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Elisabeth Martens entrevistada por Bénito Perez para "o
Correio" de Genebra, 27 de Março de 2008. eis a versão
integral desta entrevista que responde sem ambages todas as
às perguntas sobre a história, os acontecimentos, a
repressão, o Dalaï Lama, os problemas sociais do Tibete
Podem
apresentar-se resumidamente? Como veio de interessar-se ao
Tibete e a China?
Sou parte
durante três anos na China, após estudos de biologia na
Bélgica, para mim especializar em medicina tradicional
chinesa. Certamente aproveitei da minha estada ali para
viajar do norte ao Sul e é em oeste. Um destas viagens
conduziu-me primeira vez numa região tibetana (ou seja
habitado, por tibetano) em 1990, à XiaHe ao Gansu, ao grande
mosteiro do Budismo tibetano de Labulang. Fui surpreendida
pela facilidade de contacto com o lantejoula que se
passeavam em rua e iam fazer as suas corridas à mercearia do
canto; é distante da imagem nossos moines cloîtrés de trás
os seus muros. Surpresa também pela diferença entre os
bouddhas chineses, todos os arredondamentos como théières
que mijotent devagar sobre o fogão, sorrindo, alegres, e os
bouddhas tibetanos, muito mais imponentes.
E ainda
surpreendido de encontrar nos templos uma quantidade
phénoménale de representações de Deus, de monstros, de
boddhisattvas, etc. mais ferozes e effrayants os uns que os
outros. Encontrei que, de certa maneira, está bastante
próximo que encontra-se como galeria de horrores nas nossas
igrejas: homens transpercés, crucifiés, ou lançados em
marmitas de óleo bouillante, etc. nada de comparável na arte
chinesa: no pensamento chinês, e por conseguinte nas artes
da China, o sofrimento e o meio para emitir-se não é ao
centro das preocupações.
_ que dever
um se emitir a partir momento onde um saber que sofrimento
ser oposto bem-estar?
Encontrei nas
regiões tibetanas, onde sou voltada várias vezes
seguidamente (a última vez, em verão 2007), uma cultura
muito diferente da cultura chinesa. Esta diferença
pareceu-me interessante: como um país também gigantesco que
a China (mais grande que toda a Europa) sai-se para
conciliar 55 nacionalidades que falam cada uma a sua própria
língua, sobretudo com a desproporção de Han (environ90%)
Em relação
às outras nacionalidades? _ - que se passagem, de acordo com
vosso informação (qual ser vosso fonte?),
actualmente nas
regiões da China povoadas de Tibetano? As violências que
tiveram lugar à Lhassa o 14 de Março de 2008 foram
perpetradas por grupos de manifestantes tibetanos. Os
testemunhos dos estrangeiros presentes sobre o lugar vão
muito no mesmo sentido: as agressões visavam os Chineses (o
Han) e hoje, maioritariamente dos Muçulmanos. Pessoas
incendiées vivos, outras foram batidos à morte, déchiquetées
à faca ou lapidados. As armas utilizadas eram cocktail
Molotov, pedras, barras de aço, punhais e facas tapar. Teve
22 mortes e mais de 300 feridos, quase todos hoje e Han.
Tratava-se de actos criminosos de carácter racista. Serge
Lachapelle, um turista de Montreal, diz: "o bairro muçulmano
foi destruído completamente, mais nenhuma loja não tinha de
pé". A partir do 18 de Março, o Dalaï Lama declara numa
conferência de imprensa que "os acontecimentos ao Tibete
escapam ao seu controlo e que está pronto para demitir se as
violências prosseguem-se". Acrescenta que "estes actos de
violência são suicidas". Não obstante, mal alguns dias
atrasado (o 21 de Março), por uma estranha coincidência do
calendário, Nancy Pelosi, presidente do Congresso americano,
chega à Dharamsala para uma visita oficial ao 14.o Dalaï
Lama.
Fala dos
acontecimentos ao Tibete como um "desafio para a consciência
mundial" e exige da China de poder enviar ao Tibete uma
comissão internacional independente a fim de verificar a
acusação chinesa como qual "o ambiente do Dalaï Lama
encontra-se de trás as violências", e a fim de controlar
"como são tratados os prisioneiros tibetanos na China".
É uma das
estratégias utilizadas pelos Estados Unidos: forçar a China
a aceitar equipas de inspecção que levam o carimbo dos
"Direitos do Homem", ou de poder dizer que a China
recusou-o. Executar tal plano, ninguém melhor colocado que o
Dalaï Lama: na sua alocução do 10 de Março, este último
exortava já a China "maior transparência".
