MOVIMENTO DOS COMITÊS REVOLUCIONÁRIOS
 

  


 

 


O MUNDO EM PERTURBAÇÃO MAS SEM MUDANÇA

 

 

 O mundo não altero 

As duas sociedades tipo actuais, a sociedade capitalista e a sociedade marxista, reúnem diversos dados que são a maior parte do tempo, determinados no fundo assim como a forma, pelos mesmos elementos. Como aquilo verifica-se até agora podemos tirar a conclusão seguinte::

 O mundo conhece perturbações mas reside inalterado "

 " O conjunto destes dados políticos, económicos e sociais constitui a estrutura mesmo da sociedade. Em primeiro lugar caracterizaram a sociedade capitalista que era então o primeiro e o único exemplar ao qual veio seguidamente de acrescentar-se o da sociedade marxista. Para estudar a evolução da sociedade marxista devemos inclinar-se em primeiro lugar sobre a sua estrutura e interrogar-nos se esta é a mesma que a da sociedade capitalista, se os dados que contêm a primeira sociedade existem igualmente no segundo. Se estes dados desaparecerem e forem substituídos por notícias, isso significa que a sociedade alterou. Em contrapartida, se constatamos a existência dos mesmos dados na segunda sociedade, aquilo quer dizer que os elementos constitutivos da sociedade capitalista (primeiro modelo) são igualmente os da sociedade marxista (segundo modelo) mesmo se apresentam-se sob um aspecto diferente. É por conseguinte que nenhuma mudança não se produziu.

Em frente da estrutura política, económica e social básica do Primeiro modelo, estrutura que forma um todo do qual os elementos são inseparáveis, marxisme propunha-se provocar real uma perturbação económica. Ora, se examinamos o Segundo modelo nós constatamos que a sua estrutura económica não é outra que o prolongamento da estrutura económica do Primeiro modelo. Por conseguinte, todo residiu inalterado na medida em que a Primeira estrutura não desapareceu. O mesmo sobre

1) A natureza da actividade económica

2) os relatórios de produção

3) a organização económica

Quem controla as forças económicas em uma ou o outro das duas sociedades? Qual é o seu papel? Quais são os seus direitos? Porque como cada um sabe, a economia não se administra de própria, deve ser organizado e dirigida. Por conseguinte, qual é a diferença entre as duas sociedades tipo que estudamos, a sociedade capitalista e a sociedade marxista, em matéria de organização económica? desapareceu em uma do dois? Alterou-se ou residiu inalterado?

A quem retorna a produção? quem são os consumidores? Quem detem o poder de decisão neste domínio? Entre os diferentes dados da actividade económica, tomam por exemplo o caso da terra. A quem pertence? Como é explorada e por que? Onde vai o produto da sua exploração? Com o advento da sociedade marxista que procurava substituir-se à sociedade capitalista, os problemas que se punham neste último, foram resolvidos, ou apresentam-se sob aspectos diferentes? A fim de responder à estas perguntas, analisamos a estrutura económica, política e social da nova sociedade (segundo modelo). Ora, após ter-o comparado com a antiga sociedade (primeiro modelo), revelou-se que era o reflexo da estrutura social de este último. Capitalismo e marxisme são realmente as duas faces de uma mesma moeda. Assim é-nos suficiente observar o capitalismo e permutar os elementos que estão a nossa possessão para obter marxisme. _ ser igualmente desta maneira que um dever proceder se um querer estabelecer um comparação entre dois tipo sociedade:

 Em verdade marxisme e capitalismo são outras apenas as duas faces de uma mesma moeda. Tal é hoje a situação: o mundo cobre dois aspectos, capitalismo e marxista, mas reside inalterado. A actividade económica é absolutamente idêntica nos dois tipos de sociedades; reencontra-se as mesmas forças de produção no sistema capitalista e o sistema marxista: proprietários e trabalhadores existem também na sociedade marxista à esta diferença perto, e trata-se de uma diferença de forma, que há apenas só um proprietário e não vários como na sociedade capitalista. Quanto ao fundo, continua a ser o mesmo; os assalariados permanecem sempre assalariados independentemente do tipo de sociedade. Realmente, a classe operária passou do capitalismo marxisme sem estar a registar nenhuma mudança.

A única modificação sensível leva sobre a pergunta do patronato: aos proprietários capitalistas e exploiteurs do Primeiro modelo, varridos pela Revolução do Proletariado, substituiu-se um novo proprietário, o estado marxista. O que significa que a classe capitalista foi suprimida para ser substituída pelo Estado capitalista ou o sistema do Capitalismo de Estado instaurado pelo modelo marxista. O mesmo No modelo capitalistas, onde triunfa o sector privado, são os que possuem sociedades e empresas - os que exploram - que dirigem e não os seus trabalhadores. No modelo marxista, os trabalhadores são dirigidos igualmente mas esta vez- pelo seu próprio governo que é também o seu proprietário. O que significa que nos dois casos, as forças laboriosas não têm as encomendas mas que são subordinadas quer a um proprietário capitalista que explora-o, como o proprietário de uma sociedade ou uma fábrica (primeiro modelo), quer a um novo proprietário, o Estado marxista (segundo modelo). O fruto do trabalho fornecido pelas forças laboriosas retorna o proprietário, à indivíduo ou sociedade, no primeiro modelo e ao novo proprietário nomeadamente saber: O Estado marxista, no segundo. Os trabalhadores registaram uma mudança, no que diz respeito à distribuição da produção? Em verdade, são sempre privados do fruto do seu labor, quer em prol da classe capitalista, quer em prol o Estado capitalista. Com efeito, o produto do seu trabalho é reinvestido quer pelos proprietários capitalistas, proprietários de sociedades ou de fábricas, no primeiro modelo; quer pelo Estado capitalista. À esta diferença perto que no modelo marxista, o fruto do trabalho não é reinvestido nos projectos privados de um particular que procuraria assim servir os seus próprios interesses, mas pelo Governo e sob as suas directivas. Se pode-se admitir que marxisme contribuiu para o certo nivelamento, este é distante ser radical

No sistema capitalista, a terra pertence à propriedades fundiários que empregam assalariados assim como a fábrica pertence aos capitalistas sob o monopólio que trabalham assalariados. No sistema marxista, em contrapartida, a terra pertence ao Estado, que trata-se kolkhozes ou as cooperativas agrícolas. Mesmo se a propriedade privada subsiste ainda neste sector, não é menos em via de desaparecimento e os que cultivam a terra são os trabalhadores do governo. O comércio, no modelo capitalista, é inteiramente privado e o objectivo de qualquer comerciante é realizar benefícios às expensas do consumidor. No modelo marxista, o comerciante privado foi abulido para fazer face ao comércio de Estado: aos comerciantes capitalistas substituiu-se o governo marxista e são funcionários que, interessados aos benefícios, asseguraram a gestão destes comércios. Qual elemento novo, a Revolução marxista trouxe? Alterou os assalariados empregados por um proprietário do sector privado em assalariados do Estado, recusando admitir que tratava-se de uma injustiça e um engano; após ter conhecido a hegemonia e a exploração dos capitalistas, os assalariados tiveram com efeito a apresentar-se ao Estado. A produção retorna à sociedade (o Estado marxista) e não é mais o monopólio de proprietários fundiários ou dos capitalistas, os assalariados tiveram com efeito a apresentar-se ao Estado. A produção retorna à sociedade (o Estado marxista) e não é mais o monopólio de proprietários fundiários ou dos capitalistas. A terra pertence doravante ao Estado e também não proprietários fundiários.

Como acabamos de constatá-lo, mesmo se o sistema for abalado, succombé para tanto. Quais consequências podem tirar para os trabalhadores? A situação residiu inalterada no que lhes diz respeito. Continuam a trabalhar um grande número de horas de as quais uma parte importante é retirada, pouco importa que é o beneficiário e como é reinvestida. O trabalhador continua um assalariado que é longe perceber o equivalente do número de horas de trabalho realmente efectuadas. _ mais, não ser sempre não som limpo mestre. No modelo marxista, o povo não pode dispôr livremente da terra. Está entre as mãos do governo que resolve os problemas que unem como entende-o. Assim pode seja abulir a propriedade agrícola privada e substituir-o por cooperativas agrícolas, kolkhozes ou Sovkhozes, seja conservar-o. Todos os meios de produção estão entre as mãos do Estado capitalista e também não a classe capitalista; por outras palavras, qualquer era realizado pela classe capitalista no primeiro modelo agora é realizado pelo Estado marxista. Do mesmo modo, podem afirmar que o Estado marxista é dedicado ao mesmo destino que a classe capitalista... Porque? Porque o Estado marxista retomou as obrigações e comportamentos da classe capitalista sob todos os aspectos. O Estado marxista é o herdeiro da classe capitalista cujas características reproduz absolutamente todas as; também, acontecimentos como os da Polónia, a Checoslováquia ou certas regiões em União Soviética produziram-se. O Estado capitalista, no modelo marxista, começa a fazer face mesma oposição à popular à qual já tem-se defrontado a classe capitalista com a revolução da classe operária, denteamento essencial da produção. Os relatórios que existem entre as diferentes forças de produção nos dois modelos não continuam sãos. Estamos na presença de um conglomerado que reune forças de produção à elementos totalmente improdutivos como os proprietários ou o Estado-proprietário. A força principal de produção não continua soberana de própria. Não alterou nada entre os dois modelos. No entanto os artesões de esta perturbação marxista não consideram que fizeram apenas de reproduzir o capitalismo sob outra forma. Distante deles igualmente o pensamento que realizaram, pelo seu levantamento, um passo de trás. Consideram, bem pelo contrário, ter realizado um progresso considerável levando golpes definitivos às forças de exploração, em prol do Estado socialista, suprimindo o interesse pessoal e o egoísmo gerados pela actividade económica capitalista ou estabelecendo um programa educativo que condena o interesse pessoal e contribui para destruir os germes de egoísmo e o gosto do lucro que animam o ser humano. Fazendo, eram convencidos que a sua empresa é coroada de sucessos e que o interesse de Estado substituir-se-ia ao interesse pessoal dos indivíduos.

