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MCR [17.03.2008]
O
fraco impacto dos produtos básicos no desenvolvimento dos
países da sub-região está ao centro de uma série de reuniões
desde terça-feira em Yaoundé.
"Como pode-se morrer de fome, enquanto que está sentado-se
sobre umas gordas fortunas?" "A pergunta tem resentir-se,
fastidiosa de pertinência." Esta preocupação está ao centro
do Comité dos éxpers da Comissão económica para a África
(CAE), que inicia hoje ao hotel Hilton em Yaoundé, em
prelúdio na Conferência dos ministros do Desenvolvimento
económico da sub-região. Problema, como se posto, colocar em
evidência a fossa entre o potencial natural dos países da
África central e a sua saúde económica. A primeira
constatação que decorre é que as economias dos países da
sub-região dependem largamente demasiado das exportações dos
seus produtos básicos. Com efeito, com 85% de exportação dos
seus produtos básicos, esta parte do Continente preto é a ao
mundo que depende mais das vendas sob a forma de produto
bruto das suas matérias primas...
A segunda constatação assinala ao mesmo tempo uma espécie de
fatalismo, a respeito potencial "desgraça" que aplanaria
sobre a cabeça dos países rico em potencial natural, e os
efeitos perversos desta situação sobre os mecanismos
socioeconómicos de países em causa. O desânimo, o abandono
dos outros sectores de exportação fora das fileiras de renda
tradicionais (café, cacau, algodão, hévea, e até certo ponto
chá e açúcar); o recurso muito insuficiente ao sector
transformador; a fragilização das instituições, etc., são
certa das consequências do quase monopólio das exportações
dos produtos de renda no sistema comercial dos países da
África central.
As dificuldades que resultam, prosaicas e concretas,
fazem-se sentir igualmente a nível macroeconómico que nas
famílias. A fraqueza do sector da transformação local; a
dependência exacerbada das economias da sub-região dos
cursos ditados pelos mercados internacionais; o retrocesso
da produtividade, devida ao desânimo dos actores do mundo
rural, etc., faz parte. De acordo com os especialistas, uma
tentativa de correcção desta situação passaria por duas
etapas incontornáveis. A reactivação das fileiras
tradicionais e a promoção da transformação local dos
produtos de renda em produtos semiacabados ou acabados. A
montante, o reforço da investigação, que deve poder pôr à
disposição actores do mundo rural de sementes eficientes, o
abastecimento dos cultivadores pesticidas, em adubos e
outros factores de produção, a formação dos cultivadores,
etc., é as preliminares à esta diligência.
E seguidamente, certamente o estaleiro o mais costaudo, a
promoção do pequeno empresariado. A este respeito,
mutualisation das actividades do sector rural, a
simplificação do acesso ao crédito bancário, incluindo para
os actores do mundo rural, são estaleiros sobre os quais
certos países da subregião já são comprometidos.
Cinco países sobre dez que conta a Comunidade económica dos
Estados da África central, CEEAC, são confrontados com
conflitos internos. Um quadro que interpela no momento em
que abre-se esta segunda-feira 10 de Março em Kinshasa a
cimeira extraordinária sobre a Chade. Interpelação tanto
quanto trata-se das crises recorrentes que fizeram da África
central "o ventre frouxo" do continente. No momento em que
abre-se a cimeira extraordinária da Comunidade económica dos
Estados da África central, à Kinshasa, sobre a crise
chadiana, os países da África central devem sentir-se
interpelados. São referidos este encontro, pela Angola, o
Burundi, o Congo - Brazzaville, o Gabão o Camarões, a
República Centro Africana, a Chade, a Guiné équatoriale, à
São Tomé e Princípe e a República democrática do Congo. Aí
está mais de uma década que esta sub-região da África é
confrontado com graves crises cujas ondas do choque houve-se
sobre todo o continente. Às crises mais importantes são as
que golpearam a República democrática do Congo, a
CongoBrazzaville, o Burundi. Se o Rwanda não tivesse deixado
o CEEAC, os massacres de 1994 que abalaram este país tiveram
efeitos de treino consideráveis na região da África central
e a dos Grandes Lagos. Por estes de tempos que correm, o
Camarões e a Chade retêm a atenção dos observadores.
De resto, a "Batalha de Ndjamena" é precisamente a razão
principal de esta cimeira extraordinária do CEEAC em
Kinshasa. Naturalmente, estaria-se incompleto se não se
fixasse com alfinetes o golpe de força que deveria intervir
na Guiné équatoriale. Um grupo mercenarios haver um golpe de
Estado. Para prova, Malabo está estado de alerta tanto ele
diz-se que outro grupo mercenarios preparar-se-ia para
atacar Malabo para liberar um do seu prisioneiro neste país.
Ou seja. Conflitos recorrentes que fragilizam a África
central, no entanto tão rico, e destabilizam as instituições
nacionais. Porque? Causas endógenos e exógenas explicam esta
situação.
QUATRO CAUSAS INTERNAS, OS TRÊS EXTERNAS
Mais furonclo que fragilizem a África central podem ser
agrupados em quatro, ao plano interno. A África central é
refém do "proteccionismo político", de uma "ausência de uma
classe média política", "má de uma justiça distributiva", e
a "subida em potência do ethnicismo". "ver Bruxelas, Paris,
Lisboa e morrer". É estes em termos que pode-se resumir a
primeira causa para apoiar que várias vezes, as decisões não
se tomavam em Libreville, em Brazzaville, em Kinshasa nem em
Malabo ou em Luanda. Mas nestas cidades européias que são
outras apenas as capitais das antigas metrópoles. A história
destes países africanos escrevia-se noutro lugar, violando
mesmo o juramento destes grandes africanistas sob - região.