Estes termos
não fazem curiosamente eco à "glassnost" que conduziu ao
rompimento da URSS?
A Alemanha,
vanguarda da Europa, alinha-se pelas exigências de
transparência dos Estados Unidos: o seu ministro dos
Negócios estrangeiros declarou que "o governo federal da
Alemanha pede maior transparência por parte do governo
chinês". Quanto às autoridades chinesas, falam de uma
revolta préméditée e organizada bem. A ocasião escolhida
para dar a luz verde aos émeutiers era a data aniversário de
comemoração da revolta de 1959 à Lhassa, data que os
Tibetano em exílio decretaram "Festa nacional": o 10 de
Março. Este dia, um degrau, com base na Índia e dirigindo-se
para o Tibete, começou certamente. Deveria durar seis meses:
até aos inícios dos JO de Péking. Este degrau foi organizado
pelo "Movimento para o levantamento do povo tibetano" (é
difícil traduzir "uprising" diferentemente que por
"levantamento"). Trata-se de uma associação na qual são
representadas as fracções principais do governo tibetano em
exílio: o NDP (New Democratic Party), o Congresso da
Juventude tibetana (Tibetan Youth Congres), e o movimento
das mulheres.
O 10 de Março
era claramente o sinal de partida dos motins: foram
incentivadas a distância por múltiplas manifestações que
devem das embaixadas chinesas (e.a. à Bruxelas). Na China
mesma, dos folhetos que chamam a manifestar para a
independência do Tibete, foram distribuídos nas diferentes
regiões tibetanas. _ o mesmo dia, três cem lantejoula
mosteiro Drepung ter manifestar centro Lhassa, maneira
non-violente embora "provocadora"; a polícia dispersou-o,
sem discordâncias. Não foi mais o caso alguns dias atrasado,
o 14 de Março: vários grupos de Tibetano, muito armados da
mesma maneira e eficazes da mesma maneira, dispersaram-se na
cidade de Lhassa, abrindo as hostilidades e semeando o
pânico. A sequência é o drama que sabe-se, com as repressões
chinesas que adivinha-se. É necessário recordar que o
Direito internacional estipula que "cada país tem o direito
de utilizar a força contra movimentos de independência que
visa à divisão do dizer país"? Imaginem o feno que aquilo
faria na França se o movimento séparatiste corso pusesse-se
incendier transeuntes franceses em cheio Ajjacio!
-
Analisou-se geralmente estes motins como uma "reacção à
colonização do Tibete pelos Chineses"? Fala-se mesmo de
genocídio? _ que ser ele?
Quando fala-se
de "colonização" de um país por outro, é necessário, no
mínimo, que haja dois países. Neste caso preciso, é
necessário recordar que o Tibete nunca não foi reconhecido
como "país independente"? Ao século XIII, o Tibete é anexado
à China Mongols, e 18.o aos De Manchúria dividiu o seu
império chinês em 18 províncias, das quais a província
tibetana. Fim do 19.o, o império britânico invade o Tibete
há os seus balcões de comércio. Aquilo passa-se sob o reino
13.o do DL, que vê na ocupação inglesa do Tibete uma
oportunidade para afirmar a independência. Baseia-se para
aquilo n que chamou o "Grande Tibete": um território que
equivale à cinco vezes a França, quase o terço da China, e
que corresponde mais ou menos (porque não havia mapas à
época) que era o Tibete no fim da dinastia do Tubo, ao
século IX. Ora a China do início do 20.o saía de um século
de vendas enchères, com a sucessão das "concessões" feitas
aos países ocidentais. Render o terço do seu território era
assinar o seu acórdão de morte. Por conseguinte este pedido
de independência estêve sem sequência. Quero dizer por lá:
sem nenhuma sequência.
É dizer que
nem os NU nem nenhum país nunca não reconheceu o Tibete como
um país independente.
É uma
primeira resposta à vossa pergunta. Um segundo, é que quando
fala-se de "colonização", aquilo implica filigrane que o
país invasor aproveita dos bens do país invadido.
