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"I' aparelho de governo"
Problema político de "' aparelho de governo" é mais
importante de os que se põem às sociedades humanas.
Frequentemente, o conflito que emerge numa família traz-se à
este problema.
Este problema tornou-se muito grave desde o aparecimento das
sociedades modernas.
Actualmente, os povos enfrentam este problema persistente, e
as sociedades suportam número riscos e consequências
extremas que resultam. Ainda não têm tido êxito a
encontrar-lhe uma solução definitiva e democrática. Este
Livro verde apresenta a solução teórica definitiva ao
problema do ' aparelho de governo".
Dos nossos dias, juntos dos regimes políticos é o resultado
da luta que entregam-se os aparelhos para chegar ao poder;
que esta luta seja pacífica ou armada, como a luta as das
classes, as seitas, os tribos, os partidos ou os indivíduos,
salda-se sempre por o sucesso de um aparelho, indivíduo,
grupo, partido ou classifica e pela derrota do povo, por
conseguinte pela derrota da democracia verdadeira.
A luta política que conduz à vitória de um candidato, com,
por exemplo 51% do conjunto das vozes dos eleitores,
conduzido um sistema dictatorial, mas sob um disfarce
democrático. Em efeito, 49% dos eleitores são governados por
um sistema que não escolheram, e que, ao contrário, lhes foi
imposto. E aquilo é a ditadura. Esta luta política pode
também conduzir à vitória de um aparelho que não representa
único a minoria, nomeadamente quando as vozes dos eleitores
repartem-se sobre um conjunto de candidatos os uns dos quais
obtem mais vozes que cada um dos outro considerada à parte.
Mas se adicionasse-o -se as vozes obtidas por "batidos",
aquilo daria uma larga maioria. Contra aquilo, é o que tem
menos de vozes que é proclamado vencedor, e o seu sucesso é
considerado como legal e democrático! Mas realmente
instaura-se uma ditadura sob aparências democráticas.
Aí está a verdade sobre os regimes políticos que dominam o
mundo actual. A sua falsificação da verdadeira democracia
aparece claramente: são regimes dictatoriaux.
As Assembleias Parlamentares
Não substituto ao povo: A representação é imposture
As assembleias parlamentares são a espinha dorsal da
democracia tal que existe actualmente.
A assembleia parlamentar é uma representação enganosa do
povo, e os regimes parlamentares constituem uma solução
truncada ao problema da democracia; montado parlamentar
apresenta-se fundamentalmente como representante do povo,
mas este fundamento é, em si, não democrática, parce que a
democracia significa o poder do povo e não o poder de um
substituto... O facto mesmo da existência de uma assembleia
parlamentar significa a ausência do povo. Ora a democracia
verdadeira pode estabelecer-se apenas pela participação do
povo ele mesmo e não através a actividade dos seus
substitutos. As assembleias parlamentares, excluindo as
massas do exercício do poder e usurpando a soberania popular
ao seu lucro, tornaram-se um ecrã legal entre o povo e o
poder. I1 permanece ao povo apenas esta aparência de
democracia que ilustram as longas filas de eleitores que vêm
depositar na urna, o seu boletim de voto.
O Parlamento é a ausência do povo
Assim pôr nu à realidade da assembleia parlamentar, devemos
procurar-nos onde vem: quer é elegida em distritos
eleitorais, quer constituída, num partido, uma coalição de
partidos, por designação. Mas nenhum destes meios é
democrática, porque a distribuição dos habitantes em
distritos eleitorais significa único um único deputado
representa, de acordo com a importância da população,
milhares, centena de milhares, ou dos milhões de cidadãos.
Isso significa também que o deputado não é unido por uma
relação orgânica popular com os eleitores, dado que é
considerado, de acordo com a tese da democracia clássica,
como o representante de todo o povo ao mesmo título que os
outros deputados. A partir na hora, as massas separam-se
definitivamente do deputado, e o deputado separa-se
definitivamente das massas. Porque a partir que é elegido,
usurpa a sua soberania e age ao seu lugar... A democracia
clássica, actualmente dominante no mundo, cobre os membros
das assembleias parlamentares respectabilité e uma imunidade
que nega simples ao cidadão. Isso significa que as
assembleias parlamentares tornaram-se um meio para usurpar e
monopoliser o poder do povo; é porque é hoje o direito dos
povos lutar través a revolução popular, em vista à de
eliminar estes instrumentos monopolisation da democracia e a
soberania, que são as assembleias parlamentares, que usurpam
a vontade das massas. É o direito dos povos proclamar um
novo princípio: "Não substituto ao poder do povo."
Os Parlamentos são a falsificação da
democracia
Quando a assembleia parlamentar é formada na sequência do
sucesso de um partido às eleições, é a assembleia do
partido, e não a assembleia do povo, ela representa um
partido e não o povo; e o poder executivo detido pela
assembleia parlamentar é o poder do partido vencedor, e não
o poder do povo. É de mesmo da assembleia parlamentar ao
seio de que cada partido dispõe de certo número de sedes; os
titulares destas sedes são os representantes do seu partido
e não os do povo, e o poder que emana de tal coalição é o
dos partidos coligados e não o poder do povo. Em tais
regimes o povo é a presa para a qual bate-se -se. Então é
abusado e explorado por estes aparelhos políticos que se
combatem para chegar ao poder, para arrancar vozes ao povo
tandis que este alinha-se em filas silenciosos, que se
desenrolam como um rosário, assim de depositar boletins nas
urnas de mesmo que lançaria papéis num caixote de lixo... É
aquilo a democracia clássica que domina o mundo inteiro, que
trate-se de regimes à partido único, regimes bipartidos ou
multipartites, ou mesmo sem partido; assim verifica-se
claramente que "a representação é imposture".
Tão às assembleias que se formam pela designação ou pela
sucessão, não têm nenhum aspecto democrático.
Já que o sistema das eleições das assembleias parlamentares
descansa sobre a propaganda para atrair as vozes, é por
conseguinte um sistema demagógico verdadeiro ao sentido da
palavra. É possível comprar e manipular as vozes então que
mais pobre não podem ser ao coridas das lutas eleitorais;
continuam e apenas o rico que ganham as eleições!
São os filósofos, os pensadores e os escritores que se
fizeram os advogados da teoria da representação parlamentar,
ao tempo onde os povos eram ignorants e efectuados como
manadas pelos reis, sultans e conquérants... A aspiração
final dos povos era então ter um componente para
representar-o junto de governantes. Mas esta aspiração mesma
era rejeitada. É para realizar esta ambição que os povos
penosa e longamente combateram. Não é por conseguinte
razoável que agora, após a vitória da era das repúblicas e o
início da era das massas, a democracia seja apenas o
privilégio de um pequeno grupo de deputados que devem agir
ao nome das massas. É uma teoria surannée e um método
ultrapassado. O poder deve ser inteiramente o do povo.
Mais tirânicas as ditaduras que o povo conheceram
estabeleceram-se à sombra das assembleias parlamentares.
O Partido
O sistema de partidos faz abortar a democracia
O partido é a ditadura contemporânea... é "o' aparelho de
governo" da ditadura contemporânea... dado que representa o
poder de uma fracção sobre o conjunto. É dos nossos dias o
último em data dos aparelhos dictatoriais. E como o partido
não é um indivíduo, reflecte uma democracia aparente
forjando assembleias ou comissões, sem estar a contar a
propaganda à qual entregam-se os seus membros. O partido é
de modo algum um aparelho democrático, parce único compõe-se
de pessoas que têm os mesmos interesses... ou as mesmas
vistas... ou a mesma cultura... ou fazem parte de uma mesma
região... ou têm a mesma ideologia... e que se agrupam num
partido para assegurar os seus interesses ou impôr as suas
vistas, ou estender o poder da sua doutrina à sociedade
toda.
O objectivo de um partido é chegar ao poder ao nome da
execução do seu próprio programa. Não é democraticamente
admissível que um partido governa o povo qualquer totalidade
porque este é constituído de interesses, opiniões,
temperamentos, ideologias ou origens diferentes.
O partido é um aparelho de governo dictatorial que permite
todos os aos que tem as mesmas concepções ou os mesmos
interesses de governar o povo como um todo... Ora por
relatório ao povo, o partido é uma minoria. Formar um
partido é instaurar o instrumento que permitirá governar o
povo... queir dizer de governar o que está parte externa do
partido, porque o partido baseie-se essencialmente numa
teoria autoritária e arbitrária, o despotisme dos seus
membros sobre os outros elementos do povo...
O partido avança que o seu arrivoe ao poder é o meio para
realizar os seus objectivos, e que os seus objectivos são os
do povo. Tal é a teoria que justifica a ditadura do partido
e que serve de base à qualquer ditadura. Qual que seja o
número de partidos, esta teoria continua a mesma. Melhor a
existência de vários partidos exacerba a luta para
podê-lo... que conduz à destruição de qualquer acervo do
povo, e sabote qualquer plano de desenvolvimento da
sociedade. É esta destruição que justifica a tentativa do
partido rival de tomar o lugar do partido ao poder. A luta a
partir de partidos, se não se salda pela luta armada - que é
rara a forma da crítica e o denigradamente mútuos. É um
combate que se desenrola necessariamente ao prejuízo dos
interesses vitais e supremos da sociedade, cujos certos
membros se não todos fazem inevitavelmente as despesas da
luta dos aparelhos para chegar ao poder. Porque é no
desmoronamento mesmo destes interesses que o partido (ou os
partidos) de oposição encontra a prova da justiça da sua
argumentação contra (ou ele) o partido ao poder. O partido
de oposição, em tanto como "aparelho de governo" que deseja
chegar ao poder, deve necessariamente abater o aparelho
existente, e para o efeito deve minar as realizações e
desacreditar-se os projectos, mesmo se estes são vantajosos
à sociedade.
E é assim que os interesses da sociedade, e os seus
projectos tornam-se as vítimas da luta dos partidos para
podê-lo. Certamente o conflito nascido da multiplicidade dos
partidos suscita uma actividade política intensa mas não
reside menos que este conflito continua de uma parte
destruidor politicamente, social e economicamente e de outra
parte, salda-se pela vitória de um aparelho semelhante ao
precedente, qeir dizer pela queda de um partido e pela
vitória de um outro. Mas continua a derrota do povo... por
conseguinte a derrota da democracia.
Para além de, os partidos podem ser comprado ou corrompidos,
tão bem o interior que do exterior.
À origem o partido erige-se representando do povo,
seguidamente a direcção do partido torna-se o representante
dos membros do partido, seguidamente o presidente do partido
torna-se o representante da direcção. Assim o jogo dos
partidos revela-se como um jogo cómico e enganoso, baseado
na caricatura de uma democracia ao conteúdo egoísta, e
fundado sobre o jogo das manobras políticos.
O sistema de partidos é por conseguinte efectivamente o
aparelho da ditadura moderna. É uma ditadura sem máscara,
que o mundo ainda não tem excedido, é realmente a ditadura
da época contemporânea.
O Parlamento do partido victoriosa é o Parlamento deste
partido; o poder executivo instaurado pelo Parlamento é o
poder do partido sobre o povo; o poder do partido que é
suposto estar ao serviço de todo o povo está realidade o
inimigo juré de uma fracção do povo, a constituída por ou os
partidos de oposição e os seus partidários. A oposição não é
por conseguinte o censor popular do partido ao poder; vigia
antes a sua hora para aceder própria ao poder.
De acordo com a tese da democracia clássica, o censor
legítimo do partido ao poder é o Parlamento, cuja maioria
dos membros pertence à este partido; queir dizer que a
censura está entre as mãos do partido que governam, e que o
poder emana do partido censor; assim aparecem claramente
imposture, a falsificação e a falsidade das teorias
políticas que dominam actualmente o mundo, e das quais é
procedente a democracia clássica na sua forma actual.
“O partido não representa de uma fracção do povo, então
único a soberania popular é indivisivel."