Mas os indivíduos não abandonam tão facilmente os seus interesses pessoais. Também é necessário empregar-se a combater estes instintos naturais ancorados no homem e a extirpar as raizes do seu património cultural, como preconizam-no os Chineses, fazendo-lhe abandonar integralmente a educação que recebeu e a mentalidade que se forjou nele para que esteja pronto para acolher esta situação nova criada pelo Estado marxista. Os marxistas consideram com efeito, que arrancando todas as raizes procedentes da sociedade capitalista, o homem poderá adaptar-se mais facilmente ao modelo marxista. Assim, qualquer homem que será unido à propriedade privada e querido satisfazer os seus próprios interesses, defrontar-se-á inevitavelmente com Estado que, se emprega a servir os deles.

 É suficiente então tirar-lhe todos os desejo e aspirações para fazer um verdadeiro robô. Não tem mais seguidamente que a apoiar-se sobre um botão de modo que os robôs ponham-se a produzir e entasser à lugar precisa que lhes foi atribuída, similares à umas formigas. Um robô não come, não bebe, não gosta, não sonha; não exprime desejo nem aspira a descansar-se; não realiza desempenhos, nem distingue-se dos outro. O recurso à esta solução extrema, desde a sua aplicação, causou muito de graves dificuldades cujo só uso constante da violência pôde vir à extremidade. O que prova que a solução marxista é viável apenas se uma mão de ferro abate-se sobre a sociedade muito inteira. Porque é suficiente do mais mínimo abrandamento de este aperto de modo que os homens tendam de novo a satisfazer os seus interesses pessoais. Por conseguinte, a orientação adoptada pela sociedade marxista implica a instauração de um Estado forte que concentra entre as suas mãos o poder, a riqueza e as armas para melhor forçar toda a sociedade a abandonar os seus interesses pessoais e obrar  ao advento do comunismo. Este estado de facto conduziu à instaurado de um aparelho de governo único, o Partido comunista, que aperta o seu torno sobre a sociedade para melhor guiar-o para este novo objectivo,: o comunismo. A liberdade política constitui por conseguinte mais maior perigo para a sociedade marxista porque procura às massas a força necessária para tomar as rédeas e inverter o governo marxista. Também partidos comunistas potentes foram criados para melhor dominar a sociedade muito inteira.

Qualquer tentativa de rivalizar com o Partido comunista então foi considerada, em qualquer estado marxista, como obra de reaccionarios  e empregados imperialismo. Por maioria de razão, qualquer revolta contra este estado de facto por um Estado marxista foi violentamente restringida porque aquilo retornava deixar uma porta aberta impérialisme que aproveitaria para fazer peça às forças progressistas.

A Jugoslávia, por exemplo, renunciou à esta solução extrema. O mesmo Os acontecimentos da Polónia, quanto a eles, constituem uma verdadeira espada Damoclès para o sistema marxista: declarando-se independentes e recusando reconhecer a hegemonia do Partido comunista polaco, os sindicatos operários encurralam Marxisme como um todo. Sem estar a falar das consequências que estes acontecimentos poderiam ter na Roménia e na a Hungria, até mesmo em União Soviética. É assim que o estado, (o Governo) substitui-se à classe capitalista para controlar a economia muito inteira e colocar a actividade económica ao serviço dos seus interesses. A tarefa do governo, num sistema capitalista, consiste a preservar e salvaguardar o capitalismo. É por isso que, não pode admitir o advento de uma sociedade marxista que seja na América ou na a Grã-Bretanha. O Governo, num sistema capitalista é o fiador do poder político e económico deste sistema; pode por conseguinte ser neutro em relação à qualquer sistema que se propõe erigir-se sobre as suas ruínas.

Também une-se a preservar a estrutura política, económica e social da sociedade capitalista a fim de salvaguardar os seus interesses económicos e garantir réinvestissement do produto da actividade económica em proveito do capitalismo. Tal é igualmente o papel atribuído ao Governo marxista; a sua tarefa consiste a impedir a instauração de qualquer sistema que poderia substituir-se ao marxista, combater todas as de forças que lhe são hostis, sem estar a esquecer a sua contribuição fundar um capitalismo de Estado do qual deve assegurar a protecção.  onde necessidade forjar um instrumento política como partido comunista que impor seu ditadura sobre juntos sociedade. Nenhum dos dois sistemas não se incomoda de democracia. A sua única preocupação, ambos os, consiste na salvaguarda dos intérets económicos da categoria dominante,: a classe capitalista na sociedade capitalista e o governo capitalista na sociedade marxista. Se estabelecer-se uma comparação entre os dois sistemas, constata-se que são absolutamente idênticos, à algumas excepções perto, quanto à sua organização política, ela é os mesmos:  parte e outro um povo e um governo, por toda a parte um polícia e um exército ou outro administração governamental. Enquanto que no primeiro modelo  Se desse-nos -se escolher entre estes modelos, e à condições que lá não tenha nenhuma outro, nulo duvidar único nós optarem por o modelo marxista na medida em que serve os interesses todo do Estado graças aos sacrifícios consideráveis realizados pelo conjunto da sociedade. O emprego: A fim de estabelecer uma comparação, em matéria de emprego, entre os dois modelos objecto do nosso estudo, vamos em primeiro lugar começar por observar pelas curvas relativas à situação do emprego nos dois casos. Na sociedade capitalista, a curva que reproduz a situação do emprego é uma linha irregular, indo de zero ao infinita. Os pontos situados em redor de zero ao infinito. Os pontos situados em redor de zero correspondem ao desempregados que vê-se invadir as ruas das cidades capitalistas para manifestar contra um sistema injusto que privou-o do seu direito de trabalho ao qual podem pretender assim como outros. A crueldade desta injustiça nós aparecerá claramente com o exemplo seguinte: tomam um capitalista proprietário de um edifício de trinta apartamentos e trinta famílias sans-abri coexistente uma mesma sociedade. Não é roubando a parte de riqueza nacional que retornava à estes que o proprietário pôde tornar-se um privilegiado e pôr todas as possibilidades seu cotado? O mesmo  Tomem outro exemplo: suponham que um campo de dez hectares deva compartilhar-se entre dez agricultores, à razão de um hectare para cada um deles. Se um deles apreende-se dos dez hectares, nove os outros serão privada dos seus direitos bem como uma fonte de riqueza. À escala de uma nação, aquilo retorna fazer terra a propriedade de um punhado de pessoas que terão ao seu serviço o restante da população agrícola.

 Tal é igualmente o caso de os que têm entre as suas mãos o monopólio do emprego, estes proprietários que, após ter arrancado as suas empresas aos trabalhadores, privam estes do seu direito ao trabalho sabendo que estes serão pés e punhos vinculados sob a influência da miséria e a necessidade.

 É assim que criam-se duas classes, uma classe de capitalistas e uma classe de dominados. No sistema capitalista, a curva do emprego apresenta-se aproximadamente, sob a forma seguinte: No Segundo modelo em contrapartida, a sociedade marxista, a situação do emprego pode ser representada por uma linha direita obtida estirando horizontalmente a curva acima. Neste sistema cada um tem, com efeito, as mesmas possibilidades perante o emprego.

Esta direita pode tomar por valor, zero ou qualquer outro valor, não reside menos uma direita, o que significa a igualdade de oportunidades para todos os trabalhadores em matéria de emprego. Contudo, de modo que cada um possa encontrar trabalho, o nível de vida deve ser mantido tem um nível muito baixo. Tal é a perturbação que se operou com o advento marxisme: este tem não somente, assegurado a igualdade de oportunidades perante o emprego mas atribuiu mais o mesmo valor ao trabalho manual que ao trabalho intelectual. Neste sistema, nada distingue o médico do engenheiro ou o simples trabalhador. Outro exemplo: Supõem que tenhamos cem dinares a compartilhar entre dez pessoas. Se damos dez cada uma, a nossa divisão será justa. Como esta mesma divisão operar-se-á na sociedade capitalista? Não faz nenhuma dúvida que será injusto: um do dez monopolizará cinquenta dinares, um segundo vinte dinares e os três outros trinta dinares restantes. Cinco entre eles não terão nada. Porque? Porque outros terão tomado a sua parte. Em vez ter cada um dez dinares, um tomou cinquenta e o outro vinte.

É o que se passa em matéria de divisão das riquezas ou distribuição do emprego na sociedade capitalista. Os que detêm riquezas consideráveis e que tiram todas as cordões em matéria de emprego, fazem-no às expensas da imensa maioria que assim é privada de todos os direitos. Dado que contam entre eles um trabalhador rico, tendo-o do capitalismo proclamam-no aos grandes sons de trombeta e passam sob silêncio o facto de para acumular tal fortuna tem dddu inevitavelmente apreender-se por parte de outros indivíduos que foram reduzidos à pobreza pela sua falta.