Ora, se
considera-se os cinquenta últimos anos do Tibete,
constata-se um fenómeno oposto. A população tibetana
triplicou graças aos cuidados de saúde e uma rápida melhoria
do nível de vida. O que, à verdade dizer, não era muito
complicado, tendo em conta as condições desastrosas em quais
viviam mais de 90% de Tibetano sob o regime teocrático dos
DL. No entanto, esta melhoria não foi também rápida que nas
grandes cidades chinesas que, pelo seu lustro, fazem crer ao
mundo inteiro que a China tornou-se capitalista. É louco que
faz-se crer com lantejoulas, luzes e montras. Para responder
à vossa segunda pergunta, a do genocídio, é necessário de
novo fazer um pequeno regresso histórico. Em 49, com o
advento da R.P. da China, o governo chinês opta por uma
diminuição à zero dos contadores: todos os estrangeiros e
influências estrangeiras são postos à porta e as fronteiras
chinesas são reafirmadas, tão nas províncias remotas
incluindo o Tibete.
A partir de
1956, uma rebelião armada é organizada nos vários mosteiros
tibetanos (ea. Litang et Drepung): com RP a China, é os
dignitários tibetanos que são visados, os do clero em
especial. É de resto esta camada da população que começa a
fujir para a Índia e que vai constituir a comunidade
tibetana em exílio (da mesma maneira que o êxodo para TaiWan
que era composta essencialmente das "gordas" famílias
chinesas). Esta rebelião armada é a partir estes de inícios
apoiada financeira e logisticamente pela CIA. Por qual
razão? É suficiente para compreendê-lo de ler que dizia um
relatório do Serviço dos Negócios Estrangeiros TER em Abril
de 49: "O Tibete fica estrategica e de modo ideológico
importante." Dado que a independência do Tibete pode servir
a luta contra o comunismo, é do nosso interesse de
reconhecê-lo como trabalhador independente (...) no entanto,
não é o Tibete que interessa-nos, é a atitude que devemos
adoptar no que diz respeito à China "." Não se pode não
deixar de ser explícito! A rebelião armada, que começa do
mosteiro de Litang, estende-se por vagas até a Lhassa, onde
teve lugar mais importante, à que foi esmagada pelo Exército
vermelho em 59. Após este acontecimento, ele era de grande
importância para TER conduzir a opinião pública a crer que
tratava-se de um genocídio, é por isso que o número de 1,2
milhão de mortes foram avançado pelas autoridades do Budismo
tibetano em exílio.
Vários estudos
demográficos demonstraram seguidamente que este número foi
inventado de qualquer peça. Patrick French, exdirector de
"Free Tibete", foi verificá-lo sobre o lugar, à Dharamsala.
Após ter examinado longamente os documentos "oficiais" que
serviram para avançar este número, foi desgostado
completamente pela amplitude da falsificação que vem por
parte de aqueles que admirava. Conta este episódio no seu
livro. O que é importante de reter nesta falsificação, é que
se fala-se de 1,2 milhão de mortes sobre uma população mal
de dois milhões de habitantes, pode-se com efeito falar de
um "genocídio". Mas se trat-se-ar que cerca de milhares de
mortes de parte e outro, não se trata mais de um genocídio,
mas uma guerra civil. Este número de 1,2 milhão de mortes
por conseguinte permitiram manipular a opinião pública
conduzindo-o para a desconfiança, ou mesmo a xenofobia, no
que diz respeito aos Chineses. É o mesmo topo desde 50 anos.
Por conseguinte, se analisa-se os factos de maneira
histórica, não se pode falar nem de invasão, nem
colonização, nem genocídio. Os motins que tiveram lugar este
mês de Março de 2008 devem ser analisados num contexto
económico em primeiro lugar, sem estar a esquecer que o
Tibete é um dos terrenos de combate entre TER e a China, por
muito tempo.
- A
violência das manifestações não enquadra com o pacifismo
apresentado Dalai- Lama. Porque?
O DL e o seu
ambiente levam as cores do pacifismo e devem manter a imagem
de tolerância e de compaixão que sied ao Budismo tibetano,
se não que crer-o-ia ainda em Ocidente?
O DL mesmo
assim tomou o tempo de amotinar a opinião pública em redor
da manifestação pacífica 300 moines de Drepung descidos ao
centro de Lhassa o 10 de Março e imediatamente tem
incriminado a repressão às forças da ordem chinesas (ou seja
diz eventualmente, qualquer um cada um que viajou ao Tibete
pôde observar que a polícia é composta essencialmente de
Tibetano e contada muito poucos Chineses).
Quando os actos
de violência atingiram um nível de crueldade sem nome,
distancié rapidamente dos acontecimentos. Qual papel
desempenha là-dedans?
