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Biógrafia do Che...
Nascido na cidade de Rosário em maio ou junho de 1928,
segundo o biógrafo que o estude, viveu sua infância e
adolescência na província de Córdoba, entre as cidades de
Alta Gracia e a capital da província. Estudou medicina e se
converteu em médico na Universidade de Buenos Aires. Uma
viagem pela América Latina, realizada quando terminou seus
estudos, lhe mudou a vida. Desde o momento em que se
embarcou com Fidel Castro no Granma deixou de ser Ernesto
Guevara Lynch ou Ernestito, para converter-se, para sempre,
no Che. Com o triunfo da Revolução Cubana sua figura foi
crescendo a nível mundial. Ministro de Indústria, presidente
do Banco de Cuba, representante da revolução em fóruns
internacionais como a Assembléia da ONU, ou as reuniões da
OEA, marcou a fogo nesses lugares o processo de ruptura com
o imperialismo e o capitalismo que estava se desenvolvendo
na ilha. Inimigo dos incentivos capitalistas para
desenvolver a economia e impulsor do trabalho voluntário
como militância revolucionária, também foi combatente
internacionalista na África e América Latina. E, talvez seu
aspecto menos conhecido, ou melhor, mais ocultado pela
grande imprensa, foi ser um crítico acérrimo do stalinismo.
Uma síntese ideológica de Guevara poderia ser a de um
revolucionário, socialista, internacionalista conseqüente e
anti-stalinista.
O Che ganha um novo combate
lê anteciosamente este nome: Mario Terán. Amanhã
ninguém não se recordará, como aquilo ele já tem chegado há
quatro décadas, quando transformou-o -se em simples notícia.
Mas agora, interrogo-vos para um momento apenas,
efectivamente registar este nome nas vossas memórias, de
modo que ninguém não esqueça e que todos julgávamos
Os filhos deste o Sr. apresentou-se ao jornal "o Dever" de
Santa Cruz, na Bolívia, para pedir a publicação de uma nota
de agradecimento aos médicos cubanos que tivessem tornado a
vida à seu velho pai, após ter-o operado da catarata, graças
ao Operación Milagro, um verdadeiro milagre.
O pai deste boliviano que reconhece é Mario Terán. A nós que
são mais idosos, pode-se que este nome diga-nos algo. Os
jovens talvez nunca não se propuseram falar. Mario Terán era
sub-oficiado que assassinou o Comandante Ernesto Che
Guevara, aos 9 de Outubro de 1967, na pequena escola Higuera
Recebendo a ordem dos seus chefes, deveu ter recurso ao
álcool para dar-se coragem e poder executar-o. Ele mesmo
contou seguidamente à imprensa que tremia como uma folha na
frente de este homem que vive à este momento "grande, muito
grande, enorme".
O Che, aleijado e desarmado, sentado sobre o solo de terra
desta humilde pequena escola, voyant hesitante e receoso,
teve toda a coragem que não cumpria o seu assassino para
abrir a sua camisa verde azeitona raspada, descobri-lo o seu
peito e gritar: "Não treme mais e tira aqui, porque vais
matar um homem..."
Sub-oficiado Mario Terán, realizando as ordens dos generais
René Barrientos e Alfred Ovando, da Casa Branca e a CIA,
tirou sem estar a saber que as feridas mortais abriam
buracos perto de este coração de modo que este continuasse
marcar a hora dos braseiros.
Che não fechou os olhos após a sua morte, para continuar a
acusar o seu assassino. Hoje, Mario Terán não teve a pagar
só um cêntimo para a sua operação da catarata feita por
médicos cubanos num hospital oferecido por pela Cuba e
inaugurado pelo presidente Evo Moral, à Santa Cruz.
Velho agora, poderá apreciar outra vez as cores do céu e a
floresta, gozar do sorriso seus netos e assistir à jogos de
futebol. Mas não será certamente nunca capaz de ver a
diferença entre as ideias que conduziram-o de assassinar um
homem de sangue frio e as deste homem que ordenava aos
médicos seu guerelho que tomassem cuidado dos seus
companheiros de armas assim como soldados inimigos
aleijados, como fizeram-no sempre na Bolívia, da mesma
maneira que eles tinham-o feito anteriormente nas montanhas
da Sierra Maestra, sobre ordens estritas do Comandante chefe
Fidel Castro.
Recordam bem deste nome: Mario Terán, um homem elevado na
ideia de matar que reencontra a vida graças aos médicos
partidários das ideias da sua vítima. Quatro décadas
posterior Mario Terán tentou, com o seu crime, que
destruísse um sonho e uma ideia, o Che ganha um novo
combate. E prossegue a sua campanha...
Por Carlos Miranda
Prensa Alternativa Socialista 08/10/2007 às 21:12 |