Os marxistas, quanto a eles, gritam ao milagre porque tiveram êxito a suprimir o desemprego e a fornecer um emprego todos os que está em condições de trabalhar. Mas que não dizem, é que não chegaram a assegurar o bem-estar dos trabalhadores nem a satisfação das suas necessidades. Satisfizeram-se de dar trabalho à cada um e para o efeito, de tomar, em proveito do Estado marxista, uma parte da produção de cada trabalhador.

 É assim que trouxeram o nível de vida dos mais necessitados no mínimo e forçaram-o de continuar a trabalhar. O objectivo dos marxistas actualmente, não é garantir a abundância mas atravessar a etapa que conduzir-o-á ao comunismo. Para atingir este objectivo, os Marxistas lésinent sobre os meios e a produzi-lo todos recusam-se, à usurpação da propriedade, a destruição de todas as tendências naturais e uma existência reduzida estrito ao mínimo, passando pela negociação de qualquer desejo de luxo.

Sê-lo sacrificado todo deve de modo que triunfe o Estado comunista. Porque? Para que traduza-se nos factos este slogan marxista: de cada um de acordo com os seus esforços à cada um de acordo com o seu trabalho.

 Mas quando aquilo chegará? Quando a produção atingir tal nível, quando acumul-se-ar a ponto de será permitido conhecê-lo à todos o Paraíso sobre terra. A produção acumula-se verdadeiramente? Até agora, a produção não foi acumulada, mas pelo contrário, consumir. Desde dezenas de anos que marxisme é aplicado, nenhum Estado teve êxito a constituir existências à vista da sociedade comunista. É por isso que uma mudança operou-se na ideologia marxista.

 Não deixava de ser possível limitar-se a satisfazer as necessidades de primeira necessidade. Era necessário ir além tanto ele é verdadeiro que pessoas que produzem desde dezenas de anos, pessoas que consentiram dos sacrifícios consideráveis abandonando uma parte importante da sua produção de modo que triunfasse um dia o comunismo, dos seres que foram privados de todas as liberdades pelo Partido comunista, não podiam mais satisfazer-se de um nível de vida também baixo. Esta nova orientação fez da revolução chinesa um alvo de escolhas. Na sequência que Mao desencadeou o que foi chamado. Todos os Estados marxistas então foram obrigados de adoptar o princípio dos estimulantes. Puseram-se a estudar o funcionamento das empresas capitalistas nos Estados Unidos e na Europa ocidental, que esforça-se de transpô-lo e de aplicar-o nas suas próprias fábricas.

Se ganham a sua aposta, a última esperança que podia-se fundar sobre marxisme desaparecerá-se nunca. Não terá sido nada de outro que um simples levantamento num Estado capitalista que se traduzisse na instalação ao poder de um partido único e potente, o Partido comunista. Este partido que se tivesse atribuído a tarefa de abulir a propriedade privada, fez dos trabalhadores dos assalariados ao serviço de um governo que tem ele mesmo cria de qualquer peça. É este governo que encarregou repartir a produção e tomar a parte a entesourar. Ora, a parte da produção que chega a tomar é absorvida inteiramente nas despesas do Estado e o orçamento, sem cessação que cresce, da defesa sensata permitir à todos os Estados fazer face ao seu inimigo sempre: o capitalismo   Os marxistas encontravam-se assim encurralados verdadeira numa impasse: o comunismo e (os seu nobres) ideais não poderiam triunfar enquanto o sistema capitalista não for abulido integralmente.

Era necessário tornar-se incontestavelmente. É que fizeram os partidários desta nova tendência que então começou a manifestar-se. Sê-lo posto todo devia em outros regimes marxistas, (no duplo plano teórico e prático) para terminar nunca com o sistema capitalista e impérialisme no mundo. Então assistiu-se ao desenvolvimento de uma nova tese segundo a qual, enquanto a metade do planeta viver sob a hegemonia das forças impérialistes, a outra metade não acederá nunca ao comunismo, forçado que será participar nesta luta de influência interminável - da qual o desafio é a dominação do planeta muito inteiro - que afastar-o-á mais sempre do seu objectivo.

 Estas teorias ocuparam a dianteira da cena até à época de Khroutchev e Uniões Soviéticas, bem como as vivas Mao e Couve C$- Lai na China.

 Considerava-se com efeito, à este momento, que a guerra entre o capitalismo e marxisme era inegável e que podia tomar as dimensões de uma guerra atómica. Também prepara-se activamente ao desencadeamento das hostilidades como a um facto inevitável, de modo que qualquer Estado que não se equipava à vista de esta guerra, imediatamente seja acusado traître à causa marxisme-léninisme. É nos anos oitenta que os Chineses foram os primeiros a inscrever-se falsos contra tais teses demonstrando que eram absolutamente erradas e que o mundo tinha o direito de viver na harmonia. Khroutchev era dos pareceres que a União sioviétique devia necessariamente tornar-se um Estado potente para poder fazer face outra à superpotência que era os Estados Unidos. Considerava além disso que o seu país, que tivesse tomado um atraso considerável, devia tomar exemplo sobre os Estados Unidos, abrir-lhes as suas portas e tratar com eles. _ abertura que ter conhecer então união soviético ser tornar como marxista não ter não demorar gritar déviationnisme e de proceder éviction Khroutchev. A política, baseada na coexistência pacífica, que tivesse levado a efeito não cessou para tanto ser aplicado ainda que os líderes continuavam a alegar oficialmente os mesmos argumentos que tivessem levado a fazer dispara?ître Kroutchev da cena política. Com efeito, os acordos SALT 1 e SALT 2, as numerosas reuniões de Helsínquia, o diálogo que se instaurou entre as duas superpotências para pôr um termo à proliferação das armas nucleares e limitar a corrida aos armamentos, sem estar a esquecer todos os encontros que contribuíram para a instauração do abrandamento seguidamente do acordo no mundo, qualquer somente o prolongamento da política de coexistência pacífica que faz saltar sobre a sua sede o marxista tradicional, e que contudo, se impõe de própria aos líderes marxistas.

Todas as teorias anteriores encontravam-se assim varridas como palha de palha e não eram mais boas que pôr ao rebus. Marxisme com efeito, sempre não tinha ganho o seu desafio: o sistema capitalista que, de acordo com eles, devia desaparecer, continuava lá. Obrigados de prosseguir a sua luta contra o capitalismo e de exigir uma contribuição sempre mais grande da classe operária para poder realizar os programas que fixaram-se, os marxistas viram derreter a sua esperança de aceder um dia ao comunismo, qualquer o que teria?ddu ser-lhe consagrados absorvidos na edificação de um Estado moderno bastante potente para fazer face ao Estado capitalista.


A LUTA

PELO PODER

 

UMA LUTA PERMANENTE

 

 O LIVRO Verde apresenta teses completamente novas e extremamente importantes . estas teses podem transformar radicalmente a sociedade humana e criar uma nova sociedade , justa e progressista. Isto acontecer quando a sociedade actual , baseada na injustica e na exploracao ,  sera destruida.

 Estas novas teses cienntificas por  ao termo a exploração do homem . de tod das  as  opressões   sejam  elas  politicas , economicas  ou  militares.  Elas  partirão  as  correntes  das  velhas  relações  reaccionarias. Que se  apoiam  em  leis  que  o  homem  possa  explorar  o  homem  e  que  o  homem  trabalhe  em  beneficio  de  um  explorador  egoista  e   improdutivo.

Se  queremos  dar  uma  breve ideia  da  sociedade  actual  que o  livro  verde  deseja  substituir  por  uma solução  cientifica  integral e  necessario  observamos antes de  mas  nada  podera  se  realizar  com  o  acordo  e  a  satisfação  de  todas  as  estruturas   tradicionais  da  sociedade  na   qual são  numerosas  as  divisões.

Esta  transformaçao  se  dar   em  função  da  forca  de  coesão  da    estrutura    tradicional  da  sociedade  e  em  função  da  forca de  coesão  da  estrutura   tradicional da  sociedade e  em  função  das   classes  e  dos  grupos  que   beneficiam  da  actual situação.

Os  sistemas  politicos  nos  quais  a sociedade  se  divide  em  minoria  dominante  e  maioria   dominante  respondem  ao  esquema  principal   de   relacões  e  obedecem  a lei do  mais  forte  a  que  se   aplica  neste  caso  pelo  molde   tradicional  existente  do  instrumento  de  poder  politico  ( um partido : uma  coligação  de partidos : um conselho  de  governo : uma : comunidade  ou  uma  classe  uma  tribo , uma  familia  um  individuo). 

Q ualquer  que  seja  o  instrumento  sua  posição  dominante   permite-lhe  dividir  economicamente  a  sociedade  em  duas  partes : a minoria  exploradora  a  que  exercita  sua  dominação   sobre  a  maioria  sobrecar- regada  oprimida  e   explorada   pelas  correntes  da  escravidao.

Cada  classe  efectua   o  trabalho  que  lhe  compete  fazer  . E por  isto que  a classe  dos   donos   ocupa  postos e actividades  não  produtivas  como   intermediarios  contratantes  comerciantes  e  outras  funções  de  indole  capitalista caracterizadas  pela   exploração  e  geradas  automaticamente  pela  sociedade  de  exploração  que  tolera  esta  exploração  do  homem e  o  roubo  de  seu  trabalho  em  beneficio  de  uma  minoria  .