Sabê-lo, é
necessário analisar à que aproveita estes motins: nem aos
Chineses, nem os seis milhões de Tibetano da China. Servem
essencialmente para amotinar a opinião pública em redor das
violações dos Direitos do homem na China, a falta de
liberdade de expressão, e as diversas repressões que
incriminamos ao governo chinês. Por conseguinte, servem para
dar da China uma imagem execrável, isto exactamente antes
dos JO que vão reunir a imprensa internacional em Pequim.
Penso que em parte, reflectem o enorme medo que temos da
potência económica que representa a China actualmente. É
verdadeiro que se por certos lados, faz ainda parte do
Terceiro Mundo, por outros lados, corre o risco de
recuperar-nos muito rapida e mesmo exceder-nos. Poucas
pessoas aqui dão-se conta que a China conta um potencial
intelectual gigantesco e que esta massa de intelectuais
chineses começa a ter excesso a cabeça ser constantemente
repelida e desacreditada pelo Ocidente.
Não vão mais
calar-se por muito tempo. Para resumir, penso que estes
motins servem para escurecer a imagem da China: provocar
motins de carácter racial nas regiões tibetanas, é obrigar o
governo chinês a sair a gorda entulho, e por conseguinte
poderemos falar bem muito em qualquer honra de uma
"repressão selvagem" exercida pelo governo chinês na hora
"de incidentes étnicos". Conhece-se a canção: foi utilizada
várias vezes desde 89 (conflitos na África, nos Balcãs, no
Iraque, e os para desmontar a URSS).
É necessário
saber também que na comunidade tibetana em exílio, uma cisão
é cada vez mais evidente: por um lado, houve, cujo DL, que
prêche (não abertamente em todo caso) para a violência e não
pede mesmo uma independência, mas fala "de autonomia
acentuada", como sabe-se. Por outro lado, e pelo momento é
uma fracção majoritária no governo em exílio, há os radicais
que exigem uma independência total e estão prontos para
aquilo tomar as armas. Imagina efectivamente que discurso
similar seria um impossível de ter sem o apoio dos seus
aliados de 50 anos:
TER que, de
resto continuam a financiar e armar a comunidade tibetana em
exílio. Realmente, TER dispõem actualmente de dois cavalos
de batalha que utilizam simultaneamente: o DL e a sua
sequência (europeu, sobretudo) por que passa o discurso
pacifista que serve para reunir os intelectuais ocidentais
em redor dos temas de "democracia", de "direito do homem",
de "liberdade de imprensa", etc. que é necessário impôr à
China (é um cúmulo "uma democracia" que é necessário
impôr!... mas aquilo anda à 200%), e seguidamente a fracção
"dura" do governo tibetano em exílio que conta cada vez mais
membros graças a um discurso musculado de luta para uma
independência, custa que custa. Aparentemente, são estes que
põem o fogo às pós e desencadeiam as violências.
- Aquilo não
exprime um real descontentamento?
Sim,
certamente. _ que eu os senhores ter explicar até lá ser
causa "externo" motim. Mas é evidente que se não existisse
um "terreno", os causas não poderiam desencadear nada. Como
dizia-voso, as razões internas são essencialmente
económicas, por conseguinte também sociais. Primeiro, é
necessário recordar-se que o ensino ao Tibete pôde começar
apenas nos anos ' 60, tendo em conta o atraso geral do
Tibete comparado com o resto do país.' O que quer dizer que
os primeiros universitários ou técnicos superiores tibetanos
começaram a trabalhar apenas nos anos 80, ou seja 10 anos
atrasado que os Chineses Han (e 10 anos na China, é quase
100 anos nnós!). É um atraso que ainda não é recuperado
agora. Este atraso nos níveis de formação, por conseguinte
também no tipo de trabalho proposto aos uns e os outro,
explica que os postos "importantes" são ocupados sobretudo
por Chineses. Para além de este primeiro problema que é
real, difícil resolver, e fonte de conflito "étnica", há
também o atraso conhecido, por toda a parte na China, das
campanhas em relação às grandes metrópoles. Se muitos
Tibetano aproveitarem dos progressos económicos da China,
muitos outro permaneceram no marasmo.
