífico.
Se os afegãos quisessem fazer de seu país um principado
islâmico, que assim seja tal como o Vaticano.
Quem disse que o Taliba é um inimigo e tem de mobilizar
exércitos para atacá-lo! Bin Laden é afegão, do Talibã?
Não, ele não é. Bin Laden não é do Talibã, nem afegão.
Eram afegãos ou do Talibã os terroristas que atacaram
Nova Iorque, esta cidade onde estamos ?. Não, eles não
eram afegãos nem do Talibã.
Então por que o Iraque? E por que o Afeganistão?
Se eu quisesse enganar os meus amigos norte-americanos e
britânicos, eu não teria dito isto. Eu os teria
incentivado, dizendo-lhes para continuarem e mandarem
mais tropas ao Afeganistão, aumentar o contingente para
que eles se afoguem num mar de sangue, sendo que eles
não chegarão a resultado nenhum no Afeganistão nem no
Iraque.
Viram o que lhes aconteceu no Iraque, apesar do Iraque
ser um deserto com terrenos abertos, então imaginem o
Afeganistão ! Montanhas até o dia da ressurreição,
ninguém é capaz de derrotá-las .
Se quisesse enganá-los, diria “estão certos, prossigam
com a guerra no Afeganistão e no Iraque”. Mas eu quero
salvá-los, salvar os filhos dos pobres povos dos Estados
Unidos e dos outros países que estão combatendo no
Afeganistão e no Iraque. Dizer-lhes para deixar o
Afeganistão para os afegãos e deixar o Iraque para os
iraquianos. Deixem-nos, mesmo que eles lutem entre si,
são livres. Inclusive aqui nos Estados Unidos houve uma
guerra civil, quem interviú nela ? Não houve uma guerra
civil nos Estados Unidos?. Não houve guerras civis na
Espanha, na China e em todos os cantos do mundo !.
Deixem que seja uma guerra civil, deixem os iraquianos
lutando entre si. Eles são livres. Deixem que os afegãos
lutem entre si!.
Quem foi que disse que se os afegãos governassem o
Afeganistão, se tornariam uma ameaça? O Talibã têm
mísseis transcontinentais? Os aviões que atacaram Nova
Iorque, aqui, partiram do Afeganistão, ou do Iraque? As
aeronaves decolaram daqui, do aeroporto Kennedy, em Nova
Iorque. Então porque fomos atacar o Afeganistão? Eles
não eram afegãos nem de Talibã ou iraquianos.
Como acontece isso ? Vamos nos manter calados ? Quem se
cala diante da injustiça é um demônio mudo. Nós não
somos demônios mudos. É nosso dever porque somos
comprometidos com a paz no mundo, com o destino do
mundo. Nós não queremos ser levianos para com a
humanidade, nem com a raça humana desta maneira.
2 - Os assassinatos
Depois disso, a Assembléia Geral deveria abrir as portas
para também investigar os assassinatos.
Investigar novamente o assassinato de “Patrice Lumumba”.
Quem assassinou “Patrice Lumumba” e porque? Queremos
registrar isto em nossa historia africana e saber como
se assassina um líder libertador africano. Quem o matou?
Queremos registrar isso na historia para que nossos
filhos estudem , na matéria de historia, que o herói
“Patrice Lumumba”, o herói da libertação, o africano do
Congo, foi morto em tais e tais circunstancias, foi
morto por este ou aquele e que depois de cinqüenta anos,
por exemplo, o assassino foi condenado. Esse é um
arquivo para ser reaberto, revisando os documentos
inicias.
Quem matou o Secretario Geral das Nações Unidas “Hammar
Skjold”? Quem explodiu sua aeronave em 1961, o mesmo ano
do assassinato de “Lumumba”? Quem explodiu a aeronave do
Secretario Geral? Como nos calamos diante da morte do
Secretário Geral das Nações Unidas. Explodiram seu avião
e permanecemos calados. Quem foi que o fez? Quem tinha
interesse nisso?.