“O partido governa ao lugar do povo, enquanto que não deve
haver substituto ao poder do povo..."
O partido é o tribo dos tempos modernos... é 1a seita. A
sociedade governada por um partido único está qualquer ponto
semelhante à a governada por uns uns únicos tribos ou uma
única seita; porque o partido, Como aquilo já tem sido
sublinhado, é a expressão as das concepções, os interesses,
as ideologias, as Origens, de uns únicos grupos da
sociedade. O partido está fim de conta uma minoria, por
relatório ao povo muito inteiro, muito Como o tribo ou a
seita... Esta minoria tem os mesmos interesses ou a mesma
ideologia. Destes interesses ou desta ideologia decorre a
mesma concepção. Não há diferença entre um partido e um
tribo se não a relação do sangue, que noutro lugar existiu
de talvez ao nascimento do partido.
A luta dos partidos para podê-lo não difere em nada da luta
dos tribos e as seitas para podê-lo. Se o sistema tribal ou
sectaire for rejeitado politicamente e honni, deve ser de
mesmo para o sistema dos partidos, porque ambos os procedem
da mesma diligência e conduzem ao mesmo resultado. Para a
sociedade, a luta dos partidos tem um efeito também nefasto
e destrutivo que a luta tribal ou sectaire.
A Classe
O sistema político de classe é idêntico ao dos partidos, os
tribos ou as seitas.
Que uma sociedade política seja dominada por uma classe, por
um partido, um tribo ou uma seita, é a mesma finalmente
coisa.
A classe, como o partido, o tribo ou a seita é um grupo de
pessoas que compartilham os mesmos interesses. Estes
interesses comuns nascem da existência de um grupo de
pessoas que unem relações de sangue, ideologia, cultura,
lugar ou nível de vida. A classe, o partido, o tribo e a
seita nascem de causas idênticas que conduzem ao mesmo
resultado, queir dizer as relações do sangue, crença,
ideologia, nível de vida, de cultura ou de lugar, decorre
uma mesma concepção para chegar a um mesmo objectivo. A
forma social do grupo manifesta-se por conseguinte sob o
aspecto de uma classe, um partido, um tribo ou uma seita,
que instaurará um aparelho cuja diligência política seja
realizar as vistas e os interesses do grupo. Todos os casos,
o povo não é nem a classe, nem o partido, nem o tribo, nem a
seita... Cada um deles é apenas uma fracção do povo e não
representa que uma minoria. Quando uma classe, um partido,
um tribo ou uma seita domina a sociedade encontra-se -se em
face de um regime dictatorial. Contra todo, a coalição de
classes ou de tribos continua a ser preferível à coalição de
partidos, porque à origem o povo é constituído
essencialmente de um conjunto de tribos. É raro encontrar em
efeito cerca de um que não compete um tribo, e qualquer
mundo faz parte de uma classe definida. Mas nenhum partido
(ou coalição de partidos) pode agrupar um toda uma povo e é
porque é apenas uma minoria face às largas massas que não
há.
Conformemente à verdadeira democracia, é injustificável que
uma classe, um partido, um tribo ou uma seita esmaga, para
os seus interesses limpos, todos os outro.
Admitir tal dominação significa rejeitar a lógica da
democracia e realizar-se à lógica da força. É um acto de
ditadura contrário aos interesses de toda a sociedade que
não é constituído nem de umas únicas classes, nem um único <
tribo ou umas únicas seitas, nem mesmo os membros de uns
únicos partidos. Tal atitude não pode encontrar > nenhuma
justificação. A ditadura explica-se. Reconhecendo que a
sociedade é constituída bem de vários elementos, mas que um
entre eles deve eliminar os outros a fim de continuar a ser
único ao poder. Tal acção não é por conseguinte do interesse
do conjunto de 1a sociedade, mas unicamente de interesse uns
de um únicos dasse, uns únicos tribos, umas únicas seitas,
ou de uns únicos partidos, queir dizer do interesse de os
que tomam o poder porque esta medida discriminatória é
dirigido essencialmente contra os membros da sociedade que
não pertencem ao partido, à classe, o tribo ou a seita que
empreende esta eliminação.
Uma sociedade rasgada pela luta dos partidos está qualquer
ponto semelhante à que é rasgada pela luta tribal ou
sectaria.
O partido constituído ao nome de uma classe transforma-se
automaticamente em substituto desta classe, transformação
espontânea, que se prossegue até que fique o herdeiro da
classe inimiga sua.
A classe que herda de uma sociedade, herda em mesmo tempo
das suas características. Aquilo retorna dizer que se, por
exemplo, a classe operária viesse esmagar todas as outras
classes, tornar-se-ia herança da sociedade, queir dizer que
tornar-se-ia a base material e social da sociedade. O
herdeiro leva as características de o do qual herda, mesmo
se estas características não aparecem à primeira vista. Em
medida que o tempo passaria, as características das classes
excluídas reapareceriam ao interior da classe operária.
Outra, à tais características correspondem tais atitudes e
tais pontos de vista adequados. Assim a classe operária
tornar-se-ia pouco a pouco à uma sociedade à parte que tem
as mesmas contradições que a antiga sociedade.
Os níveis materiais e morais dos indivíduos diferenciam-se
num primeiro tempo, seguidamente os grupos aparecem e
transformam-se em mesmo tempo em classes exactamente
semelhantes às classes abulidas, e a luta para governar a
sociedade retoma. Cada conjunto de indivíduos, seguidamente
cada grupo, seguidamente cada nova classe, tentará cada um
de tornar-se um "aparelho de governo". A base material da
sociedade é instável parce que é também social.
Por noutro lugar "o aparelho de governo" que provem da base
material única da sociedade poderia estabilizar-se durante
certo tempo. Mas é dedicado ao desaparecimento a partir que
nascem, de partir desta mesma base material uniqué, níveis
materiais e sociais novos.
Qualquer sociedade onde combatem-se classes era,
anteriormente, uma sociedade à classe única. Mas esta mesma
classe gerou outras classes, devido evolução à inegável das
coisas.
A classe que priva os outros assim monopoliser "o' aparelho
de governo" ao seu lucro exclusivo terminará por constatar
por que esta apropriação age no seu seio como age na
sociedade muito inteira.
Definitivas, as tentativas de uniformização da base material
da sociedade, em vista em de resolver o problema do poder ou
pôr termo à luta em proveito um de um partido, uma classe,
uma seita ou um tribo, encalharam, de mesmas que as
tentativas de satisfazer as massas pela eleição de
representantes, ou pela organização de referendos; continuar
nesta via seria perder o seu tempo e brincar com povo.
O Referendo
O referendo é imposture para com a democracia. Os que dizem
"SIM" ou "NÃO" não exprimem realmente a sua vontade; mas são
amordaçados em nome da concepção da democracia clássica e
é-lhes autorizado pronunciar apenas só um palavra: "sim" ou
"não". É então o sistema dictatorial mais duro e mais
repressivo. O que diz: "NÃO" deve poder dar a razão e
explicar porque não disse "SIM"; e o que disse "SIM" deve
poder justificar esta escolha e explicar porque não disse
"NÃO". Cada um deve poder dizer que quer, a razão do seu
acordo ou a sua recusa.
Qual é então a via que devem seguir as sociedades humanas
para emitir-se definitivamente das épocas de arbitrárias e
de ditadura?
Dado que na pergunta da democracia o problema insolúvel é o
de "o' aparelho de governo", problema que se exprime nas
lutas de partidos, de classes ou de indivíduos, dado que a
invenção dos métodos eleitorais e os referendos é apenas uma
camuflagem do malogro destas experiências; a solução
consiste por conseguinte a encontrar um "aparelho de
governo" que seja o um destes aparelhos em luta para podê-lo
e que não representa apenas uma única fracção da sociedade.
Trata-se por conseguinte de encontrar um "aparelho de
governo" que não seja um partido, uma classe, uma seita ou
um tribo, um aparelho que seja o povo muito inteiro, por
conseguinte que não o representa e não se substitui à ele.
"Não substituto ao poder do povo", "a representação é
imposture".
Se fosse possível encontrar este aparelho o problema por
conseguinte é resolvido. A democracia popular tornar-se-ia
realidade, e as sociedades humanas teriam posto termo ao
arbitrárias e a ditadura, que são substituído pelo poder do
povo.
O "Livro verde" apresenta a solução definitiva ao problema
do « aparelho de governo", indica aos povos o meio para
passar da era da ditadura à da democracia verdadeira.
Esta nova teoria é fundada sobre o poder do povo, sem
substituto nem representação. Realiza uma democracia directa
de maneira organizada e eficaz. Difere da velha tentativa de
democracia directa que não encontrou realização prática e
que faltou de seriedade em razão da ausência de organização
populaire de base.
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Livro Verde segunda Parte
A solução do problema Economica
"O SOCIALISMO"
Os Fundamentos Economicas da Terceira Teoria univers
No regulamento dos conflitos (oponente) trabalho/salário, ou
seja as relações
entre proprietários e trabalhadores e entre proprietários e
produtores, importantes
progressos foram realizados
A redução das horas de trabalho, a remuneração das horas
suplementares, as diversas
licenças, o reconhecimento de um salário mínimo garantido, a
participação dos
trabalhadores na gestão e com benefícios da empresa, a
proibição dos
despedimentos arbitrários, a Segurança Social, o direito de
greve, a regulamentação
do trabalho, figuram em geral na maior parte das legislações
contemporâneas.
Mudanças não menos apreciáveis foram obtidas na mutação do
direito da propriedade
com o aparecimento de certos sistemas que têm, quer limitado
os rendimentos,
quer transformado a propriedade privada em propriedade de
Estado.
E apesar de todos os progressos,
certamente não negligenciáveis, e os remédios trazidos
à melhoria do destino dos trabalhadores, o problema continua
a ser postos fundamentalmente
à escala mundial, mesmo se ficar menos complexo que no
passado.
embora noção propriedade ter sofrer profundo modificação
evoluir extremo direita
extremo esquerda, e pegajoso diverso forma intermediário,
produtor residir assalariado.
Para alterar a natureza do salário, as experiências não
foram menos numerosas, mas
os resultados reduzem-se às vantagens obtidas pelos
trabalhadores, defendidas
pelos Sindicatos e garantidas pelas legislações.
A situação que degrada trabalhadores ao dia seguinte da
revolução industrial evoluiu e
embora com o tempo, trabalhadores, técnicos e empregados
conquistassem direitos, que
no passado pareciam utopistes e inacessíveis, nenhuma resposta
satisfatória foi proposta
para resolver o princípio do salariado.
Certamente, numerosas reformas foram trazidas, mas estão
mais próximas da caridade que
de um verdadeiro reconhecimento dos direitos dos
trabalhadores.
Porque os trabalhadores percebem um salário?
Associados e não assalariados
Os trabalhadores percebem um salário porque efectuaram uma
operação de produção
por conta de um terço que paga-o neste objectivo.
Não têm usufruito da sua produção, e foram forçados
renunciar mediante salário. Ora, a
regra equitativa é: "O que produz dispõe da sua produção."
"Independentemente das
melhorias trazidas ao salário, o assalariado permanece uma
espécie de escravo de um
mestre que paga-o, ou antes é um escravo temporário e esta
escravidão é baseada no facto
de fornece um trabalho por outro lado do salário que
verte-lhe um proprietário, um indivíduo, ou mesmo um
Governo" .
Porque a empresa pública assim como
a empresa privada, atribui aos seus empregados
apenas salários acompanhados de diversas ajudas sociais
comparáveis aumône atribuído
pelo rico.
Ao contrário da empresa privada cujo rendimento retorna ao
proprietário, o rendimento
da propriedade pública deveria retornar ao conjunto da
colectividade,
trabalhadores compreendidos.