Este facto toca
apenas o Tibete, mas o conjunto da China: as desigualdades
fazem-se cada vez mais gritantes entre mais fácil (ou mesmo
o razoavelmente fáceis) e mais necessitados. _ que lá ter
sem dúvida mais específico Tibete, ser que pouco chinês
residir Tibete ser sem trabalho - se eles chegar Tibete, ser
que eles saber que eles lá ter um trabalho, se não eles ir
noutro lugar -, enquanto que lá ter muito jovem tibetano sem
trabalho. Em geral, vêm da campanha e seguiram exactamente a
escola primária. Faltam de qualificação, enquanto que os
Chineses que vêm trabalhar ao Tibete são técnicos
qualificados, universitários ou quadros, e certamente
comerciantes. Ainda que o ensino é facilitado aos Tibetano
(como às outras minorias étnicas da China, de resto), que
minerval é menos elevado e que os exames de entrada são
menos severos que para o Han, os Tibetano não vêem sempre o
interesse de prosseguir estudos superiores.
Conduzir os
Tibetano a formar-se seria no entanto uma maneira
interessante diminuir a desigualdade social, enquanto que a
China "realiza-se" a injectar mil milhões de yuan para o
único desenvolvimento económico do Tibete. _ mais, cidade
tibetana, mercado livre favorecer chinês Han e muçulmano
hoje que ter mais experiência comércio que tibetano. Por
conseguinte, lá também, os Tibetano sentem-se sobre o
quadrado em relação ao Han e hoje. Notar que o ódio racial
no que diz respeito aos muçulmanos é ancorado há muito tempo
no Budismo tibetano e veiculado por ele (ea. por o
Kalashakra): é devido às invasões muçulmanas no norte da
Índia aos 10.os e séculos XI que os mestres tantriques foram
refugiar-se ao Tibete.
O Tantrisme
indiano, tornado ao Tibete o budismo tibetano, guardou no
que diz respeito ao Islão um ranc?ur longo devido às
perseguições muçulmanas. - A China não anexou o Tibete?
Pode-se negar a existência de uma reivindicação nacional ao
Tibete, uma "nação tibetana" distinta da China? Como
dizia-voso mais elevado, o Tibete foi anexado à China
Mongols, ou seja à época onde Mongols estendiam o seu
império e.a. China (13.o). Quando a China retomou o controlo
sobre o seu império, com o Ming, do 14.o ao século XVI,
sofrivelmente desinteressou-se desta remota região tibetana
e o Tibete continuou a ser anexado à China "passivamente".
Seguidamente, os De Manchúria apreenderam-se da China e
fizeram do Tibete uma província chinesa. Episódio seguido
por a dos Britânicos, seguidamente a TER. Enquanto que
significa o termo "nação"? Se quer falar de uma nação
historicamente distinta da China, é necessário subir à
dinastia do Tubo que reinava sobre o Tibete do 7.o ao século
IX.
É como se agora
afirmava-se o império de Charlemagne! Se quer falar de uma
cultura específica, aquilo parece evidente que o Tibete não
tem a mesma cultura que a China, não estêve único pela sua
língua e sua escrita, mas também pelos suas tradições, suas
religiões, seus habitantes, etc.. O que de resto não impediu
múltiplos cruzamentos, ao ponto que interrogo-me que aquilo
poderia gerar como rupturas e dramas familiares se um dia o
Tibete ficasse realmente independente e pusesse todos os
Chineses Han à porta, bem como todos os muçulmanos (são as
duas etnias visadas pelo governo em exílio): eles um teria
consagrado problema para distinguir que é que, e que
pertence qual etnia. Com efeito, os discursos étnicos estão
lá apenas para explicar ao grande público guerras que
fazem-se entre elas as grandes potências: aquilo viu-se nos
Balcãs, no Iraque, na URSS, aquilo reproduz-se ao Tibete. O
que confunde-me, é que a opinião pública ainda "não fez
tilt". E o que preocupa-me, é que os desafios neste conflito
excedem de longe todos os que viu-se nos outros conflitos:
por um lado a China não se deixará fazer, por outro lado, é
a economia mundial que corre o risco de balançar.
- Hoje, os
Tibetano podem viver de acordo com a sua cultura/ religião?
Os Tibetano são
a favor da maior parte muito que crê, aquilo vê-se no
diário: os moinhos à oração giram alegremente, assiste-se à
prosternations na frente dos templos da manhã à noite, sobre
as estradas encontra-se peregrinos anda-se para Lhassa, as
bandeiras de oração flutuam sobre os colos, os mosteiros
bondés moines mesmo muito das jovens crianças (o que é
proibido pela lei chinesa), os bilhetes de banco amoncellent
ao pé dos bouddhas, de longe propõe-se -se résonner as
trombetas e o mantras.