E a morte de Kennedy em 1963? Devemos abrir o arquivo do
assassinato de Kennedy, o presidente norte-americano.
Por que e quem o assassinou?. Foi um tal chamado “Harvey
Logo”, depois veio um chamado “Jack Ruby” que matou
“Harvey”, o assassino de “Kennedy”. Por que o matou?
“Jack Ruby”, um israelense , matou “Harvey” que havia
assassinado “Kennedy”. Por que aquele israelense matou o
assassino de “Kennedy” ?
Logo depois, “Jack Ruby” , o assassino do assassino de
“Kennedy” faleceu em circunstancias misteriosas antes de
seu novo julgamento. Por quê?!.
Voltem aos arquivos, saberemos com certeza. Que eu saiba
e o que mundo talvez saiba e o que estudamos na
história, é que “Kennedy” havia decidido inspecionar o
reator nuclear israelense “Dimona” para averiguar se
continha bombas atômicas ou não, e por este motivo foi
eliminado.
Já que a questão trata de um assunto internacional como
este, que diz respeito à paz mundial e às armas de
destruição em massa, deve-se por tanto investigar o
assassinato de "Kennedy".
Abram o arquivo de “Martin Luther King”, o pastor negro
que invocava os direitos da pessoa humana, e cujo
assassinato foi um complô. Deve-se reabrir este arquivo,
descobrir quem o assassinou e puni-lo.
E o assassinato de “Khalil Al- Wazir” , “Abou Jihad”, o
palestino ? Ele foi atacado enquanto estava na Tunísia,
um país soberano e membro desta Assembléia Geral. Ele
morava na capital, em segurança. Foi atacado por quatro
navios de guerra, dois submarinos e dois helicópteros. A
independência daquele país foi desrespeitada para
assassinar “Khalil Al-Wazir” . Como podemos calar-nos
diante de uma questão como esta? Isso significa ficarmos
rotineiramente vulneráveis, vendo submarinos e navios de
guerra zarpando em nossa costas, levando embora a quem
quiser , sem sequer puni-los ?.
Depois, aconteceu uma operação chamada de “Operação
Alfaradan”, ou “Operação Fonte da Juventude” . Naquela
operação foram assassinados o poeta “Kamal Nasser”,
“Kamal adwan e “Abou Yousef Al-Najar” . Três palestinos
foram atacados em um país árabe, membro desta Assembléia
Geral das Nações Unidas: o Líbano. Eles viviam seguros
em sua capital. Foram atacados e mortos. Há que saber
quem executou esta operação e puni-los, para que não se
repitam estes atos absurdos contra seres humanas.
Como foi assassinado “Maurice Bishop”e como aconteceu a
agressão contra a Granada ?.
Já falamos como Granada foi atacada, com quantos navios
de guerra e com quantos soldados . Dissemos que Granada
foi atacada por sete mil soldados, quinze navios de
guerra e dezenas de aviões de caça carregados de bombas
. Seu presidente “Bishop” foi morto, mesmo sendo um país
membro desta Assembléia.
Não podemos calar-nos diante desses crimes, se não todos
nos seremos oferendas, e todo ano chegará a vez de cada
um de nós. Nós não somos animais amarrados para
sacrifício. Nós defendemos nossa existência. Defendemos
a nós mesmos, nossos filhos e nosso netos. Nós não
estamos com medo. Temos o direito à vida. Este planeta
não foi feito para as grandes potências, meu Deus o fez
para todos nos. Viveremos humilhados nele? De maneira
nenhuma .
3 – Os horríveis massacres.
O massacre de Sabra e Shatila vitimou três mil pessoas.
Aquela área estava sob a proteção de exército
israelense. Homens, mulheres e crianças foram
massacrados, a maioria delas palestinos. Três mil. Como
nos mantermos calados ? . O Líbano é um país
independente e membro desta Assembléia, foi ocupado, o
controle sobre Sabra e Shatila foi tomado e três mil
pessoas foram massacradas.
