MOVIMENTO DOS COMITÊS REVOLUCIONÁRIOS
 
                

Quarenta anos depois a sua morte ; o  assassino do Che reencontra a vida graças... aos médicos cubanos

 MCR [20.10.2007]

Biógrafia  do Che...
Nascido na cidade de Rosário em maio ou junho de 1928, segundo o biógrafo que o estude, viveu sua infância e adolescência na província de Córdoba, entre as cidades de Alta Gracia e a capital da província. Estudou medicina e se converteu em médico na Universidade de Buenos Aires. Uma viagem pela América Latina, realizada quando terminou seus estudos, lhe mudou a vida. Desde o momento em que se embarcou com Fidel Castro no Granma deixou de ser Ernesto Guevara Lynch ou Ernestito, para converter-se, para sempre, no Che. Com o triunfo da Revolução Cubana sua figura foi crescendo a nível mundial. Ministro de Indústria, presidente do Banco de Cuba, representante da revolução em fóruns internacionais como a Assembléia da ONU, ou as reuniões da OEA, marcou a fogo nesses lugares o processo de ruptura com o imperialismo e o capitalismo que estava se desenvolvendo na ilha. Inimigo dos incentivos capitalistas para desenvolver a economia e impulsor do trabalho voluntário como militância revolucionária, também foi combatente internacionalista na África e América Latina. E, talvez seu aspecto menos conhecido, ou melhor, mais ocultado pela grande imprensa, foi ser um crítico acérrimo do stalinismo. Uma síntese ideológica de Guevara poderia ser a de um revolucionário, socialista, internacionalista conseqüente e anti-stalinista.

O Che ganha um novo combate

lê anteciosamente  este nome: Mario Terán. Amanhã ninguém não se recordará, como aquilo ele já tem chegado há quatro décadas, quando transformou-o -se em simples notícia. Mas agora, interrogo-vos para um momento apenas, efectivamente registar este nome nas vossas memórias, de modo que ninguém não esqueça e que todos julgávamos

Os filhos deste o Sr. apresentou-se ao jornal "o Dever" de Santa Cruz, na Bolívia, para pedir a publicação de uma nota de agradecimento aos médicos cubanos que tivessem tornado a vida à seu velho pai, após ter-o operado da catarata, graças ao Operación Milagro, um verdadeiro milagre.

O pai deste boliviano que reconhece é Mario Terán. A nós que são mais idosos, pode-se que este nome diga-nos algo. Os jovens talvez nunca não se propuseram falar. Mario Terán era sub-oficiado que assassinou o Comandante Ernesto Che Guevara, aos 9 de Outubro de 1967, na pequena escola Higuera

Recebendo a ordem dos seus chefes, deveu ter recurso ao álcool para dar-se coragem e poder executar-o. Ele mesmo contou seguidamente à imprensa que tremia como uma folha na frente de este homem que vive à este momento "grande, muito grande, enorme".

O Che, aleijado e desarmado, sentado sobre o solo de terra desta humilde pequena escola, voyant hesitante e receoso, teve toda a coragem que não cumpria o seu assassino para abrir a sua camisa verde azeitona raspada, descobri-lo o seu peito e gritar: "Não treme mais e tira aqui, porque vais matar um homem..."

Sub-oficiado Mario Terán, realizando as ordens dos generais René Barrientos e Alfred Ovando, da Casa Branca e a CIA, tirou sem estar a saber que as feridas mortais abriam buracos perto de este coração de modo que este continuasse marcar a hora dos braseiros.

Che não fechou os olhos após a sua morte, para continuar a acusar o seu assassino. Hoje, Mario Terán não teve a pagar só um cêntimo para a sua operação da catarata feita por médicos cubanos num hospital oferecido por pela Cuba e inaugurado pelo presidente Evo Moral, à Santa Cruz.

Velho agora, poderá apreciar outra vez as cores do céu e a floresta, gozar do sorriso seus netos e assistir à jogos de futebol. Mas não será certamente nunca capaz de ver a diferença entre as ideias que conduziram-o de assassinar um homem de sangue frio e as deste homem que ordenava aos médicos seu guerelho que tomassem cuidado dos seus companheiros de armas assim como soldados inimigos aleijados, como fizeram-no sempre na Bolívia, da mesma maneira que eles tinham-o feito anteriormente nas montanhas da Sierra Maestra, sobre ordens estritas do Comandante chefe Fidel Castro.

Recordam bem deste nome: Mario Terán, um homem elevado na ideia de matar que reencontra a vida graças aos médicos partidários das ideias da sua vítima. Quatro décadas posterior Mario Terán tentou, com o seu crime, que destruísse um sonho e uma ideia, o Che ganha um novo combate. E prossegue a sua campanha...

Por Carlos Miranda

Prensa Alternativa Socialista 08/10/2007 às 21:12