A prática
religiosa é longe a ser restringida. Seria necessário ser
realmente sem sinceridade para pretender o contrário! Ou, é
necessário nunca ter sido ao Tibete. No ensino, o
bilinguismo é obrigatório e praticado todas as nas escolas
que visitamos (primários, secundários e superiores);
institutos de tibétologie foi abertos à intenção dos jovens
tibetano (ou outro) que desejam aprofundar o estudo da
cultura tibetana: são dados lá cursos de língua, de
medicina, de teologia, de música e dançados, de práticas
artesanais, etc. por conseguinte mim pensa que é realmente
non-sens dizer que a cultura e a religião opprimées ou são
destruídas. De novo, é a informação que é dada nnós: após
ter posto em destaque o engano quanto ao genocídio étnico,
voltou-se -se rapidamente para o "genocídio cultural". É
evidente que, mim, como pequeno indivíduo, se digo a
inversa, ninguém não me crerá, mas é suficiente ir ver sobre
o lugar para convencê-los.
Então de
qual fala quando aponta-se do dedo a "repressão chinesa"?
É proibido e
severamente punido é muito tentativa de "separatismo", ou de
divisão da China. Aquilo pode ser actos que parecem anodins
nnós, como levar a bandeira tibetana em rua (bandeira que
foi inventadas em 59, aquando do exílio, e que tem por
conseguinte uma cor política), ou distribuir folhetos em
rua, ou distribuir a fotografia do DL (que é effigie
político), ou organizar manifestações, etc. para este tipo
de acções, há muito rapidamente (demasiado rapidamente sem
dúvida?) detençáo, e às vezes aprisionamento.
A China é
drástica a este respeito porque sabe que o apoio à este
movimento para a independência do Tibete é enorme, que este
apoio vem do Ocidente e visa a divisão da China. Como
dizia-voso, o contencioso não se refere tanto aos seis
milhões de Tibetano da China em frente da China, mas é um
contencioso que opõe a China ao Ocidente e que se exprime
pela indisposição económica que conhece actualmente o
Tibete.
- Qual é a
natureza do budismo tibetano e a sua estrutura/clero? Os
seus papéis sociais e políticos, passados e presentes?
Então lá,
interroga-me reescrever meus bouquin! Em resumo, o Budismo
tibetano é procedente o tantrisme, uma das três grandes
escolas ou "veículos" do Budismo. De acordo com os
bouddhologuos, é o veículo que se é mais afastada do dharma
(ou ensino original do Buda, 6.o AC). Em primeiro lugar,
porque trata-se do veículo mais recente (6.o PC), por
conseguinte o Budismo teve o tempo de metamorfosear-se
várias vezes, este à qual deveu emprestar-se devido
dificuldade à intelectual do seu ensino. E seguidamente
porque o Budismo tibetano tem a particularidade de exercer
simultaneamente um poder espiritual e um poder temporal, que
não existe nos dois outros veículos do Budismo.
Com efeito, o
tantrisme tomou o seu desenvolvimento ao Tibete os dias 10.o
e 11.o pelas circunstâncias históricas que vocês contei
(invasões muçulmanas). Nessa época, o Tibete era
desorganisado totalmente a nível político e social. Ora as
comunidades tantriques vindas do norte da Índia, eram
estruturadas muito e hierarquizadas. É por isso que, quando
instalaram-se neste Tibete que pedia uma reorganização,
retomaram a região em mão de maneira "espontânea",
utilizando os seus próprios critérios. O tantrisme tornou-se
o budismo tibetano a partir do momento em que adaptou-se aos
m?urs, costumes e à religião autóctones (o Bön). Pode-se
dizer que nessa época, a religião budista foi benéfica ao
Tibete, dado que conduziu o Tibete para féodalité
estruturado. O aborrecimento, é que este féodalité figée
durante um milénio em redor de um poder religioso
extremamente repressivo e conservador. O Tibete foi parado
na sua evolução devido à este poder omniprésent e
omnipotent. Não é necessário esquecer que os mosteiros
possuiam mais de 70% das terras tibetanas, o resto que vai
às famílias nobres. Nunca não existiu um poder teocrático
também potente e também rico no mundo. Era incomparável com
o que se passava nnós Moyen-âge onde os mosteiros deviam
fazer-se um pequeno lugar à sombra dos castelos fortes. Com
o advento RP a China em 49, foi mais difícil que elevado o
clero tibetano renunciar à este poder.
