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Holocausto iraquiano
- Investigação da Johns Hopkins University dos EUA e da
Universidade al-Mustansiriya de Bagdad, publicada pela
Lancet, em 2006, calcula que 655 mil iraquianos haviam
morrido devido à invasão anglo-americana. A ONU estima que
100 mil iraquianos estão fugindo do país a cada mês. A crise
de refugiados ultrapassou a de Darfur como a mais
catastrófica sobre a Terra. Mas como eles não são "o povo
eleito", não merecem consideração dos governos, imprensa e
intelectuais.
Whitney avisa: os editoriais do Wall Street Journal são
prejudiciais à saúde democrática – O editor Mike Whitney
fez um resumo dos editoriais do WSJ em outubro: Defesa da
"Exxon contra a multa de US$2,5 mil milhões a que foi
condenada pelo Tribunal de Apelaões do Nono Circuito, pela
fuga de petróleo maciça no Alasca há cerca de duas décadas
atrás. Eles também publicaram uma enfadonha defesa do juiz
Robert Bork, a alegada vítima de uma caça às bruxas da
esquerda. Estamparam um arrazoado jurídico em defesa dos
Mariners envolvidos na "orgia de sangue" em Haditha; mais
uma promoão das extorsões do Banco Mundial; um pedido
emotivo para "Salvar os cortes fiscais de Bush" e,
naturalmente, uma tese com 1500 palavras (o máximo
permitido) sobre porque "A vitória está ao nosso alcance no
Iraque" escrito pelo lunático neoconservador Michael Ledeen.
Qualquer semelhança com a imprensa brasileira é mera
coincidência. O original da análise de Whitney está em
http://www.counterpunch.org/whitney10262007.html
Ellen Brown: a brilhante - A procuradora do
Ministério Publico em Los Angeles, EUA, Ellen Brown, é
simplesmente brilhante. A Autora do livro A Teia da Dívida
(Web of Debt) , investiga as verdadeiras razões para o
estado de belicosidade dos EUA para com o Irã: "O Irã ameaça
abrir a sua própria bolsa petrolífera, e já está vendendo
85% por cento do seu petróleo em divisas não-dólar. O Irã
rompeu a camisa de força do petrodólar imposta na década de
1970, quando a OPEP efetuou um acordo encoberto com os
Estados Unidos para vender petróleo apenas em dólares
americanos
Dólar, poder e guerra – "Enquanto o dólar foi o único
pagamento aceitável para o petróleo, o seu domínio no mundo
estava assegurado e o Império Americano podia continuar a
taxar o resto do mundo. Se, por qualquer razão, o dólar
perdesse o seu apoio petrolífero, o Império Americano
cessaria de existir. Assim, a sobrevivência imperial ditava
que o petróleo fosse vendido apenas em dólares. Se alguém
exigisse um pagamento diferente, teria de ser convencido,
tanto por pressão política como por meios militares", afirma
Brown. Coincidentemente, o Iraque foi o primeiro país que
tentou estabelecer sua independência com relaão ao dólar.
Tendência mundial – "Para reduzir os riscos da
divisa, a Rússia está planejando abrir uma Bolsa de Energia
em S. Petesburgo no próximo ano a fim de comerciar petróleo
em rublos, algo que terá um impacto mais significativo sobre
o dólar do que a bolsa do petróleo do Ir. Os banqueiros
centrais da Venezuela, Indonésia e Emirados Árabes Unidos
também disseram que investirão menos das suas reservas nos
ativos em dólar devido ao enfraquecimento da sua posião
global. Quando estes países comutarem para outras divisas no
seu comércio de petróleo, será que os Estados Unidos
sentir-se-ão obrigados a invadi-los?", pergunta a
procuradora, explicando que o sistema bancário do Irã aboliu
a cobrança de "juros sobre juros", e que o temor de que este
sistema se difunda pelo mundo levando a bancarrota os
agiotas internacionais, seria o verdadeiro motivo para que
este país fosse invadido pelos EUA. O que não se entende é a
razão pela qual o Brasil mantém suas reservas unicamente em
dólares, enquanto o resto do mundo, inclusive a China, já
estão diversificando. Se o dólar continuar se
desvalorizando, como já o está diante do euro e outras
moedas, as reservas do país vão para o limbo. Será que faz
parte do acordo que o "companheiro" Lula fez com Bush? - O
artigo completo de Ellen Brown merece ser lido e encontra-se
em
http://www.webofdebt.com/articles/war-with-iran.php
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