MOVIMENTO DOS COMITÊS REVOLUCIONÁRIOS
 
                

 Bolívia: Evo Morales ajuda o povo, apesar do Congresso

 MCR [30.10.2007]


O país mais pobre da América Latina está mudando, para melhor, e não é graças ao Congresso Nacional boliviano, a elite política e econômica que sempre utilizou o poder para roubar o povo.
Na Bolívia os políticos não permitem que Evo Morales transfira ao povo os benefícios da nova política econômica do país, preferem destinar verbas públicas a programas que beneficiam as estruturas antigas, podres e corruptas do país. Porém, Evo prometeu ajudar os pobres, e neste sentido criou o programa "Evo Morales Cumple – Bolívia Avanza", para beneficiar com obras de infra-estrutura os pequenos e médios municípios, aldeias e bairros pobres.
As decisões presidenciais corajosas de nacionalizar as riquezas minerais do país – gás e petróleo – aumentaram as receitas, mas os políticos impedem a aplicação desses recursos em obras populares.
No passado, o venezuelano Libertador Simon Bolívar liderou tropas de voluntários para libertar a Bolívia. Hoje, o presidente Hugo Chávez estende a mão a Evo Morales e o apóia em seus projetos, como o "Evo Cumple", doando até o momento mais de 45 milhões de dólares, que foram repassados diretamente pelo presidente Evo Morales aos prefeitos das pequenas e médias cidades.
Semanas atrás foram entregues 230 mil dólares para a prefeitura de Vinto, em Cochabamba, e 73 mil dólares em Corque, em Oruro. Em um ano foram construídas 127 escolas, finalizadas ou reformadas outras 850 obras públicas, em 60% dos municípios bolivianos.
Para fazer a entrega dos cheques de ajuda da Venezuela Socialista Bolivariana, Evo Morales se desloca em helicópteros Super Puma, de fabricação francesa, doados pela Venezuela, assim como as caminhonetes Toyota blindadas.
Os maiores centros de resistência a Evo Morales são Sucre e Santa Cruz de La Sierra, regiões formadas majoritariamente por brancos descendentes de colonizadores, onde grandes fazendeiros e empresários ameaçam uma rebelião, financiados pelo governo norte-americano. A elite corrrupta do país, pró-Estados Unidos, os maiores empresários bolivianos, devem 2 bilhões de dólares ao banco estatal, não pagam e não querem pagar.
Após a independência do país em 1825, a Bolívia passou por 23 golpes militares e teve um presidente a cada 2 anos, 97 anos sob ditadura militar.
O Congresso Nacional boliviano não é diferente da maioria dos países do nosso continente, onde uma minoria, uma elite utiliza o poder em benefício próprio. A palavra democracia é deturpada totalmente. As pessoas transferem o poder para os políticos que o utilizam de forma egoísta e criminosa. Entretanto, com o tempo, as pessoas começam a buscar formas de praticar a democracia direta, através de participação em entidades e organismos de gestão popular.


José Gil de Almeida

Coordenador do Movimento Democracia Direta no Paraná – Brasil