Aquilo seria justo se retivesse-se apenas o interesse da
sociedade, fazendo abstracção do
dos trabalhadores, e na condição de nesta sociedade, a
propriedade fosse monopólio
do estado e que o poder seja exercidos lá, não por uma
classe, um partido ou um conjunto
de partidos, uma seita, um tribo, uma família, um indivíduo
ou por forma qualquer
de representação, mas todo o povo por meio dos congressos
populares, os Comités
populares e os sindicatos (ver primeira parte do "Livro
verde" a solução do problema
da democracia), "o poder do povo" Edições CUJAS Paris 1976.
A propriedade poderia bem alterar
mãos, o resultado seria o mesmo: o trabalhador reside
um assalariado enquanto não for restabelecido no seu direito
sobre a sua própria produção,
e que esta continua a ser desviada em proveito da
"colectividade" ou do empregador.
A solução final à este problema consiste a abulir o
salariado, pela liberação do homem da
sua dependência em que este mantem-no.
É necessário voltar à lei natural que organizou os
relatórios humanos efectivamente antes
do aparecimento das classes, os governos e as legislações
positivistas.
A lei natural é com efeito o critério, a referência e a
fonte única dos relatórios humanos.
Deu nascimento a um socialismo natural fundado sobre a
igualdade dos factores de produção
e assegurou a distribuição mais ou menos equitativa dos produtos da
natureza entre
os indivíduos.
A exploração do homem pelo homem e pela constituição por um
indivíduo de uma fortuna
que excede as suas necessidades, constitui uma entorse à lei
natural e o começo de
uma perversão e um desvio na vida da sociedade, bem como o
sinal premonitório de
uma sociedade de exploração. Analisando os factores de
produção, dá-se -se conta
que sempre foram compostos de factores essenciais: as
matérias de produção, os meios
de produção e os produtores.
A equidade ditada pela lei natural
quer que cada componente que participa na produção
tenha a sua parte, porque se elimina-se um entre eles, não
há produção. O facto de
cada elemento desempenha um papel essencial e indispensável,
confere-lhe uma
igualdade natural. Esta deve traduzir-se a nível da
distribuição da produção. Este princípio
de igualdade deve ser aplicável aos todos os factores da
produção: se são dois, a parte
cada um corresponderá à metade do total, se são três, ao
terço.
Haver superioridade de um elemento sobre o outro autocarro
aquilo conduziria a transgredir
a lei natural e a levar infracção ao direito de outro.
Da aplicação desta lei natural à realidade histórica ou
contemporânea, pode-se libertar o
ensino seguinte: À origem, a produção artesanal era composta
de dois elementos: a matéria
de produção e o produtor (por produtores, designa-se
trabalhadores.)
Este termo como os prolétaires ou trabalhadores não
corresponde mais à realidade,
porque paralelamente à evolução das ciências e técnicas,
assiste-se à uma mudança
quantitativa e qualitativa da classe operária que tende a
diminuir.
Um terceiro elemento apareceu: o meio de produção,
utilizando primeiro a energia
animal seguidamente a máquina. Paralelamente, assiste-se à
uma transformação das
matérias primas: de simples e baratos às mais elaborado e
por conseguinte mais caro.
O homem ele mesmo vê a sua condição alterada: de simples mão obras à de
engenheiro
ou técnico, a massa dos trabalhadores que rendem progressivamente o lugar
à
grupos limitados de técnicos.
Estas mutações provocam
modificações qualitativas e quantitativas e não têm por
tanto alteradas, tão ao fundo, os factores de produção em
tanto como elementos
indispensáveis ao processo produtivo.
Assim, por exemplo, o minério de ferro, um dos factores de
produção de todos os
tempos, outrora era utilizados artisanalement com meios
primitivos, para fabricar uma faca,
um machado ou uma lança. hoje é tratado nos altos fornos
para, sob o controlo de
engenheiros e de técnicos, ser feito à máquina e
transformado em máquinas e veículos de
todos os tipos. Do mesmo modo, o cavalo, o mulo ou o camelo fazem lugar à
máquinas potentes e complexas. O instrumento, quanto a ele,
seguiu a mesma evolução,
do objecto aproximativo da idade de pedra aos equipamentos modernos mais
sofisticados.
Estas transformações não têm nada de incompatíveis com o
carácter essencialmente
constante dos factores de produção fundamentais. É de resto
esta constante que
torna o inevitável regresso à lei natural para resolver
definitivamente o problema
económico. Isto é ainda mais verdadeiro que, no passado,
todas as tentativas que têm
ignorado este aspecto saldaram-se por malogros completos.
Todas as teorias que
foram elaboradas abordaram o problema económico apenas sob o ângulo da
propriedade
de um dos factores de produção ou do dos salários.
O único verdadeiro problema da
produção nunca foi resolvido. A ponto de a
característica comum aos todos os sistemas económicos
instaurados no mundo é a negação
do direito do trabalhador à sua produção, que esta seja por
conta da Sociedade ou para o
da empresa privada. Como aquilo tem sido dito previamente,
empreendido industrial
funciona graças à três factores: matérias primas, meios de
produção e trabalhadores.
A produção é o resultado obtido pelos trabalhadores que
utilizam o material para
transformar as matérias primas. Assim os produtos terminados
prontos ao consumo
ou a utilização, percorreram um processo que não teria
podido ter lugar sem as
matérias primas, as fábricas e os trabalhadores. Se um dos
elementos falta, há bloqueio.
Sem matérias primas a fábrica não poderia fabricar, sem
fábricas as matérias
primas permaneceriam ao estado bruto, sem trabalhadores a
fábrica não poderia funcionar.
A igual importância dos três factores implica necessariamente uma
distribuição igual
do produto obtido.
É em função desta regra natural que
o produto será compartilhado em três partes
iguais, repartidas entre os três factores de produção.
Este sistema tem a vantagem de tomar em consideração não
somente a empresa,
mas igualmente os produtores e os consumidores. Na agricultura, o
princípio é o mesmo.
Mas se há apenas dois elementos: o homem e a terra, a
distribuição do fruto do
trabalho deverá fazer-se entre os dois únicos factores que
participam certamente no
processo de produção.
No caso de utilização de meios mecânicos, o produto será
repartido como na indústria,
entre a terra, I' agricultor e a máquina.
Assim será instaurado um sistema socialista que governa a
produção aplicando esta
lei natural. Se a máquina
substitui hoje o homem, os trabalhadores, certamente
cada vez menos numerosos, continuam a ser no entanto
indispensáveis para fazer funcionar o material e manter-o.
Esta mudança quantitativa foi acompanhada por uma mudança
qualitativa resultante dos progressos técnicos, substituindo
gradualmente a energia humana pela máquina.
Tal evolução não foi sem estar a
alterar profundamente a vida económica e social do mundo
do trabalho. Lentamente as massas prolétaires e ignorantes
diminuíram. Paralelamente os
cada vez mais trabalhadores acedem ao saber e a técnica para
tornar-se técnicos,
engenheiros ou cientistas.
Uma das consequências inegáveis de esta mudança será a
eliminação progressiva
dos sindicatos operários tradicionais que darão o lugar à
sindicatos de técnicos ou
de engenheiros. Os progressos científicos são um acervo da
humanidade e o processo
é irreversível
Outro efeito indirecto será certamente o fim do
analfabetismo. Assistirá-se ao
desaparecimento progressivo da mão-obra não qualificada, mas
o homem com as
suas qualidades naturais permanecerá um elemento fundamental
do processo produtivo.
As NECESSIDADES
ser mestre das suas necessidades
para ser livre
a casa pertence à o que ocupa-o
Enquanto depender de outro para assegurar as suas
necessidades, o homem não terá adquirido a sua completa
liberdade e continuará a ser explorado e dominado. Este
problema real, fonte permanente de lutas e de conflitos,
subsistirá enquanto uma parte da população quiser controlar
o outro
O ALOJAMENTO é uma necessidade para o homem e a sua família.
Deve competir às de outro apenas à ele. Homem não é um livre
quando habita uma casa alugada. Em matéria de alojamento, a
política seguida pelos o s estados consistiu a regulamentar
o aluguer bloqueando ou aumentando os alugueres. A única
solução radical e definitiva é a acessão à propriedade. Na
sociedade socialista, ninguém pode ser mestre das
necessidades do homem. Ninguém não pode nesta sociedade,
construir um alojamento outro que para o ele mesmo e os seus
herdeiros.
A casa do indivíduo um das suas necessidades fundamentais,
ninguém pode construir com o objectivo de alugar.
O RENDIMENTO constitui outra necessidade essencial. Não pode
por conseguinte, na sociedade socialista, ser um salário,
não mais que pode ser aumône. Não há assalariados na
sociedade socialista, há associados; o rendimento pertence
ao indivíduo e emprega-o como a ele propõe-se para
satisfazer as suas necessidades.
É a parte que ele retorna de uma produção da qual é um dos
elementos indispensáveis. Não é um salário vertido por outro
lado de uma produção feita em proveito de um terço.
O MEIO de TRANSPORTE é igualmente uma necessidade essencial
ao indivíduo e a sua família. Não deve competir à uma outra
pessoa. Na sociedade socialista, ninguém pode possuir
veículos de aluguer, porque aquilo conduziria a tornar-se
mestre das necessidades dos outro.
A TERRA
A terra não é a propriedade de ninguém. Cada um tem o
direito de explorar-o pelo seu trabalho de agricultor ou de
criador nos limites das suas possibilidades e as suas
necessidades durante qualquer sua vida, bem como a dos seus
herdeiros. Pode contudo utilizar ele mesmo outra pessoa
assalariada ou não para trabalhar esta terra.
A terra é imutável, enquanto os que exploram-o passam com o
tempo. Podem alterar de ofício e capacidade.
É por isso que a terra sobre a qual sucedem-se as gerações
não pode ser objecto de uma apropriação. O objectivo da nova
sociedade socialista é edificar uma colectividade feliz
porque livre. Isto pode realizar-se apenas pela satisfação
das necessidades materiais e morais do homem, liberando
estas necessidades da dominação de outro. A satisfação das
necessidades deverá fazer-se sem a exploração nem a
dependência de outro se não aquilo estaria contradição com a
finalidade de nova sociedade socialista.
Nesta nova colectividade,o homem poderá escolher de
trabalhar, quer à sua conta para assegurar a satisfação das
suas necessidades materiais, quer participar tem uma empresa
socialista onde compartilhará o produto realizado, ou ainda
efectuar um serviço público para a colectividade que
garantir-lhe -á, em regresso, os seus meios de existência. A
actividade económica na sociedade socialista nova será
produtiva, visando a satisfação das necessidades do homem.
Não será nem improdutiva, nem orientada para o lucro para um
entesouramento estéril que excede a satisfação das
necessidades.
Tal orientação não terá mais cursos numa sociedade governada
pelas novas regras socialistas. O objectivo legítimo da
actividade económica dos indivíduos torna-se a única
satisfação das necessidades do homem. O corolário é por
conseguinte que cada indivíduo não pode não tomar mais que
não lhe é necessário sobre os bens da sociedade, porque a
riqueza no mundo e cada sociedade limitada, no momento em
que outro, tomaria inevitavelmente uma parte o seu
semelhante. Em contrapartida, cada um tem o direito à
poupança sobre a sua própria produção, mas sem ter recurso
ao esforço de outro pela exploração das necessidades dos
outros membros da sociedade. Esta regra fundamental deve ser
respeitada rigorosamente se quer-se evitar que uma fracção
da população explore outra. Não deixará de ser possível
realizar benefícios sobre o trabalho de outro e aumentar a
poupança individual para além das necessidades, porque
aquilo far-se-ia às expensas os os outros, e tornar-se-ia da
exploração. O trabalho assalariado, para além de que domina
o homem, retira-lhe também qualquer motivação, porque há um
homem "em aluguer" e não um associado. O homem que trabalha
para a sua própria conta diferentemente é sacrificado mais
na sua tarefa produtiva, porque é fundamentado pelo facto de
conta com o seu próprio trabalho para a satisfação das suas
necessidades materiais. O homem que trabalha numa empresa
socialista sendo associado lá igualmente é fundamentado
mais, porque uma parte da produção ele retorna para
assegurar as suas necessidades. O assalariado, quanto a ele,
é desprovido de tais motivações. _ consequentemente,
salariado se encontrar impotência resolver problema
crescimento e desenvolvimento produção. Esta descansa com
efeito sobre os ombros do assalariado e encontra-se exposta
uma perpétua deterioração, a nível dos produtos, ou ao dos
serviços.