Depois o massacre de Gaza em 2008. Para sua informação,
as vitimas daquele massacre contabilizaram mil mulheres
entre feridas e mortas, e duas mil e duzentas crianças.
Significa três mil e duzentas entre mulheres e crianças
somente. Foram destruídas cinqüenta instituições das
Nações Unidas, desta Assembléia, e trinta instituições
não governamentais, organizações internacionais de ajuda
humanitária. Foram mortos 40 médicos e enfermeiros
enquanto exerciam seu trabalho humanitário. Isto
aconteceu no massacre de Gaza no mês de dezembro de
2008. Os autores daquele crime ainda estão vivos e devem
ser levados ao Corte de Justiça Internacional. Ou será
que os países pequenos, os países do terceiro mundo são
os únicos a serem levados ao Tribunal Penal
Internacional, e esses protegidos não?!.
Se o Tribunal não é internacional, então nós também não
o reconhecemos. Mas se for internacional, então todos
deverão se submeter a ele.
Já que as decisões do Corte Internacional de Justiça não
são respeitadas nem executadas, a Agencia Internacional
de Energia Atômica não é para todos os países e a
Assembléia Geral existente não é nada , e já que o
Conselho de Segurança é monopolizado como uma segurança
feudal, então o que são as Nações Unidas ? Nada. Quem
são as Nações Unidas ? Onde estamos ? Não há Nações
Unidas.
Outras questões a serem apresentadas à Assembléia Geral
1 – A pirataria.
É um fenômeno que pode se espalhar a todos os mares,
tornando-se uma ameaça semelhante ao terrorismo. Estou
falando agora da pirataria Somali. Eu afirmo a vocês que
os somalis não são piratas. Somos nós os piratas. Nós é
que extinguimos os peixes, afetamos o sustento dos
filhos dos somalis, prejudicamos suas águas e sua
economia, suas águas territoriais. Todos os navios da
Líbia, Índia, Japão, Estados Unidos e de qualquer outro
país do mundo, todos nós somos piratas. Nós agredimos as
águas da Somália. Depois da Somália ter sucumbido,
viemos para destroçá-la . Os somalis, com o objetivo de
defender seus recursos pesqueiros, seu sustento e o
sustento de seus filhos, tornaram-se piratas para
garantir sua sobrevivência. Eles não são piratas. Eles
defendem o sustento de seus filhos e agora vocês querem
resolver essa questão de forma equivocada, mandando
navios de guerra para atacar os somalis. Não, mandem
navios de guerra para atacar os piratas que usurparam as
riquezas dos somalis e o sustento de seus filhos. Quando
acharem um navio estrangeiro de pesca, vão até lá e
ataquem-no. De todas as maneiras, eu me reuni com os
piratas e disse a eles “eu faria um tratado entre vocês
e o mundo, um acordo: primeiro que o mundo respeitasse
as águas comerciais da Somália, uma extensão de duzentas
milhas marítimas, conforme o Direito do Mar, sendo que
toda a riqueza marítima dessa área é garantida ao povo
da Somália.
Em segundo lugar, todos os países irão se abster de
jogar lixo tóxico nas águas da Somália e nas costas da
Somália, e, em contrapartida, os somalis parariam de
atacar os navios.
Vamos elaborar este tratado, um acordo a ser apresentado
por nós à Assembléia Geral das Nações Unidas. A solução
seria esta , e não mandar mais navios para atacar os
somalis. O pior e o mais grave é que eles mandaram
navios de guerra para proibir os somalis de sair de seus
portos para pescar alimentos para seus filhos.
2 – Medicamentos gratuitos.
Nós lidamos com a pirataria de forma errada. Lidamos
errado com o terrorismo. Lidamos com as doenças de
maneira equivocada. Como lidamos com as enfermidades de
maneira errada?
