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Trípoli, 11 de junho de 2008
Celebramos hoje, neste lugar, de cabeças
erguidas e em plena voz, desfrutando da liberdade, dignidade
e orgulho e conosco desfruta esta região, que até pouco
tempo atrás fazia parte dos territórios do império
norte-americano colonialista naquela época.
Esta terra intocada que
foi irrigada pelo imaculado sangue dos antepassados e
coberta por seus corpos puros para defendê-la através das
etapas da historia, estava, há pouco tempo, totalmente
ocupada militarmente. E desde 1954, o agente falido regime
monárquico havia assinado o Tratado de Escravidão com os
Estados Unidos de América.
Quando lemos os termos do Tratado, vemos
de maneira clara que prevêem inicialmente que “as áreas que
os norte-americanos ocupam agora conforme definidas, as
áreas que as forças militares norte-americanas ocupam e
utilizam, e todas as áreas a serem integradas a elas
posteriormente”, isso quer dizer que quando o tratado foi
firmado em 1954, as forças norte-americanas já ocupavam os
territórios libios antes da assinatura desse tratado porque
o tratado reconhece que as áreas ocupadas e utilizadas pelas
forças militares norte-americanas, são as “áreas acordadas”
e são chamadas “as áreas acordadas”, além das áreas a serem
acordadas posteriormente.
É vergonhoso, irmãos, pode ser estranho
ou não, que a chamada Câmara dos Deputados eleita pelo povo
líbio e a luta dos ingênuos, simples e bondosos a favor
deste ou daquele candidato, é a mesma que ratificou o que
foi assinado pelo agente e traidor, o chamado Mustafá Bin
Halim, que era então o presidente do Governo Libio. Eles
aprovaram esse tratado, a partir do qual os territórios, o
espaço marítimo e o espaço aéreo da Líbia, passaram a ser
ocupados pelos Estados Unidos de América.
Isso aconteceu em 1954, aqueles eram os
parlamentares da Câmara dos Deputados e no Senado, exceto
quatro senadores que se recusaram a assinar. E devemos
conhecê-los para dignificá-los e glorificá-los, ou
glorificar seus familiares caso eles tenham falecidos. Não
nos esquecemos de suas posições naquelas circunstâncias
difíceis. O tratado de 1954 com os norte-americanos tolheu
a Líbia, e transformou-a depois de ter declarado sua
independência, um ou dois anos antes. Foi firmado o tratado
que levou à Líbia de volta à ocupação militar direta dos
países do ocidente. O ano de 1954 significou o ano da falsa
independência.
No que diz respeito às forças
britânicas, elas já existiam desde a segunda guerra mundial,
e naquela época não havia desculpa para alguém discutir a
presencia militar britânica porque todas as cidades líbias
eram repletas de campos militares britânicos.
Mas, os norte-americanos, britânicos e o
os paises do ocidente, inclusive a Itália, sabiam naquele
tempo que a Líbia era uma lagoa de petróleo e gás, então
deveriam ocupá-la e dividi-la entre si.
Assim sendo, a Inglaterra depois da
segunda guerra mundial, manteve suas forças na Líbia para
receber a sua parte, sua parcela da riqueza líbia de
petróleo e gás.
Porém, os Estados Unidos não queriam que
a Grã Bretanha se apoderasse sozinha das riquezas do
petróleo, por isso precipitou-se a ocupar a Líbia antes da
assinatura do tratado de 54, as forças norte-americanas
entraram antes da assinatura do tratado, assim como vêem
agora quando as forças norte-americanas entram na região do
Crescente Fértil, Afeganistão, Panamá, Granada e Iugoslávia
sem autorização de ninguém.
As forças norte-americanas invadem em
turbas as regiões que querem sem encontrar resistência
nenhuma no inicio, e assim as forças norte-americanas
entraram na Líbia, temendo que Inglaterra se apoderasse do
petróleo e do gás líbios, e assim a Líbia foi ocupada pelas
forças norte-americanas antes da assinatura do tratado de
54.
Esse tratado, que trouxe toda a vergonha
aos governantes da Líbia naquele tempo, os agentes
reacionários, o agente regime monárquico, colocava as áreas
acordadas sob ocupação direta, e há quem diga também que os
territórios ao redor das áreas acordadas, também sob a
proteção norte-americana.
Isso significa que em um lugar como este,
esta base que era chamada de Base de Wells e que nos
chamávamos de Base de El Melahah (Navegação) e agora é
chamada de Base de Ometeika, em referencia `a mártir
Ometeika, a criança que foi morta pelos Estados Unidos de
América, as mesquitas na volta da base, inclusive esta base,
e as casas, lojas, as esquinas islâmicas, os memoriais, as
fazendas e todas as instalações em volta das áreas
acordadas, que eram as áreas sob ocupação direta, eram
consideradas áreas sob proteção norte-americana.
Quer dizer que a área ocupada, a base
americana e as áreas ao redor estavam todas sob ocupação,
significa que os libios que, por coincidência, viviam nas
áreas entregues aos norte-americanos, tornaram-se escravos
das forças norte-americanas.