Alguns exemplos que ilustram os casos de um trabalho
assalariado para a conta da sociedade, de um trabalho
assalariado por conta de um interesse privado, e o do
trabalho não assalariado:
1) Primeiro exemplo:
a) O caso de um trabalhador que produz 10 maçãs por conta da
sociedade que lhe concede uma maçã por outro lado da sua
produção. Esta maçã que satisfaz completamente as suas
necessidades.
b) Um trabalhador produz 10 maçãs por conta da sociedade que
lhe concede uma maçã por outro lado da sua produção. Esta
maçã que não satisfaz as necessidades deste trabalhador.
2) Segundo exemplo: O trabalhador produz 10 maçãs por conta
de um outro indivíduo e não percebe em troca único um
salário equivalente menos do preço de só uma maçã.
3) Terceiro exemplo: Um trabalhador produz 10 maçãs para a
sua própria conta. Resulta destes exemplos:
- No caso
a) do primeiro exemplo: o trabalhador não aumentará a sua
produção, porque qual que faça para aumentar-o obterá apenas
uma maçã para a satisfação das suas necessidades. É por isso
que as forças laboriosas que trabalham por conta da
sociedade são automatica e continuamente moroses.
- No caso
h) do primeiro exemplo: o trabalhador não é fundamentado
pela produção, porque faz-se em proveito da sociedade, sem
que obtenha por outro lado o que é necessário à satisfação
completa das suas necessidades. Se continua a trabalhar, é
porque é forçado apresentar-se às condições gerais do
trabalho que prevalecem na sociedade.
- No segundo exemplo: o trabalhador não se incomoda da
produtividade e satisfaz-se de trabalhar para um salário que
não satisfaz inteiramente as suas necessidades. Neste caso,
ou põe-se à procura de um outro proprietário para vender-lhe
a sua força de trabalho a um melhor preço, ou é obrigado de
prosseguir o seu trabalho para subsistir.
O terceiro exemplo quanto a ele constitui o único caso onde
o trabalhador produz sem constrangimento e sem morosité. A
sociedade socialista não permite umas produções superiores à
satisfação das necessidades do indivíduo que efectua-o, nem
que esta produção faça-se pelo intermediário ou sobre a
costas de outro. As empresas socialistas trabalham para a
satisfação das necessidades da sociedade. Consequentemente,
o terceiro exemplo ilustra a situação mais sã de produção
económica, dado que todos os casos, incluindo pior, esta
produção prosseguir-se-á para a subsistência. Deve apenas
citar-se para prova o facto de a produção nos países
capitalistas encontra-se concentrada e acumulada entre as
mãos de uma minoria de possuintes ociosos que exploram
prolétaires a produzir para sobreviver.
Contudo, o "Livro verde" não resolve os únicos problemas de
produção material, mas aspira traçar o caminho para uma
solução global dos problemas da sociedade humana, a fim de
assegurar a liberação material e moral do indivíduo, bem
como a sua felicidade.
Outros exemplos:
Supõem que a riqueza de uma Sociedade seja de dez unidades e
que a sua população seja igualmente de dez unidades: a parte
cada um será, ou seja uma unidade. Quando um membro desta
população detem mais de uma unidade, é em detrimento de
outro que, ele, não disporá de nada. É o que explica que
haja rico e pobres nas sociedades de exploração. Se cinco
membros desta mesma população possuem cada um duas unidades
da riqueza, isso significaria que os cinco outros membros
desta mesma população não possuem nenhuma parte da riqueza
comum e que, por conseguinte, a metade da população é
privada do seu direito. A unidade suplementar detida cada um
dos primeiros que devem retornar com efeito aos cinco outro.
Além disso, se a satisfação das necessidades de um indivíduo
nesta sociedade necessita apenas uma unidade da riqueza, o
que deteria mais de uma unidade usurparia, consequentemente,
o direito dos outros membros da sociedade.
Tratar-se-ia de um entesouramento que se faz às expensas das
necessidades de outro. É o que explica por um lado a
existência accapareurs de riquezas e, por outro lado, de
pobres que procuram uma parte da riqueza e que não obtêm
nada. Trata-se, obviamente, de voo e pilhagem sob talher de
uma legislação injusta de exploração, em vigor neste tipo de
sociedade.
A riqueza que continua a ser uma vez disponível as
necessidades satisfeitas deveria, pelo contrário, retornar
aos todos os membros da sociedade.
Quanto à poupança, os indivíduos podem fazer-o retirando das
suas únicas necessidades, se não aquilo conduziria à uma
infracção aos direitos da colectividade sobre a sua riqueza.
O facto de ser que empreende e de ter um "knowhow" não
autoriza para tanto mão dada sobre partes de outro.
Contudo,o homem que empreende pode aproveitar das suas
qualidades para a satisfação das suas necessidades limpas e
para a poupança efectuada sobre estas mesmas necessidades.
Do mesmo modo os deficientes e os deficientes mentais têm-o
também direito à mesma parte da riqueza que os outros
membros da sociedade. A riqueza da sociedade é comparável um
organismo de abastecimento ou um armazém que fornece
diariamente aos homens de que ser suficientes às suas
necessidades. Posto isto, homem é livre quer consumir a
totalidade da sua parte, quer de economizar sobre esta
utilizando as suas competências e o seu "knowhow" para
constituir-se uma poupança. Em contrapartida, utilizar este
"knowhow" para tomar mais que a sua parte sobre a
"existências de abastecimento" colectivo é inegavelmente um
voo caracterizado efectuado às expensas da Sociedade bem
como uma infracção ao interesse geral.
Na nova sociedade socialista, as desigualdades na detenção
de riquezas não são tolérables. No caso das pessoas que
trabalham num serviço público, a sociedade concede-lhes uma
parte equivalente aos seus serviços, retirada da riqueza
nacional. Esta parte varia em função serviços prestados por
cada um deles.
_ ser lá um novo experiência que vir coroar magnífico
experiência histórico sociedade humano, e que terminar luta
homem para seu liberdade e seu felicidade, satisfação seu
necessidade e rejeição exploração. Põe definitivamente um
termo ao despotisme por uma distribuição equitativa da
riqueza da sociedade num mundo onde cada um trabalhará para
a satisfação das suas próprias necessidades, sem estar a
fazer trabalhar do um de outro para ele, e sem ele mesmo
estar a ser empregado por outro
. _ ser lá um teoria liberação necessidade para liberação
homem. A sociedade socialista nova não é outra que uma
consequência dialéctica que decorre dos relatórios de
injustiça que existem no mundo.
Dá nascimento à uma solução natural que é, por um lado, a
propriedade privada destinada a satisfazer as necessidades
do homem sem estar a utilizar outros homens, e por outro
lado, a propriedade socialista em a qual os produtores são
associados à produção e a sua divisão, substituindo assim a
propriedade privada cuja produção não pertence aos
assalariados. O que possui a casa que habita, o automóvel no
qual desloca-se e que assegura o vosso salário para a vossa
subsistência, apropria-se com efeito a vossa liberdade, ou
pelo menos uma parte de esta. Ora, a liberdade é
indivisible.
Para assegurar a sua felicidade, o homem deve ser livre e
pode ser-o apenas em ser mestre das suas necessidades. O que
é mestre das necessidades de outro dita-lhe a sua lei,
explora e poderia reduzi-lo na escravidão e, apesar da
legislação que poderia proibir-lhe o. As necessidades
incompressíveis e indispensáveis à vida, do vestuário ao
alimento, do automóvel ao alojamento devem ser protegidas e
em caso algum pertencer um terço, constituem uma propriedade
privada e consagrada. Um aluguer de apartamento permitiria
um proprietário de intrometer-se na vossa vida privada e
conceder-se dos rendimentos suplementares e aquilo mesmo
quando este proprietário é a colectividade. O proprietário
dispõe então da vossa liberdade e privar-vos -á da vossa
felicidade.
É como se alugava um fato cujo proprietário é susceptível um
dia de tirar-vos -o em cheia rua e deixar-vos nu.
Do mesmo modo o proprietário do veículo que conduz poderia
intervir e abandoná-los sobre o bordo da estrada. Por
último, o proprietário do alojamento que habita, tem a
possibilidade de fazer de vocês sans-abri. Seria ridículo
pretender resolver os problemas que decorrem das
necessidades do homem por medidas jurídicas, administrativas
ou outras. É sobre estas necessidades essenciais que a
sociedade, em conformidade com leis naturais, edifica-se e
toma raiz. O objectivo da sociedade socialista está na
felicidade do homem que pode realizar-se apenas uma vez a
sua liberdade material e moral adquirida. A concretização
desta liberdade depende da livre disposição pelo homem das
suas necessidades solenemente consagradas. Isso significa
que as vossas necessidades não deveriam ser em caso algum a
propriedade de outro nem susceptíveis vos subtilisés por
qualquer parte da sociedade.
Diferentemente, viverá em apreensão, o que privar-vos -ia da
vossa felicidade e faria de vocês um homem sem liberdade,
porque vivo sob a ameaça de eventuais intervenções externas
que visam as vossas necessidades essenciais.
Devido às teses económicas contraditórias que se enfrentam
actualmente no mundo e devido aos relatórios de injustiça
que decorrem do salariado, restantes até agora sem solução,
a inversão das sociedades contemporâneas fundadas sobre o
salariado aparece como inegável, da mesma maneira que a
instauração de sociedades de associados. A potência dos
sindicatos de trabalhadores no mundo capitalista é apta a
alterar as sociedades capitalistas, de sociedades de
salariado em sociedades de associados. A eventualidade do
advento da revolução para a realização do socialismo começa
pela recuperação pelos produtores da parte que eles retorna
da sua produção. O objecto das greves operárias não será
mais a reivindicação de aumento dos salários, mas para a
associação na produção. Aquilo far-se-á cedo ou atrasado.
O "Livro Verde" abre a via. A etapa final será atingida
quando a sociedade socialista nova chegar à fase do
desaparecimento do lucro e a moeda. Aquilo far-se-á pela
transformação da sociedade numa sociedade inteiramente
produtiva e quando a produção atingir a fase, cheia
satisfação das necessidades materiais dos membros da
sociedade. À esta etapa final, o produto desaparecerá de ele
mesmo e passar-se-á-se da moeda. Admitir o lucro equivale a
admitir a exploração. Porque a partir do momento em que
admite-o -se, nada não pode mais limitá-lo. As medidas que
tendem a limitar, pelos diversos meios, o lucro, são
tentativas reformistas e não radicais, e são inaptas a
impedir a exploração do homem pelo homem. A solução final
está na abolição do lucro. No entanto, o lucro o motor do
processo económico, não pode ser abulido por decreto mas
antes por pela evolução mesmo da produção socialista, ou
seja uma vez satisfeitos as necessidades materiais da
sociedade e os indivíduos. É por conseguinte por esta
investigação de mais lucros que conduzirá-se ao
desaparecimento final do lucro.
Os EMPREGADOS, que sejam assalariados ou não, representam
ainda hoje um dos tipos da escravidão. São mesmo os escravos
dos tempos modernos.
A nova sociedade socialista fundada sobre a associação na
produção, e não sobre o salariado, a lei socialista natural
não pode ser aplicável aos empregados que produzem e não
fornecem apenas serviços. Com efeito, os serviços não são
geradores de bens materiais. É por isso que esta categoria
de pessoal deveu trabalhar más em condições mediante um
salário ou qualquer outra forma de remuneração. Assim, os
empregados situados na parte inferior da escala
socioeconómica entre os assalariados, merecem ser liberados
antes de mais nada da sociedade do salariado, sociedade de
escravos. A terceira teoria universal anuncia a liberação
definitiva das massas do jugo de I' injustiça, do
despotisme, da exploração e a dominação política e
económica, e o advento da sociedade dos homens.
