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O mundo não altero
As duas sociedades tipo actuais, a sociedade capitalista e a
sociedade marxista, reúnem diversos dados que são a maior
parte do tempo, determinados no fundo assim como a forma,
pelos mesmos elementos. Como aquilo verifica-se até agora
podemos tirar a conclusão seguinte::
O
mundo conhece perturbações mas reside inalterado "
" O conjunto destes dados políticos, económicos e sociais
constitui a estrutura mesmo da sociedade. Em primeiro lugar
caracterizaram a sociedade capitalista que era então o
primeiro e o único exemplar ao qual veio seguidamente de
acrescentar-se o da sociedade marxista. Para estudar a
evolução da sociedade marxista devemos inclinar-se em
primeiro lugar sobre a sua estrutura e interrogar-nos se
esta é a mesma que a da sociedade capitalista, se os dados
que contêm a primeira sociedade existem igualmente no
segundo. Se estes dados desaparecerem e forem substituídos
por notícias, isso significa que a sociedade alterou. Em
contrapartida, se constatamos a existência dos mesmos dados
na segunda sociedade, aquilo quer dizer que os elementos
constitutivos da sociedade capitalista (primeiro modelo) são
igualmente os da sociedade marxista (segundo modelo) mesmo
se apresentam-se sob um aspecto diferente. É por conseguinte
que nenhuma mudança não se produziu.
Em frente da estrutura política, económica e social básica
do Primeiro modelo, estrutura que forma um todo do qual os
elementos são inseparáveis, marxisme propunha-se provocar
real uma perturbação económica. Ora, se examinamos o Segundo
modelo nós constatamos que a sua estrutura económica não é
outra que o prolongamento da estrutura económica do Primeiro
modelo. Por conseguinte, todo residiu inalterado na medida
em que a Primeira estrutura não desapareceu. O mesmo sobre
1) A natureza da actividade económica
2) os relatórios de produção
3) a organização económica
Quem controla as forças económicas em uma ou o outro das
duas sociedades? Qual é o seu papel? Quais são os seus
direitos? Porque como cada um sabe, a economia não se
administra de própria, deve ser organizado e dirigida. Por
conseguinte, qual é a diferença entre as duas sociedades
tipo que estudamos, a sociedade capitalista e a sociedade
marxista, em matéria de organização económica? desapareceu
em uma do dois? Alterou-se ou residiu inalterado?
A
quem retorna a produção? quem são os consumidores? Quem
detem o poder de decisão neste domínio? Entre os diferentes
dados da actividade económica, tomam por exemplo o caso da
terra. A quem pertence? Como é explorada e por que? Onde vai
o produto da sua exploração? Com o advento da sociedade
marxista que procurava substituir-se à sociedade
capitalista, os problemas que se punham neste último, foram
resolvidos, ou apresentam-se sob aspectos diferentes? A fim
de responder à estas perguntas, analisamos a estrutura
económica, política e social da nova sociedade (segundo
modelo). Ora, após ter-o comparado com a antiga sociedade
(primeiro modelo), revelou-se que era o reflexo da estrutura
social de este último. Capitalismo e marxisme são realmente
as duas faces de uma mesma moeda. Assim é-nos suficiente
observar o capitalismo e permutar os elementos que estão a
nossa possessão para obter marxisme. _ ser igualmente desta
maneira que um dever proceder se um querer estabelecer um
comparação entre dois tipo sociedade:
Em verdade marxisme e capitalismo são outras apenas as duas
faces de uma mesma moeda. Tal é hoje a situação: o mundo
cobre dois aspectos, capitalismo e marxista, mas reside
inalterado. A actividade económica é absolutamente idêntica
nos dois tipos de sociedades; reencontra-se as mesmas forças
de produção no sistema capitalista e o sistema marxista:
proprietários e trabalhadores existem também na sociedade
marxista à esta diferença perto, e trata-se de uma diferença
de forma, que há apenas só um proprietário e não vários como
na sociedade capitalista. Quanto ao fundo, continua a ser o
mesmo; os assalariados permanecem sempre assalariados
independentemente do tipo de sociedade. Realmente, a classe
operária passou do capitalismo marxisme sem estar a registar
nenhuma mudança.
A
única modificação sensível leva sobre a pergunta do
patronato: aos proprietários capitalistas e exploiteurs do
Primeiro modelo, varridos pela Revolução do Proletariado,
substituiu-se um novo proprietário, o estado marxista. O que
significa que a classe capitalista foi suprimida para ser
substituída pelo Estado capitalista ou o sistema do
Capitalismo de Estado instaurado pelo modelo marxista. O
mesmo No modelo capitalistas, onde triunfa o sector privado,
são os que possuem sociedades e empresas - os que exploram -
que dirigem e não os seus trabalhadores. No modelo marxista,
os trabalhadores são dirigidos igualmente mas esta vez- pelo
seu próprio governo que é também o seu proprietário. O que
significa que nos dois casos, as forças laboriosas não têm
as encomendas mas que são subordinadas quer a um
proprietário capitalista que explora-o, como o proprietário
de uma sociedade ou uma fábrica (primeiro modelo), quer a um
novo proprietário, o Estado marxista (segundo modelo). O
fruto do trabalho fornecido pelas forças laboriosas retorna
o proprietário, à indivíduo ou sociedade, no primeiro modelo
e ao novo proprietário nomeadamente saber: O Estado
marxista, no segundo. Os trabalhadores registaram uma
mudança, no que diz respeito à distribuição da produção? Em
verdade, são sempre privados do fruto do seu labor, quer em
prol da classe capitalista, quer em prol o Estado
capitalista. Com efeito, o produto do seu trabalho é
reinvestido quer pelos proprietários capitalistas,
proprietários de sociedades ou de fábricas, no primeiro
modelo; quer pelo Estado capitalista. À esta diferença perto
que no modelo marxista, o fruto do trabalho não é
reinvestido nos projectos privados de um particular que
procuraria assim servir os seus próprios interesses, mas
pelo Governo e sob as suas directivas. Se pode-se admitir
que marxisme contribuiu para o certo nivelamento, este é
distante ser radical
No sistema capitalista, a terra pertence à propriedades
fundiários que empregam assalariados assim como a fábrica
pertence aos capitalistas sob o monopólio que trabalham
assalariados. No sistema marxista, em contrapartida, a terra
pertence ao Estado, que trata-se kolkhozes ou as
cooperativas agrícolas. Mesmo se a propriedade privada
subsiste ainda neste sector, não é menos em via de
desaparecimento e os que cultivam a terra são os
trabalhadores do governo. O comércio, no modelo capitalista,
é inteiramente privado e o objectivo de qualquer comerciante
é realizar benefícios às expensas do consumidor. No modelo
marxista, o comerciante privado foi abulido para fazer face
ao comércio de Estado: aos comerciantes capitalistas
substituiu-se o governo marxista e são funcionários que,
interessados aos benefícios, asseguraram a gestão destes
comércios. Qual elemento novo, a Revolução marxista trouxe?
Alterou os assalariados empregados por um proprietário do
sector privado em assalariados do Estado, recusando admitir
que tratava-se de uma injustiça e um engano; após ter
conhecido a hegemonia e a exploração dos capitalistas, os
assalariados tiveram com efeito a apresentar-se ao Estado. A
produção retorna à sociedade (o Estado marxista) e não é
mais o monopólio de proprietários fundiários ou dos
capitalistas, os assalariados tiveram com efeito a
apresentar-se ao Estado. A produção retorna à sociedade (o
Estado marxista) e não é mais o monopólio de proprietários
fundiários ou dos capitalistas. A terra pertence doravante
ao Estado e também não proprietários fundiários.
Como acabamos de constatá-lo, mesmo se o sistema for
abalado, succombé para tanto. Quais consequências podem
tirar para os trabalhadores? A situação residiu inalterada
no que lhes diz respeito. Continuam a trabalhar um grande
número de horas de as quais uma parte importante é retirada,
pouco importa que é o beneficiário e como é reinvestida. O
trabalhador continua um assalariado que é longe perceber o
equivalente do número de horas de trabalho realmente
efectuadas. _ mais, não ser sempre não som limpo mestre. No
modelo marxista, o povo não pode dispôr livremente da terra.
