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O país mais pobre da América Latina está mudando, para
melhor, e não é graças ao Congresso Nacional boliviano, a
elite política e econômica que sempre utilizou o poder para
roubar o povo.
Na Bolívia os políticos não permitem que Evo Morales
transfira ao povo os benefícios da nova política econômica
do país, preferem destinar verbas públicas a programas que
beneficiam as estruturas antigas, podres e corruptas do
país. Porém, Evo prometeu ajudar os pobres, e neste sentido
criou o programa "Evo Morales Cumple – Bolívia Avanza", para
beneficiar com obras de infra-estrutura os pequenos e médios
municípios, aldeias e bairros pobres.
As decisões presidenciais corajosas de nacionalizar as
riquezas minerais do país – gás e petróleo – aumentaram as
receitas, mas os políticos impedem a aplicação desses
recursos em obras populares.
No passado, o venezuelano Libertador Simon Bolívar liderou
tropas de voluntários para libertar a Bolívia. Hoje, o
presidente Hugo Chávez estende a mão a Evo Morales e o apóia
em seus projetos, como o "Evo Cumple", doando até o momento
mais de 45 milhões de dólares, que foram repassados
diretamente pelo presidente Evo Morales aos prefeitos das
pequenas e médias cidades.
Semanas atrás foram entregues 230 mil dólares para a
prefeitura de Vinto, em Cochabamba, e 73 mil dólares em
Corque, em Oruro. Em um ano foram construídas 127 escolas,
finalizadas ou reformadas outras 850 obras públicas, em 60%
dos municípios bolivianos.
Para fazer a entrega dos cheques de ajuda da Venezuela
Socialista Bolivariana, Evo Morales se desloca em
helicópteros Super Puma, de fabricação francesa, doados pela
Venezuela, assim como as caminhonetes Toyota blindadas.
Os maiores centros de resistência a Evo Morales são Sucre e
Santa Cruz de La Sierra, regiões formadas majoritariamente
por brancos descendentes de colonizadores, onde grandes
fazendeiros e empresários ameaçam uma rebelião, financiados
pelo governo norte-americano. A elite corrrupta do país,
pró-Estados Unidos, os maiores empresários bolivianos, devem
2 bilhões de dólares ao banco estatal, não pagam e não
querem pagar.
Após a independência do país em 1825, a Bolívia passou por
23 golpes militares e teve um presidente a cada 2 anos, 97
anos sob ditadura militar.
O Congresso Nacional boliviano não é diferente da maioria
dos países do nosso continente, onde uma minoria, uma elite
utiliza o poder em benefício próprio. A palavra democracia é
deturpada totalmente. As pessoas transferem o poder para os
políticos que o utilizam de forma egoísta e criminosa.
Entretanto, com o tempo, as pessoas começam a buscar formas
de praticar a democracia direta, através de participação em
entidades e organismos de gestão popular.
José Gil de Almeida
Coordenador do Movimento Democracia Direta no Paraná –
Brasil |