Isto é fato comprovado pelo artigo 30 do
tratado de 1954.
E eles diziam que a Líbia era um país
independente, será que este era um país independente? !
Havia lá um exército italiano formado de
20 mil individuos que não usavam uniforme militar, eles se
apoderaram das instalações econômicas e das terras
agrícolas, especialmente em Trípoli e adjacências. Tudo o
que era chamado de estado de Trípoli era ocupado por um
exército italiano vestido em trajes civis.
Este é o país que era independente!!.
Então, qual foi a falsa independência :
?! A de 24 de dezembro, ou a de primeiro de setembro de
1969?!.
O dia primeiro de setembro é o verdadeiro
dia de independência. O dia da libertação.
A base de El – Melaha era a base mãe, a
maior base de treinamento fora dos Estados Unidos de
América.
Apoiava-se em outro conjunto de bases,
de campos de treinamento, bases de espionagem e
inteligência, de comunicação, que se estendiam até a cidade
de Tajura, os campos de tiro nas bases de Al Watiah e Sidi
Belal, e os depósitos dessas bases ocupavam outra base e
todas estas áreas.
O grave é que todo o espaço marítimo,
aéreo e terrestre entre uma base americana e outra, estava
sob o domínio americano. Quer dizer que todo o território
situado entre esta base e a de Al-Watiah, era domínio
americano, assim como entre aquela base e a cidade de
Tajura.
Claro que tinham se juntado a eles as
forças britânicas, que estabeleciam campos em qualquer lugar
sem qualquer limitação. Isso porque não existiam zonas
acordadas para a presença das forças britânicas, já que toda
a Líbia era ocupada pela Inglaterra.
Quando tentei, como oficial do exército
líbio, entrar naquela base para explorá-la , chegou um grupo
de militares americanos e me pararam dizendo “pára”, eu
respondi “não, eu sou oficial do exército líbio”. Eles
falaram :“sim, não pode entrar na base de Wells justamente
porque é um oficial do exército líbio”.
Imaginem, eles disseram :“não entre”, "
você não tem este direito sendo um oficial libio”. Olhem a
indignação, a situação em que vivíamos : a um oficial do
exercito libio eles falaram que era proibido entrar na base,
porque para os norte – americanos era considerada um
território americano.
Mas voltei na manhã do dia primeiro de
setembro, junto com os oficiais livres, quando cercamos esta
base com metralhadoras e fuzis. Naqueles tempos eles não
tinham tanques, aviões nem mísseis.
Os Estados Unidos foram surpreendidos com
o cerco desta base mãe por todos os lados pelos bravos
oficiais, tenentes e soldados no dia primeiro de setembro.
Quando os Estados Unidos perguntaram sobre o assunto, os
oficiais livres responderam que era óbvio :“saiam da nossa
terra, saiam das terras que vocês ocuparam, este é o dia da
independência, chegaram os libertadores que não aceitam que
um só pedaço de suas terras fique ocupado, ou será a
morte”.
Naquelas horas, e após a Líbia ter sido
declarada república, aqueles a quem vocês chamam agora e com
razão, de cães vadios, correram como ratos assustados,
entrando na base de Al-Melaha, pedindo aos seus amos
norte-americanos, que foram recrutados pela CIA para
retirá-los rapidamente, e embarcá-los nas primeiras horas em
caixas a bordo de aviões americanos, antes que fossem presos
e mortos pelos oficiais livres.
Depois disso, os oficiais livres
informaram aos norte-americanos que qualquer avião que
decolasse depois seria derrubado. O embaixador
norte-americano, me lembro do nome dele -“Josef Palmo”, foi
ao Ministério das Relações Exteriores e disse que a situação
era muito grave, “nosso aviões precisam decolar diariamente
em vôos de treinamento, para manutenção e para não se
estragarem ficando em solo, estes aviões devem decolar”. O
Ministério das Relações Exteriores respondeu que o assunto
estava nas mãos dos libertadores que libertaram esta terra,
“escutem as ordens deles”. Voltaram perguntando-nos “o que
fazer”. Dissemos a eles “óbvio, entraremos na base, você se
viram, esta terra é nossa e a queremos na hora”. Falaram
:“nos dêem autorização, os aviões tem que decolar” e nós
dissemos a eles que “qualquer avião que decolasse, se
retornasse seria derrubado por nós”. “Vamos autorizar vocês
a decolar, mas não podem aterrissar outra vez”. Eles
concordaram, e assim os aviões norte-americanos saíram um
atrás do outro em direção a suas bases na Alemanha, e a
base ficou vazia sem aviões.
Então eles chegaram cedo antes do prazo
determinado por nós, e disseram “tomem suas terras”,
perguntamos “como, ainda faltam alguns dias para a data de
entrega”. Então eles disseram “não, não, o que vamos fazer
com a base se os aviões decolaram sem volta”. E foi assinado
o acordo de evacuação. E agora vocês entram nela como
pessoas livres , falando em voz alta e de cabeças erguidas,
livres na terra e sob o sol.