Está entre as mãos do governo que resolve os problemas que
unem como entende-o. Assim pode seja abulir a propriedade
agrícola privada e substituir-o por cooperativas agrícolas,
kolkhozes ou Sovkhozes, seja conservar-o. Todos os meios de
produção estão entre as mãos do Estado capitalista e também
não a classe capitalista; por outras palavras, qualquer era
realizado pela classe capitalista no primeiro modelo agora é
realizado pelo Estado marxista. Do mesmo modo, podem afirmar
que o Estado marxista é dedicado ao mesmo destino que a
classe capitalista... Porque? Porque o Estado marxista
retomou as obrigações e comportamentos da classe capitalista
sob todos os aspectos. O Estado marxista é o herdeiro da
classe capitalista cujas características reproduz
absolutamente todas as; também, acontecimentos como os da
Polónia, a Checoslováquia ou certas regiões em União
Soviética produziram-se. O Estado capitalista, no modelo
marxista, começa a fazer face mesma oposição à popular à
qual já tem-se defrontado a classe capitalista com a
revolução da classe operária, denteamento essencial da
produção. Os relatórios que existem entre as diferentes
forças de produção nos dois modelos não continuam sãos.
Estamos na presença de um conglomerado que reune forças de
produção à elementos totalmente improdutivos como os
proprietários ou o Estado-proprietário. A força principal de
produção não continua soberana de própria. Não alterou nada
entre os dois modelos. No entanto os artesões de esta
perturbação marxista não consideram que fizeram apenas de
reproduzir o capitalismo sob outra forma. Distante deles
igualmente o pensamento que realizaram, pelo seu
levantamento, um passo de trás. Consideram, bem pelo
contrário, ter realizado um progresso considerável levando
golpes definitivos às forças de exploração, em prol do
Estado socialista, suprimindo o interesse pessoal e o
egoísmo gerados pela actividade económica capitalista ou
estabelecendo um programa educativo que condena o interesse
pessoal e contribui para destruir os germes de egoísmo e o
gosto do lucro que animam o ser humano. Fazendo, eram
convencidos que a sua empresa é coroada de sucessos e que o
interesse de Estado substituir-se-ia ao interesse pessoal
dos indivíduos.
Mas os indivíduos não abandonam tão facilmente os seus
interesses pessoais. Também é necessário empregar-se a
combater estes instintos naturais ancorados no homem e a
extirpar as raizes do seu património cultural, como
preconizam-no os Chineses, fazendo-lhe abandonar
integralmente a educação que recebeu e a mentalidade que se
forjou nele para que esteja pronto para acolher esta
situação nova criada pelo Estado marxista. Os marxistas
consideram com efeito, que arrancando todas as raizes
procedentes da sociedade capitalista, o homem poderá
adaptar-se mais facilmente ao modelo marxista. Assim,
qualquer homem que será unido à propriedade privada e
querido satisfazer os seus próprios interesses,
defrontar-se-á inevitavelmente com Estado que, se emprega a
servir os deles.
É suficiente então tirar-lhe todos os desejo e aspirações
para fazer um verdadeiro robô. Não tem mais seguidamente que
a apoiar-se sobre um botão de modo que os robôs ponham-se a
produzir e entasser à lugar precisa que lhes foi atribuída,
similares à umas formigas. Um robô não come, não bebe, não
gosta, não sonha; não exprime desejo nem aspira a
descansar-se; não realiza desempenhos, nem distingue-se dos
outro. O recurso à esta solução extrema, desde a sua
aplicação, causou muito de graves dificuldades cujo só uso
constante da violência pôde vir à extremidade. O que prova
que a solução marxista é viável apenas se uma mão de ferro
abate-se sobre a sociedade muito inteira. Porque é
suficiente do mais mínimo abrandamento de este aperto de
modo que os homens tendam de novo a satisfazer os seus
interesses pessoais. Por conseguinte, a orientação adoptada
pela sociedade marxista implica a instauração de um Estado
forte que concentra entre as suas mãos o poder, a riqueza e
as armas para melhor forçar toda a sociedade a abandonar os
seus interesses pessoais e obrar ao advento do comunismo.
Este estado de facto conduziu à instaurado de um aparelho de
governo único, o Partido comunista, que aperta o seu torno
sobre a sociedade para melhor guiar-o para este novo
objectivo,: o comunismo. A liberdade política constitui por
conseguinte mais maior perigo para a sociedade marxista
porque procura às massas a força necessária para tomar as
rédeas e inverter o governo marxista. Também partidos
comunistas potentes foram criados para melhor dominar a
sociedade muito inteira.
Qualquer tentativa de rivalizar com o Partido comunista
então foi considerada, em qualquer estado marxista, como
obra de reaccionarios e empregados imperialismo. Por
maioria de razão, qualquer revolta contra este estado de
facto por um Estado marxista foi violentamente restringida
porque aquilo retornava deixar uma porta aberta impérialisme
que aproveitaria para fazer peça às forças progressistas.
A
Jugoslávia, por exemplo, renunciou à esta solução extrema. O
mesmo Os acontecimentos da Polónia, quanto a eles,
constituem uma verdadeira espada Damoclès para o sistema
marxista: declarando-se independentes e recusando reconhecer
a hegemonia do Partido comunista polaco, os sindicatos
operários encurralam Marxisme como um todo. Sem estar a
falar das consequências que estes acontecimentos poderiam
ter na Roménia e na a Hungria, até mesmo em União Soviética.
É assim que o estado, (o Governo) substitui-se à classe
capitalista para controlar a economia muito inteira e
colocar a actividade económica ao serviço dos seus
interesses. A tarefa do governo, num sistema capitalista,
consiste a preservar e salvaguardar o capitalismo. É por
isso que, não pode admitir o advento de uma sociedade
marxista que seja na América ou na a Grã-Bretanha. O
Governo, num sistema capitalista é o fiador do poder
político e económico deste sistema; pode por conseguinte ser
neutro em relação à qualquer sistema que se propõe erigir-se
sobre as suas ruínas.
Também une-se a preservar a estrutura política, económica e
social da sociedade capitalista a fim de salvaguardar os
seus interesses económicos e garantir réinvestissement do
produto da actividade económica em proveito do capitalismo.
Tal é igualmente o papel atribuído ao Governo marxista; a
sua tarefa consiste a impedir a instauração de qualquer
sistema que poderia substituir-se ao marxista, combater
todas as de forças que lhe são hostis, sem estar a esquecer
a sua contribuição fundar um capitalismo de Estado do qual
deve assegurar a protecção. onde necessidade forjar um
instrumento política como partido comunista que impor seu
ditadura sobre juntos sociedade. Nenhum dos dois sistemas
não se incomoda de democracia. A sua única preocupação,
ambos os, consiste na salvaguarda dos intérets económicos da
categoria dominante,: a classe capitalista na sociedade
capitalista e o governo capitalista na sociedade marxista.
Se estabelecer-se uma comparação entre os dois sistemas,
constata-se que são absolutamente idênticos, à algumas
excepções perto, quanto à sua organização política, ela é os
mesmos: parte e outro um povo e um governo, por toda a
parte um polícia e um exército ou outro administração
governamental. Enquanto que no primeiro modelo Se desse-nos
-se escolher entre estes modelos, e à condições que lá não
tenha nenhuma outro, nulo duvidar único nós optarem por o
modelo marxista na medida em que serve os interesses todo do
Estado graças aos sacrifícios consideráveis realizados pelo
conjunto da sociedade. O emprego: A fim de estabelecer uma
comparação, em matéria de emprego, entre os dois modelos
objecto do nosso estudo, vamos em primeiro lugar começar por
observar pelas curvas relativas à situação do emprego nos
dois casos. Na sociedade capitalista, a curva que reproduz a
situação do emprego é uma linha irregular, indo de zero ao
infinita. Os pontos situados em redor de zero ao infinito.
Os pontos situados em redor de zero correspondem ao
desempregados que vê-se invadir as ruas das cidades
capitalistas para manifestar contra um sistema injusto que
privou-o do seu direito de trabalho ao qual podem pretender
assim como outros. A crueldade desta injustiça nós aparecerá
claramente com o exemplo seguinte: tomam um capitalista
proprietário de um edifício de trinta apartamentos e trinta
famílias sans-abri coexistente uma mesma sociedade. Não é
roubando a parte de riqueza nacional que retornava à estes
que o proprietário pôde tornar-se um privilegiado e pôr
todas as possibilidades seu cotado? O mesmo Tomem outro
exemplo: suponham que um campo de dez hectares deva
compartilhar-se entre dez agricultores, à razão de um
hectare para cada um deles. Se um deles apreende-se dos dez
hectares, nove os outros serão privada dos seus direitos bem
como uma fonte de riqueza. À escala de uma nação, aquilo
retorna fazer terra a propriedade de um punhado de pessoas
que terão ao seu serviço o restante da população agrícola.