O  destino   dos  escravos   consiste  em   realizar  as  tarefas  mais  arduas  em  beneficio  de  um  salario  que  so  lhes  permit subsistir.

Esta    repartição  dualista  aplica- se  em  todos  os  aspectos  e  actividades da  sociedade ja  que  aqueles  que  detem  o  poder  politico  monopolizam  as  forcas  armadas  da  sociedade  com  o  objectivo  de  garantirem  sua  hegemonia. Sabem  que  assim  seus interesses  estarão  melhor  portegidos .

Governantes  e  governados  empregadores  e  empregados  oferecem  desta  forma  a  verdadeira   imagem   da   dominação  dos  governantes e  dos  patrões  bem  como  de sue  dominio  sobre  a  sociedade  actual  de  que  abusam  em  prejuizo do  povo.

Dado  que  dispoem  de  todos  os  instrumentos  de  poder  da  sociedade  ( autoridade  riquezas  e  armas ) podem  inclusive  mobilizar  o  conjunto  da  sociedade  em  beneficio  de  seus  interesses que  podem assim  defender  melhor .A  exploração  dos  trabalhadores  e  dos camponeses  esta  ligada  a  exploração  dos  soldados.

Estes    estão  obrigados  a  apoiar  este  sistema de  exploração  e  a  defender  os  privilegios  da  classe que  dirige  o  exercito  isto é a classe  que  detem  o  poder e a riqueza  da  sociedade.

Na sociedade  de  exploração  as  armas bem  como o poder  e as armas  bem  como o  poder e as riquezas  são  objecto  de  monopolio  a favor dos  mais  fortes  isto é os   governantes e os proprie- tarios.

Na sociedade  de  exploração  algumas  pessoas  se  dao  conta  da  injustica  e da exploração de que sofrem para  proveito  de  outros :  sabem  que  sao  pralavras de seus  direitos  ao  poder  as  riquezas e as armes.  E  isto que provocara  uma  rebelião  permanente e  uma revolução  que  não  acabara  a  não  ser  quando  tiverem obtido a liberdade  e  conseguido  partir  as  correntes que quebran tando  suas  vontades  e  privando- as  de  seus  direitos.

Avitoria  final  e  inelutàvel  e  se  realizara  em  beneficio das  massas  populares   depois  de  violentos  conflitos que  so  se  acabarao  com  o  triunfo  da  democracia  popular do  socialismo  novo e a  tomada  do  poder  pelo  povo.

A luta  pelo  poder  levara  inevitavelmente a  uma  sociedade como a da jamahiriya. A luta não  cessara enquanto  o  poder  for  monopolizado por uma  familia ou  um individuo  emquanto as outras  classes ou  camadas  sociais de seus  direitos  as  podem

As  massas que veem  abusar  seu  direito  ao  poder  se  moverão  de  geração  para  conflitos  que  constituem  a  reacção  natural  para  com  as  condições   actuais  provocadas  pela  monopolização  do   poder  por  um  unico  instrumento  da  autoridade.

E isto  que  dar a  lugar  a  rebelião  dos  outros  instrumentos, separados  do  poder.  Com  efeito a  partir  do  momento  em  que  um  partido  toma  o  poder   os  demais  partidos  que  aspiram  ao  poder  so  tem  um  meio   para  chegar  a  ele :  opor- se ao  partido  no  poder .  complotam  contra  ele  e  buscam  sua  queda  por todos os  meios  .  Actuam  como  as  outras  camadas  sociais  e  os  outros  individuos  que  estimam  que  não  ha  nenhuma  razão  para que  outros os  governem   separando- os   do  poder  e  obrigando- os  do  poder  e  a  desempenharem  permanentemente  o  pepel  de  governados.

O proprio  facto  que  um  unico individuo  ou  grupo  monopolize  a  autoridade  justifica  a  luta  dos  outros grupos ou  individuos  no  sentido  de  retomar  o  poder e  assumir   a  autoridade .

Vemos  portanto  que  esta  luta  sera  forcasamente  longa  e  que  o  mundo  não  se  estabilizara  enquanto  as  massas  não  estiverem  no  poder.  Estas  massas  devem consentir  todos  os  dias  sacrificios  enormos  no  caminho  de sua  libertação  total  para   com  os  instrumentos  do   poder  ditactorial.

.  E isto  que  os  acontecimentos  habituais  do  mundo  contemporaneo  nos  demonstram  todos  os  dias .

Até  os  instrumentos  politicos  reformistas  que  param  a meio  caminho  serão  incapazes  de  impedir a  destruição  mediante parciais :  com  efeito  as massas  populares  desejam  estabelecer  seu  poder    do  povo  inteiro  pondo  termo  assim  definitivamente a luta pelo poder.

Não e esta ainda a situação da humanidade. O poder continua monopolizado por um unico individuo ou um grupo isto é um rie ou um bando.  Nos casos em que o poder e exercido por um comité  politico ou por um conselho parlamentar  um   burau  politico ou um gabinete  trata-se sempre da  monopolização  por um  partido que alguns  qualificam  partido  do  povo  ou  partido  do  progresso... ou  partido  dos  proletarios  ou  ainda   partido  democratico . E  os  instumentos  do poder  continuam  passando das  mãos  da    direita  para  as  mãos  da  centro  e  da   dieita  para as  mão  da   esquerda  logo  depois  para  as  mãos  de  uma  coligação  do  centro  e  da  direita   etc .....

No  entanto  apesar  das  diversas  qualificações e  coligações a  luta   pelo  poder  continuara   destruindo ao  mesmo  tempo  os  melhores  e  os  piores   instrumentos   do  poder : sem   excepção  até a vitoria final do povo  (  depois  de  muitas   batalhas  duras)  e  o   estabelecimento de  jamahiriyas   que   constituem na  verdade um  regime  de  poder  de  todo o  povo.

A   marcha   para  o  poder 

Os  povos  avancam  continua  e  firmemente  na   direcção  do  poder :  os diversos  conflitos  politicos  sociais e economicos  são  nada  mais se não  manifestacões desta  marcha  que  não acabara  antes da  chegada  do povo  no  poder .

As  revoluções  os  golpes de  estado  as  rebeliões e as  diferentes  revoltas e  greves bem  como os movimentos  separatistas e  qualquer  outra  rejeição  so  dao  uma  expresssão  incompleta dos  esforcos  que  as   massas  populares  realizam  com  o  objectivo  de  tomar  o  poder.  Nesta  marcha para  o  poder  das  massas  pode haver  partidos  politicos  acções  violentas  revoltas  ,assassinatos : tudo isto so prova que as massas rejeitams os instrumentos  tradicionais do poder sejam  estes  um  individuo ou  um  grupo . Os instrumentos  tradicionais  do  poder  chegarão ao  seu  fim  inexoravelmente  ja  que  qualquer que seja a froma que assumam para o exercicio da autoridade (imperador  ,rei,  familia  tribo  ou  até  partido  ou  coliação  de  partidos  frente  ou grupo  de  frentes  )  nenhuma  delas  tem  possibilidades  de  continuar  existindo  e  de  perdurar.  Com efeito  gracas  a  luta  do  povo  se  instaurara a Era do povo ja que a  luta  das massas  populares  em   todos os  cantos   do   mundo  se   frotalecera   diariamente  mesmo  se nao  podemos nos  dar  conta  deste facto ainda .

No  entanto  quais  serão  os  resultados  desta  luta ?

As mudancas desta luta inevitavel pelo poder trara ?

Esta luta se realiza com o objectivo  de restituir o poder  ao  povo de permitir  o acesso de todos ao poder ;  assim o  povo  podera se governar  a  si  proprio  abolindo  os   varios   instrumentos  de  poder que  o  governavam  sob  diversas  formas.

Efectivamente  não ha motivo para  que exista um  instrumento  de  governo na  medida em  que o  povo  ele  proprio  deseje  hovernar- se a  si  proprio.  Tão  pouco  existe  pretexto  algum  que  alguem  represente  as  massas  populares  na  medida  em  que elas  continuem  vivendo  na terra.  Não ha  nengum motive  em  absoluto  para  que  alguem  tome  o  poder ou  aproprie  o  poder  para  si  exclusivamente .

O que é  que impulsiona  um  individuo  a resolver  governar  os  outros ?

Porque  é  que  um  grupo  surgido  do  povo  resolveria  transformer- se em partido  a  fim  de  governor  o  povo  no  lugar  dele?

Quem - lhes  deu  este  direito ?  que- lhes  permite pensar  que  são  melhor  qualificados  que  as proprias  massas para   resolver  os  seus  problemas   e  dirigi-las ?

Quem  constituiu  um  grupo  e  transformou-o  em  partido  para  governar o povo ?  o  partido  trata  de  governor  enquanto  que  o  povo  rejeita  sua  autoridade ja  que  deseja   dirigir- se a  si  proprio sozinho.  E ai que reside  a  relação  dialectica  as  massas  populares  e  os  instrumentos do poder  tradicional.  E isto  que  causa  as  incessantes lutas entre todos  os  povos  do  mundo  e  entre os  diferentes  instrumentos  de  poder  que   controlam- nos  qualquer que  sejam  individuos  ou  grupos  que  se  pretendem  benfeitores  do  povo  quando  utilizam  a propaganda  para  impedir  a conscientização  das  massas   estas  que no  entanto  continuam  perguntando :  Quem deu  o  poder  aos  nossos  imperadores  e  governantes ? Quem  deu  aos  senhores  e  as  vossas  familias  o  direito  de  nos  dirigir ? Quem deu  aos  vossos  partidos  e  tribos a  permissao  para  actuarem  em  nossos  nome ?  Quem pediu aos  senhores  para   fazerem   alguma  coisa  em  nosso  fazor  ou  para  nos  oferecerem   algo ?