Tudo graças ao grande povo que deu à luz
aqueles oficiais heróicos, os oficiais livres e seus bravos
soldados que libertaram esta terra.
Passeiem por esta grande e espaçosa base
e caminhem por seu interior com dignidade e orgulho, e de
cabeças erguidas.
Olhem como esta terra era sob a ocupação
dos norte-americanos e das forças militares
norte-americanas, e tinha o que se chamava o rei, príncipe
herdeiro, senado, câmara de deputados e ministros, que
comiam as migalhas dos soldados norte-americanos para manter
as terras ocupadas.
De todas as maneiras, os Estados Unidos
saíram sem demora nas horas decisivas em 1970 e “Deus
resguardou os crentes do combate”, porque como eu havia
anunciado em um discurso na Praça dos Mártires, em Trípoli,
que as bases sairiam e se demorassem e se recusassem a sair,
haveria combates em cada rua porque invadiríamos essas
bases, lutando com a força para matar os soldados do inimigo
, que sairiam vivos ou mortos.
No dia seguinte foram dadas as ordens
para programar o treinamento militar geral, enquanto as
instituições educacionais e outras começaram o treinamento
às armas. Os países, donos dessas bases – Estados Unidos,
Inglaterra e a Itália- viram que o assunto era sério e que
aqueles revolucionários começavam a se preparar para o
combate e por isso preferiram a segurança para eles mesmos e
saíram calmamente. Estávamos muito felizes com essa retirada
pacifica das forças norte-americanas e britânicas, inclusive
das italianas, e que a retirada deles resolveu a situação
da melhor maneira.
Creio que os políticos e militares
norte-americanos e britânicos foram muito sábios por tomar
aquela decisão de sair sem demora, preferindo manter
relações tradicionais e normais entre seus países e a nova
Líbia, a Líbia Republica, a Líbia livre, sem hegemonia, sem
arrogância, e sem imposição de forças militares às terras
líbias.
As relações entre a Líbia e os Estados
Unidos de América poderiam ter sido mantidas amistosas ou
tradicionais porque não havia motivo para criar qualquer
tipo de conflito entre ambos depois da retirada das forças
norte-americanas.
Porém, por causa de comportamentos
equivocados, talvez por parte dos dois lados, o líbio e o
norte-americano, naquela época cresceu a tensão entre os
dois países até chegar ao rompimento de relações e à guerra,
os dois países se enfrentaram durante vários anos, e o Golfo
de Sert no Mar Mediterrâneo, se tingiu de vermelho com o
sangue dos mártires líbios e dos norte-americanos mortos.
São fatos concretos. Mas depois disso,
qual foi o resultado?
O resultado, eu acredito, é que os
Estados Unidos foram os perdedores e isso não foi porque as
forças militares líbias eram superiores à gigantesca e
internacional força militar norte-americana. Eu não falo
isto. Mas, quem quer lutar pela sua existência, não se
importa com a morte, luta até o final, seja diante de um
gigante, dois, ou um milhão de gigantes.
O importante é que os Estados Unidos
perderam depois de sua retirada, eu acredito.
A primeira derrota foi ter mandado seus
parceiros se retirarem da Líbia e abandonar os campos de
petróleo, e foram substituídos por empresas européias e de
outras nacionalidades. Essa foi a primeira perda dos Estados
Unidos por não estabelecer boas relações com a Líbia.
Ademais, os Estados Unidos tiveram perdas
humanas.
Nós perdemos inocentes, mártires. Porém
isso não foi uma perda, isso foi em troca de algo precioso.
Quem perdeu foi aquele que pagou sem receber nada em troca.
Mas nós pagamos com a vida de nossas crianças, com a vida de
nossos filhos e familiares, e em troca recebemos a
liberdade, a dignidade e o orgulho em nossa terra. Nos não
queremos ser arrogantes no mundo como os Estados Unidos
querem. Queremos ser arrogantes somente em nossa terra. Por
conseguinte, sempre estivemos dispostos a morrer por isso
ontem, hoje, amanhã e no dia depois de amanhã.
O mar se tingiu com o sangue dos mártires
e dos inimigos.
Sendo assim, os Estados Unidos também
sofreram outra derrota, eles perderam vidas, equipamentos e
aviões.
A grande derrota foi que a nação árabe e
islâmica, o terceiro mundo e as forças de libertação,
inclusive nos Estados Unidos, incluindo os povos
norte-americano e britânico, todos eles ficaram do lado do
povo da Líbia contra seus governos. E foi provado que não
existe democracia lá, mas sim ditadura, que não se
diferencia de maneira nenhuma da ditadura de Hitler,
Napoleão, Mussolini, Ganges Khan, ou Alexandre, até os
últimos tiranos.
Com ordem presidencial, assim se falava
na era de Reagan, o demente. O presidente norte-americano
deu ordem presidencial para declarar guerra contra a Líbia,
por exemplo, uma ordem presidencial para impor o bloqueio
contra a Líbia, de boicotar a Líbia, uma ordem presidencial
para fazer isso ou aquilo. Será que isso não é ditadura?