Tal é igualmente o caso de os que têm entre as suas mãos o
monopólio do emprego, estes proprietários que, após ter
arrancado as suas empresas aos trabalhadores, privam estes
do seu direito ao trabalho sabendo que estes serão pés e
punhos vinculados sob a influência da miséria e a
necessidade.
É assim que criam-se duas classes, uma classe de
capitalistas e uma classe de dominados. No sistema
capitalista, a curva do emprego apresenta-se
aproximadamente, sob a forma seguinte: No Segundo modelo em
contrapartida, a sociedade marxista, a situação do emprego
pode ser representada por uma linha direita obtida estirando
horizontalmente a curva acima. Neste sistema cada um tem,
com efeito, as mesmas possibilidades perante o emprego.
Esta direita pode tomar por valor, zero ou qualquer outro
valor, não reside menos uma direita, o que significa a
igualdade de oportunidades para todos os trabalhadores em
matéria de emprego. Contudo, de modo que cada um possa
encontrar trabalho, o nível de vida deve ser mantido tem um
nível muito baixo. Tal é a perturbação que se operou com o
advento marxisme: este tem não somente, assegurado a
igualdade de oportunidades perante o emprego mas atribuiu
mais o mesmo valor ao trabalho manual que ao trabalho
intelectual. Neste sistema, nada distingue o médico do
engenheiro ou o simples trabalhador. Outro exemplo: Supõem
que tenhamos cem dinares a compartilhar entre dez pessoas.
Se damos dez cada uma, a nossa divisão será justa. Como esta
mesma divisão operar-se-á na sociedade capitalista? Não faz
nenhuma dúvida que será injusto: um do dez monopolizará
cinquenta dinares, um segundo vinte dinares e os três outros
trinta dinares restantes. Cinco entre eles não terão nada.
Porque? Porque outros terão tomado a sua parte. Em vez ter
cada um dez dinares, um tomou cinquenta e o outro vinte.
É
o que se passa em matéria de divisão das riquezas ou
distribuição do emprego na sociedade capitalista. Os que
detêm riquezas consideráveis e que tiram todas as cordões em
matéria de emprego, fazem-no às expensas da imensa maioria
que assim é privada de todos os direitos. Dado que contam
entre eles um trabalhador rico, tendo-o do capitalismo
proclamam-no aos grandes sons de trombeta e passam sob
silêncio o facto de para acumular tal fortuna tem dddu
inevitavelmente apreender-se por parte de outros indivíduos
que foram reduzidos à pobreza pela sua falta.
Os marxistas, quanto a eles, gritam ao milagre porque
tiveram êxito a suprimir o desemprego e a fornecer um
emprego todos os que está em condições de trabalhar. Mas que
não dizem, é que não chegaram a assegurar o bem-estar dos
trabalhadores nem a satisfação das suas necessidades.
Satisfizeram-se de dar trabalho à cada um e para o efeito,
de tomar, em proveito do Estado marxista, uma parte da
produção de cada trabalhador.
É assim que trouxeram o nível de vida dos mais necessitados
no mínimo e forçaram-o de continuar a trabalhar. O objectivo
dos marxistas actualmente, não é garantir a abundância mas
atravessar a etapa que conduzir-o-á ao comunismo. Para
atingir este objectivo, os Marxistas lésinent sobre os meios
e a produzi-lo todos recusam-se, à usurpação da propriedade,
a destruição de todas as tendências naturais e uma
existência reduzida estrito ao mínimo, passando pela
negociação de qualquer desejo de luxo.
Sê-lo sacrificado todo deve de modo que triunfe o Estado
comunista. Porque? Para que traduza-se nos factos este
slogan marxista: de cada um de acordo com os seus esforços à
cada um de acordo com o seu trabalho.
Mas quando aquilo chegará? Quando a produção atingir tal
nível, quando acumul-se-ar a ponto de será permitido
conhecê-lo à todos o Paraíso sobre terra. A produção
acumula-se verdadeiramente? Até agora, a produção não foi
acumulada, mas pelo contrário, consumir. Desde dezenas de
anos que marxisme é aplicado, nenhum Estado teve êxito a
constituir existências à vista da sociedade comunista. É por
isso que uma mudança operou-se na ideologia marxista.
Não deixava de ser possível limitar-se a satisfazer as
necessidades de primeira necessidade. Era necessário ir além
tanto ele é verdadeiro que pessoas que produzem desde
dezenas de anos, pessoas que consentiram dos sacrifícios
consideráveis abandonando uma parte importante da sua
produção de modo que triunfasse um dia o comunismo, dos
seres que foram privados de todas as liberdades pelo Partido
comunista, não podiam mais satisfazer-se de um nível de vida
também baixo. Esta nova orientação fez da revolução chinesa
um alvo de escolhas. Na sequência que Mao desencadeou o que
foi chamado. Todos os Estados marxistas então foram
obrigados de adoptar o princípio dos estimulantes.
Puseram-se a estudar o funcionamento das empresas
capitalistas nos Estados Unidos e na Europa ocidental, que
esforça-se de transpô-lo e de aplicar-o nas suas próprias
fábricas.
Se ganham a sua aposta, a última esperança que podia-se
fundar sobre marxisme desaparecerá-se nunca. Não terá sido
nada de outro que um simples levantamento num Estado
capitalista que se traduzisse na instalação ao poder de um
partido único e potente, o Partido comunista. Este partido
que se tivesse atribuído a tarefa de abulir a propriedade
privada, fez dos trabalhadores dos assalariados ao serviço
de um governo que tem ele mesmo cria de qualquer peça. É
este governo que encarregou repartir a produção e tomar a
parte a entesourar. Ora, a parte da produção que chega a
tomar é absorvida inteiramente nas despesas do Estado e o
orçamento, sem cessação que cresce, da defesa sensata
permitir à todos os Estados fazer face ao seu inimigo
sempre: o capitalismo Os marxistas encontravam-se assim
encurralados verdadeira numa impasse: o comunismo e (os seu
nobres) ideais não poderiam triunfar enquanto o sistema
capitalista não for abulido integralmente.
Era necessário tornar-se incontestavelmente. É que fizeram
os partidários desta nova tendência que então começou a
manifestar-se. Sê-lo posto todo devia em outros regimes
marxistas, (no duplo plano teórico e prático) para terminar
nunca com o sistema capitalista e impérialisme no mundo.
Então assistiu-se ao desenvolvimento de uma nova tese
segundo a qual, enquanto a metade do planeta viver sob a
hegemonia das forças impérialistes, a outra metade não
acederá nunca ao comunismo, forçado que será participar
nesta luta de influência interminável - da qual o desafio é
a dominação do planeta muito inteiro - que afastar-o-á mais
sempre do seu objectivo.
Estas teorias ocuparam a dianteira da cena até à época de
Khroutchev e Uniões Soviéticas, bem como as vivas Mao e
Couve C$- Lai na China.
Considerava-se com efeito, à este momento, que a guerra
entre o capitalismo e marxisme era inegável e que podia
tomar as dimensões de uma guerra atómica. Também prepara-se
activamente ao desencadeamento das hostilidades como a um
facto inevitável, de modo que qualquer Estado que não se
equipava à vista de esta guerra, imediatamente seja acusado
traître à causa marxisme-léninisme. É nos anos oitenta que
os Chineses foram os primeiros a inscrever-se falsos contra
tais teses demonstrando que eram absolutamente erradas e que
o mundo tinha o direito de viver na harmonia. Khroutchev era
dos pareceres que a União sioviétique devia necessariamente
tornar-se um Estado potente para poder fazer face outra à
superpotência que era os Estados Unidos. Considerava além
disso que o seu país, que tivesse tomado um atraso
considerável, devia tomar exemplo sobre os Estados Unidos,
abrir-lhes as suas portas e tratar com eles. _ abertura que
ter conhecer então união soviético ser tornar como marxista
não ter não demorar gritar déviationnisme e de proceder
éviction Khroutchev. A política, baseada na coexistência
pacífica, que tivesse levado a efeito não cessou para tanto
ser aplicado ainda que os líderes continuavam a alegar
oficialmente os mesmos argumentos que tivessem levado a
fazer dispara?ître Kroutchev da cena política. Com efeito,
os acordos SALT 1 e SALT 2, as numerosas reuniões de
Helsínquia, o diálogo que se instaurou entre as duas
superpotências para pôr um termo à proliferação das armas
nucleares e limitar a corrida aos armamentos, sem estar a
esquecer todos os encontros que contribuíram para a
instauração do abrandamento seguidamente do acordo no mundo,
qualquer somente o prolongamento da política de coexistência
pacífica que faz saltar sobre a sua sede o marxista
tradicional, e que contudo, se impõe de própria aos líderes
marxistas.