Os partidos  que  tomaram  o  poder  sob  pretexto  de  libertar   seus  povos  uma   opressão  ditatorial  do  fascismo  ou  do  feudalismo  pretendendo  leva -  los para o  progresso  a liberdade  etc.... se  defrontarão com  as massas  populares  e  terão  que  peleiar  frente  a varias  formas  de  resistencia  popular  permanente  ao  mesmo  tempo  pacificas e  violentas :  movimentos  separatistas  ou  outros  que  exprimem  a  rejeição  dos  instrumentos  tradicionais  do  poder .  Os  conflitos  rebentarão e prosseguirão euquanto os partidos  monopolzarem  o  poder  .  Depois  as  massas  populares  triun- farão  para  sempre  e  assumirão  integralmente  o  poder .

Luta   contra  o   poder :

Nos regimes de partido unico o presidente e tambem o presidente do partido no poder.

 Da  mesma  maneira  todos  os  ministros  seus  assessores  os  altos funcionarios  dos  conselhos  provinciais  e  regionais  bem  como  nos  outros  de   actividade .  como  a banca  a  policia  e  as   forcas  armadas  são  quadros  do partido  que  veremos  no  poder . 

E as massas  que   não  pertencem  a este  partido  indicam-se : Quem  deu  ao  partido  o  direito  de  controlar  todas  as  administrações do pais  sem  permitir  a  mais  ninguem  ser  membro  delas ? Este  pais e o nosso?

E isto  que  provoca  os  movimentos  populares de rejeição de  qualquer  forma  de  poder fora o do povo.

Até nos  regimes  pluripartidarios nos  quais supõe – se  que o  presidente e o  partido no governo sao  escolhidos  pelo povo . as massas populares exprimem  em  relação ao  presidente e  ao  governo  em  conjunto.

Não  significa  isto  que as massas que tinham  votado neste partido nao tinham  outra  opação ja que não se lhes tinha pedido para que exprimissem seus verdadeiros pontos de vista mas somente tinham sido convida as a introduzir uma lista de voto em uma qualquer das urnas ja instaladas  na sua frente sem que nenhuma urna estivesse destinada ao proprio povo ?

Entao se as massas rejeitam ume politica uma decisão ou uma lei..... manifestando – se ou rebelando- se isto significa que as eleicões não são se um procedimento de tipo tradicional.

A negação  popular  para  com  qualquer politica  lei ou decisão de um governo so exprime o desejo do povo de autogovernar- se sozinho.

Da mesma maneira   a rejeição des decisões parlamentares revela sobretudo a reprovação pelo povo de qualquer instrumento parlamentar entre ele e o exercicio directo do poder .

Muito perto de nos em nosso redor o mundo nos oferece diariamente exemplos desta rejeição por parte do povo dos instrumentos pelo poder . Um presidente pode pretender que foi eleito com 99,9% dos votos e continuar enchendo as prisões os reformatorios e os tribunais de oponentes descobrindo a cada dia novos  movimentos  revolucionarios  que se levantam contra o regime ao mesmo tempo que as revoltas e os violentos protestos continuam sem tregua.

Sera que por acaso pode haver uma resposta mais adequada que a de que pelo facto de serem eleicões  falsificadas elas constituem um engano ? A luta continuara no entanto e so para com a chegada do povo no poder .

A realidade nos ensina que a humanidade nao resolveu  ainda o problema  da luta pelo poder ja que os povos  ainda nao o tomaram para si proprios.  Nõo  obstante isto so significa que a luta durara até que o povo tome o poder . E ai comecara uma  nova  vida  e  tanto o Estado tradicional como as expressões de reprovação popular (  revoltas manifestações greves ocupações de fabricas por parte dos operarios etc .......)  desaparecerão.  Na quele momento policias prisões gazes lacrimogeneos e urnas desaparecerao  tambem.

O  primeiro passo para o sonho da humanidade de  felicidade  permanente foi feito na libia onde comecou a era da  jamahiriya com a paroclamacao da primeira  jamahiriya na historia  contemporanea. A felicidade  da humanidade na terra nao pode ocorrer se  as massas populares nao  tomam  o poder libertando – se de todos os instrumentos de opressão politica economica e social .

As sangrentas lutas pelo poder que ocorreram em todas as partes do mundo provam que  as  exposicoes do livto Verde sao correctas.  Provam tambem que as solucoes  cientificas na libia certas e garantem que estas solucoes  abarcarao o  mundo inteiro .

De facto segundo o principio cientifico a luta dos povo não se dirige contra um rei  um  presidente ou um grupo dominante . Esta  guiada sobretudo pela  oposição a qualquer  instrumento autoritario imposto ao povo e quando o povo  chegar   no  poder  isto marcara o fim das  lutas politicas pelo poder .  De facto sera  impossivel e até ilogico que então um instrumento quaquer tente  retomar  o  poder  ja que isto leva  novamente a lutas sangrentas entre o povo e quem usurpar o poder .

Deter o poder significa dirigir a vida particular de todos os individuos e planificar a produção de cada individuo bem como a maneira de satisfazer suas necessidades

 ( alimentação bebida morada vestimenta transporte etc .....) .  E um sistema de programação da vida de cada individuo tanto  em tempos de guerra como de paz durante sua vida depois de sua morte e no seu sitio de trabalho. 

Sera que alguem pode aceitar que outra pessoa.  No seu lugar diriga sua vida ?  Não evidentemente  Quem melhor que a propria  pode dirigir sua vida pessoal e satisfazer suas necessidades de modo aceitavel e com garantia de  qualidade ? 

E ao mesmo tempo  ridiculo e absurdo que um individuo ou  um  grupo pretenda estar mais capacitado para faze – lo do que os proprios interessados .    

E esta pretensão que faz com que a humanidade tenha entrado por um lapso de tempo indefinido na noite do sub desenvolvimento e da luta pelo poder . 

E por isto que os povos da era das massas não permitirão a ninguem de dirigir suas vidas e deter – minar seus destinos.

O  LIVRO   V erde aspira somente a conscienciatizar os povos a  respeito desta   realidade e a propor  soluções cientificas como meios  simples e modernos de  permitir que as massas populares governem  por si proprias qualqer que seja sua denominação.

A publicação do livro verde iluminuo o caminho dos revolucionarios que educam as massas bem como o caminho das massas que  provocarão a transformação . O livro verde  proponda soluções decisivas para os problemas humanos mais complicados da sociedade humana contemporanea deseja ser como uma cesta cheia de frutos deliciosos que um granjeiro  oferecesse a um grupo de  pessoas famintas que a devorariam instantaneamente

Esta   cesta nao tem nada de extraordinario mas  contem algo de necessario e vital para as pessoas que precisam dela.

Do  mesmo modo o livro verde resulta de um estudo exaustivo da historia politica economica e social dos povos . E o fruto da luta das massas populares em prol da libertação das correntes da opressão politica e da utilização de suas necessidades fisiologicas para controla- las .

Da  mesma  maneira que o granjeiro que colhe os frutos de seu pomar sem te – los criado muammar AL Gadafi nao inventou as soluções cientificas que seu livro contem. Ele as extraiu dos factos concretos.

As massas populares  sempre tentaram governar – se por si proprias desde que se criaram os estados : no entanto certos  individuos  ou  grupos  conseguiram  captar as massas populares a quem impuseram subsequentemente os instrumentos do poder  tradicional . Atenas onde foi estabelecido o primeiro poder    do povo e disto brilhante  exemplo .

Na realidade o povo de Atenas rejeitava o poder de um unico individuo bem como todo outro tipo de poder que nao fosse o seu.  Opovo de Atenas criou portanto um conselho do povo que trabalhava numa sala enorme denominada ( Sala do povo ) e os atenienses se reuima ali com o objectivo de decidirem de seu proprio destino para tomar resolucões e fazer a lei .

Decidiam durante aquelas  reuniões se competia fazer a guerra ou a paz : tomavam medidas e  aplicavam as sancões indispensaveis para a defesa de seus interesses .

No  entanto quando esta sala se tornou pequena demais para conter todo o povo de Atenas apareceram os instrumentos do poder palamentar e por consequencia formas diversas de poder ditatorial e assim que comecou a luta pelo poder .

Aluta dos povos pela democracia exacerbou- se ate o seculo XIX quando a democracia obteve uma vitoria relativa  rejeitando o poder  absoluto de um individuo bem como os regimes ditatoriais.

A experiencia parlamentar recomecou sob pretexto que era impossivel estabelecer um verdadeiro poder do povo dado que e impossivel conseguir um dialogo positivo quando todo a povo participa e que nao se pode decidir a respeito das leis e tomar resoluções em  semelhantes condições .