Será que é democracia?
Ora, então cada qual pode basear-se em
ordem presidencial e fazer o que bem entender. Dar um milhão
de ordens presidenciais, e assim a vida toda será regida por
ordem presidencial. Isso significa ditadura.
Enquanto em países do atrasado terceiro
mundo, o presidente não pode tomar decisões tão graves disse
tipo por meio de ordem presidencial. Em quaisquer pais do
atrasado terceiro mundo que tem algo de representação
parlamentar, o presidente não pode dar uma ordem
presidencial e fazer coisas desse tipo.
Isso é democracia. Isso é o pior tipo de
ditadura, porque são ações autoritárias contra a vontade dos
povos.
O confronto com a Líbia é contra a
vontade do povo norte-americano. Qual é a hostilidade que
existe entre o povo líbio e o norte-americano? Não há
hostilidade e até o final dos tempos, não haverá
hostilidade, nós nos conhecemos só pelo que há de melhor.
Que hostilidade existe entre o povo
norte-americano e o iraquiano, o afegão ou o iugoslavo? Não
existe. Contra o Iraque, Afeganistão, Panamá, Granada e
Somália? Tudo isso é contra a vontade do povo
norte-americano. O povo americano não quer isso. Ele não
sabe onde fica Somália, então por que seus filhos morrem lá
?
O povo norte-americano odeia o povo
palestino? Por que odiaria? Há milhões de refugiados
palestinos nos Estados Unidos e têm nacionalidade
norte-americana.
Não há inimizade entre o norte-americano
e o palestino. Porém por que os Estados Unidos são
anti-palestinos e fornecem armas àqueles que querem
massacrar o povo palestino? Isto é ditadura contra o povo
norte-americano.
Quem quiser democracia que venha à escola
de Líbia para aprender. Começa com A, B, Ba, Bi, Bu .
Ensinaremos a ele a democracia popular direta. Que venha
aprender na escola da Democracia Internacional na Líbia.
Mas quem quer conhecer a ditadura, muito
simples. Quem faz ditadura é o Franco e qualquer outro.
De todas as maneiras, agora não existe
confronto com os Estados Unidos e não existem forças
norte-americanas nos territórios líbios. As relações são
normais e as empresas norte-americanas, que foram privadas
por seu governo do petróleo líbio, voltaram agora a implorar
à Líbia para poderem retornar aos campos de petróleo e
firmar contratos.
Uma empresa norte-americana ficava com
90% dos rendimentos do petróleo, cabendo à Líbia apenas 10
%. Chegou o presidente norte-americano, o ditador, e privou
as empresas desses lucros. Agora, as empresas
norte-americanas pagam adiantado, implorando à Líbia que os
deixem retornar aos campos de petróleo, em troca de ficar
com apenas 10 % dos lucros, cabendo à Líbia os 90%.
É o que ocorre hoje em dia. É o que
existe na realidade. E, nós desgastamos essas empresas,
dizendo “não paguem mais e mais”, até tirar tudo deles,
deixando-lhes sem nada, e depois dizemos tudo bem, fiquem
com os 10 %, e eles concordam.
São práticas colonialistas, imperialistas
que prejudicam as empresas, o setor privado, o povo e suas
relações com os outros povos.
A Líbia tem interesse nos Estados Unidos?
Não há nenhuma justificativa para
tamanhas perdas e confrontos. Mas há uma política
imperialista que quer apoderar-se das terras e das riquezas
dos outros e oprimir os povos. Porem, não importa o quanto
os outros aceitem, porque ao final eles se revoltarão. Foi o
que aconteceu e é o que acontecerá nas regiões que sofrem
agora como a Líbia sofreu.
Acredito que os Estados Unidos agora
aprenderam a lição e nós também. Não creio que eles repitam
a experiência das fracassada políticas, não somente com a
Líbia, mas também com os outros povos que devem, por sua
vez, ter aprendido a lição da mesma maneira.
Virão agora as eleições nos Estados
Unidos. Apareceu um cidadão negro de origem queniana e
muçulmano. Estudou em escola islâmica na Indonésia, seu nome
é Obama.
Todos, no mundo árabe, no mundo islâmico
e na África aplaudiram essa personalidade, sentindo-se
otimistas, o aplaudiram, oraram por ele e desejaram-lhe
sorte. E talvez tenham contribuído nas campanhas legais de
doações para fazer com que ele consiga ganhar a presidência.
Porém, fomos surpreendidos com nosso irmão africano, de
Quênia, de nacionalidade norte-americana, dando declarações
que chocaram todos seus simpatizantes no mundo árabe, na
África e no mundo islâmico.
Esperamos que seja, e talvez seja,
apenas, como dizem no Egito, uma ocasião eleitoral, uma
mentira eleitoral. Para que saibam a palhaçada das eleições,
o candidato mente e mente para as pessoas para obter seus
votos, e na hora de conseguir e ganhar, dizem para ele “você
prometeu isso e aquilo”. Ele responde “não, foi apenas
propaganda eleitoral”. Olhem a palhaçada. Isso é democracia
?