Se há vacina especifica para uma doença que se propaga,
como a gripe suína - e talvez futuramente tenhamos a
gripe do peixe – vende-se a preço muito caro, já que as
indústrias do serviço de inteligência trabalham na sua
produção. Isso significa comércio. Eles fabricam o vírus
e o propagam pelo mundo para que as empresas
capitalistas obtenham lucros com a venda dos
medicamentos. Isso é uma vergonha, tenham piedade.
Vacinas não se vendem. Medicamentos não se vendem. Leiam
o Livro Verde, ele proíbe a venda dos medicamentos. Os
medicamentos não são para ser vendidos. Declarem e
assegurem que os medicamentos e as vacinas serão
gratuitos. Os vírus não irão se propagar porque eles os
criam para produzir vacinas e para que as empresas
capitalistas obtenham lucro. Essa forma de lidar com o
assunto é errada. Que se declare que os medicamentos
serão gratuitos e não para venda. Mesmo se os vírus
forem reais, não devemos vender as vacinas. Devemos
distribuí-las gratuitamente. O mundo empenha esforços e
fabrica essas vacinas para se salvar. Isso tudo está em
arquivos e as questões pertinentes serão discutidas pela
Assembléia Geral das Nações Unidas, que não tem agora
outra tarefa a não ser esta.
3 – A Convenção de Ottawa sobre a proibição de minas.
A Convenção de Ottawa proíbe a fabricação, o transporte
e o comércio de minas... etc.
Isso é errado. As minas não são um meio ofensivo e sim
um meio defensivo.
Uma mina não se move e não ataca. Ela permanece no lugar
onde foi instalada, a não ser que alguém pise nela.
Porque chegar à mina? Eu quero instalar minas nas
fronteiras de meu país. Se você invadir minhas
fronteiras, então que se amputem sua mão e sua perna.
Rogo-lhes que os países signatários revoguem a Convenção
de Ottawa.
Isso está na internet, no site de Al Khaddafi, onde diz
“esta Convenção ou se cancela ou se modifica”.
Querem nos privar inclusive das minas anti-pessoas . Eu
quero instalar uma mina em frente à minha casa e em
frente à minha fazenda. É um meio defensivo, não
ofensivo. Eliminem as bombas atômicas e os mísseis
transnacionais!.
4 – A solução está em um único Estado: “ISRATINA”.
Quanto à questão palestina, a solução de estabelecer
dois estados é impossível. Peço-lhes, por favor, para
não falar desta solução.
A solução reside no estabelecimento de um único estado
democrático para os judeus, os palestinos, os
muçulmanos, os cristãos e outros, tal como ocorre no
Líbano.
Dois estados significam uma solução impraticável. Não é
viável. Não existem dois estados vizinhos. Eles são
desde agora totalmente interligados. A divisão
inevitavelmente fracassará, porque em primeiro lugar
estes dois estados não são vizinhos, mas interligados e
despedaçados em termos de população e geografia. São
interligados entre si, não existem dois estados e não há
como criar uma zona de separação entre eles por que a
extensão da área não é vasta o bastante para viabilizar
tal opção.
Há meio milhão de israelenses, colonos na Cisjordânia, e
há um milhão e meio de palestinos vivendo no chamado
“Israel”. Portanto, como iremos estabelecer dois
estados?.
O mundo deverá se inclinar ao estabelecimento de um
único estado democrático, sem intolerância religiosa,
nacional ou lingüística, porque a intolerância é
reacionária. Foi-se o tempo desta conversa , isso é
passado, acabou-se.
Essas idéias são da “Guarda Ferrenha”, são idéias de uma
terceira guerra mundial, tal como “Yasser Arafat” e
“Sharon”. A era deles já se acabou. A nova geração quer
um único estado democrático e nós devemos empenhar todos
os esforços para conceder a eles um único estado, onde
todo o mundo possa viver em paz.