- Vocês
ditos que o budismo tibetano permitiu impôr um sistema
feudal. Mas aquilo foi o caso da maior parte de religiões.
Este tempo não é terminado?
Bem certo,
aquilo foi o caso para não mal outras religiões, como qual
as religiões têm sempre um pé na política, qual que diga-se.
O budismo tibetano permitiu à uma sociedade tribal, como
estava antes do século IX, evoluir para uma sociedade melhor
estruturada, feudal. Féodalité não tem mais a quota nula
parte, e a antiga elite tibetana, mantendo em exílio, não
tem a intenção de retornar ao antigo sistema. Modernizam-se
o também e são antes partidários do modelo "andado livre"
com réinstauration da propriedade privada das terras, por
conseguinte, sobretudo fora do sistema chinês, mas copiado
sobre o modelo ocidental. - Como explicar o sentimento muito
protibetano em Ocidente, nomeadamente nos meios de
comunicação social? A opinião pública segue os meios de
comunicação social e os meios de comunicação social obedecem
aos interesses económicos.
Não se vive
numa ditadura económica nós?
A censura é
melhor também real aqui que noutro lugar, mas camuflada. Em
Ocidente, não se é fechado em prisão para as suas opiniões,
mas na sua cabeça, seguidamente na doença que resulta.
Interrogo-me às vezes o que vale melhor. Por conseguinte a
vossa pergunta real passa a ser: o sentimento "como explicar
protibetano veiculado pelo nosso sistema económico"? Nem
TER, nem a Europa apreciam os progressos fulgurantes da
China sobre a cena internacional. Todos os golpes são bons
para contrapôr-o: "É necessário foutre o bordel durante os
JO em Pequim!" "grita Cohn-Bendit no seu discurso em sessão
plenária a propósito do comportamento que a UE deve adoptar
em frente da China."
Isto, não mesmo
uma semana após os acontecimentos que inflamaram o coração
de Lhassa!
É bastante
monstrueux, mas aquilo demonstra por "a+b" que o "grande
mundo da diplomacia e o trust financeiro" não tem cura do
Tibete, o que importa-lhe é "foutre o bordel na China". Como
fazer engulir este pilule ao grande público ocidental, não
perdendo sobretudo a aprovação dos intelectuais? Para
aquilo, recorre-se Seu Saintidade que pelo seu sorriso de
neves eternas faria derreter um gato na frente de um rato.
O Budismo
tibetano não se vestiu os seus mais bonitos atours para
seduzir um Ocidente "em vazio de valores espirituans"?
Entrado nnós
surfando sobre a vaga do "regresso às fontes" dos anos 70,
não lhe foi difícil fazer-se passar que o dharma,
apresentado à nós como um "ateísmo espiritual", uma
filosofia de vida, um modo de ser, uma terapêutica interna,
etc., resumidamente, muito excepto uma religião. Ora, se se
olha-se um ligeiramente mais perto, o Budismo do Buda é já
uma religião dado que propõe transcendance: um para além dos
sofrimentos que resultam dos nossos limites físicos e
temporais.
É que além,
ou transcendance, não implica uma fé?
O Budismo
tibetano é mais ainda uma religião, dado que tem reintroduz
dogmas, cujo os famosos: o réincarnation, precisamente
aquele contra o qual insurgiu-se o Buda em pessoa! O
réincarnation foi entregue à honra pelo Budismo tibetano ao
século XIV, para poder oficializar a sucessão da herança
espirituala, temporal e, sobretudo, material de uns uns
Rinpoché (ou responsável de mosteiro) para o seguinte, pelo
sistema dos tulkous (que conta com a crença no
réincarnation). Ser responsável por um mosteiro ao Tibete à
época feudal, era ser grande proprietário fundiário: as
terras, e os bens sobre estas terras, incluindo serfs,
pertenciam ao mosteiro.