Neste caso Lumumba que dizia: "a história do Congo deverá
ser escrita no Congo por Congolês". Por extensão, "a
história da África deveria ser escrita na África por
Africanos". Assim, a guerra fria colava à pele Estados da
África central que são ainda vítimas deste proteccionismo
político.
É de um. De dois. A África central sofre da ausência desta
"classe média política" indispensável, como em economia,
para fazer a relação entre a elite e a massa popular. Há lá
em certa medida como um fosso. Por conseguinte, as
diligências políticas frequentemente mal são retransmitidas
e mal compreendidas. O que estêve na base primeiros
soubretudo que esmaltaram os primeiros anos da após
independência.
Muitos países da África central faltaram dequadros políticos
médios em relação a um sistema escolar colonial medio. Mas
as coisas ficam mais complexas quando trata-se de
compartilhar o "bolo nacional". O impulso egocêntrico
suplanta o sentimento de solidariedade nacional. Onde esta
má justiça distributiva que suscitou numerosas frustrações.
De três. Frustrações decorrendo igualmente da "subida em
potência do éthnicismo" assim nasceram castas, os potêntas,
atavismo, desnaturalizente assim a estratificação social, o
ascensão político normal. Assistimos por conseguinte aos
impulsos de conservação do poder, à resistência à mudança e
militarisation regimes pela criação dos "exércitos
pretorianos" à base tribal ou regional. E de quatro.
No entanto, a África central é objecto odio devido às suas
riquezas incommensuravles e ainda inexploradas. Há primeiro
a ÁGUA. O RDC, para não citar único este país, dispõe do
segundo grande rio do mundo, em termos de débito, após
Amazone no Brasil. E à cada minuto, perde 40 mil m3 de água
doce por minuto. Um dom de Deus que "enerva" vários países.
Além de água, há a floresta, a Bacia do Congo, um dos mais
importantes do mundo que possuem os dois o Congo, o Gabão e
a Guiné équatoriale. Por último, os minéraiss e as matérias
primas: oro, diamante, coltan, urânio, cobre, petróleo,
gazes.... Que desencadear uma guerra mundial.
UMA FORTALEZA TOCAVLE
Qualquer isto faz da África central uma fortaleza.
Infelizmente, uma fortaleza tocavle. As diferentes crises
evocadas aqui e lá são as provas indiscutíveis. As causas
internas laminaram todos os países até a fazer da África
central à "grande mudas" do continente. Nunca, esta parte da
África não se manifestou de maneira igualmente pragmática
para fazer entender a sua voz e fazer acelerar as diferentes
iniciativas levantadas a nível do continente, mesmo no que
diz respeito à integração subregional. Os países da
subregião evoluem numa espécie de lodo fechados, em quase
autarcia que satisfaz-se dos privilégios das relações
coloniais. Mas realmente reféns deste proteccionismo
político denunciado precedentes nas linhas. É nestas
condições que o RDC foi desiludido, descido num movimento à
dois tempos. Este país no entanto dispunha de todas as
vantagens para assumir a liderança da região. Falaria-se de
uma outra linguagem da Chade hoje se o exército francês não
tivesse fornecido a logística necessária. Não houve nenhuma
intervenção do CEEAC. Bem mais, como para dar-nos razão, o
Senegal patrocina esta 13 de Março em Dacar, a provável
reconciliação entre a Chade e o Sudão. Digam, entre Déby e
Bechir hoje, a África central está à procura de uma
liderança forte. A sessão de Brazzaville passa para os
observadores desta ocasião que serviu de causa.
A cimeira extraordinária de Kinshasa deverá provar se não se
enganar. Aí está porque as resoluções da sessão do Comité
paz e segurança, COPAX, do CEEAC que se realizou em
Libreville puseram um acento específico sobre o núcleo
militar. Uma estrutura indispensável que já tem feito as
suas provas nas missões de paz na África à imagem do ECOMOG.
Porque, é necessário efectivamente reconhecer que a África
central é ainda hoje uma fortaleza tocavle. É que visam as
forças centrífugas atraídas pelas riquezas desta subregião.
O QUE FAZER?
Evidentemente, a primeira coisa consiste a fazer uma boa
leitura desta crise chadiana que agrupa os Estados do CEEAC
esta segunda-feira em Kinshasa. Isto exige verdadeira uma
coragem política para libertar as insuficiências e propostas
das diligências políticas que têm em conta as aspirações dos
povos sob - região, as mutações que caracterizam o ambiente
regional e internacional. Esta análise deveria inegavelmente
conduzir os líderes dos países-membros da Comunidade a
cortar a corda umbilical com as antigas metrópoles para
criar as relações entre Estados a nível da acepção moderna
dos termos das relações internacionais. Apoiar-se sobre a
boa governança para combater a pobreza e reduzir as
fronteiras da ignorância. De reforçar as capacidades dos
partidos políticos como escolas da vida, a excelência e um
patriotismo total. Por último, consolidar mais os processos
de democratização com o objectivo de dispôr das instituições
nacionais fortes e , apoiadas por Exércitos e Polícias
realmente nacionais, mas pedestais das instituições
republicanos. As reflexões sobre a crise chadiana constituem
uma oportunidade crucial de modo que a África central
desperto. Qual não seja mais "a grande mudo", mais ainda o
ventre frouxo do continente preto.
Freddy Monsa Iyaka Duku
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