Todas as teorias anteriores encontravam-se assim varridas
como palha de palha e não eram mais boas que pôr ao rebus.
Marxisme com efeito, sempre não tinha ganho o seu desafio: o
sistema capitalista que, de acordo com eles, devia
desaparecer, continuava lá. Obrigados de prosseguir a sua
luta contra o capitalismo e de exigir uma contribuição
sempre mais grande da classe operária para poder realizar os
programas que fixaram-se, os marxistas viram derreter a sua
esperança de aceder um dia ao comunismo, qualquer o que
teria?ddu ser-lhe consagrados absorvidos na edificação de um
Estado moderno bastante potente para fazer face ao Estado
capitalista.
A LUTA
PELO PODER
UMA LUTA PERMANENTE
O LIVRO Verde apresenta teses completamente novas e
extremamente importantes . estas teses podem transformar
radicalmente a sociedade humana e criar uma nova sociedade ,
justa e progressista. Isto acontecer quando a sociedade
actual , baseada na injustica e na exploracao , sera
destruida.
Estas novas teses cienntificas por ao termo a exploração
do homem . de tod das as opressões sejam elas
politicas , economicas ou militares. Elas partirão as
correntes das velhas relações reaccionarias. Que se
apoiam em leis que o homem possa explorar o homem
e que o homem trabalhe em beneficio de um
explorador egoista e improdutivo.
Se queremos dar uma breve ideia da sociedade actual
que o livro verde deseja substituir por uma solução
cientifica integral e necessario observamos antes de
mas nada podera se realizar com o acordo e a
satisfação de todas as estruturas tradicionais da
sociedade na qual são numerosas as divisões.
Esta transformaçao se dar em função da forca de
coesão da estrutura tradicional da sociedade e
em função da forca de coesão da estrutura
tradicional da sociedade e em função das classes e
dos grupos que beneficiam da actual situação.
Os sistemas politicos nos quais a sociedade se
divide em minoria dominante e maioria dominante
respondem ao esquema principal de relacões e
obedecem a lei do mais forte a que se aplica neste
caso pelo molde tradicional existente do instrumento
de poder politico ( um partido : uma coligação de
partidos : um conselho de governo : uma : comunidade ou
uma classe uma tribo , uma familia um individuo).
Q
ualquer que seja o instrumento sua posição
dominante permite-lhe dividir economicamente a
sociedade em duas partes : a minoria exploradora a
que exercita sua dominação sobre a maioria sobrecar-
regada oprimida e explorada pelas correntes da
escravidao.
Cada classe efectua o trabalho que lhe compete
fazer . E por isto que a classe dos donos ocupa
postos e actividades não produtivas como
intermediarios contratantes comerciantes e outras
funções de indole capitalista caracterizadas pela
exploração e geradas automaticamente pela sociedade
de exploração que tolera esta exploração do homem e
o roubo de seu trabalho em beneficio de uma
minoria .
O destino dos escravos consiste em realizar as
tarefas mais arduas em beneficio de um salario que
so lhes permit subsistir.
Esta repartição dualista aplica- se em todos os
aspectos e actividades da sociedade ja que aqueles
que detem o poder politico monopolizam as forcas
armadas da sociedade com o objectivo de garantirem
sua hegemonia. Sabem que assim seus interesses estarão
melhor portegidos .
Governantes e governados empregadores e empregados
oferecem desta forma a verdadeira imagem da
dominação dos governantes e dos patrões bem como de
sue dominio sobre a sociedade actual de que abusam
em prejuizo do povo.
Dado que dispoem de todos os instrumentos de poder
da sociedade ( autoridade riquezas e armas ) podem
inclusive mobilizar o conjunto da sociedade em
beneficio de seus interesses que podem assim defender
melhor .A exploração dos trabalhadores e dos
camponeses esta ligada a exploração dos soldados.
Estes estão obrigados a apoiar este sistema de
exploração e a defender os privilegios da classe que
dirige o exercito isto é a classe que detem o poder e
a riqueza da sociedade.
Na sociedade de exploração as armas bem como o poder e
as armas bem como o poder e as riquezas são objecto
de monopolio a favor dos mais fortes isto é os
governantes e os proprie- tarios.
Na sociedade de exploração algumas pessoas se dao
conta da injustica e da exploração de que sofrem para
proveito de outros : sabem que sao pralavras de seus
direitos ao poder as riquezas e as armes. E isto que
provocara uma rebelião permanente e uma revolução que
não acabara a não ser quando tiverem obtido a
liberdade e conseguido partir as correntes que quebran
tando suas vontades e privando- as de seus direitos.
Avitoria final e inelutàvel e se realizara em
beneficio das massas populares depois de violentos
conflitos que so se acabarao com o triunfo da
democracia popular do socialismo novo e a tomada do
poder pelo povo.
A
luta pelo poder levara inevitavelmente a uma sociedade
como a da jamahiriya. A luta não cessara enquanto o
poder for monopolizado por uma familia ou um individuo
emquanto as outras classes ou camadas sociais de seus
direitos as podem
As massas que veem abusar seu direito ao poder se
moverão de geração para conflitos que constituem a
reacção natural para com as condições actuais
provocadas pela monopolização do poder por um unico
instrumento da autoridade.
E
isto que dar a lugar a rebelião dos outros
instrumentos, separados do poder. Com efeito a partir
do momento em que um partido toma o poder os
demais partidos que aspiram ao poder so tem um
meio para chegar a ele : opor- se ao partido no
poder . complotam contra ele e buscam sua queda por
todos os meios . Actuam como as outras camadas
sociais e os outros individuos que estimam que não
ha nenhuma razão para que outros os governem
separando- os do poder e obrigando- os do poder e
a desempenharem permanentemente o pepel de governados.
O
proprio facto que um unico individuo ou grupo
monopolize a autoridade justifica a luta dos outros
grupos ou individuos no sentido de retomar o poder e
assumir a autoridade .
Vemos portanto que esta luta sera forcasamente longa
e que o mundo não se estabilizara enquanto as
massas não estiverem no poder. Estas massas devem
consentir todos os dias sacrificios enormos no
caminho de sua libertação total para com os
instrumentos do poder ditactorial.
. E isto que os acontecimentos habituais do mundo
contemporaneo nos demonstram todos os dias .
Até os instrumentos politicos reformistas que param a
meio caminho serão incapazes de impedir a destruição
mediante parciais : com efeito as massas populares
desejam estabelecer seu poder do povo inteiro
pondo termo assim definitivamente a luta pelo poder.
Não e esta ainda a situação da humanidade. O poder continua
monopolizado por um unico individuo ou um grupo isto é um
rie ou um bando. Nos casos em que o poder e exercido por um
comité politico ou por um conselho parlamentar um burau
politico ou um gabinete trata-se sempre da monopolização
por um partido que alguns qualificam partido do povo
ou partido do progresso... ou partido dos proletarios
ou ainda partido democratico . E os instumentos do
poder continuam passando das mãos da direita para
as mãos da centro e da dieita para as mão da
esquerda logo depois para as mãos de uma coligação
do centro e da direita etc .....
No entanto apesar das diversas qualificações e
coligações a luta pelo poder continuara destruindo
ao mesmo tempo os melhores e os piores
instrumentos do poder : sem excepção até a vitoria
final do povo ( depois de muitas batalhas duras) e
o estabelecimento de jamahiriyas que constituem na
verdade um regime de poder de todo o povo.
A marcha para o poder
Os povos avancam continua e firmemente na direcção
do poder : os diversos conflitos politicos sociais e
economicos são nada mais se não manifestacões desta
marcha que não acabara antes da chegada do povo no
poder .