A  experencia paramentar visa a reforcar e estrutura do estado capitalista tradicional : e essa  a razão  dos slogans erroneos que comecaram a aparecer do tipo (  nada de impostos   sem representação parlamentar ) que davam uma imagem deturpada da representação paralamentar ( podia entao ser democratica ?).

E assim que as populações foram distribuidas em distritos eleitorais nos quais elegiam seus representantes que depois das eleições se distanciavam do povo para viver num mundo completamente diferente.

O  que   significa  Eleger    um representante ?

S ignifica que as massas elegem alguem a  quem abandonam sue soberania  seu  respeito e  sua liberdade e  inclusive  sua   vontade .  Esta pessoa pode entao  fazer o que  quiser

E sta  pessoa e denominada de ( o  respeitavel  representante ) o que quer dizer que os eleitores nao tem mais  direito  ao respeito ja que transferiram – nos  a  este ( respeitavel  representante ) . 

Da  mesma  maneira  as  massas ja não tem mais  soberanina a  partir do momento em que  elas votaram.  Abandonam sua  parte como respeito do representante que elas elegeram ja que um representante so pode ser eleito se rouba o respeito a liberdade e o  prestigio do povo  e os  apropria.  E assim  que ele se torna o (  respeitavel representante )  e   exerce  a  soberania   autêntica  dentro do conselho parlamentar  ao  qual  pertence   e onde  decidem das ordenancas  sentencas  e  leis em  nome do  povo .

Epor isto que os membros  dos  conselhos parla mentares  possuem prestigio  soberania  e  protecção ia  que os  instrumentos do estado  tradicional  tratam  -  nos de  uma  maneira especial e  que e  probido interroga – los e dete -  los .

Entretanto  os  cidadãos  que  votaram neles  sao esmagados  pelos  cascos  dos  cavalos e  pisoteados :  sao  atirados  neles  bombas incendiarias gases  lacrimogeneos  e  sao  eles detidos sem motivo na  maior  parte dos  casos .  Foram  roubados  da  suas  soberanias  de  seus  respeitos  de  suas  dignidades  de  suas  vontades  ja  que  eles  abandonaram  sua  soberania  seu  respeito  sua  dignidade e  sua  vontade  ao  representante  quando  deitaram  suas  listas de voto contra um  recibo .  Dito  de  outra  forma  o  recibo  da  lista  de  voto  significa  que  o  povo deu  seu  direito  ao  respeito  a  soberania  a  dignidade  e  a  vontade  ja  que  transferiu-  as  para o  (  respeitavel  representante ).  E no  entanto  a  rejeição  popular  continua  manifestando -  se o  que  quer  dizer  que  os  representantes  nao  representam  as  massas  e  nao  exprimem   realmente  o  caminho  do  povo .  Prova  disto e  que  o  povo  continua  desfilando na ruas  para  exprimir – se  por  si  proprio.  Isto  significa  tambem  que  a  representação  parlamentar  é  inutil e  que o  poder deve  pertencer ao povo . 

Muitos  autores  e  intelectuais  afirmam que  o  sistema  parlamentar  fracassou  e  que  nao  é democratico.  Muitos  entre  eles  estimam  inclusive  que  este sistema é ditatorial  e  contrario ao povo .  Houve  tentaivas  para  recriar  emendar e refazer  este  sistema  nos  paises  em  que  os  eleitores  ganharam  de  retirar seus  sufragios  de  um  representante  para  eleger  outro. Alguns  paises recorreram  inclusive  ao  referendo quando o  Conselho  parlamentar nao consegue  decidir  tudo  em  nome do povo .   Estas tentativas de emendas so mostram a queda da experiencia parlamentar e sua perfeita inutilidade. Efectivamente  mesmo  se  os resultados  dos  referendos  rondam  certas  vezes  100%  de  votos  afirmativos  a  reprovação  popular  e  sempre  igualmente   forte.  Apesar  de  tudo  isto  e  mau  grado  a  inutilidade  das  tentativas  mencionadas  mais  acima  a  experiencia  parlamentar  (  a  fabula do mundo contemporaneo ! ) continua  sendo  utilizada  mesmo se  esta em  pleno  envelhecimento e a ponto de  morrer no seu  ataude de cristal . 

No entanto o fim esta proximo.  certamente  aparecem  novos   slogans  a  favor  da   democracia  popular  directa :  ( ninguem  pode representar  o  povo )  ( a  representação e uma imposture )   (  os  conselhos  parlamentares  governam  no  lugar do povo ) (  o  parlamento  e a  democracia )  etc…….. foi   assim  que o  mundo  ouviu   falar   pela  primeira  vez   dos   (  congressos do  povo ) .  Gracas  a  estes   congressos  os   problemas  da  democracia  serao  resolvidos  de  uma  vez por  todas .  No  lugar de reunir  milhoes  de  pessoas  num  so  sitio  o  que  e  materialmente  impossivel  a  populacao  se  reune  em  varios  congressos.

A( S ala  do  povo ) que  era  peguena  demais  para  a  populacao  de Atenas  transforma – se  assim em  dezenas  de  salas em  função  do tamanho  da  população.  Nao  é  em  absoluto  indispensavel  que  toda  a  população se  reuna  numa  sala .  Ela  deve em  compensação  reunir -  se  em  numerosos  com  o  objectivo  de discutir  das  mesmas quesões . E assim que o povo  sera capaz  de  tomar uma decisão o ao mesmo tempo em todos os cantos  atraves o pais.  E isto que institui  uma base natural  para  uma  autêntica  democracia directa .

Cada  individuo  pertencente a  um  congresso popular  podera  desta  froma  escolher  seu  proprio  destino  por  si  proprio. ( Não  ha  democracia  sem  congresso  popular ).

Por   que ?  porque  e  num  congresso  popular  que  a  vontade  de  cidadão  (  reduzida  a  nada  nos  outros  sistemas ) podera  exprimir- se  livre e  activamente . 

E por  isto que a  verdadeira  solução democratica  consiste no  estimulo  das  lutas  populares  até que  o povo  chegue  ao  poder  e  se  distribua em congressos populares  que deterão o  verdadeiro  poder .  lsto pode aplicar – se a qualquer  sociedade qualquer que seia o  numero de  seus  habitantes .

Por  sua  vez os congressos populares elegem os  comitês populares que  são  os  que  aplicam as  decisões .  Os congressos populares podem  pedir  contas  ao  comitês  populares  dissolve- los  ampliar  suas  funcões  etc .......

Os congressos populares tem. eles proprios , um comitê administrativo especifico , denominado (( secretaria do congresso popular )) , que organiza as reuniões dos congressos nos quais participa todo o povo . 

Os congressos populares são em consequencia  nomeados pelo  povo  e  estão  presentes em todas as partes para  realizar a vontade das massas substituindo todas as leis .

A publicação  do Livro Verde  torna  caducas todas as teorias anteriores  as  que  nao tem  mais  razão  de  ser  e  que  podem  portanto  ser  relegadas  ao  museu  da  Historia  com  o  resto  da  heranca  da  humanidade .  Os  povo  consideram  estas  teorias  como  tentativas incompletas  que se  revelaram  incapazes  de  resolver  os  problemas  politicos  economicos  e  sociais  da  sociedade  humana . E por isto  que  os  povos  as  superaram gracas  a  uma  nova  experiencia  total  e  universal  para  realizar  uma  vitoria  historica : o  estabelecimento do poder do povo e advento da era das  massas .

Dialectica da liberdade e do poder: 

Com  o  estabelecimento  do  poder  do  povo  cada  individuo  pretence a um  congresso  do  povo . Todos os individuos  sao  iguais  e  se  sentam um  ao  lado  do  outro  nos  mesmos  bancos .  Epossivel  perguntar – se se  o  facto  de  sentar – se  de maneira continua  num  congresso  popular  torna  as  pessoas  iguais  .  A resposta  e  nao.... ja  que  as  massas  populares  nao  reclamam o  poder  somente  para  que  aumente  para  que  aumente  sua  liberdade  e  o  poder não e o  unico instrumento  que  assuste o homem contemporaneo .

E xistem   outros  instrumentos  mais  assustadores  ainda  que  os  instrumentos  substituidos  pelos  congressos  populares . O  poder  assusta  e  espanta  o  povo  fazendo  com  que  ele  espere  o  pior : temor  pela  vida  a  subsistencia  o  futuro e o  destino  que  estão  nas  mãos  do  poder  e  não  nas  suas  proprias  mãos .

E assim que  se  derrota  a  liberdade  ou  que  ela  e  reduzida  a  nada .  com efeito  se  alguem  domina  o povo  e  o  aterroriza  o  povo  nao  pode  considerar- se  livre. Muito  pelo  contrario  e escravo  do  temor  pelos  seus  interesses  e  da  violência  que  exerce  o  poder. 

Da  mesma  maneira o povo  tem  o  dinhero  e  e  intimidado  por  ele .  Os  ricos  ameacam  os  pobres ja  que  quêm  controla   o  alimento  dos  outros  seus  trabalhos  suas  moradas  seus  meios  de  transporte  aquele  que  pode  expulse – los  de  um  emprego  este  ai  pode  intimida- los  e  assusta- los e  conseguentemente  priva – los  de suas  liberdade .  Todo  assalariado  tem  medo  de  seu  patrão :  medo  de ser  expluso  ou  de  ver  diminuir  seu  salario :  e por  isto  que esta  completamente  submetido.  A liberdade  do  assalariado  esta posi  em  perigo  e  o  assalariado e  escravo de  seu  dono  ou  dito  de  outro  modo  de  seu  patrão .