Vejam os jovens palestinos e israelenses. Eles querem a
paz, querem viver em um único estado. Acabemos com essa
dor de cabeça que está destruindo e envenenando o mundo
inteiro.
Eis aqui o Livro Branco. Nele está a solução: O Estado
de “Isratina”.
Os árabes não têm inimizade com os israelenses, seus
primos. Convivem pacificamente com eles. Que voltem os
refugiados palestinos e vivam em paz em único estado.
Foram vocês que acabaram com os judeus, vocês que
fizeram o Holocausto. Vocês construíram as câmaras de
gás na Europa. São vocês que odeiam os judeus, não nós.
Nós os acolhemos e protegemos na época dos romanos, na
época que estavam sendo expulsos da Andaluzia e durante
a guerra de “Hitler” e dos gases tóxicos. Os gases do
genocídio.
Nós os protegemos. Vocês os expulsaram, disseram a eles
que viessem lutar contra os árabes. Vamos expor a
verdade. Nós não somos inimigos dos judeus, nossos
primos. Um dia os judeus irão precisar dos árabes, e os
árabes não irão proteger-lhes no futuro como fizeram no
passado.
Vejam o que “Titus” fez, o que “Hadrin” fez, o que
“Eduardo I” e o que “Hitler fizeram com os judeus”.
Vocês odeiam os judeus, vocês odeiam o semitismo.
5 - A questão de Caxemira .
Resumindo, não existe outra solução para a questão de
Caxemira a não ser tornar-se um estado independente
situado entre a Índia e o Paquistão. A Caxemira não pode
ser indiana ou paquistanesa e assim acaba-se com este
conflito.
6 - O problema de “Darfour”.
Quanto ao problema de Darfour , espero que a ajuda das
organizações internacionais, das quais tanto falam, se
transformem em projetos de desenvolvimento industrial,
pecuário e agrícola . Darfour vive agora em paz, não há
guerra. Foram vocês que deram dimensão ao problema para
poder intervir e poder se instalar. Vocês sacrificam o
povo de Darfour por causa do petróleo.
Por que eu digo que devemos investigar estas questões?
Porque no passado vocês já tinham levado o problema de
“Al-Hariri”, que Deus o tinha em sua misericórdia, às
Nações Unidas. Por que o fizeram ?.
Querem sacrificar o sangue de “Al-Hariri” e se
aproveitar do corpo dele para vendê-lo e assim acertar
as contas com a Síria!. O Líbano não é então um país
independente com procuradoria Geral, leis, tribunais e
policia para poder chegar aos autores do crime?!.
Mas, da forma como as coisas foram feitas, o objetivo
não era chegar aos autores do crime, o objetivo era
acertar as contas com a Síria, sacrificando assim o caso
de “Al-Hariri”. Desta forma não chegaremos a nenhum
resultado no que diz respeito ao caso de “Al-Hariri” .
E os casos de “Abou Iyad” , de “Khalil Al-Wazir”, de
“Kennedy”, “Lumumba” e de “Hammar Skjold” , serão
levados às Nações Unidas, como os outros casos !
De todas as maneiras, a Assembléia Geral é presidida
pela Líbia, como é seu direito. O que a Líbia poderá
fazer é ajudar o mundo para avançar de uma etapa a outra
, mudar deste mundo que está confuso ,este mundo
doloroso, miserável,com medo, aterrorizado e ameaçado,
para um mundo humano com paz e tolerância.
Eu vou acompanhar este trabalho com a Assembléia Geral,
com o Dr. Treki e com o Secretário Geral das Nações
Unidas. É porque nós não somos complacentes nem omissos
com o destino do mundo.
A luta da humanidade é para viver em paz e a luta do
terceiro mundo, em particular dos cem pequenos países, é
para viver merecidamente sob o sol e na terra. Nossa
luta continuará até o fim.
Que a paz esteja convosco.