As revoluções os golpes de estado as rebeliões e as
diferentes revoltas e greves bem como os movimentos
separatistas e qualquer outra rejeição so dao uma
expresssão incompleta dos esforcos que as massas
populares realizam com o objectivo de tomar o
poder. Nesta marcha para o poder das massas pode
haver partidos politicos acções violentas revoltas
,assassinatos : tudo isto so prova que as massas rejeitams
os instrumentos tradicionais do poder sejam estes um
individuo ou um grupo . Os instrumentos tradicionais do
poder chegarão ao seu fim inexoravelmente ja que
qualquer que seja a froma que assumam para o exercicio da
autoridade (imperador ,rei, familia tribo ou até
partido ou coliação de partidos frente ou grupo de
frentes ) nenhuma delas tem possibilidades de
continuar existindo e de perdurar. Com efeito gracas
a luta do povo se instaurara a Era do povo ja que a
luta das massas populares em todos os cantos do
mundo se frotalecera diariamente mesmo se nao
podemos nos dar conta deste facto ainda .
No entanto quais serão os
resultados desta luta ?
As mudancas desta luta inevitavel pelo
poder trara ?
Esta luta se realiza com o objectivo de restituir o poder
ao povo de permitir o acesso de todos ao poder ; assim o
povo podera se governar a si proprio abolindo os
varios instrumentos de poder que o governavam sob
diversas formas.
Efectivamente não ha motivo para que exista um
instrumento de governo na medida em que o povo ele
proprio deseje hovernar- se a si proprio. Tão pouco
existe pretexto algum que alguem represente as
massas populares na medida em que elas continuem
vivendo na terra. Não ha nengum motive em absoluto
para que alguem tome o poder ou aproprie o poder
para si exclusivamente .
O
que é que impulsiona um individuo a resolver governar
os outros ?
Porque é que um grupo surgido do povo resolveria
transformer- se em partido a fim de governor o povo
no lugar dele?
Quem - lhes deu este direito ? que- lhes permite
pensar que são melhor qualificados que as proprias
massas para resolver os seus problemas e
dirigi-las ?
Quem constituiu um grupo e transformou-o em partido
para governar o povo ? o partido trata de governor
enquanto que o povo rejeita sua autoridade ja que
deseja dirigir- se a si proprio sozinho. E ai que
reside a relação dialectica as massas populares e
os instrumentos do poder tradicional. E isto que causa
as incessantes lutas entre todos os povos do mundo e
entre os diferentes instrumentos de poder que
controlam- nos qualquer que sejam individuos ou grupos
que se pretendem benfeitores do povo quando utilizam
a propaganda para impedir a conscientização das
massas estas que no entanto continuam perguntando :
Quem deu o poder aos nossos imperadores e governantes
? Quem deu aos senhores e as vossas familias o
direito de nos dirigir ? Quem deu aos vossos partidos
e tribos a permissao para actuarem em nossos nome ?
Quem pediu aos senhores para fazerem alguma coisa
em nosso fazor ou para nos oferecerem algo ?
Os partidos que tomaram o poder sob pretexto de
libertar seus povos uma opressão ditatorial do
fascismo ou do feudalismo pretendendo leva - los para
o progresso a liberdade etc.... se defrontarão com as
massas populares e terão que peleiar frente a varias
formas de resistencia popular permanente ao mesmo
tempo pacificas e violentas : movimentos separatistas
ou outros que exprimem a rejeição dos instrumentos
tradicionais do poder . Os conflitos rebentarão e
prosseguirão euquanto os partidos monopolzarem o poder
. Depois as massas populares triun- farão para
sempre e assumirão integralmente o poder .
Luta contra o poder :
Nos regimes de partido unico o presidente e tambem o
presidente do partido no poder.
Da mesma maneira todos os ministros seus assessores
os altos funcionarios dos conselhos provinciais e
regionais bem como nos outros de actividade . como
a banca a policia e as forcas armadas são quadros
do partido que veremos no poder .
E
as massas que não pertencem a este partido indicam-se
: Quem deu ao partido o direito de controlar todas
as administrações do pais sem permitir a mais ninguem
ser membro delas ? Este pais e o nosso?
E
isto que provoca os movimentos populares de rejeição
de qualquer forma de poder fora o do povo.
Até nos regimes pluripartidarios nos quais supõe – se
que o presidente e o partido no governo sao escolhidos
pelo povo . as massas populares exprimem em relação ao
presidente e ao governo em conjunto.
Não significa isto que as massas que tinham votado neste
partido nao tinham outra opação ja que não se lhes tinha
pedido para que exprimissem seus verdadeiros pontos de vista
mas somente tinham sido convida as a introduzir uma lista de
voto em uma qualquer das urnas ja instaladas na sua frente
sem que nenhuma urna estivesse destinada ao proprio povo ?
Entao se as massas rejeitam ume politica uma decisão ou uma
lei..... manifestando – se ou rebelando- se isto significa
que as eleicões não são se um procedimento de tipo
tradicional.
A
negação popular para com qualquer politica lei ou
decisão de um governo so exprime o desejo do povo de
autogovernar- se sozinho.
Da mesma maneira a rejeição des decisões parlamentares
revela sobretudo a reprovação pelo povo de qualquer
instrumento parlamentar entre ele e o exercicio directo do
poder .
Muito perto de nos em nosso redor o mundo nos oferece
diariamente exemplos desta rejeição por parte do povo dos
instrumentos pelo poder . Um presidente pode pretender que
foi eleito com 99,9% dos votos e continuar enchendo as
prisões os reformatorios e os tribunais de oponentes
descobrindo a cada dia novos movimentos revolucionarios
que se levantam contra o regime ao mesmo tempo que as
revoltas e os violentos protestos continuam sem tregua.
Sera que por acaso pode haver uma resposta mais adequada que
a de que pelo facto de serem eleicões falsificadas elas
constituem um engano ? A luta continuara no entanto e so
para com a chegada do povo no poder .
A
realidade nos ensina que a humanidade nao resolveu ainda o
problema da luta pelo poder ja que os povos ainda nao o
tomaram para si proprios. Nõo obstante isto so significa
que a luta durara até que o povo tome o poder . E ai
comecara uma nova vida e tanto o Estado tradicional como
as expressões de reprovação popular ( revoltas
manifestações greves ocupações de fabricas por parte dos
operarios etc .......) desaparecerão. Na quele momento
policias prisões gazes lacrimogeneos e urnas desaparecerao
tambem.
O primeiro passo para o sonho da humanidade de felicidade
permanente foi feito na libia onde comecou a era da
jamahiriya com a paroclamacao da primeira jamahiriya na
historia contemporanea. A felicidade da humanidade na
terra nao pode ocorrer se as massas populares nao tomam o
poder libertando – se de todos os instrumentos de opressão
politica economica e social .
As sangrentas lutas pelo poder que ocorreram em todas as
partes do mundo provam que as exposicoes do livto Verde
sao correctas. Provam tambem que as solucoes cientificas
na libia certas e garantem que estas solucoes abarcarao o
mundo inteiro .
De facto segundo o principio cientifico a luta dos povo não
se dirige contra um rei um presidente ou um grupo
dominante . Esta guiada sobretudo pela oposição a
qualquer instrumento autoritario imposto ao povo e quando o
povo chegar no poder isto marcara o fim das lutas
politicas pelo poder . De facto sera impossivel e até
ilogico que então um instrumento quaquer tente retomar o
poder ja que isto leva novamente a lutas sangrentas entre
o povo e quem usurpar o poder .
Deter o poder significa dirigir a vida particular de todos
os individuos e planificar a produção de cada individuo bem
como a maneira de satisfazer suas necessidades
( alimentação bebida morada vestimenta transporte etc
.....) . E um sistema de programação da vida de cada
individuo tanto em tempos de guerra como de paz durante sua
vida depois de sua morte e no seu sitio de trabalho.
Sera que alguem pode aceitar que outra pessoa. No seu lugar
diriga sua vida ? Não evidentemente Quem melhor que a
propria pode dirigir sua vida pessoal e satisfazer suas
necessidades de modo aceitavel e com garantia de
qualidade ?
E
ao mesmo tempo ridiculo e absurdo que um individuo ou um
grupo pretenda estar mais capacitado para faze – lo do que
os proprios interessados .
E
esta pretensão que faz com que a humanidade tenha entrado
por um lapso de tempo indefinido na noite do sub
desenvolvimento e da luta pelo poder .
E
por isto que os povos da era das massas não permitirão a
ninguem de dirigir suas vidas e deter – minar seus destinos.
O LIVRO V erde aspira somente a conscienciatizar os povos
a respeito desta realidade e a propor soluções
cientificas como meios simples e modernos de permitir que
as massas populares governem por si proprias qualqer que
seja sua denominação.