Aquele  que  posssui e  controla  os  bens  que  uma  pessoa  necessita  representa  para  ela  uma  fonte  de inseguridade  e  de  temor . Os  proprietarios  das  casas  que  a  população  aluga  sao  donos  que  podem  aumentar  os  alugueres  ou  desalojar  os  habitantes  a  seu  gosto.  Os  habitantes sao  em  consequencia  escravos  ameacados  e  provavelmente  intimidados  pela  intransigencia  de  seus  donos .

Os  proprietarios  de  neqocios  sao  donos  que  determinam  os  precos  dos  bens  dos  quais  os  cidadaos  tem  necessidade  e  assustam  e  intimidam  estes  ultimos  Conseguentemente  dominam  os   cidadãos  ja  que  possuem  aquilo  que  eles  necessitam  .

O  dinheiro é  fonte  de  poder.   Em  consequencia  provoca  medo  e  intimidação .  E o  assassino   da  liberdade  do  povo .

Fica  perfeitamente  claro  então que  o  patrão  o  proprietario  de  predios  ou o comerciante nao encontrarão nenhuma oposição dentro dos congressos do povo  por parte de quem  eles depende.   Eles podem inclusive quando ha uma oposição graças ao din- heiro f aze- la  fracassar  e  destrui- la  por  completo  Quando  um  patrão  propõe  algo  que  e  contrario  ao  interesse  de  todos  seus  empregados  (  cuja  subsistencia  depende  dele  ) nao  estão  em  condicões  de  rejeita -  la ja que tem  medo  de  serem  de  privados  de  seus  meios  de  subsistencia. Em  consequencia  as  decisões  tomadas por  um  congresso  popular  nao  serão  democraticas  quando  tiverem  sido  propostas  por  um  patrão  um  proprietario  ou  um  comerciante .  Num  caso desses  foi  so a  decisão  de  um  individuo  que  exerceu  pressão  sobre  o  congresso  popular graças  ao  poder  e  aos  privilegios de que  dispõe . O mero  facto  do  patrão  possuir  o  que os trabalhadores  necessitam  abolir   a  liberdade  deles  ja  que  (  a liberdade  esta   nas necessidades ) .

Portanto  o  facto  dos  trabalhadores  e  dos  patrões  se  sentarem  uns  do  lado dos  outros  nos congressos populares  nao  os  torna  iguais  no  processo  de  tomada  de  decisões . A presenca  dos  trabalhadores  nos  congressos  populares  nao  é  uma  questão  de  forma  e  nessas  condições  a propria  democracia  nao  e  se nao formal . Por cima  de tudo a  igualdade  e  tambem  formal dado  que na sociedade os individuos  sao fundamentalmente  diferentes  o  que cria  uma situação  paradoxal.

A  terceira  fonte  de  medo  e  de  intimidação  consiste  nas armas  definidas  no  seu  sentido  material.  A quele que  possui  uma  arma  de  fogo  pode  a  toda  hora  roubar  as  possessões  de  quem  não  possui  uma  arma similar . Na  sociedade  tradicional  existem dois  tipos  de  pessoas  :  as  que  dispõem  das  armas  e  as  que  carecem  delas

Quem  dispõe  das  armas  pode  muitas  vezes  impor  sua  hegemonia  ou   até   um   estado  ditatorial  aos  outros.

Vemos  portanto  que  o  poder  a  riqueza  e  as  armas  representam  todos  uma   ameaca  para  a  liberdade  das  massas  populares  e  que a  liberdade  permanecera  incompleta  ou roubada   enquanto  o  poder  a  riqueza  e  as  armas  nao  estiverem   nas  mãos  do  povo e  continuarem   monopolizadas  por  uma  classe  um   grupo  ou  um  individuo .

Analise  do  sistema  Economico  tradicional :

A liberdade e  um  dos  factores  mais  importantes  que  impulsiona  a  luta  pelo  poder.  E tambem  importante  para  o  que  se  refere  a  liberdade  do  individuo  tanto  negativa  como  positivamente  ja  que  ( na  neces – sidade  radica  a   liberdade  ) .

Nao  pode  haver  transformacao  revolucionaria  da  estrutura  da  sociedade  tradicional  sem  a  destruição  do  sistem  economico  vigente.

Isto  parece  evidente  quando  se  analisam  os  dois  principais  factores  economicos  da  sociedade  moderna .

- -sistema  das  classes  capitalistas  faz  com  que  as  riquezas  da  sociedade  pertencam   a alguns  individuos  e  com  que  estes  possam  apropriar – se  os  meios  de  produção :  fabricas  etc ......  permite – lhes  tambem  utilizar  os  trabalhadores  que  renunciam  a  suas  produções  contra  um  salario  muito  baixo  em  relação  ao  trabalho  que  entregaram  e  até  extremamente  baixo  se  formos  considerar  os  produtos  de  seus  trabalhos.  Efectivamente  os  patrões  roubam  3  das 8 horas  de trabalho de  cada empregado  que perde  então  90 horas de  trabalho por  mes .  Então  se  ha  1000  trabalhadores  perdem – se 90 000 horas  de  trabalho  que  são  o  lucro  do  explorador  capitalista .  Evamos  supor  que  se  paga 1 dinar  por  hora  o  capitalista  rouba  mensualmente  90 000  dinares  a  1000  trabalhadores .  Assim  ele  se enriquece  ao  mesmo  tempo  que  os  trabalhadores se empobrecem .

- -em geral os proprietarios de fabricas não reconhecem que roubam e exploram os trabalhadores dizem que oferecem servicos a comunidade utilizando os meios de produção que fazem – nos funcionar .  Pretendem  que  trazem  a  sociedade  bens  essenciais  sobre  bases  legais  com  permissões  oficiais e  que nao obrigam  ninguem a  trabalhar .  Pagam  os  trabalhadres  en  função  de  acordos  previos baseados na  legislação  trabalhista .

- -Isto  tudo nao  deve  fazer -  nos  esquecer  um  facto  basico : os  trabalhadores nao  sabem  em  absoluto  qual e o valor  de uma hora de trabalho e ignoram  qual  e a parte  que se lhes rouba  em  beneficio do  proprietario da fabrica . So o proprietario o sabe  determinando em  consequenia o valor da hora  de  trabalho o numero de horas que vai roubar e o numero de trabalhadores que requer com vistas a  obter o maximo de bene – ficios .

- -A relação que existe entre o trabalhador e seu patrão  e a  que se estabelece entre um ladrão e o  que e despojado pelo ladrão . E ste ladrão pode apresentar varios rostos : pode oferecer regalos e presentes e até beneficios a alguns  trabalhadores para atrair suas simpatias para  neutraliza -  los e modificar seus pontos de vista a fim de  suprimir  suas  a  fim de suprimir  suas consciencias revolucionarias  que  rejeitam a exploração . Nao  lhes devolve mais que uma infima parte do que lhes roubou mas alguns trabalhadores podem assim apoiar o ladrão pretextando  que e um homem bom que deu – lhes presentes e beneficios .

- - O intermediario que rouba  o  trabalho dos trabalhadores seja ele um comerciante um contratante ou o  proprietario de fabricas ou empresas e  interme -  diario com a finalidade de amassar o mais dinheiro possivel . Converte – se  portanto num patife consumado que engana os tontos para acumular tanto dinheiro quanto possivel .

Existe  outra  forma de exploração que e tao ma quanto a  a nterior que e a forma levada a  cabo pelos  proprietarios  de  predios que  constroem e  possuem  os  terrenos  as  casas  os apartamentos  etc....... Os que tem necessidade  deles  aceitam  aluga- los e desta forma  aceitam  obedecer  e  tornar –se  escravos  de seus  proprietarios .  Na  maior  parte  dos  casos  os  inquilinos ignoram  como  proprietarios  fizeram  para  chegar a ser  possuidores  destes  bens  imobiliarios .No entanto nao tem eles  o  direito de colocar  esta  pergunta ?

As  propriedades  imobiliarias  foram  construidas  pelos  seus  proprietarios que para  tal  fin  apropriaram  os  materiais  de construção que  pertenciam  em  parte  a  outros.  Foram  construidos  com  materiais  de  construção provenientes  do  mesmo  pais  ou  importados  de  outros  a  um  preco  determinado . E stes  materiais  fazem  consequentemente  parte  da riqueza  da  sociedade  e  pertencem  igualmente  a  todos  os  seus  membros .  De facto a  morada e uma  necessidade  fundamental  para  todo  individuo da  sociedade  e  todo o  mundo  tem  o  direito  de  possuir  sua  propria  casa bem como de tomar sua parte  da  riqueza  do  pais  em materiais  de  construção .  No  entanto  regulamentos  erroneos  leis  e  relações  injustas  permitem  a  certos individuos  apropriar – se  a  parte  que  perte  que  pertence  a  outros  com  o  objectivo  de  construir  apartamentos  e  aluga- los a quem os  necessitar  e  se  ver reduzido  a  uma  situação  de  submissão  e  de  escravidão .

 No sistem de governo capitalista  o  povo  inteiro  trabalha  como  assalariado  sob a  dominção  e  a  favor  do  partido  no  poder   bem  como  para  aumenatar  suas  riquezas. Com  efeito  a  quase  totalidade dos bens  produzidos  pertencem  ao  partido  com  excepção  de  uma  parte  infima  que  constitui  os  salarios  dos  trabalhadores  e  que  alcança -  os  apenas  para  sua  subsistencia .