“Não, é propaganda eleitoral e vocês
achavam que fosse sério, achavam que fosse verdade, nós os
enganamos para conseguir seus votos”.
Oxalá essas declarações sejam apenas
propaganda eleitoral. Porém, por ele ter dito que faria de
Jerusalém a eterna capital para os israelenses prova que
nosso irmão Obama desconhece a política internacional e não
tem conhecimento sobre o conflito no Oriente Médio. Ou será
que ele exagerou a tal ponto que inclusive os judeus, de
quem ele deseja conquistar votos, não acreditam nele.
Realmente, depois eles mesmos falaram que parecia que essa
conversa carece de verdade.
Como um homem pode dizer que faria de
Jerusalém a capital eterna para os israelenses, se ao menos
se sabe que a Jerusalém Oriental foi ocupada em 1967?
Depois ele disse :“destinarei US$ 30
bilhões aos israelenses nos próximos dez anos”. Bem, os
israelenses desfrutam e ocupam tudo e recebem apoio
anualmente, por que iria querer aumentar?
Disse: “farei com que a chamada “Israel”
seja superior a todos militarmente e trabalharei para que
ela tenha poder de defesa desde a Faixa de Gaza ate o Irã. "
Ora, ele referiu-se a algo muito grave, importante. Disse da
Faixa de Gaza até o Irã. O que significa de Gaza até o Irã?
Porque na realidade, a resistência pode surgir de Gaza ou do
Irã.
Sendo assim, ele considerou o mundo árabe
como morto, ignorou-o, deduziu que não representa
perigo aos israelenses e não lhe concedeu importância
nenhuma. Ele falou “a agressão vinda de Gaza ou do Irã”.
Bom, existem outros países árabes vizinhos. Pelo que disse,
deu a entender que esses países não valem nada. Não
pensariam em guerra. Os árabes são rendidos.
Ao dizer isso, seja nosso irmão Obama, ou
qualquer outro, todo candidato sempre bajulou os
israelenses, ofertando-lhes dádivas e presentes e apoio
incondicional.
Bom, existe uma nação árabe, e ninguém,
nunca, em seu programa eleitoral nos Estados Unidos, seja
verdade ou mentira, executando tal programa ou desmentindo-o
até por motivos de propaganda, mentira eleitoral, ou
falsidade eleitoral, nesta falsa democracia que existe hoje
em dia, ninguém menciona esta nação e fala que quer dar à
nação árabe US$ 30 bilhões, ou apoiar os laços da forte,
estratégica e histórica amizade entre os Estados Unidos e a
nação árabe, por exemplo, ou a nação islâmica.
Por que ele não diz isso?
Porque os mesmos árabes demonstram aos
Estados Unidos que são nada, cabisbaixos e rendidos. Então,
por que considera-los, se são garantidos? Para que implorar
a eles ou fazer-lhes ofertas para ganhar as eleições?
Os árabes nos Estados Unidos são mais
numerosos que os judeus. E os muçulmanos são mais numerosos
que os judeus, mas a fragilidade vem de seus países árabes.
Sua fraqueza vem de seus países árabes.
A bandeira eleitoral de Obama é: Mudança.
Mudança. Creio que ele conseguiu os votos contra seu
concorrente por causa desta bandeira: mudança.
Qual é a mudança nesse programa? Um conto
em que todo candidato diz que dará bilhões aos israelenses,
isso é uma prática que existe desde os tempos remotos. Onde
está a mudança nisso e qual é a novidade?
Ele disse “quero armar Israel com mais
armas nucleares do que já tem”. Qual é a novidade, e onde
está a mudança?
Acham que a mudança seria ele dizer
“apoiarei o povo palestino, o injustiçado, o injuriado,
dispersado, refugiado, cujas terras foram ocupadas, de onde
foi expulso em 1948”. “Este povo merece dos Estados Unidos,
uma potencia poderosa que defende a liberdade, o dever de
apoiá-lo”. Isso sim é mudança, é um dos caminhos para a
mudança, se ele realmente quisesse promover uma mudança.
Esperávamos que Obama, sendo ele
africano, fosse dizer :“Eu condeno a política
norte-americana anterior, alinhada totalmente aos
israelenses, existe outro povo, chamado povo palestino,
ferido e dispersado, massacres são cometidos diariamente
contra as mulheres e as crianças e casas são destruídas”.
Esperávamos que ele dissesse “Todos os
governos e candidatos norte-americanos anteriores ignoraram
a nação árabe, desprezando-a e hostilizando-a” e que
dissesse: “Eu quero mudar esta política externa
norte-americana e fazer com que os Estados Unidos sejam
amigos da nação árabe”. “Que os Estados Unidos apoiaram os
traidores nos países árabes e apoiaram os fracassados
governos reacionários, como o regime monárquico na Líbia
antes da revolução”.
“Mas todos esses governos caíram e
fracassaram e não puderam defender-se e não podem servir aos
Estados Unidos porque são fracassados. Portanto, devemos
lidar com os livres e honrados e não com os traidores”.