A
publicação do livro verde iluminuo o caminho dos
revolucionarios que educam as massas bem como o caminho das
massas que provocarão a transformação . O livro verde
proponda soluções decisivas para os problemas humanos mais
complicados da sociedade humana contemporanea deseja ser
como uma cesta cheia de frutos deliciosos que um granjeiro
oferecesse a um grupo de pessoas famintas que a devorariam
instantaneamente
Esta cesta nao tem nada de extraordinario mas contem algo
de necessario e vital para as pessoas que precisam dela.
Do mesmo modo o livro verde resulta de um estudo exaustivo
da historia politica economica e social dos povos . E o
fruto da luta das massas populares em prol da libertação das
correntes da opressão politica e da utilização de suas
necessidades fisiologicas para controla- las .
Da mesma maneira que o granjeiro que colhe os frutos de
seu pomar sem te – los criado muammar AL Gadafi nao inventou
as soluções cientificas que seu livro contem. Ele as extraiu
dos factos concretos.
As massas populares sempre tentaram governar – se por si
proprias desde que se criaram os estados : no entanto
certos individuos ou grupos conseguiram captar as
massas populares a quem impuseram subsequentemente os
instrumentos do poder tradicional . Atenas onde foi
estabelecido o primeiro poder do povo e disto brilhante
exemplo .
Na realidade o povo de Atenas rejeitava o poder de um unico
individuo bem como todo outro tipo de poder que nao fosse o
seu. Opovo de Atenas criou portanto um conselho do povo que
trabalhava numa sala enorme denominada ( Sala do povo ) e os
atenienses se reuima ali com o objectivo de decidirem de seu
proprio destino para tomar resolucões e fazer a lei .
Decidiam durante aquelas reuniões se competia fazer a
guerra ou a paz : tomavam medidas e aplicavam as sancões
indispensaveis para a defesa de seus interesses .
No entanto quando esta sala se tornou pequena demais para
conter todo o povo de Atenas apareceram os instrumentos do
poder palamentar e por consequencia formas diversas de poder
ditatorial e assim que comecou a luta pelo poder .
Aluta dos povos pela democracia exacerbou- se ate o seculo
XIX quando a democracia obteve uma vitoria relativa
rejeitando o poder absoluto de um individuo bem como os
regimes ditatoriais.
A
experiencia parlamentar recomecou sob pretexto que era
impossivel estabelecer um verdadeiro poder do povo dado que
e impossivel conseguir um dialogo positivo quando todo a
povo participa e que nao se pode decidir a respeito das leis
e tomar resoluções em semelhantes condições .
A experencia paramentar visa a reforcar e estrutura do
estado capitalista tradicional : e essa a razão dos
slogans erroneos que comecaram a aparecer do tipo ( nada de
impostos sem representação parlamentar ) que davam uma
imagem deturpada da representação paralamentar ( podia entao
ser democratica ?).
E
assim que as populações foram distribuidas em distritos
eleitorais nos quais elegiam seus representantes que depois
das eleições se distanciavam do povo para viver num mundo
completamente diferente.
O que significa Eleger um
representante ?
S
ignifica que as massas elegem alguem a quem abandonam sue
soberania seu respeito e sua liberdade e inclusive
sua vontade . Esta pessoa pode entao fazer o que quiser
E
sta pessoa e denominada de ( o respeitavel representante
) o que quer dizer que os eleitores nao tem mais direito
ao respeito ja que transferiram – nos a este (
respeitavel representante ) .
Da mesma maneira as massas ja não tem mais soberanina
a partir do momento em que elas votaram. Abandonam sua
parte como respeito do representante que elas elegeram ja
que um representante so pode ser eleito se rouba o respeito
a liberdade e o prestigio do povo e os apropria. E
assim que ele se torna o ( respeitavel representante )
e exerce a soberania autêntica dentro do conselho
parlamentar ao qual pertence e onde decidem das
ordenancas sentencas e leis em nome do povo .
Epor isto que os membros dos conselhos parla mentares
possuem prestigio soberania e protecção ia que os
instrumentos do estado tradicional tratam - nos de uma
maneira especial e que e probido interroga – los e dete -
los .
Entretanto os cidadãos que votaram neles sao esmagados
pelos cascos dos cavalos e pisoteados : sao atirados
neles bombas incendiarias gases lacrimogeneos e sao
eles detidos sem motivo na maior parte dos casos .
Foram roubados da suas soberanias de seus respeitos
de suas dignidades de suas vontades ja que eles
abandonaram sua soberania seu respeito sua dignidade
e sua vontade ao representante quando deitaram suas
listas de voto contra um recibo . Dito de outra forma
o recibo da lista de voto significa que o povo deu
seu direito ao respeito a soberania a dignidade e
a vontade ja que transferiu- as para o (
respeitavel representante ). E no entanto a rejeição
popular continua manifestando - se o que quer dizer
que os representantes nao representam as massas e
nao exprimem realmente o caminho do povo . Prova
disto e que o povo continua desfilando na ruas para
exprimir – se por si proprio. Isto significa tambem
que a representação parlamentar é inutil e que o
poder deve pertencer ao povo .
Muitos autores e intelectuais afirmam que o sistema
parlamentar fracassou e que nao é democratico. Muitos
entre eles estimam inclusive que este sistema é
ditatorial e contrario ao povo . Houve tentaivas para
recriar emendar e refazer este sistema nos paises em
que os eleitores ganharam de retirar seus sufragios
de um representante para eleger outro. Alguns paises
recorreram inclusive ao referendo quando o Conselho
parlamentar nao consegue decidir tudo em nome do povo
. Estas tentativas de emendas so mostram a queda da
experiencia parlamentar e sua perfeita inutilidade.
Efectivamente mesmo se os resultados dos referendos
rondam certas vezes 100% de votos afirmativos a
reprovação popular e sempre igualmente forte. Apesar
de tudo isto e mau grado a inutilidade das
tentativas mencionadas mais acima a experiencia
parlamentar ( a fabula do mundo contemporaneo ! )
continua sendo utilizada mesmo se esta em pleno
envelhecimento e a ponto de morrer no seu ataude de
cristal .
No entanto o fim esta proximo. certamente aparecem
novos slogans a favor da democracia popular directa
: ( ninguem pode representar o povo ) ( a
representação e uma imposture ) ( os conselhos
parlamentares governam no lugar do povo ) ( o
parlamento e a democracia ) etc…….. foi assim que o
mundo ouviu falar pela primeira vez dos (
congressos do povo ) . Gracas a estes congressos os
problemas da democracia serao resolvidos de uma vez
por todas . No lugar de reunir milhoes de pessoas
num so sitio o que e materialmente impossivel a
populacao se reune em varios congressos.
A( S ala do povo ) que era peguena demais para a
populacao de Atenas transforma – se assim em dezenas
de salas em função do tamanho da população. Nao é
em absoluto indispensavel que toda a população se
reuna numa sala . Ela deve em compensação reunir -
se em numerosos com o objectivo de discutir das
mesmas quesões . E assim que o povo sera capaz de tomar
uma decisão o ao mesmo tempo em todos os cantos atraves o
pais. E isto que institui uma base natural para uma
autêntica democracia directa .
Cada individuo pertencente a um congresso popular
podera desta froma escolher seu proprio destino por
si proprio. ( Não ha democracia sem congresso popular
).
Por que ? porque e num congresso popular que a
vontade de cidadão ( reduzida a nada nos outros
sistemas ) podera exprimir- se livre e activamente .
E
por isto que a verdadeira solução democratica consiste
no estimulo das lutas populares até que o povo
chegue ao poder e se distribua em congressos populares
que deterão o verdadeiro poder . lsto pode aplicar – se a
qualquer sociedade qualquer que seia o numero de seus
habitantes .
Por sua vez os congressos populares elegem os comitês
populares que são os que aplicam as decisões . Os
congressos populares podem pedir contas ao comitês
populares dissolve- los ampliar suas funcões etc
.......
Os congressos populares tem. eles proprios , um comitê
administrativo especifico , denominado (( secretaria do
congresso popular )) , que organiza as reuniões dos
congressos nos quais participa todo o povo .
Os congressos populares são em consequencia nomeados pelo
povo e estão presentes em todas as partes para realizar
a vontade das massas substituindo todas as leis .
A
publicação do Livro Verde torna caducas todas as teorias
anteriores as que nao tem mais razão de ser e que
podem portanto ser relegadas ao museu da Historia
com o resto da heranca da humanidade . Os povo
consideram estas teorias como tentativas incompletas
que se revelaram incapazes de resolver os problemas
politicos economicos e sociais da sociedade humana . E
por isto que os povos as superaram gracas a uma
nova experiencia total e universal para realizar uma
vitoria historica : o estabelecimento do poder do povo e
advento da era das massas .