Cada um será livre. Todos serão iguais na detenção do poder
da riqueza, e as armas, de modo que a liberdade total e
definitivamente triunfe. O "Livro verde" traça a via da
emancipação as massas, de assalariados e empregados, e assim
realizar-se-á a liberdade do homem. Para os empregados, é
indispensável lutar para liberar-o da sua situação de
dependência integrando-o na produção onde tornar-se-ão
associados e beneficiarão de partes de acordo com o seu
trabalho.
Os habitantes de uma casa assegurarão eles mesmos a sua
família. Se for necessário, não se terá mais recursos à
empregados assalariados ou não, mas funcionários que
asseguram as tarefas de família e que beneficiarão do
adiantamento nas suas funções e gozarão das garantias
sociais e materiais da misma maneira que funcionário.
Terceira Parte
Os Fundementos Sociais da Terceira
Teoria Universal
A força a motor da história humana é o factor social, ou
seja o factor nacional. A relação social que assegura a
coesão de cada grupo humano, da família ao tribo e a nação,
é mesmo o fundamento da dinâmica da história. "os heróis da
história são seres que se sacrificaram para causas"; não
podem ser definidos diferentemente. Mas para quais causas...
sacrificaram-se para os outros quais outro... Homens com os
quais tinham relações. A relação existente entre um
indivíduo e um grupo é uma relação de ordem social, ou seja
idêntica à que existe entre os membros de uma mesma
comunidade. A base sobre a qual constituíram-se as nações é
o nacionalismo. causa que nós evocar ser por conseguinte
causa nacional: a relação nacional identifica-se à relação
social, porque social deriva de sociedade, ou seja relações
que existem numa sociedade; e o nacionalismo derivação de
nação, ou seja relações que existem numa nação.
A relação social por conseguinte à relação nacional e
reciprocamente identifica-se, dado que a sociedade é a nação
e que a nação é a sociedade, ainda que difere em número, mas
na condição de afasta-se qualquer definição extensiva do
grupo que visa associações temporárias constituídas sem
nenhuma referência à I' pertença nacional.
Entendemos por grupo qualquer comunidade permanente unida
por uma relação nacional que lhe está limpa. Além disso, os
movimentos históricos são X dos movimentos de massa, ou seja
comunitários; a acção efectuada por uma comunidade é para a
própria, para a sua independência no que diz respeito à uma
outra comunidade embora cada uma tenha a sua própria
constituição social. Os movimentos comunitários continuam
movimentos indépendantistes que visam realizar autonomia dos
grupos vencidos por conseguinte opprimés por outro. Quanto à
luta para podê-lo, desenrola-se dentro do grupo, até ao
escalão da família, como explica-o a primeira parte do Livro
verde que trata dos fundamentos políticos do | terceira
teoria universal.
O movimento comunitário é um movimento de uma comunidade
para a própria. Porque dado a sua estrutura natural, uma.
comunidade tem necessidades sociais que devem ser
satisfeitas de uma maneira comunitária. Estas necessidades
não estão nenhuma maneira indivíduos.
_ ser realmente direito, reivindicar ou objectivo comum
qualquer um comunidade vincular mesmo nacionalismo. É para
aquilo que estes movimentos são chamados dos movimentos
nacionalistas. Os movimentos de liberação nacional, no
período actual, são eles mesmos dos movimentos sociais que
desaparecerão apenas quando cessar a dominação de um grupo
por um outro grupo. Consequentemente, o mundo atravessa
actualmente um dos ciclos normais da história: a luta
nacional para o triunfo do nacionalismo. É a realidade
histórica no universo do homem e é uma realidade social.
Isso significa que a luta nacional a luta social-leste o
fundamento da dinâmica da história, porque é mais potente
que outros todos os factores, é a origem, ela é a base
. _ este luta ser natureza gent humano, ser gasolina mesmo
vida. Os animais para além do vivem igualmente em grupo.
Como o instinto de grupo é a condição perpétuité das
espécies do reino animal, o nacionalismo é a razão de
sobrevivência das nações.
As nações cujo nacionalismo été` dissolveu são as cuja
existência mesma foi posta em causa. A existência das
minorias, que constitui um dos problemas políticos do mundo,
deve-se à causas sociais. São nações cujo nacionalismo foi
destruído, e cujas relações foram quebradas. O factor social
é efectivamente um factor de vida, ou mesmo de
sobrevivência. É por conseguinte efectivamente um motor
natural e inerente ao homem para a sua sobrevivência.
O nacionalismo, na espécie humana, e o instinto de grupo,
nos animais, estão como o fenómeno de gravitação no reino
mineral e os corpos celestiais. Se a massa solar perdesse a
sua força de gravidade, os gases que compõem-o
dispersar-se-iam e a sua unidade é destruída. A unidade é
por conseguinte a condição primeiro de sobrevivência de
qualquer coisa.
O factor de unidade de qualquer comunidade é o factor
social, ou seja o nacionalismo. É para aquilo que as
comunidades lutam por a sua unidade nacional porque a sua
sobrevivência depende. O factor nacional, ou relação social,
age automaticamente no sentido da sobrevivência de uma
nação, à I' fase de força de gravidade que mantem a massa de
um corpo em redor do núcleo. Na bomba atómica, a fissão e a
dispersão dos átomos são provocadas pela explosão do núcleo
que é o centro de gravitação.
O factor de unidade por conseguinte é destruído, a força de
gravidade para-se e os elementos dispersam-se. A bomba
desintegra-se. Tal é a lei natural imutável. Ignorar-o ou
transgredir-o põe em perigo a vida própria. É assim que a
vida do homem deteriora-se quando ignora ou transgride o
nacionalismo, ou seja o factor social, de atracção da
comunidade, o segredo da sua existência. Só o factor
religioso pode agir tanto sobre a unidade de uma comunidade,
porque se pode dividir a comunidade nacional pode igualmente
reunir grupos de nacionalidades diferentes.
_ no entanto, ser finalmente factor social que emporte. Tem
sido assim ao longo dos séculos. À origem cada comunidade
tinha a sua religião. Era a harmonia. Seguidamente foi
diferente e esta diferença foi uma causa real de conflito e
instabilidade da vida dos povos através das idades. A regra
justa quer que cada nação tenha a sua religião; é o
contrário que é anormal.
_ este anomalia nascer um situação insalubre, origem graves
diferendo comunidade nacional. A única solução consiste a
ser em harmonia com a regra natural,: a cada nação a sua
religião, de modo que o factor social coincida com o factor
religioso Assim a vida dos grupos estabilize-se, reforça-se
e desenvolve-se saudavelmente. O casamento é um fenómeno
susceptível de exercer influências negativas ou positivas
sobre a coesão social.
Em conformidade com a regra natural da liberdade, do homem e
a mulher é livre aceitar o ou aquela que desejam e de
recusar os ou aquela que não desejam. No entanto o casamento
dentro do grupo reforça evidentemente a unidade deste grupo
e contribui para o desenvolvimento global em harmonia com o
factor social.
A FAMILIA
Para o ser humano, a família tem mais importância que o
estado. A humanidade reconhece-se em indivíduo e o indivíduo
reconhecidao na família que é o seu berço, a sua origem e o
seu ambiente social. Por natureza, I' humanidade é encarnado
pelo indivíduo, na família, e não no estado que lhe é
estrangeiro. O estado é um sistema artificial político e
económico, às vezes militar, sem relatório com a humanidade.
A família é semelhante à uma planta, tomada separadamente na
natureza, mas que reside o elemento essencial do mundo
vegetal. O facto de arranjar o meio natural em explorações
agrícolas ou jardins é apenas um processo artificial sem
relatório com a natureza da planta formada de ramos, folhas
e flores. Que os factores políticos, económicos ou militares
arranjaram conjuntos de famílias em Estado, não tem nenhum
relatório com a humanidade. Qualquer situação, circunstância
ou medida que provoca a dispersão, a deslocação ou o
desaparecimento da família é com efeito inumana e
antinaturel.
É um acto arbitrário, da mesma maneira que acção,
circunstâncias ou medidas que conduzem à destruição da
planta a fractura dos seus ramos, secamente das suas
nervuras e as suas folhas. As sociedades nas quais a
existência e a unidade da família são ameaçadas, qualquer
que sejam as circunstâncias, são semelhantes a estes campos
cuja flora é ameaçada pela erosão, incendio ou a seca. Um
jardim ou um campo próspero é o onde as plantas crescem,
florescem, pollinissent e enraízam-se naturalmente.
É do mesmo modo para a sociedade humana. Uma sociedade feliz
é uma sociedade na qual o indivíduo desenvolve-se
naturalmente na família. Assim a família desabrocha-se e o
indivíduo encontra o seu equilíbrio na grande comunidade
humana, como a folha ao ramo e o ramo à árvore; destacadas,
perdem vida e valor. Tal é o caso do indivíduo isolado da
família. Um indivíduo sem família não tem uma existência
social e se uma sociedade humana devesse chegar a fazer
existir o homem sem a família, tornar-se-ia uma sociedade de
vagabundos, similares à plantas artificiais.
O TRIBO
O tribo é uma família que se aumentou por o efeito dos
nascimentos. Resulta que o tribo constitui uma grande
família. Do mesmo modo a nação é um tribo que se aumentou
pelo efeito demográfico. A nação é por conseguinte um grande
tribo. Assim o mundo é a Nação que ramifiée em diferentes
nações. O Mundo constitui por conseguinte uma grande nação.
A relação que assegura a coesão da família é idêntica à o
que mantem a unidade do tribo, da nação e o Mundo. Contudo,
enfraquece-se à medida que aumenta o número. O sentimento de
pertença à humanidade é do mesmo modo natureza que o de
pertença à uma nação, um tribo, à uma família. No entanto, a
intensidade de uma relação diminui quando ascende de um
escalão restringido um escalão mais vasto.
É uma verdade social que é negada apenas por o que ignora-o.
A relação social, a coesão, a unidade, a amizade e o amor
têm mais força ao escalão da família que ao do tribo, mais
força ao escalão do tribo que ao escalão da nação, mais
força por último ao escalão da nação que ao do Mundo. As
vantagens, privilégios, valores e ideais procedentes das
relações sociais existem onde estas relações são fortes; é
uma evidência primeiro, ou seja que são mais vigorosos à
escala da família que ao do tribo, a escala do tribo que à
escala da nação, e a escala da nação que ao do mundo.
É por conseguinte de primeira importância, para a sociedade
humana, de preservar a coesão a da família, do tribo, a
nação e a humanidade, a fim de beneficiar as vantagens,
privilégios, de valores e ideais produzidos a da coesão, a
unidade, a amizade e o amor familiar, tribal, nacional e
humano
Assim estas relações sociais, com os benefícios, as
vantagens e os ideais que unem, apagam-se quando
desagregam-se ou apagam-se a família, o tribo, a nação ou a
humanidade. Do ponto de vista social, a sociedade familiar é
preferível à sociedade tribal, esta é preferível à sociedade
nacional, que própria é preferível à sociedade mundial, se
refere-se -se às noções de coesão, de afeição, de
solidariedade e de benefício mútuo.