Ele deveria ter dito assim:“Os Estados
Unidos não terão relações com os traidores nos países
árabes, mas terão com os honrados, os livres, os que têm
princípios, os justos, os que podem fazer de tudo, os que
têm o apoio das massas , porque as massas eternamente
odeiam, desprezam e sentem vergonha de traidores , estejam
no poder ou fora dele , vivos ou mortos, as massas os
amaldiçoam sempre."
“Os Estados Unidos não deveriam ter
ficado do lado dos amaldiçoados, dos expulsos, dos
abominados e rejeitados pelos seus povos, cuja existência
está interligada à existência dos Estados Unidos, porque
foram eles que os impuseram aos seus povos”.
Os Estados Unidos, ou o novo candidato
deveria ter dito :“Eu decidi acabar com esta política
errônea e a partir de agora a política dos Estados Unidos
será lidar com os honrados, os livres e também com os
revolucionários que são amados e apoiados pelas massas, são
eles que poderiam prejudicar ou beneficiar os Estados
Unidos”.
Esta é mudança que seria benéfica aos
Estados Unidos, esta é a política que serviria aos Estados
Unidos .
Damos conselhos a ele em seu programa
eleitoral, seja a ele ou a outro.
Achávamos que ele fosse dizer :“Eu
decidi, se ganhar, ordenar uma inspeção no reator
nuclear de Dimona para verificar a existência de bombas
nucleares e de outras armas de destruição em massa que os
israelitas têm , quero ter certeza”.
Esperávamos que ele pudesse tomar uma
decisão como essa.
Mas certamente quando ele pensou nisso,
ele deve ter pensado porque quando falava do Irã e de seu
programa nuclear, ele devia ter trazido em mente o Dimona,
com certeza, mas se ele teve o Dimona em mente , então o
destino de seu antecessor Kennedy devia estar presente.
Kennedy resolveu inspecionar o reator
nuclear de Dimona e insistiu para verificar se fabricava
armas nucleares. Os israelitas recusaram, mas ele insistiu
de novo. A saída para esse impasse era a demissão de Ben
Gorion , que se demitiu para evitar a aprovação da inspeção.
E deu a luz verde para assassinar o Kennedy.
E assim o Kennedy foi morto por causa do
reator nuclear de Dimona e por ter insistido na inspeção.
Obama devia ter isso em mente, portanto
certamente ele queria falar sobre isso mas voltou atrás.
Por que ele falou sobre o programa
nuclear iraniano e não sobre o programa nuclear israelense?
Se realmente queremos a paz para os
israelenses e os árabes e para o mundo inteiro, então
devemos acabar com as armas de destruição em massa pelo
menos nesta região.
Que paz é essa se um tem bomba nuclear e
o outro não? Dizem pela paz. Se for pela paz, então
desarmem este e aquele de suas armas nucleares.
Esperávamos que ele dissesse: “Se eu
ganhasse, implementaria a idéia de um estado único “
Isratina” , previsto no Livro Branco do Khadafi. Esta idéia
é a que apresenta uma solução radical, histórica e
definitiva. É impossível estabelecer dois estados anões
nesta região. Qual é o estado que tem 15 quilômetros de
largura? A chamada “Israel” agora tem 15 quilômetros de
largura , que estado é esse?
Diante de cinco milhões de palestinos,
esperávamos que ele dissesse, “Os milhões de refugiados
palestinos, eu decidi fazer com que eles retornassem à sua
terra Palestina, de onde foram expulsos em 1948, e em 1967”.
Essa é a mudança aplaudida pelos povos, e
é a que o povo norte-americano e o povo negro dos Estados
Unidos querem.
Esperávamos que ele dissesse
:“Trabalharei pela independência e unidade da nação Curda,
que deve ocupar um lugar na terra e sob o sol no Oriente
Próximo”.
A nação Curda, estralhaçada, sofrida,
oprimida e colonizada por todos, ele devia ter ficado do
lado dela e não do lado dos traidores, sacrificando o
destino da nação Curda.
Isso sim é mudança.
Achávamos que ele fosse apresentar um
programa para combater as doenças, um programa para ampliar
e aumentar o canal de Suez para que os navios grandes que
não podem atravessá-lo pudessem fazê-lo agora. Este é um
grande programa, isto é estratégia.
Por que dar US$ 30 bilhões aos
israelenses para matar crianças?
Achávamos que ele fosse trabalhar para
limpar o ameaçado mar de Aral e a ameaçada lagoa de Chade na
África, e que dissesse :“Eu daria US$ 30 bilhões para
construir a barragem de Ingá para fornecer energia a toda
África e para iluminar a África que vive na escuridão”. Se
esta barragem fosse implementada, iluminaria a África e
exportaria energia a Europa.
Por que os Estados Unidos, este grande,
rico e poderoso pais, não apresenta programas como esses?
É lógico dar armamentos a Israel? Hamas ,
Gaza!!
Que necessidades anãs são essas? É esse o
programa dos Estados Unidos, um candidato levar a maior
potencia no mundo a este nível degradante. Essas coisas
simplórias.