Dialectica da liberdade e do poder:
Com o estabelecimento do poder do povo cada
individuo pretence a um congresso do povo . Todos os
individuos sao iguais e se sentam um ao lado do
outro nos mesmos bancos . Epossivel perguntar – se se
o facto de sentar – se de maneira continua num
congresso popular torna as pessoas iguais . A
resposta e nao.... ja que as massas populares nao
reclamam o poder somente para que aumente para que
aumente sua liberdade e o poder não e o unico
instrumento que assuste o homem contemporaneo .
E
xistem outros instrumentos mais assustadores ainda
que os instrumentos substituidos pelos congressos
populares . O poder assusta e espanta o povo fazendo
com que ele espere o pior : temor pela vida a
subsistencia o futuro e o destino que estão nas mãos
do poder e não nas suas proprias mãos .
E
assim que se derrota a liberdade ou que ela e
reduzida a nada . com efeito se alguem domina o povo
e o aterroriza o povo nao pode considerar- se livre.
Muito pelo contrario e escravo do temor pelos seus
interesses e da violência que exerce o poder.
Da mesma maneira o povo tem o dinhero e e
intimidado por ele . Os ricos ameacam os pobres ja
que quêm controla o alimento dos outros seus
trabalhos suas moradas seus meios de transporte
aquele que pode expulse – los de um emprego este ai
pode intimida- los e assusta- los e conseguentemente
priva – los de suas liberdade . Todo assalariado tem
medo de seu patrão : medo de ser expluso ou de ver
diminuir seu salario : e por isto que esta
completamente submetido. A liberdade do assalariado
esta posi em perigo e o assalariado e escravo de seu
dono ou dito de outro modo de seu patrão .
Aquele que posssui e controla os bens que uma
pessoa necessita representa para ela uma fonte de
inseguridade e de temor . Os proprietarios das casas
que a população aluga sao donos que podem aumentar
os alugueres ou desalojar os habitantes a seu
gosto. Os habitantes sao em consequencia escravos
ameacados e provavelmente intimidados pela
intransigencia de seus donos .
Os proprietarios de neqocios sao donos que
determinam os precos dos bens dos quais os cidadaos
tem necessidade e assustam e intimidam estes ultimos
Conseguentemente dominam os cidadãos ja que possuem
aquilo que eles necessitam .
O dinheiro é fonte de poder. Em consequencia
provoca medo e intimidação . E o assassino da
liberdade do povo .
Fica perfeitamente claro então que o patrão o
proprietario de predios ou o comerciante nao encontrarão
nenhuma oposição dentro dos congressos do povo por parte de
quem eles depende. Eles podem inclusive quando ha uma
oposição graças ao din- heiro f aze- la fracassar e
destrui- la por completo Quando um patrão propõe
algo que e contrario ao interesse de todos seus
empregados ( cuja subsistencia depende dele ) nao
estão em condicões de rejeita - la ja que tem medo
de serem de privados de seus meios de subsistencia.
Em consequencia as decisões tomadas por um congresso
popular nao serão democraticas quando tiverem sido
propostas por um patrão um proprietario ou um
comerciante . Num caso desses foi so a decisão de um
individuo que exerceu pressão sobre o congresso
popular graças ao poder e aos privilegios de que
dispõe . O mero facto do patrão possuir o que os
trabalhadores necessitam abolir a liberdade deles ja
que ( a liberdade esta nas necessidades ) .
Portanto o facto dos trabalhadores e dos patrões se
sentarem uns do lado dos outros nos congressos
populares nao os torna iguais no processo de tomada
de decisões . A presenca dos trabalhadores nos
congressos populares nao é uma questão de forma e
nessas condições a propria democracia nao e se nao
formal . Por cima de tudo a igualdade e tambem formal
dado que na sociedade os individuos sao fundamentalmente
diferentes o que cria uma situação paradoxal.
A terceira fonte de medo e de intimidação consiste
nas armas definidas no seu sentido material. A quele
que possui uma arma de fogo pode a toda hora
roubar as possessões de quem não possui uma arma
similar . Na sociedade tradicional existem dois tipos
de pessoas : as que dispõem das armas e as que
carecem delas
Quem dispõe das armas pode muitas vezes impor sua
hegemonia ou até um estado ditatorial aos outros.
Vemos portanto que o poder a riqueza e as armas
representam todos uma ameaca para a liberdade das
massas populares e que a liberdade permanecera
incompleta ou roubada enquanto o poder a riqueza e
as armas nao estiverem nas mãos do povo e
continuarem monopolizadas por uma classe um grupo
ou um individuo .
Analise do sistema Economico
tradicional :
A
liberdade e um dos factores mais importantes que
impulsiona a luta pelo poder. E tambem importante
para o que se refere a liberdade do individuo
tanto negativa como positivamente ja que ( na neces –
sidade radica a liberdade ) .
Nao pode haver transformacao revolucionaria da
estrutura da sociedade tradicional sem a destruição
do sistem economico vigente.
Isto parece evidente quando se analisam os dois
principais factores economicos da sociedade moderna .
- -sistema das classes
capitalistas faz com que as riquezas da sociedade
pertencam a alguns individuos e com que estes
possam apropriar – se os meios de produção : fabricas
etc ...... permite – lhes tambem utilizar os
trabalhadores que renunciam a suas produções contra
um salario muito baixo em relação ao trabalho que
entregaram e até extremamente baixo se formos
considerar os produtos de seus trabalhos.
Efectivamente os patrões roubam 3 das 8 horas de
trabalho de cada empregado que perde então 90 horas de
trabalho por mes . Então se ha 1000 trabalhadores
perdem – se 90 000 horas de trabalho que são o lucro
do explorador capitalista . Evamos supor que se paga
1 dinar por hora o capitalista rouba mensualmente 90
000 dinares a 1000 trabalhadores . Assim ele se
enriquece ao mesmo tempo que os trabalhadores se
empobrecem .
- -em geral os proprietarios de
fabricas não reconhecem que roubam e exploram os
trabalhadores dizem que oferecem servicos a comunidade
utilizando os meios de produção que fazem – nos funcionar .
Pretendem que trazem a sociedade bens essenciais
sobre bases legais com permissões oficiais e que nao
obrigam ninguem a trabalhar . Pagam os trabalhadres
en função de acordos previos baseados na legislação
trabalhista .
- -Isto tudo nao deve fazer -
nos esquecer um facto basico : os trabalhadores nao
sabem em absoluto qual e o valor de uma hora de trabalho
e ignoram qual e a parte que se lhes rouba em beneficio
do proprietario da fabrica . So o proprietario o sabe
determinando em consequenia o valor da hora de trabalho o
numero de horas que vai roubar e o numero de trabalhadores
que requer com vistas a obter o maximo de bene – ficios .
- -A relação
que existe entre o trabalhador e seu patrão e a que se
estabelece entre um ladrão e o que e despojado pelo ladrão
. E ste ladrão pode apresentar varios rostos : pode oferecer
regalos e presentes e até beneficios a alguns trabalhadores
para atrair suas simpatias para neutraliza - los e
modificar seus pontos de vista a fim de suprimir suas a
fim de suprimir suas consciencias revolucionarias que
rejeitam a exploração . Nao lhes devolve mais que uma
infima parte do que lhes roubou mas alguns trabalhadores
podem assim apoiar o ladrão pretextando que e um homem bom
que deu – lhes presentes e beneficios .
- - O
intermediario que rouba o trabalho dos trabalhadores seja
ele um comerciante um contratante ou o proprietario de
fabricas ou empresas e interme - diario com a finalidade
de amassar o mais dinheiro possivel . Converte – se
portanto num patife consumado que engana os tontos para
acumular tanto dinheiro quanto possivel .
Existe outra forma
de exploração que e tao ma quanto a a nterior que e a forma
levada a cabo pelos proprietarios de predios que
constroem e possuem os terrenos as casas os
apartamentos etc....... Os que tem necessidade deles
aceitam aluga- los e desta forma aceitam obedecer e
tornar –se escravos de seus proprietarios . Na maior
parte dos casos os inquilinos ignoram como
proprietarios fizeram para chegar a ser possuidores
destes bens imobiliarios .No entanto nao tem eles o
direito de colocar esta pergunta ?