AS VANTAGENS DO TRIBO
Constituindo uma grande família, o tribo garante aos seus
membros os mesmos benefícios materiais e as mesmas vantagens
sociais que a família. Porque o tribo é uma família ao
segundo grau. Que importa sublinhar, é que o indivíduo pode
às vezes entregar-se à actos que desonram que não ousaria
cometer na presença da sua família. Mas, a família de
dimensões reduzidas, é-lhe possível escapar ao seu controlo,
enquanto que o tribo exerce a sua vigilância sobre todos os
membros. Nesta perspectiva, o tribo dá aos seus membros um
quadro de comportamento que se traduz numa educação social
mais completa e mais nobre que qualquer educação escolar. O
tribo é uma escola social cujos membros assimilam, desde a
infância, os ideais elevados que dão nascimento a um
comportamento social adquirido para a vida. Estes ideais
enraízam-se naturalmente à medida que cresce o ser humano,
contrariamente à educação e as ciências ensinadas
oficialmente e que se apagam gradualmente com a idade. É
assim porque a instrução tem um carácter oficial, aprovada
por exames, e que o indivíduo tem consciência que é-lhe
imposta. O tribo é um "guarda-chuva" social naturalidade que
assegura a segurança na sociedade. Em virtude das suas
tradições, garante colectivamente aos seus membros o
pagamento rançons e as multas bem como a vingança e a
defesa, ou seja uma protecção social. A relação do sangue é
da formação de um tribo, mas não é o único, porque a
inscrição é outro. Com o tempo, a diferença entre a relação
do sangue e a relação de inscrição apaga-se, o tribo aparece
então como uma entidade social e física. Contudo, o tribo é
sobretudo uma entidade de relação de sangue e de pertença
A NAÇÂO
A nação é uma cobertura política e nacional do indivíduo,
mais vasta que a cobertura social oferecida pelo tribo aos
seus membros. O tribalisme é prejudicial ao nacionalismo,
porque a fidelidade tribal enfraquece o lealismo nacional.
Do mesmo modo, fidelidade familiar próspera às expensas do
lealismo tribal e enfraquece-o. Indispensável à nação, o
fanatismo nacional é ao mesmo tempo uma ameaça para o
humanidade. Na comunidade mundial, a nação ocupa o mesmo
lugar que a família no tribo. Mais primeras famílias que
constituem um tribo querelam-se, mais grande é a ameaça que
pesa sobre este tribo. Do mesmo modo, se os membros de uma
família disputam-se e se cada um prossegue apenas o seu
próprio interesse, esta família é ameaçada; e se os tribos
que constituem uma mesma nação querela-se. não procurando
único os seus interesses, esta nação é ameaçada. O fanatismo
nacional, o utilização da força contra nações mais fracas, o
enriquecimento nacional pela pilhagem dos recursos de outras
nações, qualquer aquilo é nefastos para a humanidade. Em
contrapartida, o indivíduo forte, que se respeita e é
consciente das suas responsabilidades, é útil para a
família; assim como uma família sólida, respectable e
consciente do seu papel, é social e materialmente útil ao
tribo.
Por último, uma nação avançada, produtiva e civilisée é
benéfica para todo o mundo. A estrutura política e nacional
deteriora-se se baixa-se à simples considerações familiares
ou tribais. A nação é uma grande família que excedeu a fase
do tribo e o conjunto dos tribos que têm a mesma origem, bem
como as que, por inscrição, compartilham o mesmo destino.
A família torna-se uma nação apenas após ter cruzado os
etapas do tribo e as suas ramificações e o processo de
integração por diversas misturas. Socialmente, aquilo
realiza-se na sequência de um período que pode ser apenas
longo. No entanto, se o tempo faz assim nascer nações,
contribui também para a sua desintegração. A pertença à
comunidade de origem e apparentement por inscrição são os
dois fundamentos históricos da nação. Contudo a origem
desempenha um papel primordial e a inscrição um papel
secundário. A nação não se define unicamente pelos seus
traizes ainda que estas constituem a base. Porque a nação
forma-se além disso pela acumulação, a través as idades, de
seres humanos que agrupam-se sobre a mesma área geográfica,
forjando uma história, comuna, constituindo juntas um mesmo
patri moine e enfrentando o mesmo destino. Abstracção feita
das relações de sangue, a nação é finalmente um sentimento
de pertença e uma comunidade de destino.
Porque nestas condições o Mundo viu aparecimento de grandes
estados que desapareceram seguidamente, para ver reaparecer
outros estados e vice-versa?
A razão é unicamente política sem relatório com o fundamento
social da Terceira Teoria Universal?
É, pelo contrário, de ordem social, e por conseguinte
relativo do presente volume do Livro verde Verifiquem: A
família é, indubitavelmente, uma estrutura social e não
política; o mesmo para que Da mesma maneira, a nação é um
tribo que cresceu, ramificado e multiplicou-se para formar
vários tribos.
A nação é também uma estrutura social fundada sobre o
relatório nacional, como é-o o tribo sobre o relatório
tribal, a família sobre o relatório familiar e as nações do
mundo sobre a relação humana.
_ ser lá evidência. Além disso, existe uma estrutura
política que constitui o estado e formando o mapa político
do mundo. Mas porque este mapa do mundo não cessa de
alterar-se através das idades? Aquilo vem pelo facto esta
estrutura política pode não coincidir com a estrutura
social. Quando estes dois elementos coincidem, uma nação é
duradoura e imutável. No caso de mudança imposta por um
colonialismo externo ou uma degradação, a estrutura política
reaparece sob o sinal do combate nacional, do renascimento
nacional e a unidade nacional.
Quando uma estrutura política engloba várias nações, o seu
território é condenado de parcelar-se, cada nação que tende
a conquistar a sua independência sob o emblema do
nacionalismo.
Assim o mapa dos impérios que o mundo conheceu deslocou-se
porque estes impérios não eram compostos de várias nações,
cada um de elas que não demora a fixar-se com grampos ao seu
nacionalismo e procurando conquistar a sua independência.
Assim o império estoira e cada um as suas componente volta à
sua origem social.
A história do mundo através dos séculos dá a prova
irrefutável. Mas porque estes impérios compõem-se de nações
diferentes? A resposta é que a estrutura do Estado não é
unicamente uma estrutura social, como a família, o tribo e a
nação, mas uma entidade política composta de vários
elementos, dos quais mais simples e mais evidente é o
nacionalismo.
O Estado nação é a única fórmula política que esteja
harmonia com a estrutura social natural. Tem uma existência
duradoura, tanto quanto não tem mais a sofrer tyrannie de um
outro nacionalismo mais potente ou que a sua estrutura
política como Estado não é comprometida pelo jogo dos
tribos, os clãs e as famílias que formam a sua estrutura
social. A estrutura política deteriora-se por conseguinte
quando é sujeitada às considerações da estrutura social,
tribal, familiar ou confessional.
_ outro factor poder igualmente concorrer formação um estado
outro que estado nação, tal factor religioso, económico e
militar.
A comunidade de religião, assim como os imperativos
económicos e as conquistas militares podem conduzir à
constituição de um estado que agrupa vários nacionalismos. É
assim que o mundo assiste, a um momento dado, à aparecimento
de tal estado ou el agrava, que verá desaparecer à uma outra
época. Quando a ideia nacionalista faz-se mais forte que o
espírito religioso e que conflito estoira entre diferentes
nacionalismos reunidos por uma comunidade de religião, por
exemplo, cada nação retoma a sua independência que abrange
assim a sua estrutura social. O império, então, desaparece.
Reaparece seguidamente o papel da religião quando o espírito
religioso emporte sobre a ideia nacionalista.
Consequentemente, os diversos nacionalismos encontram-se
unificados sob a bandeira de uma religião, até ao momento em
que o nacionalismo retoma por sua vez a primazia, e assim de
sequência.
Todos os estados que agrupam vários nacionalismos a partir
de fundamentos religiosos, económicos, militares ou
ideológicos, estarão presa à conflitos enquanto cada
nacionalismo não conquistar a sua independência; tanto dizer
que o factor social triunfa inelutavelmente, político.
Independentemente das considerações políticas que presidem à
criação de um état, a vida do indivíduo baseie-se na
família, o tribo, seguidamente a nação e por último a
humanidade. O elemento essencial permanece o factor social;
o nacionalismo é o elemento constante. Para formar seres
humanos, convem por conseguinte insistir na realidade
A MULHER
A mulher é um ser humano, o homem é um ser humano; não há
nisto nenhuma dúvida nem divergência. Por conseguinte é taõ
evidente como a mulher e o homem são igual.
_ ponto de vista discriminação entre homem e mulher ser um
acto injustiça flagrante e injustificável. A mulher come e
bebe como o homem... A mulher prova amor e ódio como o
homem...
A mulher pensa, aprende e compreende como o homem... Como o
homem, a mulher tem necessidade de um tecto, vestuários e
meios de transporte... Como o homem sente a fome e soif...
Como ele, vive e ela moreo . Mas porque o homem e a mulher?
É bem verdadeiro que a sociedade humana não saberia
compôr-se apenas de homens ou apenas de mulheres; é feita
naturalmente de homens e mulheres. Porque não foi criado
unica dos homens ou unicamente das mulheres? Após qualquer o
que é que distingue o homem da mulher? Porque existe homens
e mulheres?
A existência o do homem e a mulher, e não o homem único ou a
mulher única, deve bem responder à uma necessidade natural.
Daí resulta que nenhum deles não é exactamente idêntica ao
outro, e que a existência de uma diferença natural entre o
homem e a mulher é demonstrada precisamente pelo facto de
foram criados homem e mulher. Isso significa por conseguinte
que cada um deles tem o seu papel em função da diferença que
existe entre si. Consequentemente haver, para realizar estes
papéis naturalmente distintos, condições de vida diferentes
que prevalecem para cada um deles. Para tomar consciência
destes papéis, é necessário compreender as diferenças de
natureza entre o homem e a mulher, o que naturalmente
distingue-o: A mulher é uma fêmea e o homem é um macho.
Do ponto de vista gynécologique "a mulher é sujeita aos
menstruations, ou seja a um enfraquecimento mensal;" o
homem, como macho, não sofre o mesmo fenómeno e não sujeito
a um épanchement mensal de sangue.
Porque é fêmea, a mulher súbita naturalmente um menstruation
periódico. Quando não tem fluxos menstruel, a mulher está
grávida. Quando está grávida, encontra-se, consequentemente,
enfraquecida durante cerca de um ano; o que significa que
todas as actividades normais são seriamente reduzidas até dá
à luz.
Quando tem a sua criança ou que faz uma falsa, sofre de
perturbações puerpéraux, um enfraquecimento consecutivo à
qualquer parto ou falsa.
Não sendo sujeito à gravidez, o homem por conseguinte não
sujeito à fraqueza que caracteriza a mulher como fêmea.
Seguidamente, a mulher deve aleitar a sua criança.
Allaitement natural estende-se durante cerca de dois anos. _
consequentemente, mulher ser se inseparável som criança que
som actividade se encontrar seriamente reduzido. Fica
directamente responsável de um outro ser que ajuda a
realizar as suas funções biológicas falta das quais morreria
"."
O homem, pelo contrário, não concebe nem aleita.
Todas as características naturais produzem diferenças inatas
onde o homem e a mulher não podem ser iguais. Isto é em si a
razão da necessidade da existência de um macho e uma fêmea,
ou seja de um homem e uma mulher, cada um deles que tem um
papel ou uma função diferente na vida. O homem não pode com
efeito substituir a mulher no cumprimento das suas funções
naturais. Importa observar que estas funções biológicas são
pesada uma carga, impondo à mulher muitos esforços e de
penalidades. Contudo, falta destas funções que realiza a
mulher, a vida humana apagar-se-ia.
Trata-se, consequentemente, de uma função natural que não é
nem opcional nem obrigatória. É uma função necessária, da
qual a única alternativa é a extinção da vida humana.
Existe uma intervenção voluntária contra a concepção mas é a
negação da vida, humano. Um outro método de intervenção
voluntário, parcial, ataca-se igualmente, concepção que
allaitement materno. Uma e I' outro são ligamentos de uma
cadeia de actos!t que levam infracção à vida natural e
conduzindo ao assassinato: o facto de a mulher destrua-se
para escapar à concepção, o parto e aleitamento. , entra na
categoria das invenções artificiais contra a gasolina da
vida representada por pela concepção, o aleitamento pela
maternidade e o casamento; há apenas uma diferença de grau.