Isso significa que o mundo ainda está
em risco. Eis que eles vêem que no final tudo se acaba em
morte. A morte se tornou
algo muito normal para os povos
e as pessoas. Eis que eles vêm
às pessoas, cada qual se transforma em homem bomba e morre
facilmente, no final tudo termina em morte.
Levaram Saddam à morte, como se estivesse
andando na rua. Morte .Morte, como e quando vai acabar ?
Os que ainda estão vivos morrerão por
indigestão e as outras pessoas preferem a morte, para elas é
melhor morrer.
A morte é o final. O que significa a
morte? É muito simples, todos nós vamos morrer, e que seja
a morte se o limite é isso. Quando alguém decide morrer, e
aí o que há a temer se nada mais o assusta, a morte é a
ultima parada, e nós não temos medo da morte.
Demos Saddam a eles numa forca, muito
normal, o sacrifício no dia das festas do El Eid.
Os palestinos morrem todo dia, os
iraquianos morrem todo dia.
Era de se esperar que ele dissesse
:“Forças internacionais irão a Gaza para proteger os
palestinos”.
Por que as forças internacionais vão a
Darfour e a Kosovo ? E os palestinos? Se eles fossem a
minoria, então as Nações Unidas deveriam protege-los e se
fossem a maioria, por que estão lutando contra eles na sua
própria terra?
De todas as maneiras esta conversa veio
em seu devido tempo.
Primeiro as eleições norte-americanas, e
quem detém o poder nos Estados Unidos não é povo
norte-americano e sim o presidente. Prova disso é que o povo
norte-americano não está interessado nas eleições assim
como os outros povos, já que as eleições viraram uma moda
antiga. E ninguém está interessado nelas , nem nos partidos
ou nos governos. As eleições não tem sentido, é algo que
deveria ser guardado no museu.
Agora é a era das massas, da globalização
e da democracia popular direta, e as pessoas são livres para
formar qualquer regime que lhes agrade, sem tutor,
parlamentar, governante e sem sofisma. Hoje em dia são
poucos os que votam nas eleições.
Sendo que o presidente é quem tem o
poder nos Estados Unidos e não o povo norte-americano a nós
importa e rezamos para que o presidente norte-americano
seja um homem de paz, que venha a dizer:“ Para nós, esta
nação árabe humilhada, mesmo se os seus próprios governantes
a humilhassem e a desprezassem perante o mundo e fizessem
com que ela não tivesse peso nenhum, enquanto os israelenses
têm peso sendo eles uma gota no mar para o Mar Árabe, eu
quero fazer amizade com ela e respeitá-la”.
O receio, todo o medo é que o negro se
sente inferior, complexo de inferioridade, e isso é grave.
Se nosso irmão Obama sente que é negro e não tem direito de
governar os Estado Unidos, será a grande catástrofe porque
este sentimento é muito grave e faria com que ele agisse
como branco ainda mais que os próprios brancos, exagerando
na opressão e desprezo aos negros. Essas declarações indicam
isso.
Isto é um complexo psicológico, tem que
ser tratado psicologicamente. É um problema psicológico os
negros falarem:“somos desprezados nos Estados Unidos”, já
que até pouco tempo atrás eles não podiam entrar nas
cafeterias dos brancos, nos restaurantes dos brancos, não
podiam pegar os ônibus dos brancos, não podiam morar nos
bairros onde moram os brancos, tal como são as coisas
atualmente na África do Sul, que apesar da independência os
negros ainda vivem a céu aberto, nas cabanas, varrendo as
ruas e a noite voltando para suas cabanas.
Dizemos a ele: o negro e o branco nos
Estados Unidos são iguais, todos eles são imigrantes. Os
Estados Unidos não são dos negros ou dos brancos, são dos
índios, os primeiros habitantes.
Chegaram o branco e o negro, então o
negro e o branco nos Estados Unidos são iguais, e Obama tem
o direito de erguer a cabeça e dizer: “Eu sou parceiro dos
Estados Unidos. Os Estados Unidos são a minha terra, do
mesmo modo que de vocês e se não fosse minha terra, então
não seria a sua também, é a terra dos índios, vocês são
imigrantes, nós somos imigrantes”.
Por que ele se sente inferior?
Atrás dele está todo o continente da
África esperando o que faria um presidente negro nos Estados
Unidos. Chegou ao ponto de as pessoas dizerem: “Oh Deus, que
seja o Maccain, ou não sei como se chama, o candidato
branco, o vitorioso, e não um candidato negro que possa
vingar-se de seus semelhantes e exagerar com as abomináveis
práticas dos brancos contra as outras etnias, em particular
os negros”.
Por que se sentir inferior? Todo mundo
está considerando estranho, é uma novidade um negro se
candidatar, é algo sem precedência.
Ora, por quê? Por que um negro não se
candidata nos Estados Unidos um milhão de vezes? Se os
negros vão sair, então que saiam os brancos, e que fiquem os
índios.