Aquilo explica
porque houve tanto assassinatos nas filas do elevado clero
tibetano e de guerras entre as diferentes escolas do Budismo
tibetano. Resumidamente, o Budismo, graças ao seu carácter
muito plástico adaptou-se aos diferentes ambientes onde
elegeu domicílio, que seja ao Tibete, ou ao 20.o nnós...
onde Seu Sainteté o DL plait nos servir-se algumas conchas
de democracia, com cuillère à sopa de Direitos do homem, e
tanta liberdade de expressão, misturá-lo conscienciosamente
à uma boa pitada de tolerância e de compaixão budistas, e
obtem-se uma massa bem lisa pronta para enfornar nos altos
fornos mediáticos para fazer succulente tarte à nata! Único
o Budismo adapta-se, é um sinal de boa saúde! O que é muito
mais insalubre, é um DL que faz passar o Budismo tibetano
para uma No.religião (uma filosofia) de tolerância e
compaixão privada de implicações políticas. Lá, há realmente
de qual se esclaffer (embora não seja uma boa graceja)!
- Não se
pode também explicar-o pelo carácter totalitário e
repressivo do Estado chinês?
Evidentemente,
que põe-se adiante nós, é o contraste entre o "pacifismo" do
DL e o "totalitarismo" da China.
Mas é
ligeiramente ridiculamente preto-branco, não encontram?
É necessário
bom justo persuadir das crianças em pingamento communion.
Então como faz-se que todos nnós (mesmo os intellos de
esquerda, progressistas, écolos, bios, e todo e todo) têm
esta ideia muito contrastada em cabeça, de um Tibete tanto
simpático e uma China abominavelmente repressiva? É a mesma
pergunta que: como faz-se que todos bebem Coca-cola e levam
Adidas? O pub, aquilo funciona e é perigoso, todos sabem-no
e não se pode impedir-se fazer-se ter. Sobretudo que este
pub lá, aquilo faz 50 anos que golpeia-nos!
_ que um
dizer nós que China ser "repressivo", acordo até certo
ponto, mas explicar -me como se facto enquanto que
proporcionalmente ela conta cinco vez menos prisioneiro que
TER?
_ que um
dizer nós que China ser "totalitário": _ acordo para
declaração que ela resto comunista, mas ser automaticamente
sinónimo "totalitário"?
De resto, o que
obstrui-nos, não é enquanto for comunista, mas é que protege
o seu "território económico": nem TER nem a UE haver que
querem ao seu próprio modo, e aquilo não agrada de forma
alguma às multinacionais. Os investimentos estrangeiros na
China não excedem 3%: não é um bonito presente para as
nossas multinacionais!
Há uma
dimensão geoestratégica? Qual é o papel Dalai- Lama?
A dimensão
geoestratégica está ao centro do problema, certamente e,
desde o começo do século XX. Não é necessário esquecer que a
Europa tinha muitas "concessões" na China no início do
século XX e que o Tibete estava, para assim dizer, sob a
tutela dos Ingleses. A tomada de poder pelos comunistas pôs
termo à esta semicolonização. Creio que nnós, não se digeriu
aquilo. Desde o fim da segunda guerra mundial, são TER que
retomaram a tocha com a guerra fria em tela de fundo. O
Tibete e o DL tornaram-se dois excelentes cavalos de batalha
para TER na sua tentativa de dividir a China.
- Os EUA
acabam de tirar a China da sua lista dos Estados mais
repressivos?
A China não se
tornou um Estado capitalista como os outros? Se os EUA fazem
aquilo, não é num objectivo estratégico? Aquilo permite-lhes
organizar mais motins em regiões tibetanos, o que deverá
conduzir a China a estender os canhões da repressão, e TER
poderão assim surgir o seu cartão vermelho: "estado
repressivo". A China pratica actualmente uma economia que
chama "mista", est-à-dire que certos aspectos do capitalismo
são admitidos lá, mas que o socialismo gere ainda o reforço
da economia chinesa. Simplificando, pode-se dizer que o
capitalismo desenvolve-se sob o controlo do partido
comunista. De acordo com os economistas internacionais, o
sector público domina ainda a economia chinesa mais de 60%.
é talvez difícil de compreender para nós que reflectem antes
de maneira aristotélicienne onde "tem não pode nunca ser não
-A". Mas para um Chinês, é de aproximadamente do yin-yang:
um não exclui o outro, A pode ser non-A, aquilo depende das
condições. É que chama-se uma maneira de pensamento
dialéctica. Por exemplo: as autoridades constataram que
deixaram ir demasiado adiante a poluição muito. Do golpe, no
seu plano de cinco anos, corrigem o TIR e prevêem um
investimento gigantesco no sector do ambiente e a ecologia,
quite a recorrer à investimentos estrangeiros. Mas
utilizando meios capitalistas, o seu fim não o é. Pode-se
apenas esperar que aquilo funciona!
Elisabeth
Martens |