Renunciar ao papel natural da mulher na maternidade, como
substituir as mães por infantários, é renunciar à sociedade
humana e já transformar-o numa sociedade biológica fundada
sobre um estilo de vida industrial. Separar as crianças das
suas mães e o entasser em infantários, é assimilar-o à
pintainhos, porque os infantários são semelhantes à estas
explorações avícolas onde entasse pintainhos após éclosion
dos ovos.
Nada convem melhor à natureza do ser humano e a sua
dignidade único a maternidade natural (onde a criança deve
ser criada pela sua mãe) numa família onde prevalecem a
maternidade, a paternidade e a fraternidade
Em à uma criação tenha aves de capoeira. As aves de
capoeira, como todas as outras espécies do reino animal, têm
' necessidade da maternidade como uma fase natural.' Criar-o
em poulaillers que assemelham-se à fábricas é por
conseguinte contrário ao seu crescimento natural. De resto a
sua carne recorda mais a carne química que a carne natural.
A carne que provem das criações industrializadas não tem
nenhum gosto, nem nenhum valor nutritivo, dado que as aves
de capoeira são elevados contra a natureza, sem a protecção
da maternidade natural. A carne dos pássaros selvagens é
mais savoureuse e mais nutritivo, porque crescem e
alimentam-se naturalmente.
Quanto às crianças privadas de família e refúgio, a
sociedade é a sua tutora, e é para eles apenas que deve
abrir infantários e outras instituições do mesmo tipo. Vale
melhor para eles ser tomado em carga pela sociedade, antes
que estar para além seus dos.
Se tentasse-se determinar experimentalmente a atracção
natural que a criança prova, quer para a sua mãe, quer para
o infantário, veria-se a criança optar por a sua mãe e não
por o infantário.
Dado que a tendência natural da criança leva-o para a sua
mãe, é ela que é designada naturalmente para dar-lhe
protecção e cuidados. Colocar uma criança num infantário
constitui um abuso de poder e uma repressão contra as
tendências livremente expressas. Para qualquer ser vivo, o
crescimento natural deve ser são e livre. Substituir a mãe
por um infantário, é exercer um poder de coerção contra este
crescimento são e livre. _ criança que um conduzir
infantário lá ser efectuar sob constrangimento, engano ou
inconsciência a criança. Conduz-o -se ao infantário em
função de considerações meramente materiais e não sociais.
Emitidas do arbitrárias e o inconsciência puérile, estas
crianças recusariam o infantário e pendurar-se-iam à sua
mãe. A única justificação de um comportamento também
contrário à natureza e I' humanidade vem que a mulher
própria é colocada numa situação contrária à sua natureza,
ou seja obrigada realizar tarefas anti-sociais e
antimaternas. Dado que a natureza atribuiu-lhe um papel
diferente do do homem, a mulher deve ser posta em condições
de assumir o seu papel natural. A maternidade está limpa à
fêmea, não ao macho
. É por conseguinte contrário à natureza separar as crianças
da sua mãe. Qualquer empresa que visa afastar a criança da
sua mãe turno do constrangimento, da opressão e a ditadura.
A mãe que se demite da maternidade transgride o seu papel
natural na vida. A mulher deve gozar dos seus direitos e
beneficiar de disposições favoráveis, não autoritária e não
opressiva. Assim pode pagar-se do seu papel natural em
condições normais.
Todo o que se afasta deste princípio é gerador de
contradição.
_ mulher que um obrigar abandonar seu função natural
concepção e maternidade ser apresentar um constrangimento e
um forma ditadura. A mulher que tem necessidade de um
trabalho que proibe-lhe que realize a sua função natural não
é livre, é forçada pela necessidade, porque a necessidade é
um travão à liberdade
. Entre as condições favoráveis e mesmo indispensáveis ao
cumprimento pela mulher do seu papel natural, distinto do do
homem, algumas dirigem-se a um ser humano diminuído e
accablé pela gravidez, porque levar outro estar humano no
seu seio representa uma incapacidade física.
É uma injustiça que de impôr futuro maman trabalhos de força
incompatíveis com o seu estado. Os trabalhos deste tipo são
em certa medida uma punição para a mulher quando trai, no
plano humano, o seu dever materno.
_ ser também um penalidade que ela pagar para entrar mundo
homem, que não ser naturalmente não mesmo sexo.
Mesmo quando emana de uma mulher, I' ideia segundo o qual as
mulheres executam da sua cheia vontade trabalhos penosos é
uma ideia completamente falsa. Realizam similares tarefas
apenas porque uma sociedade dura e matérialiste coloca, sem
que sejam bem conscientes, numa situação de constrangimento.
Pensando ao mesmo tempo que trabalha voluntariamente, a
mulher não tem outra solução que dobrar-se às condições
desta sociedade.
E no entanto, o princípio que diz que "nenhuma diferença não
existe, em nenhum domínio, entre o homem e a mulher" priva
este último da sua liberdade.
A expressão "em nenhum domínio" é um monstrueuse engano para
a mulher. Esta ideia corre o risco de abulir o estatuto
conveniente e indispensável, o privilégio do qual a mulher
deveria beneficiar exclusivamente, em conformidade com a sua
natureza que decorre do seu papel natural na vida. Afirmar a
igualdade entre o homem e a mulher no transporte de pesadas
despesas, enquanto que a mulher está grávida, constitui uma
injustiça e uma crueldade.
Reclamar a igualdade entre si para o jejum e as privações
então que aleita, é uma injustiça e uma crueldade. Reclamar
a igualdade para eles para os trabalhos répugnants, que
sujam a sua beleza e degradam seu féminité, é igualmente
injusto e cruel. Como é injusta e a cruel educação que
conduz a mulher à tarefas que não são feitas para ela. Não
há nenhuma diferença entre o homem e a mulher, em qualquer o
que leste humano.
Ninguém deve casar com outra pessoa contra a sua vontade, ou
divorciar-se sem consentimento mútuo ou sem um justo
processo que lhe dá razão. A mulher não pode remarier antes
de ter-se divorciado, I' homem não pode remarier sem acordo
ou divórcio. A mulher é a "senhora" de casa porque tal é o
estatuto conveniente e necessário à que sofre I'
enfraquecimento menstruel, que concebe, que dá à luz e que
realiza os deveres maternos. A casa, como lar para a
maternidade, retorna sempre à fêmea (mesmo no reino animal)
cujo dever é naturalmente materno. Privar as crianças da sua
mãe ou a mulher da sua casa é da competência por conseguinte
do arbitrário.
A mulher é sobretudo uma fêmea. A esse respeito, as suas
características biológicas diferem de as do homem. As
características biológicas da fêmea, diferentes, com efeito,
de as do macho, deram à mulher, no seu aspecto e o seu ser,
traços distintos os do homem. A anatomia é diferente, da
mesma maneira que está-o nos vegetais e os animais.
_ ser lá um facto; naturalidade e inegável. No reino vegetal
e o reino animal, o macho possui naturalmente a força e a
resistência, a fêmea a beleza e a delicadeza.
_ ser lá característica inato,
natural e eterno, comum qualquer ser vivo, que eles ser
homem, animal ou planta. Devido à sua natureza diferente e
em conformidade com as leis naturais, o macho desempenha
voluntariamente o papel ser-o forte e suportando,
simplesmente porque foi criado assim. A fêmea estende a sua
beleza e a sua doçura, não porque decidiu-o, mas porque
assim foi criada. Esta lei é justa porque, por um lado, é
querida pela natureza, e por outro lado porque é o
fundamento da liberdade. Porque todos os ser vivos são
criados livres, e qualquer manipulação desta liberdade
constitui um acto de constrangimento.
O No.reconhecimento destes papéis naturais e a não
observação dos seus limites são actos de negligência, e
equivalente à uma destruição da vida mesma. A natureza assim
é concebida em harmonia com a inevitável transmissão da
vida, o que existe à o que ocorre. A criatura viva é uma
entidade que vive inexoravelmente até morre. Do início no
fim, a existência baseie-se na lei natural onde não há nem
escolhas nem forçado. É a natureza. É a liberdade natural.
Nos animais e as plantas como em o homem, haver um macho e
uma fêmea de modo que apareça a vida, do início no fim. Não
se satisfazem de existir, devem desempenhar, com uma
absoluta eficácia, o papel natural pelo qual são criados. Se
não preenchem naturalmente o seu papel é que há um defeito
devido razão qualquer. É o que existe nas sociedades
contemporâneas e quase por toda a parte o mundo
consequentemente da confusão dos papéis entre o homem e a
mulher, porque tenta-se fazer da mulher um homem. De acordo
com a sua natureza e os seus objectivos, devem mostrar-se
criadores nas suas funções respectivas. A inversa é
retrogradar: é a tendência natural, destrutiva dos
fundamentos da liberdade e contrária. vida e à existência
. É necessário que cada um deles realize o papel que lhe foi
atribuído; não deve haver, porque de qualquer desistência
total ou parcial pode decorrer apenas uma situação
arbitrária, uma situação anormal. A mulher que, por razões
de saúde, renuncia a à gravidez, o casamento, o coquetterie
e féminité, abandona o seu papel natural na vida
consequentemente deste estado vinculativo.
À que faz do mesmo modo indo trabalhar sofre igualmente um
constrangimento.
À que fá-lo sem nenhuma razão tangível sujeito um
constrangimento que resulta de um desvio moral no que diz
respeito à natureza como é.
Consequentemente, renonciation ao papel natural de fêmea ou
de macho não pode resultar que de uma situação contrária à
natureza, oposto à liberdade e pondo em perigo a existência
mesma.
É necessário por conseguinte uma revolução mundial que porá
termo todas as às situações materiais que impedem a mulher
realizar o seu papel natural na vida e o cortês efectuar as
tarefas do homem para conquistar a igualdade dos direitos.
Esta revolução produzir-se-á, em especial nas sociedades
industriais, como uma reacção do instinto de sobrevivência,
sem inevitavelmente mesma ter necessidade de um instigador
como o Livro verde
Todas as sociedades, hoje em dia, consideram a mulher como
uma mercadoria, o Oriente, como um artigo a vender ou
comprar, e o Ocidente não o considera como fêmea.
Obrigar a mulher a efectuar o trabalho do homem é
entregar-se à uma injusta agressão contra seu féminité das
quais foi fornecida naturalmente a fim de realizar uma
função necessária para a vida. Porque as tarefas masculinas
apagam a beleza da mulher destacada pela natureza para
realizar tarefas não masculinas. Esta beleza como os
corolles é destinada de atrair o pólen e de produzir a
semente. Se suprimisse-se as flores, o papel vital das
plantas terminaria. É o embelezamento natural das
borboletas, os pássaros e as fêmeas de todas as outras
espécies que é criado para responder à uma missão vital.
A mulher que faz um trabalho de homem é conduzida de
alterar-se em homem, abandonando assim o seu papel e a sua
beleza. Deve gozar da totalidade dos seus direitos sem estar
a ser obrigada transformar-se em homem e perder seu
féminité. A constituição física, naturalmente diferente
entre o homem e a mulher, provoca diferenças no
funcionamento dos seus órgãos e conduz à uma diferença
natural que resulta das diferenças fisiológicas entre si que
traduzem-se em diferenças a mentalidade, o espírito, a
sensibilidade e a anatomia. A mulher é afectuosa, bonita,
emotiva e receosa.
Resumidamente, a mulher é suave e o homem brutal, e aquilo
em virtude das suas características inatas. Ignorar as
diferenças naturais entre o homem e a mulher e confundir os
seus papéis procede de uma atitude contrária à civilização,
hostil às leis da natureza, nefasto para a vida humana e
causa de misérias na vida social. As sociedades industriais
modernas, que obrigaram a mulher a adaptar-se aos mesmos
trabalhos de força que os homens, em detrimento seu féminité
e o seu papel natural no que diz respeito a a sua beleza, a
sua maternidade e seu quiétude, civilisées. São sociedades
matérialistes.
Querer imitar-o é também absurdo que perigoso para a
civilização e a humanidade.