Mas, nós ainda esperamos que esse negro
se orgulhe de seu africanismo, de ser muçulmano, de seu
credo, de ter direito nos Estados Unidos, de mudar os
Estados Unidos do mal para o bem e que estabeleça relações
benéficas com os outros povos, em particular com os árabes,
e que diga: “se somos alinhados aos israelenses, então, o
cidadão dessa nação árabe no mínimo abomina os Estados
Unidos”.
Por que agora existe na nação árabe ódio
contra os norte-americanos, todo o mundo árabe odeia os
Estados Unidos, por quê? Porque são alinhados aos
Israelenses.
Por que ele não muda esta equação, fazer
com que os israelenses convivam com os palestinos em um
estado único ,“Isratina”, um Estado democrático, de
fraternidade, eliminando as armas de destruição em massa da
região, e aí reinaria a paz que protegeria os judeus no
Oriente Médio. É a paz que protegerá aos judeus no mundo,
não as armas norte-americanas, nem as armas nucleares.
Nós protegemos os judeus , quando os
odiamos ? Somente a partir de quando os Estados Unidos se
alinharam a eles contra nós. Os judeus sempre foram
oprimidos e nós os protegemos.
Em Jerusalém, quando o imperador
Constantino destruiu a cidade e expulsou os judeus no ano
72, nós os acolhemos na Península Árabe e oferecemos a eles
a cidade de Al Madina e demos a eles o Vale dos
Vilarejos, esses vilarejos judaicos “Bani Quraizah e
Qainuqah” e os outros remanescentes até os dias de hoje na
Península Árabe, todos eles tinham sido expulsos e
torturados pelos romanos e nos os protegemos dos romanos,
na Líbia , na cidade de Shahat.
E quando foram expulsos de Andaluzia no
século 15 , quem foi que os protegeu? Foram os árabes que os
protegeram. Nos os protegemos em cada bairro judeu em todo o
norte da África.
Portanto , eles deveriam ter retribuído
aos árabes que os protegeram ao longo dos tempos difíceis.
Como se a hostilidade entre os Estados
Unidos e os árabes fosse por causa de Palestina. Realmente,
se não fosse pelos Estados Unidos não existiria hostilidade
nem mesmo entre árabes e israelenses.
Finalmente, declararam: “o preço do
petróleo aumentou e vamos aplicar sanções contra os paises
exportadores de petróleo”. Por Deus, bem, a culpa é deles, e
querem impor sanções contra nós. Quem foi que aumentou o
preço do petróleo? O responsável é o dólar, os Estados
Unidos são os responsáveis por isso.
E os idiotas que usaram o dólar como
moeda de referencia foram também os que provocaram isso .
O dólar despencou fortemente na semana
passada, impulsionando o preço de petróleo que aumentou dez
dólares em um único dia. Está muito claro diante do mundo
que o aumento do preço do petróleo está atrelado ao dólar.
Não pensem que o preço real do barril de
petróleo equivale US $ 130, ele custa US$ 30 dólares apenas,
porque o dólar não vale nada, e nós o atrelamos ao dólar. O
dólar despenca, despenca e despenca. E quando entrar em
colapso, o petróleo entrará em colapso e todos os paises que
dependem do petróleo entrarão em colapso.
São as especulações que fazem com que
aumentem os preços.
São os impostos que eles impõem que
aumentam os preços.
As guerras, conflitos, mobilização de
esquadras aéreas e navais e forças terrestres, guerra contra
o Iraque e o Afeganistão, o mundo em chamas, ameaças,
instalações de mísseis e antimísseis, são essas coisas que
aumentam o preço de petróleo.
E no final atacaram os alimentos,
utilizaram o feijão, a soja, o arroz e o milho, e fizeram
deles combustíveis para os porta–aviões e os porta –
mísseis. A ultima que fizeram foi atacar os alimentos do ser
humano.
O atual presidente norte-americano faz um
apelo –"porque não rezamos juntos todo ano uma missa
coletiva para Deus? "
Por Deus, isto é extraordinário. É
extraordinário sendo o primeiro presidente norte-americano
que apela e pensa em Deus, e nós estamos do lado dele,
estamos dispostos a orar conjuntamente a Deus. É inspirado
na missa coletiva que nós praticamos aqui: uma vez na cidade
de Timbuctoo, outra na cidade de Agadez, em D’jamena, em
Kampala, e outra vez na Casa Branca. O Papa celebra missa
coletiva. Certamente ele teve ter tido a inspiração de que
as pessoas podem reunir-se e rezar juntas, isso é bom.
Mas, antes de rezar vamos parar de
massacrar as pessoas, vamos acabar com o massacre contra o
Iraque , Afeganistão e a Palestina.
Acabemos primeiro com os massacres, para
que Deus se agrade de nós.
Será possível cometer massacres, com as
nossas mãos e roupas sujas do sangue dos inocentes e das
crianças, e rezar? Que oração é essa?!. Se vamos orar ao
diabo, tal vez ele nos aceite derramando o sangue dos
inocentes, mas Deus não nos aceitará.
Vamos acabar com os massacres, e depois
oraremos.
E a luta continua.
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