As terras  agricolas  estao  distribuidas  em  granjas  em  granjas  colectivas  e  em  cooperativas.  Trata-se aqui simplesmente  de  um novo modelo  de  feodalismo  no  qual o governo  desempenha  o  papel de novo . Senhor .  Efectivamente e o partido que possui  estas  granjas e cooperativas e  mesmo  se  os  dirigentes  sao eleitos  pelos camponeses nao hanenhuma garantia de que o governo  permita  que  os  camponeses  tomem  decisões  por si proprios . O governo  não tem  confiança  neles e  pode – lhes  nada  mais  que  trabalhar  nas granjas colectivas e enviar suas colheitas para as cooperativas que as revendem  entao aos consumidores com enormes lucros .

O prestigio da administração das cooperativas depende  dos balanços que  seus  directores  apresentam todos os anos ao partido dirigente. O exito de cada cooperativa e a atenção que o governo lhe presta   medem – se com relação ao lucro realizado.

Muitas  pessoas  estimam  que  este  sistema  e  melhor  do que o das classes capitalistas  no qual  um  punhado  de  individuos ( os exploradores  capitalistas ) acaparam  os lucros A firmam  que neste sistema de  governo  os  beneficios  sao redistribuidos  ao  povo  sob a forma  de  servicos  publicos :  estradas ,escolas  ,hopitais  fabricas de  armas  ,pesquisa  espacial  etc ……… e  outros  servicos  que  o  partido  dirigente  oferece .

Mas  os  trabalhadores  das  granjas  colectivas  ou  das  cooperativas  tornam – se  preguicosos  e  não  se  sentem  estimulados  para  trabalhar  porque  devem  renuciar a suas  coiheitas  em  compensação  de  um   salario  que  lhes  pago  de maneira  que  eles  tenham  trabalhado ou  não .

O E stado  possui  tudo  os  trabalhadores  consideram – se  a  si  proprios  como  assalariados  do  E stado  e  temem  indubitavelmente  seus  controles   no  entanto  seu  espirito  de  iniciativa  e  sua propensão de autonomia  esta totalmente no trabalho.

As proprias cooperatives adotaram uma estrutura burocratica num sistema no qual a burocracia se transformou num aspecto fundamental.  Actualmente  e  reconhecido que  a burocracia  e a  preguica  sao  os  dois  fenomenos que  influenciam com mais  forca o nivel  geral da producao estatal .

Nao obstante  este  sistema  baseado  na  propriedade  publica  e  na  abolição  da  propriedade privada  esta devolvendo em   numerosos  paises  a  terra aos camponeses em  parcelas para  permitir – lhes que realizem investimentos privados .

Com  efeito  considera – se  que  o  trabalhador  produz  mais  quando trabalha para si  proprio  do  que  quando  trabalha  para  o  Estado  e  sua  pequena  parcela  de  terra  tem  um  rendimento  melhor  do  que  a  granja  colectiva  na qual  trabalha  esta  mesma  pessoa.

Tambem  nas  fabricas a  direcção  depende  do  partido  mesmo  se  estiver constituida por um  grupo  de  trabalhadores ja  na  realidade  e  distribuida  aos  trabalhadores uma  lista  para  que  eles  elejam  os  membros  directores  entre  os  que  ali  figuram .

 E deste modo  que  o  partido consegue  controlar  todas  as  actividades  do  Estado .

Os  salarios  correspondem  estrictamente  ao  minimo  necessario  para  garantir  a  sobrevivencia  dos  traba lhadores  o  que  significa que ninguem  pode  ficar  sem  fazer nada . Não  ha  ricos  nem  tão  pouco  desocupados .  As pessoas  não  tem  outra  esperança  fora  a  de  ter  a deter que alimentar – se  beber  e  vestir – se   E  o governo  que  proove  tudo  isto  bem  como  a  morada  a  electricidade  e  agua ao nivel minimo possivel em troca de uma parte que e deduzida do salario de cada individuo .

O E stado  isto e o partido  dominante  possui todas as  necessidades  e  ninguem  pode  ser  proprietario  de  suas  necessidades .  E por  isso  que  a  burocracia  e a  preguica  surgem  e  se  estendem  ( ampliadamente ) . Num sistema  desse tipo a  economia  esta  em  estado  de  falencia  e  não  ha  super – produção  .

A Revolução  e  a  luta  pelo  poder :

Todo movimento  politico  tem  como  objectivo  a  substituicao  do  regime  que  esta  no  poder por  outro  que   nãao  e  o  do   povo.  Isto quer  dizer   que  e   necessario  derrubar  um  instrumento  para  substitui – lo por  outro  semelhante .  O unico  objectivo  de  uma  conspiração  politica  e  a  tomada   do poder .

Asubstituição  de um  governo por  outro  mesmo  se  este  ultimo  e  revolucionario  ou  progressista  não  e  se  não  um  golpe  de  estado  tradicional  que  ocorre  frequentemente nas  lutas  entre  entre  os  diferrntes instrumentos  de  poder  em  que  cada  um  deles  quer  governar  a  sociedade  e  utiliza -  la  no  interesse  de  sua  propria classe .

Arevolução  nao  deve  ser  uma  conspiração  politica  nem  um  golpe  de  estado militar  que  instaure  um instrumento  ditatorial  no  lugar  do  instrumento  que  e  derrubado . 

Arevolução  e  um  processo  de  mudanca  radical  da  estrutura  politica  economica  e  social  da  sociedade  humana . Ela  deve  destruir  uma  sociedade  corrompida  para  reconstruir  uma  sociedade  nova  e  husta . 

Arevolução  francessa  de  1789  ocupa  um  lugar  privilegiado  na  Historia  porque  destruiu  os  fundamentos  do sistema  monarquico  feudal  em  todo  o  pais  o  que  não tinha  ocorrido  com  outras  mudancas  politicas  anteriores  ( golpes  de  estado, rebeliões, revoltas ) .  Estabeleceu  então  sobre  as  ruinas  do  antigo  regime  o  sistema  burguês  contemporaneo  com seus  valores  conceitos  e  relações  sociais  conhecidas  enquanto  desapareciam  os  valores  e  conceitos  e  relações  sociais  da  sociedade  monarquica  feudal.

Desde  o  comeco  da  Revolução francesa  o  conjunto  das  massas  popullares se  rebelaram  sem  concertação  previa . Apoderaram – se  dos  palacios  dos  principes  e  dos  feudalistas  e  tomaram  possessão  de  seus  bens .

Tomaram  tambem  as  prisões. Criaram – se  comitês  populares  por  todas  as  partes  no  pais a fim  de  dirigir  e  organizar  o  movimento  revolucionario  .

Apesar  da  queda  da  Revolução  francesa   que  foi   de  curta   duração  e   o  reaparecimento  da  propriedade  feudal  e  dos  instrumentos  de  poder  ditatorial  que  novamente  dominaram  o  povo  a  era  das  republicas  tinha  chegado  e  criava -  se  uma  nova  estrutura  da  humanidade .  E  so  por  isto  que  a Revolução  francesa  merece a  importancia  especial  que  historiadores  e  sociologos   lhe  concedem  .  

Quando  a   ala esquerda  da  um  partido  toma  o  poder  das  mãos  da  ala  direita  do  mesmo  partido  ou  o contrario  quando  um  partido  destitui  outro  para  tomar  o  poder   ou  quando  um  militar  derruba  outro  militar   de  condição  diferente  isto  não  tem   nenhuma  importancia  e   vai inclusive  conceito  basico  de  revolução.

 Todos  estes  acontecimentos  e  estas   agitações  politicas  e  militares  denominam – se  golpes   de  estado  ja  que  são  lutas  limitadas  para  tomar  o  poder  organizadas  pelos  instrumentos  tradicionais  de  dominação  mesmo  se  as  vezes provem  de  movimentos  revolucionarios  e  progressistas  e  são  dirigidos  contra  reaccionarios  ou  ditadores .  Com  efeito  e  indubitavel  que  o  novo  sistema  politico  seja  melhor  que  o  anterior  porque  a  eliminação  de  um  reaccionario  com  o  objectivo  de  assumir  o  de assumir  o  poder  no  seu  lugar  nao  constitui  nada  mais  que  um  golpe  de  estado  contra  o  regime  vigente  o  que  e algo  ordinario  e  nao  tem  nada  em   comum  com  uma  revolução .

A revolução  trava- se  contra  situações  corrompidas  quando  as  leis  são  mas e as  relações  sociais  injustas .

Ela  não  deve  falhar  nem  fazer  a sociedade  recuar. Deve  muito  pelo  contrario  ser  um  grande  passo  adiante  na  historia  desta  sociedade  e  constituir  um  progresso  social .  Deve  por  termo  aos  falsos  regulamentos  e  as relações  sociais  injustas  ao  mesmo  tempo que constroi  uma  sociedade  progressista  justa  para  o  beneficio  de  todos  os  individuos  uma  sociedade  na  qual  a  exploração  a  opressão  e  o  sub- desenvolvimento  estejam  eliminados.

 Alei  e  a  luta  pelo  poder :

As  leis  decretadas  em  situacões  de  injustica  visam  a  dar  a  estas  situações  uma  forma  legal  que  as  tornem  aceitaveis .

A relç&