As propriedades
imobiliarias foram construidas pelos seus proprietarios
que para tal fin apropriaram os materiais de
construção que pertenciam em parte a outros. Foram
construidos com materiais de construção provenientes
do mesmo pais ou importados de outros a um preco
determinado . E stes materiais fazem consequentemente
parte da riqueza da sociedade e pertencem igualmente
a todos os seus membros . De facto a morada e uma
necessidade fundamental para todo individuo da
sociedade e todo o mundo tem o direito de possuir
sua propria casa bem como de tomar sua parte da riqueza
do pais em materiais de construção . No entanto
regulamentos erroneos leis e relações injustas
permitem a certos individuos apropriar – se a parte
que perte que pertence a outros com o objectivo de
construir apartamentos e aluga- los a quem os
necessitar e se ver reduzido a uma situação de
submissão e de escravidão .
No sistem de governo
capitalista o povo inteiro trabalha como assalariado
sob a dominção e a favor do partido no poder bem
como para aumenatar suas riquezas. Com efeito a
quase totalidade dos bens produzidos pertencem ao
partido com excepção de uma parte infima que
constitui os salarios dos trabalhadores e que alcança
- os apenas para sua subsistencia .
As terras agricolas
estao distribuidas em granjas em granjas colectivas
e em cooperativas. Trata-se aqui simplesmente de um
novo modelo de feodalismo no qual o governo desempenha
o papel de novo . Senhor . Efectivamente e o partido que
possui estas granjas e cooperativas e mesmo se os
dirigentes sao eleitos pelos camponeses nao hanenhuma
garantia de que o governo permita que os camponeses
tomem decisões por si proprios . O governo não tem
confiança neles e pode – lhes nada mais que trabalhar
nas granjas colectivas e enviar suas colheitas para as
cooperativas que as revendem entao aos consumidores com
enormes lucros .
O prestigio da administração das
cooperativas depende dos balanços que seus directores
apresentam todos os anos ao partido dirigente. O exito de
cada cooperativa e a atenção que o governo lhe presta
medem – se com relação ao lucro realizado.
Muitas pessoas
estimam que este sistema e melhor do que o das classes
capitalistas no qual um punhado de individuos ( os
exploradores capitalistas ) acaparam os lucros A firmam
que neste sistema de governo os beneficios sao
redistribuidos ao povo sob a forma de servicos
publicos : estradas ,escolas ,hopitais fabricas de
armas ,pesquisa espacial etc ……… e outros servicos
que o partido dirigente oferece .
Mas os
trabalhadores das granjas colectivas ou das
cooperativas tornam – se preguicosos e não se sentem
estimulados para trabalhar porque devem renuciar a
suas coiheitas em compensação de um salario que
lhes pago de maneira que eles tenham trabalhado ou
não .
O E stado possui
tudo os trabalhadores consideram – se a si proprios
como assalariados do E stado e temem indubitavelmente
seus controles no entanto seu espirito de
iniciativa e sua propensão de autonomia esta totalmente
no trabalho.
As proprias
cooperatives adotaram uma estrutura burocratica num sistema
no qual a burocracia se transformou num aspecto
fundamental. Actualmente e reconhecido que a burocracia
e a preguica sao os dois fenomenos que influenciam com
mais forca o nivel geral da producao estatal .
Nao obstante este
sistema baseado na propriedade publica e na abolição
da propriedade privada esta devolvendo em numerosos
paises a terra aos camponeses em parcelas para permitir
– lhes que realizem investimentos privados .
Com efeito considera
– se que o trabalhador produz mais quando trabalha
para si proprio do que quando trabalha para o
Estado e sua pequena parcela de terra tem um
rendimento melhor do que a granja colectiva na qual
trabalha esta mesma pessoa.
Tambem nas fabricas
a direcção depende do partido mesmo se estiver
constituida por um grupo de trabalhadores ja na
realidade e distribuida aos trabalhadores uma lista
para que eles elejam os membros directores entre os
que ali figuram .
E deste modo que
o partido consegue controlar todas as actividades do
Estado .
Os salarios
correspondem estrictamente ao minimo necessario para
garantir a sobrevivencia dos traba lhadores o que
significa que ninguem pode ficar sem fazer nada . Não
ha ricos nem tão pouco desocupados . As pessoas não
tem outra esperança fora a de ter a deter que
alimentar – se beber e vestir – se E o governo que
proove tudo isto bem como a morada a electricidade
e agua ao nivel minimo possivel em troca de uma parte que e
deduzida do salario de cada individuo .
O E stado isto e o
partido dominante possui todas as necessidades e
ninguem pode ser proprietario de suas necessidades .
E por isso que a burocracia e a preguica surgem e
se estendem ( ampliadamente ) . Num sistema desse tipo a
economia esta em estado de falencia e não ha super
– produção .
A Revolução e a
luta pelo poder :
Todo movimento
politico tem como objectivo a substituicao do regime
que esta no poder por outro que nãao e o do
povo. Isto quer dizer que e necessario derrubar um
instrumento para substitui – lo por outro semelhante .
O unico objectivo de uma conspiração politica e a
tomada do poder .
Asubstituição de um
governo por outro mesmo se este ultimo e
revolucionario ou progressista não e se não um
golpe de estado tradicional que ocorre frequentemente
nas lutas entre entre os diferrntes instrumentos de
poder em que cada um deles quer governar a
sociedade e utiliza - la no interesse de sua propria
classe .
Arevolução nao deve
ser uma conspiração politica nem um golpe de estado
militar que instaure um instrumento ditatorial no
lugar do instrumento que e derrubado .
Arevolução e um
processo de mudanca radical da estrutura politica
economica e social da sociedade humana . Ela deve
destruir uma sociedade corrompida para reconstruir
uma sociedade nova e husta .
Arevolução francessa
de 1789 ocupa um lugar privilegiado na Historia
porque destruiu os fundamentos do sistema monarquico
feudal em todo o pais o que não tinha ocorrido com
outras mudancas politicas anteriores ( golpes de
estado, rebeliões, revoltas ) . Estabeleceu então sobre
as ruinas do antigo regime o sistema burguês
contemporaneo com seus valores conceitos e relações
sociais conhecidas enquanto desapareciam os valores e
conceitos e relações sociais da sociedade monarquica
feudal.
Desde o comeco da
Revolução francesa o conjunto das massas popullares se
rebelaram sem concertação previa . Apoderaram – se dos
palacios dos principes e dos feudalistas e tomaram
possessão de seus bens .
Tomaram tambem as
prisões. Criaram – se comitês populares por todas as
partes no pais a fim de dirigir e organizar o
movimento revolucionario .
Apesar da queda da
Revolução francesa que foi de curta duração e o
reaparecimento da propriedade feudal e dos
instrumentos de poder ditatorial que novamente
dominaram o povo a era das republicas tinha chegado
e criava - se uma nova estrutura da humanidade . E
so por isto que a Revolução francesa merece a
importancia especial que historiadores e sociologos
lhe concedem .
Quando a ala
esquerda da um partido toma o poder das mãos da
ala direita do mesmo partido ou o contrario quando
um partido destitui outro para tomar o poder ou
quando um militar derruba outro militar de condição
diferente isto não tem nenhuma importancia e vai
inclusive conceito basico de revolução.
Todos estes
acontecimentos e estas agitações politicas e
militares denominam – se golpes de estado ja que
são lutas limitadas para tomar o poder organizadas
pelos instrumentos tradicionais de dominação mesmo se
as vezes provem de movimentos revolucionarios e
progressistas e são dirigidos contra reaccionarios ou
ditadores . Com efeito e indubitavel que o novo
sistema politico seja melhor que o anterior porque
a eliminação de um reaccionario com o objectivo de
assumir o de assumir o poder no seu lugar nao
constitui nada mais que um golpe de estado contra
o regime vigente o que e algo ordinario e nao tem
nada em comum com uma revolução .
A revolução trava-
se contra situações corrompidas quando as leis são
mas e as relações sociais injustas .
Ela não deve
falhar nem fazer a sociedade recuar. Deve muito pelo
contrario ser um grande passo adiante na historia
desta sociedade e constituir um progresso social .
Deve por termo aos falsos regulamentos e as relações
sociais injustas ao mesmo tempo que constroi uma
sociedade progressista justa para o beneficio de
todos os individuos uma sociedade na qual a
exploração a opressão e o sub- desenvolvimento
estejam eliminados.
Alei e a luta
pelo poder :
As leis decretadas
em situacões de injustica visam a dar a estas
situações uma forma legal que as tornem aceitaveis .
A relç& |