A pergunta não é por conseguinte saber se a mulher deve ou
não trabalhar _ concepção matérialisme ridículo _ a
sociedade deve fornecer trabalho à todos os membros válidos
_ homens e mulheres _ que têm necessidade, mas na condição
de cada indivíduo puder exercer a sua actividade no domínio
que lhe convem e não seja obrigado de realizar uma tarefa
pela qual não é feito. Impôr às crianças as condições de
trabalho dos adultos turno da injustiça e tyrannie. Do mesmo
modo é injusto e tirânico impôr à mulher as condições de
trabalho do homem.
A liberdade é que qualquer ser humano adquira o conhecimento
que permite-lhe exercer a actividade que lhe convem. Tyrania
consiste a obrigar os seres humanos saber coisas que lhes
não convêm, que levam-o a exercer uma actividade que não é
feita para eles. O trabalho que convem ao homem sempre não é
adaptado à mulher, e o saber vantajoso à criança é diferente
do saber adequado ao adulto. Do ponto de vista dos direitos
do ser humano, não há diferença entre o homem e a mulher,
entre a criança e o adulto. Mas com respeito aos deveres,
não existe entre si igualdade absoluta
AS MINORIAS
que ser que um minoria? Quais são os seus direitos e os seus
deveres? Como o problema das minorias pode resolver-se
partindo dos princípios gerais da Terceira Teoria Universal?
Há apenas dois tipos de minorias. Aquelas que pertencem à
uma nação que lhes fornece um quadro social, e aquelas que,
que não pertencem à uma nação, formam elas mesmas as seu
limpa quadros sociais. Estes últimos acumulam as tradições
históricas que devem permitir-lhes, à prazo, pelo jogo da
pertença e a comunidade de destino, formar nações.
É claro que estas minorias têm direitos sociais que lhes
estão limpos. Qualquer alteração destes direitos por uma
maioria constitui uma injustiça. As características sociais
são inerentes e não podem nem ser concedidas, nem
confiscados. Quanto aos seus problemas políticos e
económicos, não podem ser resolvidos que numa sociedade
popular na qual as massas detêm o poder, a riqueza e as
armas. Considerar as minorias como sendo politica e
economicamente minoritário, é da competência da ditadura e a
injustiça
PRETOS
OS PRETOS REINARÃO SOBRE O MUNDO
A última manifestação da escravidão foi a dependência da
raça preta pela raça branca. O homem preto não saberia
esquecer-o enquanto não reconquistasse a sua dignidade. Este
trágico episódio da história, os ressentimentos que fez de
nascer e a exigência psicológica de uma raça em cheio
renascimento constitui, para os Pretos, em tantas motivações
para afirmar-se e assinalar o desafio;
_ ser lá um fenómeno não não negligenciar. A qual é
necessário acrescentar a fatalidade cíclica da história das
sociedades. Assim a raça amarela dominou o mundo quando
espalhou-se, a partir da Ásia, sobre todos os continentes.
Seguidamente foi a raça branca que invadiu ela também todos
os continentes por vasta uma empresa colonialista.
Agora chega a predominância da raça preta. Esta raça, de
momento, sub desenvolvido muito, no plano social. Mas este
atraso é um factor de desenvolvimento demográfico porque a
fraqueza do nível de vida do Pretos evitou-lhes que
conhecesse as vias e meios do controlo dos nascimentos e o
planeamento familiar.
Além disso, as suas tradições sociais não impõem n eles
nenhum limite aos casamentos e os nascimentos, enquanto que
a população das outras raças baixa devido ao controlo dos
nascimentos, as restrições impostas ao casamento e a pressão
de uma actividade económica incessante, desconhecidos do
Pretos devido ao calor do clima.
O saber, ou a instrução, não se limitam necessariamente à
programas metódicos e matérias escolares que os jovens são
obrigados assimilar a partir de manuais e no âmbito de
horários precisos, sentados de trás alinhamentos de
carteiras. Este tipo de educação, que prevalece actualmente
sobre toda a terra, é um método contrário à liberdade.
_ ensino obrigatório, cujo se glorificar qualquer país
quando eles poder o impor seu juventude, não ser único um
método entre outro para restringir liberdade.
É obrigação arbitrário dos dons do ser humano e a orientação
autoritária de suas escolhas.
Há lá um acto tyranica prejudicial a liberdade, porque priva
o homem da sua liberdade de escolha, a sua criatividade e o
seu talento. Obrigar as pessoas a instruir-se de acordo com
um programa dado, e impôr-lhes certas matérias é um acto
dictatorial. A educação obrigatória e estandardizada
constitui com efeito uma empresa de embrutecimento das
massas. Todos os Estados que determinam oficialmente as
matérias e os conhecimentos a ensinar e que organizam assim
a educação, exercem um constrangimento sobre os cidadãos.
Todos os métodos de educação em vigor no mundo deveriam ser
abulidos por uma revolução cultural mundial que visa
emancipar o espírito humano o do ensino do fanatismo e a
orientação autoritária dos gostos, o julgamento e a
inteligência do ser humano. Aquilo não quer dizer que é
necessário fechar as escolas ou, como poderia supô-lo um
leitor superficial, girar a costas à educação. Aquilo quer
dizer, pelo contrário, que a sociedade deveria fornecer
todas as espécies de actividades educadoras, permitindo aos
jovens espontanea e livremente escolher as matérias que
desejam estudar. Aquilo requer escolas em número suficiente
para todas as disciplinas. A escassez das escolas tem por
efeito de restringir a liberdade de escolha, obriga a
aceitar que propõe-vos -se e priva-se o homem do direito
natural escolher.
São sociedades dos reaccionàrios , favorecendo a ignorância
e hostis à liberdade, as que limitam sabê-lo e o
monopolisent. Assim as sociedades que proibem o conhecimento
da religião como é, as sociedades que monopolisent o ensino
religioso ou as que dispensam um ensino enganoso a propósito
da religião, a civilização ou os costumes de outros povos,
as sociedades que proibem e monopolisent os conhecimentos
tecnológicos, são sociedades réactionnaires, favorecendo a
ignorância e hostis à liberdade.
O saber é, para qualquer ser humano, um direito natural
cujos ninguém, sob nenhum pretexto, não pode privá-lo,
excepto se o interessado cometer um acto que justifica que
priva-o -se deste direito. A ignorância desaparecerá quando
qualquer coisa apresentar na sua realidade e quando todo o
saber puser na disposição cada um, e da maneira que lhe
convem melhor.
A MÚSICA E ARTE
O homem reside imperfeito dado que é incapaz exprime-se,
numa língua comum. Enquanto não realizar esta aspiração da
humanidade, o que parece impossível, a expressão a a a a a
da alegria e a dor, o o o o bem e o mal, o o bem-estar e a
miséria, o perecível e o eterno, o amor e o ódio, a
percepção as das cores, os sentimentos, os gostos e os
humores, este conjunto for em função da língua que cada povo
fala espontaneamente. O comportamento ele mesmo dependerá da
reacção produzida pelo sentimento que cria a linguagem.
O ensino de uma língua única não é uma solução a encarar
pelo momento. Esta pergunta continuará a ser tanto insolúvel
como o processo de unificação das línguas não terá durado um
número suficiente de épocas e gerações, para tanto noutro
lugar que a passagem das gerações possa apagar a herança.
Porque os sentimentos, os gostos e os humores do aïeux e os
pais modelam os dos fios e os netos. Se os antepassados
falassem das línguas diferentes e que os seus descendentes
vêm à fala só uma língua, aquilo não quer dizer que terão
fatalmente gostos comuns graças à esta língua comum.
Estes gostos comuns poderão existir apenas quando a língua
nova levar nela as noções que se transmitem por herança de
uma geração ao outro. Se uma comunidade tem por costume de
levar branco em sinal deuil, e que outra leva do preta, os
sentimentos serão atribuídos em cada grupo à cor escolhida:
aqui diará-se o preto, e lá de o gostará-se, e vice-versa.
Estes sentimentos têm uma influência física sobre as células
do corpo e sobre os seus genes, cujas adaptações
transmitem-se hereditariamente. Herdando dos sentimentos dos
antepassados, os seus sucessores diarão espontaneamente a
cor que estes deiam. Por conseguinte, os povos estão
harmonia apenas com as artes e os patrimónios que lhes estão
limpos. Herdeiros de patrimónios diferentes, estes não são
em harmonia com as artes dos outros povos mesmo se
compartilham com eles a mesma língua.
Estas diferenças reencontram-se, mesmo à uma escala
restrita, entre os grupos que compõem um mesmo povo.
Aprender língua comum não é um problema, não mais que é um
problema o facto de compreender a arte de outro aprendendo
sua língua. A dificuldade reside na impossibilidade de
adaptar-se inteiramente à língua de outro. Aquilo continuará
a ser impossível enquanto a herança, transmitida pelo corpo,
não se apagará. A espécie humana tem ainda muitos progressos
a fazer, dado que o homem não pode utilizar com os seus
irmãos, uma língua comum que seja herdada e não aprendida.
Contudo, a realização deste objectivo é apenas uma pergunta
dos tempos para a humanidade, a menos que a civilização
recaia
O DESPORTO
Equitação e os espectáculos
O desporto pode ser uma actividade privada, como a oração
praticada pelo homem, único, na intimidade de uma peça
fechada, ou uma actividade pública praticada colectivamente,
à crédito a descoberto, como a oração quando pratica-se num
lugar de culto colectivo. No primeiro caso, o desporto
refere-se exclusivamente ao indivíduo; no segundo, é o
negócio de todos: cada um deve devotar-se, em vez confiar
alguns o cuidado de fazê-lo ao seu lugar. É insensato que as
multidões reunem-se num lugar de culto unicamente para
assistir, sem estar a participar, à oração de cerca de um ou
alguns.
É taõ insensato como das multidões precipitam-se nas fases
ou arenas para assistir à desportos individuais ou de
equipa, sem estar a participar. O desporto está como a
oração, como o alimento, como a sensação do calor ou o frio.
Seria absurdo que uma multidão pressiona-se num restaurante
simplesmente para ver uma pessoa ou um grupo tomar uma
refeição. Assim como seria absurdo pedir à uma ou várias
pessoas que aqueça-se ou que refresquem-se ao nosso lugar.
É igualmente ilógico, que a sociedade, deixar um indivíduo
ou uma equipa monopoliser a prática do desporto, enquanto
que é o conjunto da colectividade que financia este
monopólio.
Do mesmo modo, um povo que pratica a democracia não saberia
autorizar um indivíduo ou um grupo, que partiu, classe,
seita, tribo ou assembleia, substitui-lo quando trata-se de
decidir do seu destino ou de determinar as suas
necessidades. O desporto privado refere-se apenas a o que
pratica-o eles mesmos e à sua custa. O desporto público é
uma necessidade colectiva, e o povo não saberia fazer-se
representar outros, nem fisicamente nem democraticamente. Do
ponto de vista físico, um representante não pode transmitir
à outro os benefícios corporais e morais que retira do
desporto.
Do ponto de vista democrático, nenhum indivíduo e nenhuma
equipa tem o direito monopoliser ao seu lucro o desporto, o
poder, a riqueza ou as armas. No mundo actual, os clubes
desportivos são organizações básicas do desporto
tradicional. Monopolizam todos os créditos e todas as
instalações afectados ao desporto pelo estado. Estas
instituições são apenas os instrumentos de um monopólio
social, semelhantes aos aparelhos políticos dictatoriais que
monopolizam a autoridade, aos aparelhos económicos que
monopolizam a riqueza e aos aparelhos militares que
monopolizam as armas. Assim como a era das massas tende a
quebrar os instrumentos monopolisation do poder, a riqueza e
as armas, virá fatalmente destruir este monopólio das
actividades sociais que constituem os desportos, as corridas
e as outras actividades do mesmo tipo.
As massas que se põem em filas para apoiar um candidato,
supostas representar-o, quando trat-se-ar de determinar o
seu destino, são dirigidas pela |